Alagoas é o primeiro estado a receber o plano ‘Juventude Viva’ de combate à violência

O objetivo do plano é enfrentar a violência à juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.

Desde a última quinta-feira (27) Alagoas passou a ser o Estado pioneiro na implementação do Plano ‘Juventude Viva’. O secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Luiz Odorico Monteiro, esteve no lançamento, representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O plano será desenvolvido em parceria com estados e municípios e tem o objetivo de enfrentar a violência à juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.

Inicialmente, o ‘Juventude Viva’ vai abranger aos 132 municípios com maiores índices de violência. O enfrentamento se dará a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia para os jovens; oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência nos territórios violentos; e aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e sensibilização de agentes públicos para o problema.

As cidades que receberão o plano inicialmente em Alagoas são Maceió, que ocupa o 2º lugar entre as 132 cidades que concentram mais de 70% dos homicídios registrados no País, Aracapiraca (30º), Marechal Deodoro (119ª) e União dos Palmares (123ª). Serão investidos cerca de R$ 70 milhões em recursos, distribuídos em mais de 30 iniciativas que integram 25 programas federais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% dos homicídios no Brasil atingem pessoas jovens, das quais 75% são negros e negras, de baixa escolaridade, sendo a maioria do sexo masculino. Os dados revelam ainda que ao longo da última década esses índices vêm crescendo. Tomando-se por base os anos de 2000 e 2010, o número de mortes de jovens negros subiu de 14.055 para 19.255.

Sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Plano é resultado de uma intensa articulação interministerial, além de ter sido debatido com os movimentos e entidades da sociedade civil.

Fonte: Conasems

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