Após ofício do Conass, Ministério da Saúde decide comprar doses da vacina CoronaVac

Foto: Agência Saúde

Após pressão dos secretários estaduais de Saúde, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, decidiu incluir na estratégia de vacinação contra a Covid-19, a compra de doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan produzida em parceria com a empresa chinesa Sinovac. O investimento será de R$ 2,6 bilhões até janeiro de 2021 para a compra de 46 milhões de doses. A decisão ocorreu nesta terça-feira (20), em reunião com os governadores. Os secretários de estado da Saúde do Piauí, Florentino Neto, de Goiás, Ismael Alexandrino Júnior e da Amazônia, Marcellus Campelo, participaram da reunião.

Na semana passada, o Conass enviou um ofício ao ministro da Saúde, no qual solicitava a adoção das medidas necessárias e imediatas para incorporação ao Programa Nacional de Imunização (PNI) das vacinas para Covid-19 produzidas pelo Instituto Butantan, assim como a de quaisquer outras vacinas produzidas e testadas por outras indústrias, que possuam condições de eficácia, segurança e produção disponível para iniciar a vacinação da população brasileira no mês de janeiro de 2021, ou no menor espaço temporal possível.
Na reunião desta terça, Pazuello tranquilizou os governadores e garantiu que o Ministério da Saúde tem trabalhado na busca de vacinas eficazes e seguras e que possam ser oferecidas aos brasileiros no menor prazo possível.

O presidente do Conass, Carlos Eduardo Lula, comemorou a decisão. “Ressaltamos a importante atitude do ministério. Saúde se faz com diálogo e democracia. Algumas vezes com divergências respeitosas, mas sobretudo com a preocupação de cuidar da população brasileira, garantindo a vacina o tão logo possível”, elogiou.

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