Brasil mantém 95% de cobertura vacinal nos últimos 10 anos

Manter o calendário de vacinas em dia garante a saúde do bebê e ajuda o Brasil a continuar registrando altos índices de coberturas vacinais contra doenças imunopreviníveis. A cobertura vacinal no país nos últimos dez anos atingiu em média 95% para a maioria das vacinas do calendário da criança e em campanhas de vacinação. As doses são disponibilizadas gratuitamente nos 35 mil postos da rede pública.

O Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde instituiu calendários não só para o primeiro ano de vida, mas também para crianças, adolescentes, adultos e idosos. “O Brasil tem um dos melhores e mais complexos programas de imunização do mundo, oferecendo de forma gratuita vacinas contra diversas doenças. A vacina é uma aliada importante para controlar, combater e eliminar essas doenças; o Brasil é modelo para outros países que não conseguem atingir uma cobertura vacinal como a nossa”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Como exemplo, em 2011, a vacina BCG, que combate a tuberculose atingiu 107,7% de cobertura vacinal; a tríplice viral, que combate sarampo, caxumba e rubéola atingiu 102,2% e meningocócica conjugada C, inserida no calendário em 2011, atingiu 105,5% de cobertura vacinal. Na campanha de vacinação contra poliomielite para menores de 5 anos de idade em 2012 foram vacinadas mais de 14 milhões de crianças atingindo uma cobertura vacinal de 98%. As campanhas de vacinação contra influenza também mostram a capacidade de mobilização do PNI na adesão da população ao chamado a vacinação. Neste ano foram registradas mais de 25 milhões de dose da vacina e a cobertura total atingiu 86,24% da população-alvo estimada em cerca de 30 milhões de pessoas.

O Ministério da Saúde disponibiliza 43 tipos diferentes de imunobiológicos: 26 vacinas, 13 soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e quatro soros homólogos (imunoglobulinas humanas), utilizadas na prevenção e/ou tratamento de doenças. Desde a década de 70, estratégias diferenciadas como campanhas e vacinação de rotina resultaram na eliminação da varíola, em 1973, da poliomielite, em 1989, e, mais recentemente, em 2001, a eliminação da transmissão autóctone do sarampo no país. Além da erradicação destas doenças, o Programa vem controlando, por meio da vacinação, o tétano neonatal, as formas graves da tuberculose, a difteria, o tétano acidental e a coqueluche.

Novas Vacinas –  Em 2010, duas novas vacinas foram introduzidas no calendário vacinal: a pneumo 10 valente e a meningocócica conjugada. Com o objetivo de ampliar o uso das vacinas combinadas, o Ministério da Saúde incluiu em 2012, no calendário de vacinação da criança, a vacina pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B), visando diminuir o número de aplicações de injeções nas crianças. Nesse ano também foi incluída no calendário da criança a vacina inativada poliomielite com o esquema vacinal sequencial de quatro doses em crianças menores de um ano de idade que estejam iniciando seu calendário de vacinação. Para 2013, o Ministério da Saúde vai oferecer mais duas vacinas no calendário básico de imunização: contra a varicela e contra a hepatite A.

Caderneta de Vacinação – A servidora pública Luciana Curvelo sabe da importância de manter a caderneta de vacinação do filho Henrique, de um ano, em dia. “Acho que vacinar é fundamental e, tenho muito pena dele na hora da furadinha da agulha, mas sei que dói muito menos do que qualquer uma dessas doenças que podem ser prevenidas com a vacina”, diz a mãe.

A coordenadora do Programa de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, diz que a caderneta é tão importante quanto qualquer outro documento de identificação do cidadão. “A mãe deve sempre levar a caderneta de vacinação da criança toda vez que for aos serviços de saúde, em especial nas campanhas ou nas vacinas rotineiras. É uma oportunidade para que os profissionais de saúde avaliem a situação vacinal de criança e se houver alguma vacina em atraso, há a oportunidade de atualizar o esquema vacinal da criança”, diz.

Fonte: Kattiúscia Alves /Agência Saúde

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