Centro de combate ao crack ganha Unidade Social

Dependentes químicos e familiares receberão pré-atendimento, orientação e encaminhamentos com maior rapidez

O governador Geraldo Alckmin inaugurou na quarta-feira, 13 de fevereiro, uma área destinada exclusivamente ao atendimento social a dependentes químicos e familiares no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas). O espaço faz parte do Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack, iniciativa que uniu as secretarias de Estado da Saúde, de Desenvolvimento Social e da Justiça e da Defesa da Cidadania, para combater o uso e o tráfico de drogas.

O local foi criado para proporcionar agilidade na triagem. No espaço, o dependente químico ou familiar irá receber encaminhamento das áreas de assistência social, saúde ou justiça para esclarecer as dúvidas e orientação para resolver os problemas relacionados. Durante o atendimento, será solicitado um histórico do caso de dependência química para preenchimento da ficha de atendimento.

Todas as informações são importantes: se a pessoa já passou pelo atendimento no Caps, se o usuário de drogas ainda mantém contato com a família, se está desempregado ou se não tem onde morar, por exemplo. Neste último caso, o dependente poderá ser acolhido em uma das 16 instituições assistenciais conveniadas no Estado de São Paulo para reinserção social.

Nos casos em que a família do usuário esteja em situação de vulnerabilidade social, a equipe de assistência social poderá encaminhá-los para atendimento em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou Centro de Referência Especial de Assistência Social (CREAS). Os encaminhamentos na área de saúde serão realizados no Cratod, quando o usuário se encontrar em situação emergencial ou caso ele já tenha sido atendido no Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

O dependente químico será avaliado por uma equipe multidisciplinar para tratamento ambulatorial ou internação, sempre determinado por laudo médico.

Balanço

Desde o dia 21 de janeiro, o Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas) atendeu 6.093 ligações, realizou 1.203 atendimentos e internou 189 dependentes químicos.

Das internações realizadas, 90% foram voluntariamente, ou seja, com o consentimento do paciente. As demais foram realizadas de forma involuntária, com o consentimento da família. Até o momento nenhuma internação compulsória foi realizada no Plantão Judiciário.

A maior parte dos pacientes internados (84%) é do sexo masculino. Além disso, 94% das internações foram de adultos, com idades entre 18 e 59 anos, e 5,5% foram de adolescentes.

Com a ampliação da assistência aos usuários e de leitos de observação para casos agudos, a adesão de pacientes em busca de atendimento também aumentou: a média de 300 ligações semanais anterior ao período de implantação do serviço aumentou em quase 20 vezes.

A nova medida, que uniu Saúde e Judiciário, tem como objetivo dar maior celeridade às internações compulsórias e involuntárias (já previstas em lei de 2001) dos casos mais graves e extremos. A ação foi precedida do fortalecimento da rede assistencial para dependência química no Estado.

Desde 2009 foram implantados no Estado cerca de 800 leitos exclusivos para tratamento de dependentes de drogas no SUS (Sistema Único de Saúde). Desses, 209 foram criados na atual gestão do governador Geraldo Alckmin, e outros 600 deverão ser entregues até o próximo ano, na capital e interior, incluindo um moderno centro especializado em Álcool e Drogas ligado ao Hospital das Clínicas da FMUSP. O investimento total previsto é de R$ 250 milhões.

Publicado por Assessoria de Imprensa SES/SP

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