Cigarro e pílula anticoncepcional: uma combinação perigosa

Associação aumenta em até 10 vezes risco de infarto, embolia pulmonar e trombose

Mulheres que fumam e tomam pílulas contraceptivas devem tomar cuidado. Essa combinação é perigosa. Segundo o Ministério da Saúde, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e trombose em jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e utilizam esse método de controle de natalidade.

O coordenador do Programa de Controle de Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Celso Rodrigues, explica que os hormônios das pílulas, assim como os agentes químicos dos cigarros, aumentam as chances de formação de coágulos nas artérias, podendo obstruir o fluxo sanguíneo. “Os anticoncepcionais causam fragilidade capilar e favorecem a hipertensão arterial. Já o tabaco, além de vaso constritor, faz com que as plaquetas do sangue grudem na parede do vaso, criando uma crosta que facilita o rompimento ou a obstrução do fluxo sanguíneo”, alerta Celso.

O cigarro é responsável por quatro em cada dez mortes de mulheres com menos de 65 anos e, quando associado ao uso de anticoncepcionais orais, o número é ainda maior. Nas mulheres acima dessa idade, o tabagismo é responsável por cerca de 10% dos óbitos causados por doenças coronarianas.
O tabaco causa doenças como enfarto, derrame cerebral, doenças respiratórias, doença pulmonar obstrutiva crônica, além de câncer no pulmão, lábio, língua, traquéia e esôfago.

Para acabar com esse vício que traz tantos malefícios a saúde, a população do DF pode contar com cerca de 60 grupos, formados por, pelo menos, um médico e um funcionário da área, nos hospitais regionais e nos centros de Saúde. Quem deseja parar de fumar também pode ligar para o número 136 e encontrar a orientação necessária.

Rafaela Marrocos-ASCOM/DF

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