Em duas semanas oferta de medicamento para asma aumenta quase 30%

Neste 21 de junho é celebrado o Dia Nacional de Controle da Asma e a população tem muito a comemorar. Há duas semanas, o Ministério da Saúde começou a disponibilizar de forma totalmente gratuita medicamentos para asma, além dos 11 já distribuídos para hipertensão e diabetes, por meio do Programa Saúde Não Tem Preço.

Desde o dia 4 de junho (início da disponibilização de medicamentos) até a última segunda-feira (18), 31.176 pessoas já retiraram os antiasmáticos nas farmácias populares. Este número representa um aumento de 28% em relação às 24.344 pessoas que haviam comprado os remédios nas farmácias populares, já com 90% de desconto, 15 dias antes do início da gratuidade.

A família Pereira foi uma das beneficiadas. Com a inclusão de três medicamentos para asma (Brometo de ipratrópio, Dirpoprionato de beclometasona e Sulfato de salbutamol) na ação Saúde Não Tem Preço, os irmãos Pereira não precisam se revezar para comprar o remédio para a mãe, Maria Martins Pereira.

De acordo com a funcionária de Serviços Gerais, Lourdes Pereira dos Santos, a aposentada de 76 anos descobriu há três que é asmática. “Desde então, o uso do remédio é contínuo. Sem o medicamento, minha mãe sente-se muito cansada. Como ela ganha salário mínimo, arrecadávamos o dinheiro entre meus irmãos. Estamos muito satisfeitos com a distribuição gratuita”, garante Lourdes.

Alguns estados apresentaram o crescimento no número de beneficiados com os remédios. Só no Rio Grande do Sul houve um aumento de 64%. Em 15 dias, 8,7 mil pessoas retiraram medicamentos no estado, contra 5,3 mil que haviam retirado nas duas semanas anteriores à gratuidade. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemora os resultados do programa. “Acreditamos que o acesso a remédios de graça mais perto de casa e do trabalho das pessoas, em toda rede do Aqui Tem Farmácia Popular, vai ajudar a aliviar o sofrimento das crianças, das famílias e sobretudo das mães, pois vai reduzir a necessidade de irem para os pronto-socorros, diminuir as internações e os óbitos”, avaliou o ministro.

A ação também integra o programa Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff, cujo objetivo é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Asma é um problema de inflamação das vias respiratórias. Quando ocorre um ataque de asma, os músculos ao redor das vias respiratórias ficam apertados e a parte interna das passagens de ar incha. Isso reduz a quantidade de ar que pode passar. A doença está entre as principais causas de internação entre crianças nesta faixa etária.

Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças com esta idade. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por causa da asma. “Este é mais um passo do governo federal para garantir acesso universal à saúde, priorizando um programa de alto impacto principalmente na população infantil”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.
Como pegar os remédios na Farmácia Popular – Por meio da rede as pessoas que sofrem com hipertensão e diabetes e asma, por exemplo, recebem remédio de graça para tratar as doenças. Para adquirir os medicamentos:

– Procure farmácias e drogarias privadas credenciadas ou a rede de Farmácia Popular e apresente o CPF próprio, receita médica válida e documento com foto
– A receita deverá ser prescrita por um médico, que pode ser particular ou do SUS. A validade das receitas varia da seguinte forma: anticoncepcionais valem 1 ano; demais medicamentos e fraldas geriátricas valem 120 dias
– No caso de menores de idade, o CPF dos pais é aceito, até que ele providencie um próprio. Há um limite de remédios por CPF
– A farmácia tira uma cópia da receita e a devolve ao paciente
– A farmácia emite duas vias para a pessoa assinar. Uma delas fica com o cliente e a outra permanece com a farmácia
– Para os analfabetos, será aceita a digital
– As farmácias e drogarias que se negarem a entregar os remédios sofrerão as penalidades previstas na própria Portaria, podendo inclusive ser descredenciadas do programa. Basta denunciar no telefone da Ouvidoria: 136

Ilana Paiva / Blog da Saúde

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