Goiás é referência na gestão por organizações sociais

Goiás tem sido referência para outros Estados do País na administração das unidades de saúde por organizações sociais. O novo modelo de gestão é adotado atualmente em 13 unidades goianas, entre as quais os maiores e mais importantes hospitais públicos do Estado. Em todos eles, os resultados alcançados são extremamente positivos, evidenciados pela economia de custos, realização de reformas na estrutura física, aquisição de material e equipamentos para procedimentos complexos e implantação de novos serviços

As experiências bem-sucedidas tem atraído a Goiás vários gestores de outros Estados. Nos últimos meses, as unidades hospitalares goianas receberam visitas de governadores, vice-governadores, secretários da Saúde e de assessores do Distrito Federal e dos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Alagoas e Maranhão. Em todos as ocasiões, as autoridades foram recepcionadas e ciceroneadas pelo secretário de Estado da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela.

“Fazemos questão de compartilhar com os gestores de outros Estados as experiências bem-sucedidas e mostrar os avanços alcançados nas nossas unidades, da mesma forma que nos interessamos em conhecer os serviços de qualidade impelmentados em outros Estados”, pontua Leonardo Vilela. Acompanhado de representantes das organizações sociais e de diretores dos hospitais, ele tem apresentado aos visitantes as alas e setores mais importantes dos hospitais e feito um relato do salto qualitativo implementado depois da mudança de gestão. Além disso, tem demonstrado aos visitantes a nova metodologia para aquisição de equipamentos e a economia proporcionada por esta medida.

Avanços

Leonardo Vilela também expôs os saltos qualitativos proporcionados pelo novo modelo de gestão durante a 6ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizado em maio.  Em seu pronunciamento, o secretário goiano destacou o avanço em relação à assistência. Os registros da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás apontam que houve aumento de 101% nos atendimentos ambulatoriais; de 48% em cirurgias; 80% em internações em enfermarias e 72% em internações em Unidades de Terapia Intensiva. Em contrapartida, o custo financeiro subiu somente 28%.

A opção por transferir a gestão da maioria das unidades públicas às organizações sociais foi adotada efetivamente devido ao êxito alcançado no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). A unidade, idealizada e construída pelo Estado no início dos anos 2000, é gerida pela Associação Goiana de Integralização e Readaptação (Agir) em 2002 e, desde então, apresenta uma dinâmica surpreendente de crescimento. Diariamente o Crer atende cerca de 2 mil pessoas e realiza aproximadamente 5 mil procedimentos. Na unidade são realizadas, a cada mês, cerca de 800 cirurgias; entregues cerca de 280 aparelhos de ampliação sonora e confeccionados mais de 1,3 mil órteses e próteses.

Novas transferências

As demais unidades hospitalares passaram a ser geridas por organizações sociais a partir de 2012. Entre elas estão o Hospital Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi – unidade de especialidades médicas na qual são realizados procedimentos de alta complexidade; Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) – segunda maior unidade de urgência e emergência no Estado e Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT)  – especializado na assistência em doenças infecto-contagiosas, e o Hospital Materno Infantil (HMI) – referência no atendimento à mulher e à criança, onde também são realizados vários procedimentos complexos.

Recentemente a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás deu um salto qualitativo  ao disponibilizar para a população goiana o Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A unidade, inaugurada no início de julho, é considerada a maior e mais bem equipada unidade de saúde pública do Centro Norte do País, especializada no atendimento de urgência e emergência. Assim como os demais hospitais públicos do Estado, o Hugol está sendo gerenciado por uma organização social.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também está concluindo o processo para a transferência às organizações sociais de pelo menos mais 12 unidades hospitalares. Entre estão estão seis Centros de Referência e Excelència em Dependência Química (Credeqs) e os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) localizados em dez municípios goianos.

Leonardo Vilela pontua que além da agilidade na solução dos problemas e economia, a parceira com as organizações sociais tem proporcionado outras vantagens. “Temos absoluta convicção de que a gestão por organizações sociais resultou, principalmente, na melhoria da qualidade do atendimento prestado aos usuários do Sistema Único de Saúde.”

 

Fonte: Ascom SES/GO

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