Goiás tem meta de eliminar o aedes aegypty ainda este ano

O movimento “Goiás contra o Aedes” iniciado no dia 6 de janeiro deste ano em Goiás, promove, com ações padronizadas e simultâneas, o combate ao mosquito transmissor da zika, dengue, febre-amarela e chikungunya. A força-tarefa já alcançou, com visitas domiciliares para eliminação dos focos do mosquito, 141 dos 246 municípios goianos.

A operação foi deflagrada após assinatura do decreto de emergência sanitária que coloca o estado em alerta total contra a proliferação do mosquito.  Até o dia 15 de janeiro,  mais de 270 mil imóveis receberam a visita de agentes de saúde, de combate à endemias e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás. Já foram retirados mais de 8 mil focos do aedes nas casas trabalhadas.  

“Temos mais de 3 milhões de imóveis em Goiás que serão visitados mais de uma vez até junho. Se for necessário, a missão poderá ser estendida  até que se dê por extinta a proliferação do mosquito em Goiás”, garante o Secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela.

A força-tarefa que envolve todas as 40 regionais da Defesa Civil no Estado tem como dinâmica operacional chegar aos município e bater de porta em porta. O objetivo é entrar nas residências para ajudar na limpeza e remoção de todo objeto que possa acumular água parada ou lixo.

Um total de 20 mil pessoas, incluindo agentes de combate à endemias, agentes de Saúde, equipes do Corpo de Bombeiros e  voluntários são moblilizados a cada semana no ciclo de visitas.

Aedes Zero: Para eliminar o mosquito do território goiano, Goiás adotou critérios mais rígidos de classificação de risco daqueles utilizados pelo Ministério da Saúde (MS). Isso quer dizer que para classificar um imóvel com índice satisfatório em Goiás ele não poderá ter nenhum registro de foco. Diferentemente do padrão do MS que considera satisfatório o índice de 1% a 3,99%. “Aqui em Goiás, acima de 0,01% a 3,99% já consideramos esse imóvel em alerta”, pontua Leonardo Vilela.

Tecnologia:Para monitorar todas as casas que já foram trabalhadas e limpas os bombeiros utilizam um sistema de mapa georreferenciado das quadras de cada cidade. Esse sistema é alimentado em tempo real nos municípios  e atualizado a cada 30 segundos.

O mapa apresenta quadros que sinalizam com a cor verde as casas que já estão livres dos focos e de vermelho as que não estão.

Pelo sucesso da Força-tarefa, o Estado de Goiás foi o primeiro da federação a informar os dados de campanha contra o mosquito Aedes para o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia do Governo Federal.

Desafio: Dos imóveis já visitados, cerca de 70 mil encontram-se fechados. Parte deles por abandono e parte pelo quantitativo de cidades-dormitório.

Um dos desafios da operação é o entorno de Brasília onde o índice de móveis fechados é de 40%. Superior as demais do Estado que é de 25%.

“Para tanto, já iremos realizar, em fevereiro deste ano, ações simultâneas de retorno a todos os imóveis que se encontravam fechados. As visitas serão programadas em horários alternativos onde esperamos encontrar os moradores que trabalham no Distrito Federal”, explica o comandante da operação, coronel do Corpo de Bombeiros, Múcio Ferreira dos Santos.  

Para facilitar o trabalho nos imóveis fechados, os prefeitos das cidades são orientados a aprovar, em âmbito municipal, decreto semelhante ao de emergência estabelecido no Estado de Goiás para entrarem nos imóveis e realizarem a ação sanitária.

Toda a campanha é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, por meio do Comitê Executivo Estadual contra o Aedes que conta com a participação de diversos órgãos públicos.


Fonte: Comunicação Setorial / Secretaria da Saúde do Estado de Goiás
Fone: (62) 3201-3784 / 3201-3816 / 3201-3811

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