Painel de análise do excesso de mortalidade por causas naturais no Brasil em 2020

O acompanhamento dos indicadores de morte é uma estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde para avaliar os efeitos diretos e indiretos da pandemia de Covid-19 nos países. A análise da evolução do excesso de mortalidade complementa outros dois dados usados com frequência, que são o número confirmado de casos e de óbitos provocados pela doença – já disponível no Painel Conass Covid-19.

O Conass elaborou o presente painel com base no estudo e método desenvolvidos pela organização global de saúde pública Vital Strategies em colaboração com professores e pesquisadores de Universidades, que assinam o resumo executivo e a nota técnica que acompanham o lançamento desse painel. O painel tem a parceria da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o País, que atendem a população em todos Estados brasileiros, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.

Os óbitos esperados em 2020 foram projetados com base nos dados do Sistema de informações sobre Mortalidade (SIM – Ministério da Saúde) entre 2015 e 2019. Os óbitos observados em 2020 tiveram como fonte os dados do Portal da Transparência do Registro Civil, da Central de Informações do Registro Civil (CRC), sendo aplicada metodologia para correção de subregistro. O excesso de óbitos foi calculado no nível de estados, sexo e faixa etária através da diferença entre o esperado e observado nas semanas epidemiológicas. O indicador de excesso de mortalidade total é a soma dos excessos semanais, segundo local, idade e sexo, a partir da semana 12 (15 de março) até a última semana mostrada no gráfico abaixo.

A infecção por Sars-CoV-2 não é necessariamente a causa direta do excesso de mortalidade. O número de óbitos superior ao que era esperado para o período pode também ser reflexo indireto da epidemia. Mortes provocadas, por exemplo, pela sobrecarga nos serviços de saúde, pela interrupção de tratamento de doenças crônicas ou pela resistência de pacientes em buscar assistência à saúde, pelo medo de se infectar pelo novo coronavírus. Saiba mais



Baixe aqui o conjunto de dados do painel.


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