Integração de serviços de saúde facilita o acesso ao diagnóstico de sífilis, HIV e hepatites virais

“É possível avançar criando serviços de saúde que saiam do espaço formal e de fato cheguem à população.” A conclusão é do diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, dita ontem (16) durante a apresentação de três experiências exitosas em vigilância, prevenção e controle das DST, HIV e hepatites virais. Os trabalhos fizeram parte do primeiro dia de mostra competitiva da 12ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi).

O evento, que ocorre em Brasília até 19 de outubro, está em sua 12ª edição e é promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). A exposição foi criada para que profissionais de saúde dos estados e municípios possam compartilhar e debater projetos e temas técnicos relevantes em vigilância, prevenção e controle de doenças.

A criação de comitês regionais de investigação da sífilis congênita como estratégia para redução da transmissão vertical da doença no município de São Paulo abriu a mostra. Apresentada por Rosa Maria Nakazaki, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, a experiência mostrou como a integração da vigilância é fundamental para a adoção de intervenções e redução local da incidência da sífilis congênita.

De Sorocaba (SP), a enfermeira Isis Teixeira, da Secretaria Municipal de Saúde, trouxe a experiência de unidades móveis do Fique Sabendo. A mobilização de testagem para aids, sífilis e hepatites virais se dá por meio de ônibus adaptados que atendem homens e mulheres. “O desafio de Sorocaba é chegar nas cerca de 22 mil pessoas que estão infectadas por uma dessas doenças e não sabem”, observa. A mostra competitiva foi finalizada com o estudo Vigilância da hepatite B viral em cluster familiar.

A experiência foi realizada, em 2011, em Sabinópolis, município de Minas Gerais com menos de 20 mil habitantes e mostra o mapeamento da cadeia de transmissão da doença no município.

Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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