Ministro Padilha fala sobre ações de combate ao Diabetes

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concedeu entrevista à rádio Excelsior para falar sobre as ações de combate ao Diabetes. Ele destacou os programas Farmácia Popular e Academia da Saúde.

Confira:

Locutor: Sabemos que a saúde é um direito do cidadão e dever do Estado. A política pública direcionada ao Diabetes é mais centrada no Ministério da Saúde ou os estados e municípios têm autonomia para criarem condições de cuidar das pessoas com essa doença considerada pela OMS uma epidemia?

Temos contratos profissionais que gerenciam os hospitais nos estados e municípios. Mas as decisões do Ministério da Saúde, os recursos repassados aos municípios e os programas que criamos têm um impacto fundamental no controle do diabetes. O ministério, desde fevereiro de 2011, colocou de graça os medicamentos de diabetes no programa Farmácia Popular e nas farmácias privadas credenciadas pelo Ministério da Saúde. Desde então, conseguimos aumentar em cinco vezes o número de pessoas que tiveram acesso ao remédio de graça para o diabetes. E com isso as pessoas podem tomar o remédio diariamente, controlar melhor a doença sem ter que gastar para comprá-lo.

E pela primeira vez, de 2011 a 2012, nós tivemos redução do crescimento de internações do diabetes. São ações como essa do Ministério da Saúde que determinam o cuidado com os pacientes e mostram aos municípios como buscar o diagnóstico do diabetes e como deve ser o trabalho dos profissionais de saúde. A oferta dos medicamentos de graça permitiu o melhor controle dessa doença que aumenta cada vez mais no nosso país.

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Locutor: Mais de quatro milhões de pessoas já foram favorecidas nos municípios. Este número já deve ter aumentado. Quais são os números apresentados atualmente nesta cobertura do Ministério?

Nós temos em todo o país quase 10 milhões de pessoas que já foram beneficiadas junto com o remédio de graça para diabetes e hipertensão nas farmácias populares, sem contar com o número de pessoas que pegam o remédio nas Unidades Básicas de Saúde e nas farmácias especializadas dos hospitais públicos, que são remédios comprados também com recursos do Ministério da Saúde. Esse programa é importante para o diabetes em nosso país, pois, morrem por ano, quatro vezes mais pessoas de diabetes do que por aids.

Metade da nossa população está acima do peso e 15% é considerada obesa. O Brasil não está ainda no nível dos Estados Unidos, Argentina e Chile de alta proteção da população com sobrepeso, mas nós crescemos cada vez mais em relação ao aumento do peso e obesidade. Por isso que precisamos agir e as ações de prevenção são fundamentais.

O Ministério da Saúde também criou, em 2011, o Academia da Saúde. O ministério repassa recursos aos estados e municípios para que eles montem equipamentos para atividades físicas. Mensalmente também são repassados recursos para que possam contratar profissionais de educação física, fisioterapeutas e nutricionistas para orientar a atividade. Com o programa, chegamos a reduzir em 83% o número de pessoas que tomaram o remédio para diabetes e hipertensão ou reduziram a dose do remédio ou a frequência e até pararam de tomar o remédio. Vimos que a atividade física orientada desde o começo e para aqueles que têm diabetes pode ser decisivo para melhorar a qualidade de vida e reduzir também o número de internações e óbitos peça doença.

Locutor: Qual é a dinâmica das pessoas que necessitam destes remédios? Elas têm que ser diagnosticadas primeiro nos postos e depois irem até as farmácias com a receita? Como o ministério tem feito?

Para ter um bom controle e para que não haja desperdício de recursos, a pessoa tem que ir em uma Fármacia Popular ou na que tem o nome Aqui tem Farmácia Popular com a receita que pode ser ou do médico de um posto de saúde, da rede pública, ou mesmo de um médico da rede privada que a pessoa tenha feito a consulta. Ela leva a receita e um documento com foto. Na farmácia é registrado o número do CPF e fica uma cópia da receita para cadastrar no sistema informatizado. As farmácias funcionam 24 horas por dia e a pessoa pode deslocar a farmácia mais próxima, o que facilita muito o acesso. Com isso ela pode economizar e utilizar o dinheiro para outra despesa na família.

Fonte: Rádio Excelsior

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