MS avança nas políticas às gestantes de alto risco

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta segunda-feira (25), da abertura do Seminário sobre o enfrentamento da morte materna na Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), que acontece em Brasília, até esta terça-feira. Durante o evento que marca o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, Padilha falou sobre as ações do Ministério da Saúde para a redução da mortalidade materna e destacou os avanços nas políticas de atenção às gestantes de alto risco.

“Com os dados de 2011 da Rede Cegonha sobre mortalidade materna, junto aos estados e municípios, vamos ter uma maior capacidade de planejar onde precisamos implantar maternidades de alto risco e como vamos monitorar e cobrar as ações”.

Para realizar este acompanhamento os municípios que aderiram à estratégia Rede Cegonha estão implantando o sistema de monitoramento do pré-natal. Por meio desta ferramenta, o Ministério da Saúde ficará sabendo de todas as medidas que os profissionais tomaram para cuidar das gestantes, além de um módulo específico para as grávidas diagnosticadas como de alto risco. “Por meio do sistema nós temos a capacidade prévia de saber onde estão as gestantes de alto risco e se já há programação de maternidade de alto risco para fazer o atendimento. Além disso, cada unidade que recebe uma gestante de alto risco neste país saberá se está cumprindo as condutas que são necessárias para este atendimento”, exemplifica o ministro.

A ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, também participou da abertura do evento. Ela destacou a importância na redução dos índices de mortalidade materna. “Acredito que essa redução está dentro de um contexto. E este contexto é o investimento em políticas sociais e políticas que vão impactar no cotidiano da vida das mulheres”, afirmou a ministra Eleonora.

Estratégia – Os dados divulgados na última sexta-feira (25) mostram que em 2011, a estratégia Rede Cegonha conseguiu reduzir em 21% a mortalidade materna no país. Entre janeiro e setembro do ano passado, foram contabilizados 1.038 óbitos decorrentes de complicações na gravidez e no parto, o que representa queda de 21% em comparação ao mesmo período de 2010, quando 1.317 mulheres morreram por estas causas.

Lançada em março do ano passado, a Rede Cegonha já destinou investimentos federais R$ 2,5 bilhões para qualificar a assistência à mulher e ao bebê. Com pouco mais de um ano, a iniciativa já atende 36% das gestantes no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as melhorias, o avanço no acesso das mulheres às consultas de pré-natal – em 2011, mais de 1,7 milhão de mulheres fizeram no mínimo sete consultas pré-natais.

Ilana Paiva/ Blog da Saúde e Tinna Oliveira/ Agência Saúde

Foto: Luís Oliveira – ASCOM/MS

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