Novo Coronavírus é tema de webpalestra realizada pela Saúde Estadual

A fim de abordar e divulgar as informações atuais sobre o novo Coronavírus aos profissionais das unidades de saúde, devido à situação de alerta no país, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa), através do Telessaúde Sergipe, promoveu uma tele-educação nesta terça-feira, 11, com a webpalestra “Vigilância, manejo e fluxo de casos suspeitos do novo coronavírus”. Na última semana, o Secretário de estado da Saúde, Valberto de Oliveira, junto a gestores(as) da SES, participaram de diálogo sobre ações estratégicas de enfrentamento ao vírus em reunião no Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), além de coletiva de imprensa para falar sobre as recomendações do Ministério da Saúde (MS), bem como apresentar o Plano de Contingência de Sergipe para um possível enfrentamento.

A videoconferência foi ministrada pelo médico infectologista, assessor técnico da Vigilância em Saúde/SES e docente do departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Marco Aurélio de Oliveira Góes, com participação da coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde/SES (CIEVS), Daniela Cabral Pizzi Teixeira. Na oportunidade, foram abordados conteúdos sobre atualização epidemiológica; manifestações clínicas; definição de caso suspeito; coleta de exames, isolamento e precauções; fluxo de notificação; coleta e fluxo laboratorial.

O Coronavírus tem a transmissão concentrada na China e já contaminou mais de 40 mil pessoas nesse país, causando cerca de 900 óbitos. No Brasil há apenas casos suspeitos. De acordo com infectologista Marco Aurélio, “a proposta foi orientar a Rede de Serviços de Atenção à Saúde do SUS para atuar na identificação, notificação e manejo oportuno de casos suspeitos de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus, de modo a mitigar os riscos de transmissão sustentada no território nacional”, explica.

Durante a videoconferência Marco Aurélio ressaltou que, apesar de não haver casos confirmados no país, nem suspeitos no estado, existe uma situação de emergência pública internacional, onde a população precisa estar preparada. “Compartilhamos os conceitos mais importantes da epidemia, além de definir o que as portas de entrada – seja setor público, privado, Atenção Básica ou Hospitalar – precisam fazer na identificação de um caso suspeito, como o isolamento imediato, medidas de proteção individual, orientação da quarentena e a coleta de material”.

Segundo a coordenadora do Telessaúde Sergipe, Eneida Ferreira, diante do alerta da OMS (Organização Mundial da Saúde) de emergência internacional de saúde devido à epidemia de um novo tipo de coronavírus, e a declaração de emergência em saúde pública nacional, torna-se fundamental a atualização dos profissionais de saúde de toda a rede estadual. “O objetivo do Telessaúde é manter os profissionais de saúde atualizados sobre todas as questões relevantes para o cuidado em saúde no território”, informou.

Além de profissionais de saúde que atuam na Vigilância e Atenção à Saúde em municípios do estado de Sergipe, participaram, ainda, os estados da Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Distrito Federal. Ao todo foram 54 pontos de acesso, oriundos de 44 municípios dos nove estados conectados ao Telessaúde Sergipe. O conteúdo está disponível no site do Telessaúde (www.telessaude.se.gov.br).

Coronavírus

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Já os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV). Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África.

Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia. Em 31 de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, ocorreu um conglomerado de 27 casos de síndrome respiratória aguda de etiologia desconhecida entre pessoas ligadas a um mercado úmido (de produtos marinhos) dos quais 7 foram relatados como graves. Os casos possuiam vínculo epidemiológico entre si e foi aventada a possíbilidade de transmissão através do contato com animais marinhos manipulados no mercado. Foi identificado pelos chineses tratar-se de um novo vírus que foi denominado 2019 – nCoV (novo coronavírus).

Fonte: Funesa/SE

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