OMS pede que países invistam em pesquisas para desenvolver sistemas universais de saúde

A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu aos países para que continuem a investir em pesquisas a fim de desenvolver sistemas universais de saúde. O pedido foi feito durante o lançamento do Relatório Mundial de Saúde 2013: Pesquisa para a cobertura de saúde universal, em Pequim, no último dia 15.

Margaret Chan descreve a cobertura universal como o conceito mais poderoso que a saúde pública tem para oferecer. “A cobertura universal é a melhor maneira de consolidar os ganhos de saúde feita durante a década anterior. É um equalizador social, poderoso e a expressão máxima da justiça”.
Pesquisa – O relatório mostra como os países, ao desenvolver um sistema para a cobertura de saúde universal, pode utilizar a pesquisa para determinar quais as questões de saúde que devem ser priorizadas, como o sistema deve ser estruturado e como medir o progresso de acordo com a sua situação de saúde específica.

O documento revela que, em média, o investimento nacional em pesquisa em países de baixa e média renda, cresce em torno de 5% a cada ano. Essa tendência é mais visível nas economias emergentes, como Brasil, China e Índia, os quais adotaram o conceito de cobertura de saúde universal.

“A pesquisa para a cobertura de saúde universal não é um luxo, mas sim, é fundamental para a descoberta, desenvolvimento e implantação de intervenções necessárias para manter a boa saúde”, observa o relatório.

O relatório também mostra que mais pesquisa em saúde está sendo publicada como resultado de colaboração internacional. Cientistas de países de baixa e média renda estão cada vez mais envolvidos nessas colaborações. Brasil, Índia, China e outros países têm aumentado sua participação em pesquisas publicadas.

“Todas as nações devem ser produtoras, bem como consumidoras de pesquisa. A criatividade e a habilidade dos pesquisadores são a espinha dorsal dos programas de saúde acadêmicos e públicos”, diz o Christopher Dye, diretor do Escritório de Informação da Saúde, HIV / AIDS, Tuberculose, Malária e Doenças Tropicais Negligenciadas e principal autor do relatório.

“A ampla gama de estudos de pesquisa básica e aplicada é essencial para alcançar a cobertura de saúde universal, mas as lacunas entre o conhecimento e a ação estão sendo fechadas lentamente. Precisamos acelerar o processo de trazer cientistas e tomadores de decisão em conjunto para melhorar a cobertura dos serviços de saúde”, afirmou Christopher Dye.

Para enfrentar os desafios, a OMS encoraja os doadores internacionais e os governos nacionais não só a investir em pesquisa, mas também apoiar os mecanismos para compartilhar dados e informações, para reforçar a formação e as instituições de pesquisa e reafirmar o compromisso de alcançar a cobertura de saúde universal.

Confira aqui o relatório completo.

Fonte: Portal de Inovação na Gestão do SUS

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