Pacientes com lúpus trocam experiências no Rio

O Dia Internacional em Atenção ao Portador de Lúpus reuniu pacientes para trocar experiências sobre a doença. O encontro foi no Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ligado ao Ministério da Saúde. O Lúpus é uma doença rara, que atinge mais as mulheres do que os homens. Ela provoca desequilíbrio na defesa do organismo contra vírus e bactérias e pode atingir a pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro.

Agnes Camargo, mãe de Ana Paula Camargo, de 18 anos, conta o que a filha já passou com a doença. “Ela fez cinco quimioterapias. Depois dessas cinco ela melhorou foi para casa. Mas aí começou, mãe está doendo, está doendo, e um dia olhando para ela eu vi que ela estava mancando. E o que consta pra gente é que o prednisolona lesou o quadril dela. E de 13 anos pra cá ela começou a piorar e aí deu na cabeça femoral nos dois lados, nos dois fêmures”.

A mãe lembra que apesar dos momentos ruins, ela já voltou a estudar e fazer outras atividades. A reumatologista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Azevedo que cuida de Ana Paula, fala sobre os tratamentos da doença. “O tratamento do Lúpus passa por vários tipos de medicamentos. Ele tem os medicamentos imunomoduladores que eles controlam imunologicamente o paciente. A gente tem outros tratamentos que são anti-inflamatórios potentes como o corticoide, como os imunossupressores. Então assim são todos remédios de quimioterapia só que não para matar câncer. Mas para deixar o organismo mais suscetível a responder ao tratamento”.

Entre os principais sintomas do Lúpus estão o aparecimento de manchas vermelhas no rosto ou no nariz e muita sensibilidade ao sol.

Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde

Foto: Corbis Images

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