Paraná – Estado reforça retaguarda de atendimento a doenças respiratórias

A Secretaria da Saúde apresenta nesta terça e quarta-feira (14 e 15) as estratégias para enfrentamento das doenças respiratórias no Paraná. As ações estão respaldadas pela comissão estadual de infectologia, composta por diversas entidades médicas e serviços de saúde. Cerca de 400 profissionais de saúde estão reunidos em Curitiba para o III Seminário Estadual sobre Síndromes Respiratórias, que inclui a gripe.

Segundo o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, as grandes novidades deste ano são o aumento do número de pessoas imunizadas na campanha de vacinação contra a gripe e a ampliação do monitoramento dos vírus e bactérias causadores das doenças respiratórias no Paraná.

“A campanha está imunizando 900 mil pessoas a mais no Estado. Também ampliamos de 12 para 26 microorganismos monitorados no Estado. Isso foi possível graças à implantação de uma moderna tecnologia trazida dos Estados Unidos por nossa equipe técnica”, explicou o secretário.

O novo sistema de monitoramento é pioneiro no país e é realizado através de amostras coletadas nas 52 unidades sentinelas (pronto atendimentos, unidades de saúde e hospitais) espalhadas em 21 municípios de todas as regiões do Estado. O objetivo é identificar e avaliar o comportamento dos vírus e bactérias respiratórias que mais circulam no Paraná, possibilitando também análises regionais.

As amostras são processadas no Laboratório Central do Estado, em São José dos Pinhais. O trabalho utiliza técnicas de uma metodologia desenvolvida no Center for Disease Control and Prevention (CDC de Atlanta), órgão governamental norte-americano responsável por pesquisas e ações na área de saúde pública.

“O monitoramento é um instrumento de gestão que permite que avaliemos a situação das doenças respiratórias em cada região do Estado”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. Ele também ressaltou que os dados obtidos com o monitoramento são números de amostragem e não representam o total de casos registrados no Estado. “A gripe não é uma doença de notificação obrigatória, por isso não temos como contabilizar o número real de casos no Estado”, completou.

Além disso, o tipo de vírus causador da gripe não influencia no tratamento indicado para os casos suspeitos. No Paraná, todos os profissionais de saúde estão orientados a administrar o antiviral (Oseltamivir) já nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, período onde o medicamento é mais eficaz.

De acordo com dados do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), o Estado tem medicamento suficiente para suprir a demanda de todos os municípios. Ao todo, são mais de 202 mil tratamentos em estoque no Paraná.

CASOS – A Secretaria da Saúde também divulgou nesta terça (14) os números do monitoramento das síndromes respiratórias no Estado. Dos 73 casos de gripe identificados, 31 foram de Influenza A H3N2, 24 de Influenza A H1N1 e 18 de Influenza B.

O Paraná ainda está investigando dois óbitos suspeitos por gripe que ocorreram final do mês de abril em Maringá e Santo Antônio da Platina.

PREVENÇÃO – A tendência é que o número de casos cresça com a chegada das temperaturas mais frias. Além da vacinação – que continua disponível nas unidades de saúde para os grupos prioritários da campanha, incluindo as crianças menores de 5 anos – outras medidas podem ser adotadas para se proteger da gripe.

A principal recomendação é manter as mãos bem higienizadas, se possível com o uso de álcool gel. Abrir janelas, deixar os ambientes bem arejados e com as superfícies sempre limpas também ajudam a evitar a transmissão da doença.

SÉRIE HISTÓRICA (GRÁFICO)

Casos e mortes por gripe (Influenza A H1N1)

2009 – 80 mil casos e 338 mortes
2010 – 1.607 casos e 19 mortes
2011 – dois casos e nenhuma morte
2012 – 1.125 casos e 40 mortes

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