Política de nutrição do Ministério da Saúde está atenta à suplementação de ferro

Em 2001, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de milho e trigo

A anemia ferropriva, que acontece pela falta de ferro no organismo, é um dos problemas nutricionais mais comuns entre a população brasileira. Para evitar a doença, em 2001, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de milho e trigo. A estratégia serviu para aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em ferro e dessa forma reduzir a prevalência de anemia no Brasil.

O coordenador substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, explica que a política de prevenção à anemia por falta de ferro tem vários eixos. ”A política toda que nós temos para controle, principalmente a prevenção da anemia por deficiência de ferro, se baseia em um tripé de estratégias. Primeiro, a própria promoção da alimentação saudável, que por meio de uma alimentação saudável, a pessoa vai ter níveis adequados de ferro, bem como de outros nutrientes da dieta. Mas somado a isso vem estratégias como a própria fortificação, que assim como existe para o sal com o iodo, existe a fortificação de farinha de trigo e milho com ferro e ácido fólico, também contribuindo para a ingestão maior de ferro pela população.”

Eduardo Nilson destaca ainda a suplementação medicamentosa de ferro destinada principalmente para crianças e gestantes. ”Nas unidades de saúde tem a suplementação medicamentosa, mas também com foco na prevenção da anemia ferropriva, que é a anemia por falta de ferro, e essa é distribuída, é voltada para crianças e também para gestantes e puérperas. E o programa vem em expansão, tanto que nós tivemos somente em 2012 aplicação de mais de 2,2 milhões de doses de sulfato ferroso que foram distribuídas para mais de 700 mil crianças menores de dois anos.”

O ferro é um nutriente essencial para a vida. Ele atua na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todas as células do corpo.

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Fonte: Amanda Mendes / Web Rádio Saúde

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