População indígena ganha Cartão Nacional e sistema para assistência farmacêutica

Com o objetivo de construir um registro eletrônico para o usuário indígena, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou hoje o Cartão Nacional de Saúde para a população indígena. O cartão integrará uma base de dados nacional e vai permitir a identificação dos indígenas tanto no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasisus) quanto no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o ministro lançou o Hórus – Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – com foco na saúde indígena. O Hórus é um software integrado ao Cartão Nacional de Saúde Indígena, que permitirá o acompanhamento da saúde de cada paciente.

Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Sasisus, José Miguel Júnior, o Cartão Nacional de Saúde Indígena vai construir um registro eletrônico com histórico de atendimento, calendário vacinal, retiradas de medicamentos, realização de exames e cirurgias. “Esse cartão torna o paciente um ser único dentro do sistema, o que possibilitará o controle na disponibilidade de medicamentos”, disse. Já o Hórus, de acordo com José Miguel, qualificará a gestão do SUS, contribuindo para a ampliação do acesso aos medicamentos. Cerca de 1.351 municípios e 19 estados já aderiram ao Hórus. A expectativa é que, até dezembro, 34 novos pólos indígenas façam a adesão ao sistema.

“Nós estamos vivendo um momento importante, mais um avanço para a saúde indígena. Essas medidas permitirão a ampliação do acesso da população indígena aos medicamentos essenciais. Os dados gerados neste sistema auxiliarão no planejamento, avaliação e monitoramento das ações na assistência farmacêutica nas aldeias”, disse secretário especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza

O ministro Alexandre Padilha destacou que o Hórus, até o final do ano, estará em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DISEIs). “Nós temos uma dívida com a população indígena, pois o Brasil não existe se não tiver a capacidade de proteger a cultura dos povos indígenas. E isso não é possível se não preservarmos a saúde dos indígenas. Nós sabemos que estamos avançando, mas temos que trabalhar cada vez mais para avançar em alguns quadros. Somos fatores decisivos para a proteção dos povos indígenas”, ressaltou.

O novo cartão vai garantir o atendimento ao indígena no hospital sem o documento civil, visto que grande parte dessa população não possui RG ou CPF. O cartão trará informações adicionais, como etnia, nome indígena e nome “branco”.

Mônica Plaza / Blog da Saúde

Foto: Blog da Saúde

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