Possibilidade de retomada do Saúde + 10 é cogitada em ato em defesa das entidades filantrópicas

Brasília – O secretário de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul e presidente do CONASS, João Gabbardo dos Reis, participou ontem (04), na Câmara dos Deputados, do Dia D Nacional em Defesa da Saúde. O evento foi promovido pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e contou com o apoio da Frente Parlamentar de apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área da saúde.

A possível retomada do Movimento Saúde + 10 foi um dos pontos levantados por ele como uma das alternativas que o CONASS prioriza. “Os secretários estaduais de saúde estão ao lado das Entidades Filantrópicas nessa busca por mais recursos para a área da saúde. Para isso, temos um elenco de sugestões que serão apresentadas na 15ª Conferência Nacional de Saúde e uma delas é a retomada do Movimento Saúde + 10 que, na opinião dos gestores estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS), é o mais importante nesse momento”, argumentou.

Segundo Gabbardo é muito difícil fazer funcionar um sistema que é público, universal e que oferece todos os tipos de serviços a todas as pessoas, com o orçamento incompatível que o SUS tem hoje.

Outra medida apontada pelo presidente do CONASS diz respeito à taxação sobre itens que são prejudiciais à saúde, como cigarros e bebidas. “Devemos aumentar a taxação sobre esses itens, pois gastamos muito mais com a recuperação das pessoas que os utilizam, do que o governo recebe de impostos com esses produtos”, observou.

Para o presidente da CMB, Edson Rogatti, o governo federal deveria priorizar as entidades filantrópicas já que elas são responsáveis pelo atendimento de mais de 50% dos pacientes do SUS.

Ainda de acordo com Rogatti, o movimento irá se reunir com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, para tratar do aumento do repasse para as entidades e também sobre a dívida das instituições.

O ex-presidente do CONASS e presidente da Frente Parlamentar da Saúde (FPS) Osmar Terra, reiterou a possibilidade de retomada do Movimento Saúde + 10 por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição e alertou para a gravidade da crise que o SUS atravessa a qual classificou como  a mais grave de todas já enfrentada pelo setor. “Falo isso com a experiência de quem há 30 anos milita pelo SUS e garanto que não há nenhuma possibilidade, com o orçamento que temos e agora com o contingenciamento desses recursos, de superarmos esses problemas que não são só dos hospitais, mas também de estados e municípios. Ou o governo volta atrás nesse corte ou nos dá um orçamento minimamente condizente, caso contrário não sei se o SUS sobreviverá até o fim deste ano”, alertou.

 

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