Regional de Saúde de Uberlândia desenvolve projeto de saúde mental voltado para o coronavírus

A Unidade Regional de Saúde de Uberlândia desde julho está desenvolvendo junto aos municípios a capacitação e o apoio técnico em saúde mental e atenção psicossocial à Rede de Atenção à Saúde em tempos de pandemia. O projeto consiste em consolidar e divulgar os materiais produzidos por diferentes órgãos, de forma a adaptar à realidade regional e, por meio da troca de experiências, fortalecer a articulação da Atenção Primária com os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) para trabalhar as adaptações da rotina e as novas demandas advindas com o cenário do coronavírus.

Nestes meses, treze profissionais de saúde que compõem o grupo de trabalho, de sete municípios, realizam reuniões periódicas direcionando as discussões do projeto em cinco eixos temáticos: a gestão da linha de cuidado da saúde mental e atenção psicossocial no município, reações e cuidados psicológicos nas diferentes etapas da pandemia, atendimentos presenciais e à distância dos pacientes da saúde mental, características do vírus e biossegurança e promoção e apoio à saúde dos profissionais da saúde.

A referência técnica regional em saúde mental, Maria Lúcia dos Reis, avalia como positiva a aplicação da metodologia do projeto em 2020. “Os produtos criados pela equipe foram compartilhados por meio de reuniões e ferramentas virtuais. Podemos citar como os principais destaques: a aplicabilidade das diretrizes, as cartilhas sobre a atenção psicossocial em situações específicas, a divulgação de normas técnicas, o roteiro do plano de biossegurança, bem como o apoio dos técnicos aos pacientes e familiares, além do autocuidado da equipe. Havendo esta troca de experiências, os profissionais se sentem motivados e mais seguros para atuar na linha de frente”, disse Reis.

A mudança da rotina de trabalho em Douradoquara foi necessária para adequar às novas necessidades. “Aqui no município foram contratados mais enfermeiros para compor a equipe de combate a covid-19, adotando também algumas formas de atendimento não presencial para os casos leves de transtornos mentais”, destacou o psicólogo Walter Hernan Barrientos Resende.

A enfermeira do CAPS de Coromandel, Ana Paula Calixto Teixeira, pontuou que a discussão do eixo sobre biossegurança foi essencial para reforçar a proteção da saúde mediante a pandemia. “A biossegurança é relevante, pois aponta as ações que devem ser desenvolvidas conforme as diretrizes dos protocolos de saúde, com o objetivo de promover a execução dos princípios que norteiam as medidas para termos condições íntegras do local de trabalho”.

Por Lilian Cunha

Fonte: SES/MG

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