Registro Brasileiro de Transplantes classifica Santa Catarina com o melhor índice de doadores de múltiplos órgãos

RBTNo primeiro trimestre de 2016, o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) classificou Santa Catarina com o melhor índice de doadores de múltiplos órgãos por milhão de população (pmp). O Estado tem a melhor taxa de doação que é de 30,5 pmp. A média nacional é de 13,1 pmp. Esses dados confirmam a liderança do estado catarinense em nível nacional.

O Registro Brasileiro de Transplantes é o veículo oficial da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. O documento compila dados numéricos de doação de órgãos e de transplantes realizados por estados e instituições em períodos trimestrais. Este relatório é equivalente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2016.

Segundo o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, o registro nacional só confirma o ótimo trabalho que tem sido realizado no estado. “Desde 2011 somos líderes em doação de órgãos no país. Isso deve-se aos investimentos em logística e também aos treinamentos das equipes dos hospitais responsáveis pela abordagem das famílias dos doadores no momento da perda. E esse trabalho é de suma importância para o consentimento da doação”, explica Andrade.

As quatro maiores taxas de doação de múltiplos órgãos foram registradas nos estados da Região Sul do país (Santa Catarina – 30,5 pmp), (Rio Grande do Sul – 25,2 pmp), (Paraná – 22,2 pmp), e no Distrito Federal (28,8 pmp). O relatório do RBT também coloca SC em terceiro lugar no transplante de fígado (15,3 pmp), quarto no transplante de medula óssea (11,7 pmp) e quinto no transplante de rim (29,3 pmp).

Em relação às notificações de potenciais doadores, Santa Catarina ocupa o segundo lugar com a taxa de 73,3 pmp, atrás do Distrito Federal que tem 113,9 pmp, enquanto que a média nacional é de 46,8 pmp. No relatório de doadores cujos órgãos foram transplantados, o estado catarinense possui a taxa de 25,2 pmp, também atrás do Distrito Federal com 26,1 pmp. A média nacional é de 11,9 pmp.

Outro dado importante é o de Não Doadores, que decorre de uma soma de fatores como a recusa dos familiares, pessoas que não podem doar devido contra-indicação médica, parada cardíaca e outros problemas de saúde. Santa Catarina tem a segunda taxa mais baixa, com 58%, logo atrás do Rio Grande do Sul, com 57%, enquanto a média nacional é de 72%. “Este baixo índice deve-se às capacitações constantes dos profissionais do SC Transplantes,” reforça Joel de Andrade.

Quem pode doar

Todos podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nada por escrito, basta comunicar sua família sobre o desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.

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