Rio de Janeiro – Campanha de Vacinação contra a Poliomielite começa no sábado

No próximo sábado (8/06), as crianças com idades entre 6 meses e menores de 5 anos têm um encontro marcado com o Zé Gotinha. Começa neste fim de semana a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com as secretarias estaduais e municipais. A meta de 2013 é imunizar 95% da população dentro da faixa etária alvo da campanha, o que corresponde a 12,2 milhões de crianças no país.

No estado do Rio de Janeiro, a meta é vacinar cerca de 890 mil crianças. A campanha acontece até 21 de junho, em 1.950 postos de vacinação por todo o estado.   

– A poliomielite é uma doença erradicada no Brasil. A campanha é uma forma de evitar que o vírus volte a circular entre a população. Por isso manter a cobertura vacinal em dia é importante – afirma a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Rita Vassoler.

Na campanha, as crianças vão receber a vacina oral (VOP), as famosas gotinhas. É importante que os pais apresentem a caderneta de vacinação nos postos para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança, já que a imunização contra a pólio acontece em várias etapas ao longo da vida da criança: aos 2 e aos 4 meses, ela é imunizada com a vacina inativada poliomielite (VIP, injetável); aos 6 meses (3ª dose) e aos 15 meses (reforço), ela recebe a vacina oral (VOP).

– Nós aconselhamos aos pais que levem a caderneta para que o profissional de saúde do posto avalie a situação da criança caso ela não tenha tomado alguma dose da vacina – complementa Rita.

Vacina – A vacina contra a pólio é segura. Ela se destina a todas as crianças menores de cinco anos, mesmo as que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde, para serem avaliadas se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de 38º Celsius, ou com alguma infecção também devem ser avaliadas por um médico.

A Doença – A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão.

O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.

O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.

Prevenção – Não existe tratamento para a pólio e, somente a prevenção por meio da vacina, garante a imunidade à doença. O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso no país foi registrado em 1989, na Paraíba.

Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. E é apenas por meio da vacinação que se pode garantir que o vírus não volte a circular em território nacional.

Apesar de não haver registro de casos de pólio há 23 anos no Brasil, é importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus, causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no país. Isso porque, o vírus ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

Para saber mais sobre a doença, acesse o site www.riocomsaude.rj.gov.br

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