Rio de Janeiro – Hospital Estadual da Criança promove visita virtual entre doador e pequeno transplantado

Com dois tablets, pai e filho puderam conversar sem dar chances para a saudade. Unidade já realizou oito transplantes em quatro meses

O argentino Elio Felix Capeletti, de 53 anos, após doar um rim para seu filho Martin Gabriel Capeletti Siqueira, de 11 anos, só tinha um único desejo: vê-lo bem. Só que Elio não pode fazer isso de imediato, pois há a recuperação pós-transplante, que o impede de caminhar nos primeiros dias depois do procedimento. Para tranquilizar Elio, a direção da unidade preparou uma surpresa: com dois tablets promoveu um encontro virtual entre pai e filho. O encontro deu tão certo que a Visita Virtual se tornou protocolo do hospital, e será repetido sempre que houver um transplante intervivos. Bom para quem recebe um órgão e para quem doa.

– Fazemos a Visita Virtual por meio de um aplicativo que funciona com internet 3G. Colocamos um tablet à disposição do paciente transplantado no CTI e outro no quarto do doador. A visita virtual melhora a ansiedade do doador, que quase sempre é um pai, uma mãe, um irmão ou irmã do paciente, e ajuda na qualidade da recuperação de ambos – disse o médico Lúcio Abreu, responsável pela área de Qualidade do Hospital Estadual da Criança.

O encontro de Elio e Martin teve pouco tempo de duração porque o menino precisou passar por alguns procedimentos médicos e exames pós-transplante, mas foi o suficiente para tranquilizar o pai. Os dois mandaram beijos e trocaram acenos e gestos carinhosos.

– Depois de ver meu filho fazendo hemodiálise durante três anos, doar meu rim para ele e vê-lo pelo tablet, está sendo gratificante. Uma coisa é uma pessoa chegar para mim e dizer que ele está bem, agora vê-lo sorrindo por aqui, é algo diferente. Estou bem mais tranquilo, a estrutura do hospital é maravilhosa e ajuda também a manter essa tranquilidade, mas confesso que estou ansioso para levantar da cama e fazer uma visita real – disse Elio, que conta que Martin tinha insuficiência renal por ser portador de Síndrome de Fanconi (distúrbio nas funções renais).

Segundo caso – O pequeno Fernando Luiz Vieira dos Santos Filho foi o terceiro paciente a receber um rim no Hospital Estadual da Criança na última quarta-feira (31). Fernando recebeu o órgão do pai, Fernando Luiz Vieira dos Santos, de 35 anos. Ambos passam bem. A visita virtual virou protocolo na unidade, sendo a segunda no caso de transplantes entre pacientes intervivos. Animada com a possibilidade do pai ficar mais perto do filho na recuperação pós-operatória, a mãe de Fernandinho, a cabeleireira Ana Cristina Santos, conta que o transplante do filho pôs fim em uma espera de sete meses.

– O Fernandinho nasceu com o canal urinário fechado. O problema foi corrigido com uma cirurgia, mas com o passar dos anos, ele foi apresentando sintomas de insuficiência renal. Quando estávamos prestes a começar o tratamento com hemodiálise, fizemos o teste de compatibilidade para o transplante. Felizmente nós dois éramos compatíveis e o Fernando doou o rim para o filho. Agora que o susto passou, estamos aliviados. – comemora Ana, mãe e esposa.                             

Hospital Estadual da Criança – Inaugurado no dia 4 de março desse ano, o Hospital Estadual da Criança é a primeira unidade do Rio de Janeiro voltada para atendimento pediátrico referenciado. Em quatro meses, o hospital já realizou 473 cirurgias, sendo oito transplantes; 816 procedimentos, mais de 2.100 atendimentos ambulatoriais e 1.463 exames.  Em 28 de março, o hospital recebeu o credenciamento por parte do Sistema Nacional de Transplantes. Desde então, dois transplantes de rim e três de fígado já foram realizados. O primeiro transplante de fígado na unidade foi realizado em 03 de abril. O menino Natan recebeu parte do órgão de seu pai, Ubiratan Tonaso. No último dia 17, foi realizado o segundo transplante de fígado na unidade. A paciente Milena Flávia do Nascimento, de 2 anos e 4 meses, recebeu parte do fígado de sua mãe, Mirian Conceição do Nascimento, após uma espera de quase dois anos pelo procedimento. A cirurgia da menina, que tinha cirrose hepática por conta de uma atresia das vias biliares, foi um sucesso. O menino Abraham Lincoln de Oliveira, de 11 anos, recebeu um rim captado pelo PET no dia 24 de abril, sendo o primeiro transplante renal da unidade. Abraham passa bem.

Gestão – Desde abril de 2012 a Secretaria de Estado de Saúde vem reorientando o modelo de gestão e atenção à saúde no Estado do Rio de Janeiro no intuito de melhorar a prestação dos serviços e a satisfação do usuário. A implementação dessa nova forma de administração tem como objetivos reduzir custo, melhorar a gestão e garantir um atendimento de qualidade à população. O Hospital Estadual da Criança foi viabilizado a partir de um contrato com a Rede D’Or São Luiz, que cedeu o prédio – onde antes funcionava o Hospital Rio de Janeiro – e passa a gerenciar o serviço público através da Organização Social com o Instituto D’Or de Gestão de Saúde Pública, fornecendo todos os recursos humanos e materiais necessários ao adequado funcionamento do hospital, dentro dos parâmetros e diretrizes estabelecidos pela Secretaria.

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