Rio Grande do Norte – Central de Transplante faz nova captação de órgãos doados no RN

A Central de Transplantes do Rio Grande do Norte, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que tem como objetivo coordenar a política de transplantes no Estado, fez na última quarta-feira (22), o registro da quinta doação de órgãos este ano.

Segundo Artenise Revoredo de Menezes, coordenadora da Central, responsável pelas notificações de mortes encefálicas, captação órgãos ou tecidos de doadores e distribuição, de acordo com as normas do Ministério da Saúde e do SNT, a captação dos órgãos doados (córneas, rins, fígado e coração) foi realizada na quinta-feira (23), beneficiando três receptores, dois residentes no Estado e outro em Pernambuco.

“A doadora, de 45 anos, estava internada no Hospital Walfredo Gurgel. As córneas e os rins foram encaminhados para receptores do Rio Grande do Norte e o fígado seguiu para um receptor de Pernambuco. O coração foi encaminhado para o processamento no Banco de Válvulas Cardíacas, em Curitiba, no Paraná, onde as válvulas são transplantadas”, disse Artenise, adiantando que quem doa, com efeito, é a família. “A pessoa, em vida, deve dizer que é doador, este fato já conforta mais a família. Fica muito menos difícil, diante da perda do ente querido.”

A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do RN (CNCDO – RN) foi criada pelo Decreto nº 15.130, de 09 de outubro de 2000, tendo seu Regimento Interno aprovado pelo Decreto de nº 15.306, de 09 de fevereiro de 2001. Credenciada no Sistema Nacional de Transplante, o órgão é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), tendo registrado na noite do dia 16 deste mês, quarta-feira da semana passada, a quarta doação de órgãos do ano de 2014. A doação, de múltiplos órgãos, beneficiou, na ocasião, três receptores residentes no Estado.

A coordenadora informou que, em 2013, a Central realizou no Rio Grande do Norte, 52 transplantes de rins, 174 de córneas, 78 transplantes de medula óssea e três transplantes de fígado.

A Central de Transplantes espera, para o ano de 2014, ampliar o número de doações, em especial por conta de investimento na chamada educação continuada, devidamente direcionada aos profissionais das unidades hospitalares e à população em geral. “Pretendemos, também, intensificar nosso trabalho junto aos profissionais que abrem os protocolos de morte encefálica e realizam o diagnóstico que resulta na notificação do óbito e possibilita a entrevista familiar, com vistas à doação”.


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