Rio Grande do Norte – Central de Transplantes aponta metas para 2014

Após um ano de trabalho em prol do aumento do número de doações de órgãos e tecidos no Rio Grande do Norte, a Central de Transplantes do RN faz uma análise das ações em 2013 e estabelece as metas para o ano que se inicia.

A Coordenadora da Central, Artenise Revoredo, aponta dois acontecimentos que marcaram o ano de 2013: a retomada do transplante de fígado no Estado e o fortalecimento do processo de educação continuada. “O mês de setembro foi muito importante para a Central, quando realizamos uma caminhada com a participação de mais de mil pessoas em um grande movimento de sensibilização para a doação de órgãos, e no mesmo dia, registramos duas doações, sendo que uma delas resultou na retomada do transplante de fígado, que há cinco anos não era realizado no Rio Grande do Norte”.

Para o ano de 2014 a Central de Transplantes espera aumentar o número de doações através do investimento na educação continuada, direcionada aos profissionais das unidades hospitalares e à população em geral. “Percebemos claramente que a educação continuada reflete em um aumento no número de doações e como retomamos esse trabalho este ano a expectativa é de colhermos os frutos em 2014”, explica a coordenadora. Outra meta para o ano que vem é intensificar o trabalho com os profissionais que abrem os protocolos de morte encefálica e realizam o diagnóstico que resulta na notificação do óbito e possibilita a entrevista familiar que visa a doação.

Em 2013, até o mês de novembro foram realizados 54 transplantes de medula óssea, 49 de rim e 166 transplantes de córnea, sendo que este último já contabiliza dados até 30 de dezembro. A Central de Transplantes do Rio Grande do Norte é o órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) responsável por inscrever potenciais receptores, classificá-los e agrupá-los, de acordo com as medidas necessárias para facilitar a localização e a verificação de compatibilidade. Também comunica ao Sistema Nacional de Transplantes as inscrições de possíveis receptores e recebe notificações de morte encefálica ou outra que possibilite a retirada de órgãos e tecidos para transplante.

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