Roraima – Rede de Atenção Psicossocial volta ser tema de debate no Estado

Os secretários e técnicos da saúde municipal e estadual voltam a discutir implantação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Estado. Para ajudar nos debates, o Ministério da Saúde (MS) enviará uma apoiadora técnica da área que cumprirá uma extensa programação que começa quarta-feira, 22, e segue até 28 de maio.

A agenda começa nesta quarta-feira, dia 22, em Pacaraima, com proposta de definir junto com os gestores de Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Mucajaí, Normandia, Pacaraima e Uiramutã, serviços de tratamento com qualidade pessoas com transtornos mentais e usuários de drogas. Os mesmos pontos serão abordados com o Colegiado da região Sul.

Outro ponto importante definidas com o grupo Condutor e os municípios será o início da construção do Plano de Ação, que prevê a assistência aos dependentes químicos. “Embora o trabalho no Estado esteja bastante adiantado, o plano sela os primeiros passos na implantação”, diz Lidiane Almeida, diretora do departamento de Política da Saúde Mental.

Dentro do previsto, a apoiadora fará visitas no Centro de Atenção Psicossocial ad (Caps ad) da capital. Na quinta e sexta-feira, 24, a atenção será em torno da unidade do Caps de Pacaraima e seus profissionais atuais. Já na segunda-feira, 27, será a vez da Uisam (Unidade Integradora da saúde Mental).  No último dia de visita, terça-feira, 28, a reunião com o grupo condutor da Raps, para traçar os passos seguintes.

Conforme Lidiane, já se estuda a ideia de passar nas unidades do CAPS I de Normandia e Uiramutã durante o fim de semana. Mas, quanto à expectativa da criação, “o grupo condutor está para ajudar a resolver qualquer transtorno”, disse a diretora.

Os CAPS dos municípios são voltados a crianças e adultos com problemas no uso abusivo de álcool e outros drogas, além de problemas mentais. De acordo com Lidiane, uma unidade de tratamento perto das pessoas é fundamental, pois não precisam viajar por horas até Boa Vista. “O problema, tratamento e medicação podem ser resolvidos na própria comunidade”, saliento.

Lidiane mencionou a importância em implementar o  Plano de Ação para a Saúde Mental no estado, uma vez que as doenças mentais representam 13% do total de todas as doenças do mundo e são um terço das patologias não transmissíveis. “Temos bastante trabalho e temos que trazer estratégias para criar uma rede de saúde resolutiva. Vamos pensar e avançar nas estratégias de saúde mental”, indagou Lidiane.

Celton Ramos/Sesau
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