Santa Catarina – Líderes comunitários do Continente visitam o Hospital Materno Infantil de Joinville

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) convidou líderes comunitários do Continente de Florianópolis para conhecer o modelo de gestão da Organização Social (OS) Hospital Nossa Senhora das Graças, que administra o Hospital Materno Infantil Doutor Jeser Amarante Faria, em Joinville. Representantes da Associação Gente da Gente (Coloninha), do Conselho de Associações do Monte Cristo (Camocris), Grupo de Senhoras Esperança e Amor e Conselho Local de Saúde do Estreito participaram da visita realizada na quarta-feira, 26.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, o objetivo da visita foi apresentar à comunidade do Continente o modelo de gestão de uma organização social que mantém um contrato de gestão com o Estado. “A partir de agora, a comunidade, conhecendo uma administração ágil, eficaz e que gera grande satisfação à população atendida, tenha mais parâmetros para avaliar a contratação de uma OS que irá administrar o Hospital Florianópolis”, destacou.

Estela Mari Galvan Cuchi, diretora executiva do Hospital Jeser Amarante Faria, fez um passeio pelas dependências da instituição explicando seu funcionamento, sua estrutura administrativa, metas que devem ser cumpridas e o modelo de gestão. “Nossa organização social é avaliada sempre, tanto pelos usuários do SUS, quanto pela Secretaria de Estado da Saúde (SES)”, disse a diretora.

O chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde, Ari Leonel, que também estava na visita, explicou aos líderes comunitários que a SES repassa os recursos e cobra a realização das metas, enquanto que a OS é responsável pela administração do hospital, contratação dos profissionais e funcionamento interno da unidade.

Estrutura

Os líderes comunitários conheceram vários setores do hospital, entre eles, o pronto- socorro, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o setor de internação, o ambulatório e a cozinha. O hospital materno infantil possui a única UTI pediátrica da região, e segue rigorosamente as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS). Toda a unidade é informatizada. “No momento que o médico prescreve um medicamento no receituário eletrônico, sai um pedido na Farmácia Central, onde o paciente faz a retirada do mesmo”, explicou Estela.

O Hospital Jeser Amarante atende na Emergência com o protocolo de Manchester, que é a classificação de risco dos pacientes a partir de cores. O chefe de gabinete ressaltou a importância dos pacientes que não apresentam risco de morte serem atendidos nas unidades básicas de saúde, o que otimiza o atendimento de casos graves nas emergências dos  hospitais.

O pronto-socorro do hospital conta com cinco pediatras, sendo três clínicos, um cirurgião e um ortopedista. A equipe ainda é composta por enfermeiros e técnicos de enfermagem. A unidade hospitalar possui também um setor com vários livros e brinquedos denominado de Brinquedoteca. “Recebemos muitas doações de brinquedos e temos grande apoio da comunidade”, ressaltou a diretora executiva

Grau de satisfação

Estela explicou aos líderes comunitários que o hospital materno infantil adota uma política de alcançar e também ultrapassar metas impostas pela SES, sempre baseadas na opinião de satisfação do usuário. “Temos pesquisa de satisfação para saber se nosso trabalho está sendo bem feito. A pesquisa contempla todos os setores e serviços e, este ano, variou entre 90% a 100% de satisfação”, completou.

Há vários fatores responsáveis pelo alto nível de satisfação dos pacientes, pais e responsáveis. Na unidade, os médicos recebem por produção. Sua remuneração é referente à quantidade de atendimentos e cirurgias realizadas. “Já conseguimos zerar as filas de espera de algumas especialidades. Hoje, alguns atendimentos estão mais rápido que em hospital particular”, destacou Estela.

O Jeser Amarante atende todos os municípios da região de Joinville, que compreende Garuva, Itapoá, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Barra do Sul, São João do Itaperiu e Barra Velha. Hoje, o hospital já conseguiu atender a demanda de toda essa região. Segundo Estela, a partir de agora, será possível também estender o atendimento às crianças de outras regiões do estado, levando em consideração a proximidade e necessidade de atendimento.

Uma das principais vantagens da OS é a agilidade nos procedimentos administrativos, compras de equipamentos e material de consumo, contratação e demissão de funcionários. “Nosso trabalho é mais ágil, pois não estamos presos à burocracia do governo”, lembrou a diretora executiva do hospital.

Avaliação positiva

Os quatro líderes comunitários que visitaram o Hospital Jeser Amarante disseram que ficaram muito satisfeitos com o modelo de gestão da organização social. “Gostei muito do sistema administrativo, que proporciona resultados efetivos à população”, destacou Dinar Veridiano da Costa, representante do Camocris. “Adorei o atendimento, a infraestrutura, alimentação, tudo organizado. Percebi que a OS só trouxe benefícios para a população dessa região”, enfatizou Neuci dos Santos, presidente do Grupo de Senhoras Esperança e Amor.

Sérgio Luiz Piazza, presidente do Conselho Local de Saúde do Estreito, disse que a organização social que administra o Hospital Infantil de Joinville tem uma gestão moderna. “É esse o caminho”, concluiu. A presidente da Associação Gente da Gente (Coloninha), Cláudia Lopes Costa, destacou que sempre criticou a OS, mas que agora viu pontos positivos. “Nosso maior objetivo é diminuir as filas de espera no Hospital Florianópolis. Hoje, percebi que isso é possível com o hospital sendo administrado por uma OS. A partir de agora, vamos discutir com a comunidade do Continente e relatar tudo que foi visto no Jeser Amarante”, completou.

Metas

Para administrar o hospital, que é estadual e atende 100% pelo SUS, a organização social mantém um contrato com o governo baseado em metas propostas pela Secretaria de Estado da Saúde. Em 2012, as metas de atendimentos foram superadas em 19% no que se refere ao número de internações e cirurgias, sobretudo cirurgias cardíacas pediátricas de alta complexidade. Para receber os investimentos, a OS precisa cumprir metas pré-estabelecidas pela SES, conforme o interesse público e a necessidade de serviço. Alcançar 5 mil consultas ambulatoriais e 7 mil atendimentos de urgência mensais, respectivamente, são algumas das metas a serem alcançadas pela entidade.

O secretário da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, explica que como se trata de um hospital do tipo “portas abertas”, e que absorve toda a demanda espontânea que entra pela urgência e emergência, está previsto no contrato que se a unidade ultrapassar a meta de 7 mil atendimentos/mês, a SES repassará um adicional. “É um novo modelo de gestão adotado pelo Governo do Estado que dá mais agilidade, eficiência e qualidade ao atendimento prestado à população”, complementou o secretário.

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