SAS e SVS lançam guia de integração para otimizar ações no território

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde apresentaram, na quarta-feira (19), em reunião em Brasília, o Guia de Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), documento elaborado em conjunto pelas duas secretarias que trata da integração das ações de vigilância em saúde e da atenção básica nos estados, municípios e Distrito Federal. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os Conselhos de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde –Conass e Conasems, também participaram da criação do documento que pode ser acessado aqui.

O guia foi presentado por Wanessa Tenório, diretora substituta do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT/SVS/MS), e por Márcia Helena Leal, do Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS), durante a Reunião de Dirigentes de Vigilância em Saúde, que contou com representantes das Secretarias Estaduais de Saúde e dos Conselhos Nacionais dos Secretários Municipais de Saúde de cada estado. O documento apresenta de forma objetiva como deve se dar a integração das ações, de modo a garantir a integralidade da atenção, um dos grandes desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil em todos os níveis de gestão.

O documento orienta os profissionais para que adotem uma forma de trabalho abrangente, integrada com todos os aspectos da prevenção e da assistência à saúde, uma vez que a ausência ou insuficiência desta integração provoca dificuldades para o efetivo controle das doenças e dos agravos prioritários no território. Para Tenório, “o guia, mais do que um documento elaborado para gestores e profissionais de saúde para sugerir estratégias práticas de integração entre essas duas áreas, representa a materialização do amadurecimento da integração da vigilância em saúde entre si e da vigilância em saúde com a atenção básica”.

Por sua vez, Márcia Leal deu como exemplo a importância dessa integração durante visitas dos agentes de saúde aos usuários do SUS no território. “O pré-natal, por exemplo, é uma grande oportunidade para a realização de rastreamento de doenças e agravos relevantes para a vigilância, tais como a sífilis, a infecção pelo HIV, e as hepatites virais, entre outros agravos”, explicou. Ela destacou ainda ser fundamental que a gestão local entenda a importância da obrigatoriedade de informar ao Ministério da Saúde os casos de doenças de notificação compulsória utilizando os meios disponíveis, seja online, telefônico ou fichas físicas.

“A Atenção Básica orientando os agentes comunitários para a importância desse feedback à Vigilância em tempo oportuno faz com que as respostas sejam rápidas e a criação de estratégias de enfrentamento sejam eficazes, considerando a especificidade dos locais mais distintos do país”, salientou Wanessa Tenório.

Para mostrar a importância de um trabalho conjunto, Leal usou um provérbio indígena: “não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira segui-lo. Ande ao meu lado para podermos caminhar juntos”.

Veja as fotos da Reunião de Dirigentes de Vigilância em Saúde aqui.

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