Secretário destaca números positivos do programa de descentralização da alta complexidade em Rondônia

Os números positivos e o salto de qualidade que o setor de saúde registra nos últimos anos – tanto na oferta de novos serviços, qualidade do atendimento – em Rondônia, principalmente na área de alta complexidade, foram destacados pelo secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, em palestra de encerramento do Workshop Governança para o Desenvolvimento,na sexta-feira (10), promovido pelo governo de Rondônia.

sesau-roO secretário destacou o investimento de R$ 50 milhões por ano, de recursos próprios, no tratamento de câncer, duas cidades pólos: Porto Velho e Cacoal, numa estratégia de descentralizar o atendimento de alta complexidade, antes oferecido apenas nas unidades de saúde de Porto Velho.

Ele citou a inauguração Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), unidade II, na cidade de Cacoal, como uma das ações mais importantes para atender por macro regiões e, ao mesmo tempo, servir de retaguarda o João Paulo II e o Hospital de Base Ary Pinheiro – referência em Rondônia no atendimento de alta complexidade. “Um hospital escola, responsável pela formação de todos os médicos, dentro do programa de residência, implantado pelo governo de Rondônia”, destaca o secretário.

O setor de Saúde registra no governo Confúcio Moura, o maior crescimento de todos os tempos, afirma Williames Pimentel. Ele cita como exemplo os números altamente positivos do Hospital Regional de Extrema – que realiza de média complexidade na área de ortopedia -, responsável pelo suporte a uma população de aproximadamente 60 mil pessoas, na chamada Ponta do Abunã, e ainda atendendo pacientes de Nova Mamoré e Guajará-Mirim. O hospital, além de atuar como retaguarda para Porto Velho, faz uma espécie de “filtro” de pacientes que poderiam superlotar as unidades da Capital, como ocorria antes da implantação do programa de descentralização feito pelo governo de Rondônia.

Pimentel citou números de um estudo publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que Rondônia é o único estado da região Norte que está acima da média nacional em oferta de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por número de habitantes. Pelo sistema de cálculo feito pelo Ministério da Saúde, o teto de Rondônia seria 150 leitos de UTI, já que o Estado possui 1,5 milhão de habitantes. No entanto, a rede estadual oferta hoje 174 leitos de UTI, 24 a mais que teto sugerido pelo MS, uma marca que comprova o compromisso do governo com a Saúde e com as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), disse o secretário.

Ele disse ainda que o mesmo estudo aponta que em 70% dos estados não há o número de leitos de UTI preconizado pelo Ministério da Saúde para garantir o bom atendimento à população. “Hoje, a rede estadual de saúde possui 3.270 leitos – pelo SUS, uma marca nunca registrada”, observa o secretário Williames Pimentel, completando que deste total somente o Hospital de Base Ary Pinheiro, detém 600 leitos.

 

APOIO AOS MUNICÍPIOS
Williames Pimentel ressaltou o compromisso do governo que continuar ajudando os municípios a fazer a atenção básica de saúde, que é a porta de entrada do SUS. Ele cita como exemplo o número de partos alto risco realizado no centro obstétrico do Hospital de Base chega a 3500 por ano.

De acordo com o secretário, mais de 50% dos partos de alto risco – que necessitam de leito de retaguarda de UIT – poderiam ser evitados se os municípios oferecessem e acompanhassem as grávidas durante o pré-natal. A maioria chega ao HB com infecção urinária, pressão arterial alta e com diabetes gestacional. Todas doenças evitáveis, se na entrada do Sistema Único de Saúde, a atenção básica, o dever de casa estiver sendo feito.

De acordo com o secretário, o Workshop Governança para o Desenvolvimento, promovido pelo governo de Rondônia, tem o foco central na atenção básica justamente para fortalecer a rede, e avançar utilizando novas metodologias, oferecidas para todos os gestores na proposta de Planificação da Saúde, um programa visionário que tem o suporte técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

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Texto: Zacarias Pena Verde

Fotos: Ítalo Ricardo

Secom – Governo de Rondônia

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