Sesa debate metas e desafios para o controle da sífilis no Paraná

A Secretaria da Saúde no Paraná promove nesta quarta-feira (14) evento online para debater as metas e desafios para o controle da sífilis; é dirigido aos profissionais das áreas da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária, das 9 às 12h.

A ação marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis, que acontece no terceiro sábado de outubro; que neste ano será no dia 17. O objetivo é enfatizar a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença.

“O Paraná mantém na rotina dos serviços o monitoramento, detecção e combate à doença; no ano passado lançamos de forma inédita no país a Certificação de Eliminação Vertical da Sífilis Congênita e vários municípios estão prestes a atingir este patamar”, afirma o secretário da Saúde, Beto Preto.

A transmissão vertical da sífilis acontece durante a gestação ou no parto e para conquistarem a certificação, os municípios devem cumprir requisitos como o de apresentar a taxa de incidência de 1,5% caso para cada mil bebês nascidos vivos. Este registro precisa constar no monitoramento dos três últimos anos dos municípios.

Doença – A sífilis é uma doença infecciosa causada pelo “treponema pallidum” e, além da forma vertical, a transmissão do vírus também acontece por meio da relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada. “Por isso reforçamos que o uso correto e regular da camisinha é uma medida fundamental de prevenção da sífilis”, destaca a chefe da Divisão de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis da SESA, Mara Carmen Franzoloso.

A evolução da doença é crônica; dividida em estágios quanto ao tempo de infecção. A chamada sífilis latente recente, representa a descoberta da doença em até um ano da infecção e, a latente tardia, após um ano de contágio. “Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, então a importância da proteção nas relações sexuais e a necessidade de se realizar o teste rápido para a detecção”, reforça.

Testagem – A Secretaria da Saúde do Paraná realiza, em todas as suas unidades, a testagem para diagnóstico da sífilis, que é indicada para todas as pessoas sexualmente ativas, principalmente gestantes. “Mediante o diagnóstico reagente para sífilis, o tratamento deve ser instituído imediatamente. A doença tem cura e os medicamentos estão disponíveis na rede pública. O não tratamento da sífilis pode levar a comprometimento neurológico e cardiovascular; também é importante informar que o tratamento não confere imunidade ao paciente e que a doença pode ocorrer a cada nova exposição com parceiro infectado”, ressalta Mara Franzoloso.

Segundo a chefe da Divisão, além de reforçar as medidas de prevenção, o enfrentamento da sífilis exige um olhar atento dos profissionais de saúde para que mantenham uma criteriosa suspeição clínica, fazendo com que a doença seja considerada como um diagnóstico diferencial, devido a diversificação de sintomas durante a infecção.

“Este é o principal alerta que vamos transmitir no evento de amanhã; para que os profissionais da área estejam atentos e que os pacientes assintomáticos sejam testados, considerando a possibilidade e alta propagação da infecção”, destaca.

Programação – A videoconferência desta quarta-feira sobre “Metas e desafios para o controle da sífilis no Paraná” também vai debater temas como o Impacto da Covid-19 no controle da Sífilis e o manejo da Sífilis congênita em tempos de pandemia.

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