SES/PA – Pará fortalece ações de combate ao Aedes aegypti durante mobilização nacional

Foto: Ag. Pará

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“O Dia D não pode se resumir a apenas um dia. Todos os dias tem que ser o Dia D”, destacou o governador Simão Jatene ao se referir ao Dia Nacional do Esclarecimento (Dia D) que marca as ações de combate intensivo dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus. Em Belém, o evento que aconteceu simultaneamente em várias cidades brasileiras foi realizado na manhã deste sábado, 13, na Praça Batista Campos, com exposição de ações de combate ao mosquito que estão sendo desenvolvidas pelas Forças Armadas, Governo do Pará e Prefeitura Municipal de Belém.

Acompanhado do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Moysés Simão, do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, do Comandante Militar do Norte, General-de-Exército Carlos Alberto Neiva Barcellos, do Comandante do 4ª Distrito Naval, Vice-Almirante Alipio Jorge Rodrigues da Silva e do Comandante do I COMAR, Major Brigadeiro Paulo Borba, o governador Simão Jatene visitou os espaços de exposição, entre eles o de orientação médica e instruções de combate ao vetor, onde estavam sendo distribuídos folders e o check list com o slogan “10 minutos contra a dengue”, desenvolvido pelo Departamento de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Simão Jatene afirmou que o enfrentamento ao Aedes aegypti é um desafio que exige a atuação de toda a sociedade. “A palavra de ordem é união”, garantiu o governador que lembrou que o Pará tem um histórico positivo de enfrentamento a esse tipo de problema. “É importante que a sociedade tenha claro que tínhamos quase 300 mil casos de malária por ano, aqui no Pará. No ano passado foram registrados 6 mil casos, o que representa uma redução significativa.  Ainda é um número alto, mas sem dúvida é uma diminuição muito grande de casos e isso só foi possível por causa da participação da sociedade local”, reiterou Simão Jatene que também agradeceu a todos os servidores que estão envolvidos no trabalho contra o mosquito da dengue.

Foto: Ag. Pará

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A mobilização da população é a arma mais importante no combate ao mosquito transmissor na opinião do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Moysés Simão. “É uma mobilização da sociedade e quando estamos juntos nós podemos fazer muita coisa. É um desafio grande, mas as pessoas precisam estar conscientes da necessidade de enfrentar o mosquito por conta dos males que eles podem trazer para as nossas famílias e nossas crianças. Essa mobilização que traz todas as esferas de governo, as forças armadas e a sociedade fará do Brasil um país exemplo no combate ao mosquito”, disse Valdir Simão que garantiu que não faltarão recursos do governo Federal para o enfrentamento do zika vírus no País.

No Pará, 6.275 pessoas estarão envolvidas na campanha, entre servidores públicos da área de Saúde do Estado, da capital e da União, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Civil Organizada e profissionais da Defesa Civil, além de 35 agentes de saúde mirins da Fundação Pro Paz e 7.500 militares da Aeronáutica, Exército e Marinha. O Comandante Militar do Norte, General-de-Exército Carlos Alberto Neiva Barcellos, informou que os militares estão fazendo um trabalho informativo e de visita a residências para a eliminação de focos de mosquito e que todos os membros das forças armadas estavam engajados no mutirão do Dia D.

“Neste dia, cada integrante das forças armadas está trabalhando nessa missão para garantir uma maior efetividade dessa ação. A maioria estará nas ruas fazendo este trabalho e fazemos isso com o espírito de cumprimento da missão. Todos os meios de comando e controle estão disponíveis para que a gente possa entrar nessa guerra, para que a gente tenha a mais efetiva resposta”, falou Barcellos. O trabalho das forças armadas está sendo realizado em conjunto com os Agentes Comunitários e de Endemias da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma), da Defesa Civil e da Sespa.

Segundo informações da prefeitura municipal de Belém, o quadro de agentes de endemias foi ampliado de 500 para 940 profissionais para reforçar a ação de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Também está sendo feito um mutirão de operação de combate ao despejo irregular de lixo na cidade, para diminuir os ambientes favoráveis a proliferação do mosquito. O prefeito Zenaldo Coutinho informou que serão apreendidos veículos e aplicadas multas ambientais para pessoas que forem flagradas deixando lixo em local proibido. “Esse dado é muito importante porque esses locais de lançamento irregular se transformam também em foco de criadouros de mosquito. Então, além de ser um problema que afeta a estética e a limpeza da cidade, nesse momento também é questão de saúde pública muito importante”, avaliou o prefeito.

O Dia Nacional do Esclarecimento realizado em Belém atende a convocação do Governo Federal para adesão à mobilização nacional. A ação contou com 13 pontos de apoio: mercado do Ver-o-Peso, Estação das Docas, Mangal das Garças, Terminal Rodoviário de Belém, Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves, Aeroporto Internacional de Belém, Portal da Amazônia e nos cinco shoppings centers  – Pátio Belém, Boulevard, Bosque Grão Pará, Parque e Castanheira. Em todos esses locais houve rondas com abordagens, atividades de conscientização e instruções sobre todas as informações que a população precisa saber para agir e conter o avanço do Aedes aegypti.

Sala de Situação – Após a abertura do evento a comitiva seguiu para a Sala de Situação, criada pela Sespa para o gerenciamento das ações de intensificação de combate ao mosquito. A Sala de Situação, localizada na avenida Presidente Vargas, foi apresentada pelo secretário estadual de Saúde, Vítor Mateus, que reforçou a importância da mobilização nacional para o fortalecimento das ações já realizadas no Pará. “O estado abraçou essa luta e a mobilização de hoje serve para conclamarmos a todos os paraenses para somar nesta batalha contra o inimigo comum, o Aedes aegyti. A nossa ação está sendo realizada em vários municípios para que possamos conscientizar a população de forma efetiva”, disse.

A coordenadora estadual do Programa de Controle da dengue, chinkungunya e zika vírus, Aline Carneiro, apontou no âmbito estadual, os dados e o cenário atual das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Segundo o mais recente informe epidemiológico, o ano de 2016 registrou no Pará, até o momento, 191 casos de dengue, cinco de zika vírus e um importado de febre chikungunya. A estatística ainda informa que houve uma redução de 33,44% na quantidade de doentes com dengue no Estado em relação ao mesmo período de 2015, que registrava 287 confirmações.

A coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, fez uma explanação sobre a rede assistencial ao recém-nascido com microcefalia e gestantes, como o serviço hospitalar, o protocolo de investigação e o atendimento específico para casos suspeitos. “No ano de 2015, foram 15 casos e até agora, 2016 já registra três casos. Sendo que nenhum desses números está associado ao zika vírus”, informou. Ana Cristina também informou que todas as crianças que apresentaram casos de microcefalia estão sendo atendidas e monitoradas pela Secretaria Estadual de Saúde.

Sintomas – Os vírus da dengue, chikungunya e zika provocam doenças com sintomas parecidos, como febre e dores musculares, porém com gravidades específicas. Das três, a dengue é a mais perigosa, pois pode ser causada por quatro sorotipos diferentes do vírus, que leva o paciente a apresentar febre repentina, dores musculares, falta de ar e fraqueza. A forma mais grave é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A febre chikungunya provoca principalmente intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por vírus zika leva a sintomas que permanecem por, no máximo, sete dias. A única morte ocorrida no Pará por zika foi a de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, anunciada pelo Ministério da Saúde em 28 de novembro de 2015. O tratamento para zika é de suporte ao paciente e correção de sequelas. Mas a Sespa ressalta que adota, em relação ao vírus zika, os mesmos procedimentos de combate à dengue e à febre chinkungunya.

Dani Filgueiras
Gabinete do Governador

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