Editorial

O número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil é alarmante – são centenas de vidas perdidas diariamente, sendo a maioria delas pessoas jovens, em idade produtiva. Muitas vítimas se ferem gravemente, ficam mutiladas ou sequeladas e o impacto social dessa verdadeira epidemia não tem precedentes. São milhares de vidas, de histórias e de sonhos perdidos em questão de segundos, em acidentes que certamente poderiam ser evitados.

Ações visando reduzir essas tristes estatísticas, realizadas no Brasil e em diversos outros países, foram apresentadas durante o Seminário Internacional sobre Segurança no Trânsito, promovido pelo CONASS e durante o qual descobrimos que muito pode ser feito para diminuir essa catástrofe. São experiências riquíssimas que têm em comum um fator fundamental: a interação de diversos setores dos governos e a necessidade de nos aproximarmos e de nos comunicarmos melhor com a sociedade.

As políticas que envolvem essa temática são importantes para a saúde, afinal, o volume e a gravidade dos acidentes de trânsito afetam diretamente os sistemas de saúde e suas redes assistenciais, desde o atendimento pré-hospitalar até a reabilitação. Essa é uma grande preocupação para os gestores, mas, sem dúvida, o mais importante em toda essa discussão é a vida das pessoas. Por isso, buscamos as experiências internacionais, com todos os seus métodos e minúcias, a fim de aumentarmos o nosso potencial de ações para o enfrentamento desse problema.

Outro momento rico e valioso relatado nesta edição da Revista Consensus foi o encontro dos secretários estaduais de saúde da região Nordeste, em que diversas experiências bem-sucedidas foram compartilhadas entre os gestores da região que têm desafios semelhantes na gestão do SUS.

A troca de experiências melhora a interlocução entre os gestores e demais atores da saúde e faz-se cada dia mais imprescindível. Essa agenda faz parte das prioridades da nova diretoria do CONASS, empossada em abril deste ano, conforme matéria das páginas 24 a 27. Os detalhes da gestão do CONASS para a o período 2017/2018 ficam por conta da entrevista com o presidente do Conselho, Michele Caputo Neto. O secretário de Estado da Saúde do Paraná foi eleito por unanimidade pelos colegas, gestores estaduais de saúde, e detalha, nas páginas 6 a 11, temas como o financiamento da saúde, a judicialização e os desafios do gestor da saúde em tempos de crise.

O Planejamento Estratégico do CONASS que visa ao aprimoramento da atuação do Conselho por uma melhor gestão da saúde no Brasil também está descrito nesta edição que, em sua totalidade, mostra o trabalho em prol da saúde no país, independentemente das posições políticas e partidárias e buscando sempre a consolidação e o aprimoramento do Sistema Único de Saúde e mais qualidade de vida para os cidadãos brasileiros.

Boa Leitura!

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