Editorial


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Trazemos nesta edição da revista Consensus, um tema muito importante e que certamente interessa a todos nós: o envelhecimento. Temos de admitir que, durante o processo de apuração dos dados e das informações para a elaboração da nossa matéria de capa, esforçamos-nos para abordar essa questão que nos é cara de maneira positiva e proativa, tendo em vista o seu caráter explícito e inexorável.

Uma expressiva transição demográfica vem se tornando preponderante no Brasil, devendo mudar o rumo das políticas assistenciais no nosso país. De acordo com a projeção de especialistas, o crescimento demográfico, a urbanização e o envelhecimento da população farão que tenhamos, em pouco mais de três décadas, 40 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, consideradas idosas de acordo com a idade estabelecida pelas Nações Unidas e adotada pelo Estatuto do Idoso no Brasil.

E, para dar conta dos impactos causados pelo progressivo aumento da expectativa de vida e da redução das iniquidades dessa parcela da população, o Estado brasileiro tem muito trabalho pela frente. Principalmente no que concerne às condições socioeconômicas, extremamente relevantes nesse processo transitório.

Apresentaremos, então, os principais aspectos relacionados à saúde do idoso e às políticas sociais necessárias para que os anos a mais de vida dos brasileiros não sejam um transtorno, mas sinônimo de desenvolvimento do nosso país e motivo de alegria para os cidadãos.

Ao SUS compete boa parte desse desafio, a começar pela prevalência das doenças crônicas não transmissíveis, que geralmente expressam-se na velhice. (leia a matéria completa aqui)

Aliás, o predomínio das condições crônicas e a necessidade de modernização dos sistemas de saúde no Brasil e no mundo é outra temática importante, abordada na matéria que trata da crise contemporânea dos modelos de atenção à saúde – tema do 3º seminário CONASS Debate.

O evento contará com a presença de especialistas brasileiros e de outros países, que irão expor suas experiências e debater as alternativas de soluções para esse problema que, assim como nas questões relacionadas ao envelhecimento da população, também tem nas transições suas principais premissas.

Demográficas, tecnológicas, epidemiológicas ou nutricionais, essas transições, vivenciadas por países da Europa, dos Estados Unidos da América, do Canadá e do Brasil, não podem ser cessadas. Faz-se imprescindível, portanto, a promoção de mudanças rápidas no modelo de atenção para que ele seja coerente com a conjuntura da saúde predominante no país.

Também conversamos com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que assumiu a pasta em fevereiro. Ele falou à revista Consensus a respeito de seus objetivos e estratégias para alavancar e aprimorar o SUS e suas ações. Leia a entrevista aqui.

Outras matérias que compõem nossa revista tratam da pesquisa que avaliou a implementação e o desempenho das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), realizada pelo CONASS e pelo Ministério da Saúde, com o apoio da Opas; e dos debates internacionais a respeito da universalidade dos sistemas de saúde e da cobertura universal no Brasil e no mundo.

Apresentamos ainda uma novidade tecnológica da qual lançamos mão para tornar a revista Consensus mais interativa.

Desejamos a todos uma ótima leitura!

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