Pesquisa avalia o desempenho das Upas 24 horas


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Estudo promovido pelo CONASS e pelo Ministério da Saúde, sob a coordenação do Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (Cealag) e o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), avaliou a implantação e o desempenho das Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) em todo o país. Ao todo, foram realizadas 483 entrevistas com gestores estaduais e municipais de saúde e profissionais das áreas de planejamento e de coordenação de serviços pré-hospitalares e hospitalares.

Participaram da amostra Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, eleitos pelo fato de concentrarem o maior número de Upas em funcionamento quando o projeto foi concebido. O Mato Grosso do Sul também participou da pesquisa, tendo como critério de inclusão o fato de que o estado prevê a inserção das UPA em sua Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE), cuja constituição e governança são destaques da pesquisa. O estudo buscou identificar também os fatores que favorecem e que dificultam o processo de implantação, o desempenho e a resolubilidade das UPA.

Os resultados da pesquisa foram apresentados às secretarias de saúde e o relatório final, entregue aos secretários. Foram focados o contexto estadual de implantação das UPA 24 horas e sua inserção na RUE no estado, assim como os entraves e os facilitadores do seu desempenho nas Unidades da Federação que participaram do estudo.

Concebido em meados de 2011, o estudo concretizou-se a partir do segundo semestre de 2012, sendo o trabalho de campo finalizado em 2013, após a realização das entrevistas. A análise consolidada desses resultados foi apresentada pelo coordenador-geral da pesquisa, Nelson Ibañez, na primeira assembleia do CONASS de 2014, realizada no dia 19 de fevereiro.

O presidente do CONASS, Wilson Alecrim, destacou que o estudo nasceu da discussão entre o CONASS e a SAS (Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde), a respeito da necessidade de se conhecer o papel e o espaço das UPA 24 horas dentro do SUS. “A SAS aportou os recursos necessários para a realização da pesquisa e o CONASS será o responsável pela sua publicação”, completou.

O secretário da SAS, Helvécio Magalhães, participou da apresentação da pesquisa aos secretários e ressaltou que se trata de uma “feliz coincidência de institucionalidades”, a fim de buscar o melhor entendimento da realidade dessas unidades para embasar e qualificar a tomada de decisões.

Para Helvécio, o diagnóstico vem reafirmar a importância da RUE. “Fizemos, paulatinamente ao estudo, a discussão dos planos regionais, em rodadas das quais todos os Cosems e todas as SES participaram, desenhando as redes e identificando os vazios assistenciais com intuito de alocar as UPA”, explicou.

Outros aspectos ressaltados pela pesquisa estão relacionados à governança da rede e à gestão regional e suas várias possibilidades de operação; a questão da fixação e do vínculo dos profissionais – seu custo e rigidez burocrática; além do financiamento.

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