Planejamento Estratégico do CONASS

Por uma melhor gestão da saúde no Brasil

O CONASS promoveu, nos dias 16 e 17 de maio, em Brasília, uma oficina de trabalho com toda sua equipe para realizar o Planejamento Estratégico do Conselho. Utilizando a metodologia Balanced Scorecard (BSC), cujo objetivo é criar indicadores quantificáveis e qualificáveis de desempenho organizacional, fez-se a revisão da missão, da visão de futuro e dos valores da instituição e, com base nessas informações, foram definidos os resultados que o CONASS busca para seus “clientes”, as secretarias estaduais de saúde (SES). “É importante que as informações sejam coletadas e organizadas por todos e não apenas pela diretoria”, ressalta a consultora Maria Emi Shimazaki. Ela explica que, para definir os resultados almejados, organiza-se a gestão para dar conta dos processos da instituição, que são compostos por programas, projetos e ações, ou seja, toda parte operacional e financeira. “O processo, a gestão e o financeiro têm de estar totalmente de acordo com a missão, a visão de futuro e os valores do CONASS. Depois de coletadas e organizadas as informações, é gerado um mapa estratégico, a fim de facilitar visualmente o entendimento da estratégia da organização”, explica.

“O Planejamento Estratégico do CONASS não se constrói a cada gestão, pois muitas agendas são permanentes, contudo, inegavelmente, cada nova conjuntura exige revisões como essa. Realizar esta oficina é fundamental para que a gente planeje nossas ações e consigamos atender as demandas do SUS”, destacou o presidente do CONASS, Michele Caputo Neto. Ele também ressaltou que a rotina e as crises na saúde muitas vezes levam os gestores a “enxugar gelo”, sendo imprescindível conhecer os desafios e saber onde centrar esforços para alcançar os objetivos.

O vice-presidente do CONASS na Região Norte, secretário do Pará, Vitor Manuel, também participou dos dois dias da oficina. Segundo ele, toda a equipe tem de pensar no Planejamento Estratégico sob o ponto de vista da questão metodológica e das ferramentas que trazem nova visão de como planejar, executar e avaliar as ações institucionais. “O mais difícil não é estar aqui, mas a prática diária a ser vivenciada, ou então não haverá desdobramentos e resultados no que estamos apostando”, destacou.

Maria Emi Shimazaki reforçou que o mais importante do planejamento é o pensar estrategicamente. “É preciso ter visão do futuro para tomar decisões no presente. O Planejamento Estratégico deve fazer parte do dia a dia da organização e rotina e, a cada decisão, devemos nos perguntar: isso faz parte da nossa missão e da nossa visão? Essa decisão tem a ver com os  valores que queremos praticar na nossa instituição? Se as respostas forem sim, vale a pena fazê-las, se forem não, é preciso rever e desenhar alguma estratégia. O planejamento deverá acompanhar o trabalho ao longo do tempo até que missão, visão e valores estejam incorporados na rotina e não seja apenas um banner na parede”, argumentou.

Por meio do BSC, metodologia adotada pelo CONASS, é possível combinar o planejamento com indicadores e acompanhá-los ao longo do tempo. Maria Emi exemplifica que, na administração pública, por força de lei é preciso traçar os planos estadual e plurianual, além da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do relatório de gestão. E argumenta que causa estranheza o fato de muitas instituições não terem esses documentos organizados e de as pessoas não os conhecerem. “Além disso, um instrumento não fala com o outro, muitas vezes nem com o próprio relatório de gestão. Então, porque tantos instrumentos já que não os aplico? É preciso que eles sejam utilizados no dia a dia da organização e facilitem a gestão. Temos de transformá-los em instrumentos mais amigáveis e mais eficazes e eficientes para a gestão”, concluiu.

Aprovado pela assembleia

O mapa estratégico e todo o processo do planejamento foi apresentado aos secretários na assembleia do mês de junho. Conforme explicou o coordenador técnico do CONASS, René Santos, um dos pontos centrais que nortearam o Planejamento Estratégico foi o Seminário de Construção de Consensos, realizado em 2015, e que resultou no posicionamento técnico e político dos secretários estaduais de saúde para o período de suas gestões, de 2015 a 2018. “Além das prioridades definidas no seminário, trabalhamos também o olhar da instituição para o futuro e o resultado está demonstrado tanto no processo de planejamento descrito quanto no mapa estratégico apresentado hoje aos senhores”, disse.

René Santos também destacou que serão desenvolvidos projetos de tecnologia da informação, a fim de agilizar o trabalho do CONASS junto às SES e também para propor soluções nessa área. Para fazer frente aos programas e projetos do CONASS, foram definidas ações de gestão e na área financeira e, para tanto, será elaborado um programa de desenvolvimento institucional que adeque o CONASS às novas formas de gestão e recebimento de recursos, de acordo com a Lei n. 8.080, que reconhece o CONASS como instituição que pode receber recursos federais. “Vamos trabalhar uma nova formulação que dê ao CONASS agilidade e ampliação de recursos financeiros, além da modernização gerencial, buscando fortalecer a gerência dos nossos processos com avaliação de risco, custo-efetividade e eficiência na execução”, explicou.

A valorização e qualificação dos colaboradores do CONASS, técnicos e administrativos, no intuito de fortalecer a estrutura da instituição e para dar conta dos projetos, também está prevista no planejamento, assim como o aprimoramento das relações interinstitucionais do Conselho, ampliando o seu papel de interlocutor, inclusive com a academia. René Santos concluiu ressaltando que o planejamento aumentará a eficiência da execução orçamentária e financeira do CONASS com base em objetivos estratégicos. “Cada projeto terá o desenho de toda sua sistemática, que vai desde os riscos de sua implantação até indicadores específicos, com painel de bordo e de acompanhamento para que cada um tenha indicadores de resultado, permitindo que, na medida em que forem implementados, possamos ter uma avaliação qualiquantitativa do projeto a partir de resultados específicos”. 

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