{"id":11276,"date":"2016-04-25T13:22:47","date_gmt":"2016-04-25T16:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/?page_id=11276"},"modified":"2016-05-05T09:05:56","modified_gmt":"2016-05-05T12:05:56","slug":"aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-dos-publicos-de-saude","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-dos-publicos-de-saude\/","title":{"rendered":"Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos em A\u00e7\u00f5es e dos P\u00fablicos de Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><strong>4.1.1.3 <\/strong><strong>Cap\u00edtulo III \u2013 Da Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos em A\u00e7\u00f5es e dos P\u00fablicos de Sa\u00fade <\/strong><\/p>\n<p>Neste cap\u00edtulo, que, em cinco se\u00e7\u00f5es, trata da aplica\u00e7\u00e3o de recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, est\u00e3o concentrados os vetos do Poder Executivo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>4.1.1.3.1 &#8211; Se\u00e7\u00e3o I &#8211; Dos Recursos M\u00ednimos\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000; height: 510px;\" border=\"1\" width=\"993\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"581\"><strong>Aplica\u00e7\u00e3o m\u00ednima em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"79\">Uni\u00e3o<\/td>\n<td width=\"502\">O montante correspondente ao valor empenhado no exerc\u00edcio financeiro anterior, apurado nos termos desta Lei Complementar, acrescido de, no m\u00ednimo, o percentual correspondente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei or\u00e7ament\u00e1ria anual. Em caso de varia\u00e7\u00e3o negativa do PIB, o valor n\u00e3o poder\u00e1 ser reduzido, em termos nominais, de um exerc\u00edcio financeiro para o outro.\u00a0 , em termos nominais, de um exerc\u00edcio financeiro para o outro.\u00a0<strong> (Atualmente essa reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, pois foi revista pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Emendas\/Emc\/emc86.htm\" target=\"_blank\">EC 86\/2015<\/a>) <\/strong><strong>Veja o que vigora hoje nos itens 4.1.4 e 4.1.5.1.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"79\">Estados e Distrito Federal<\/td>\n<td width=\"502\">12% no m\u00ednimo da arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam o art. 157, a al\u00ednea \u201ca\u201d do inciso I e o inciso II do caput do art. 159, todos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Munic\u00edpios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"79\">Munic\u00edpios e Distrito Federal<\/td>\n<td width=\"502\">15% no m\u00ednimo da arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam o art. 158 e a al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso I do caput e o \u00a7 3\u00ba do art. 159, todos da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\" target=\"_blank\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"79\">Distrito Federal<\/td>\n<td width=\"502\">12% no m\u00ednimo do produto da arrecada\u00e7\u00e3o direta dos impostos que n\u00e3o possam ser segregados em base estadual e em base municipal.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e1 compreendida na base de c\u00e1lculo dos percentuais dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios qualquer compensa\u00e7\u00e3o financeira proveniente de impostos e transfer\u00eancias constitucionais previstos no \u00a7 2\u00ba do art. 198<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> da Constitui\u00e7\u00e3o Federal j\u00e1 institu\u00edda ou que vier a ser criada, bem como a d\u00edvida ativa, a multa e os juros de mora decorrentes dos impostos cobrados diretamente ou por meio de processo administrativo ou judicial.<\/p>\n<p>Para efeito do c\u00e1lculo do montante dos recursos m\u00ednimos devem ser considerados aqueles decorrentes da d\u00edvida ativa, da multa e dos juros de mora provenientes dos impostos e da sua respectiva d\u00edvida ativa.<\/p>\n<p>Os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios dever\u00e3o observar o disposto nas respectivas Constitui\u00e7\u00f5es ou Leis Org\u00e2nicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados na Lei Complementar para aplica\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.1.1.3.2 &#8211; Se\u00e7\u00e3o II &#8211; Do Repasse e Aplica\u00e7\u00e3o dos Recursos M\u00ednimos<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp141.htm\" target=\"_blank\">LC n\u00ba 141\/2012<\/a> distingue a possibilidade apenas \u00e0 Uni\u00e3o de repassar os mencionados recursos m\u00ednimos ao Fundo Nacional de Sa\u00fade e \u00e0s demais unidades or\u00e7ament\u00e1rias que comp\u00f5em o \u00f3rg\u00e3o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Dessa forma, os governos estaduais, do DF e municipais repassar\u00e3o os seus recursos m\u00ednimos diretamente aos seus respectivos fundos de sa\u00fade, que descentralizar\u00e3o para as suas unidades or\u00e7ament\u00e1rias, em caso de necessidade. Nota-se que a LC tratou entes federativos aut\u00f4nomos de forma distinta.<\/p>\n<p>A lei ainda determina que o Fundo de Sa\u00fade seja institu\u00eddo por lei e mantido em funcionamento pela administra\u00e7\u00e3o direta da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios e o reconhece como unidade or\u00e7ament\u00e1ria e gestora exclusiva dos recursos destinados a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Define tamb\u00e9m que os recursos da Uni\u00e3o transferidos aos demais entes da Federa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o movimentados, at\u00e9 a sua destina\u00e7\u00e3o final, em contas espec\u00edficas mantidas em institui\u00e7\u00e3o financeira oficial federal. Essas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o obrigadas a evidenciar, nos demonstrativos financeiros das contas correntes do ente da Federa\u00e7\u00e3o, divulgados inclusive em meio eletr\u00f4nico, os valores globais das transfer\u00eancias e as parcelas correspondentes destinadas ao Fundo de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o dos recursos repassados aos Fundos de Sa\u00fade dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios deve realizar-se, exclusivamente, mediante cheque nominativo, ordem banc\u00e1ria, transfer\u00eancia eletr\u00f4nica dispon\u00edvel ou outra modalidade de saque autorizada pelo Banco Central do Brasil, em que fique identificada a sua destina\u00e7\u00e3o e, no caso de pagamento, o credor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.1.1.3.3 &#8211; Se\u00e7\u00e3o III &#8211; Da Movimenta\u00e7\u00e3o dos Recursos da Uni\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Se\u00e7\u00e3o faz refer\u00eancia aos arts. 9\u00ba e 35 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8080.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 8.080\/90<\/a> e aos arts. 71 e 198 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e recomenda crit\u00e9rios para a transfer\u00eancia dos recursos da Uni\u00e3o, inclusive os de investimento, aos estados, munic\u00edpios e ao DF.<\/p>\n<p>Define que o rateio dos recursos da Uni\u00e3o vinculados a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade que ser\u00e3o repassados aos Estados, ao DF e aos Munic\u00edpios observar\u00e1:<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Art. 198 \u00a7 2\u00ba &#8211; II &#8211; no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, al\u00ednea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Munic\u00edpios; <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Emendas\/Emc\/emc29.htm#art6\">(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 29, de 2000)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; no caso dos Munic\u00edpios e do Distrito Federal, o produto da arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, al\u00ednea b e \u00a7 3\u00ba.<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Emendas\/Emc\/emc29.htm#art6\">(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 29, de 2000)<\/a><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>I. <\/strong>as necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>II. <\/strong>as dimens\u00f5es epidemiol\u00f3gica, demogr\u00e1fica, socioecon\u00f4mica, espacial e de capacidade de oferta de a\u00e7\u00f5es e de servi\u00e7os de sa\u00fade;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>III. <\/strong>o disposto no art. 35 da Lei n\u00ba 8.080\/90.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Ao mencionar o art. 35 da Lei n\u00ba 8.080\/90, a LC n\u00ba 141\/12 recomenda que deve ser utilizada a combina\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios, segundo an\u00e1lise deve ser t\u00e9cnica de programas e projetos:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>I<\/strong>. perfil demogr\u00e1fico da regi\u00e3o;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>II.<\/strong> perfil epidemiol\u00f3gico da popula\u00e7\u00e3o a ser coberta;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>III.<\/strong> caracter\u00edsticas quantitativas e qualitativas da rede de sa\u00fade na \u00e1rea;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>IV.<\/strong> desempenho t\u00e9cnico, econ\u00f4mico e financeiro no per\u00edodo anterior;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>V.<\/strong> n\u00edveis de participa\u00e7\u00e3o do setor sa\u00fade nos or\u00e7amentos estaduais e municipais;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>VI.<\/strong> previs\u00e3o do plano quinquenal de investimentos da rede;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"591\"><strong>VII.<\/strong> ressarcimento do atendimento a servi\u00e7os prestados para outras esferas de governo.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Nos casos de Estados e Munic\u00edpios sujeitos a not\u00f3rio processo de migra\u00e7\u00e3o, os crit\u00e9rios demogr\u00e1ficos mencionados ser\u00e3o ponderados por outros indicadores de crescimento populacional, em especial o n\u00famero de eleitores registrados.<\/p>\n<p>Dever\u00e1 ser pactuada na Comiss\u00e3o Intergestores Tripartite e aprovada no Conselho Nacional de Sa\u00fade a metodologia que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade utilizar\u00e1 para definir os montantes a serem transferidos a cada Estado, ao Distrito Federal e a cada Munic\u00edpio para custeio das a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade. Os valores dever\u00e3o ser publicados anualmente pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os recursos destinados a investimentos ter\u00e3o sua programa\u00e7\u00e3o realizada anualmente e, em sua aloca\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o considerados prioritariamente crit\u00e9rios que visem reduzir as desigualdades regionais na oferta de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade e garantir a integralidade da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia ao inciso I, art. 9\u00ba da Lei n\u00ba 8.080\/90 indica que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade manter\u00e1 os Conselhos de Sa\u00fade e os Tribunais de Contas de cada ente da Federa\u00e7\u00e3o informados sobre o montante de recursos previsto para transfer\u00eancia da Uni\u00e3o para Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, com base no Plano Nacional de Sa\u00fade e no termo de compromisso de gest\u00e3o firmado entre eles.<\/p>\n<p>Ao utilizar a express\u00e3o &#8220;termo de compromisso de gest\u00e3o&#8221;, a lei n\u00e3o esclarece se ele est\u00e1 relacionado ao Pacto pela Sa\u00fade (j\u00e1 assinado pelos estados e pela maioria dos munic\u00edpios) e que vem, em decorr\u00eancia do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2011\/decreto\/D7508.htm\" target=\"_blank\">Decreto n\u00ba 7.508\/11<\/a>, sendo substitu\u00eddo pelo Contrato Organizativo de A\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Coap). Todavia, pelo entendimento geral e corrente, h\u00e1 que se considerar, Termo de compromisso de gest\u00e3o&#8221;, o instrumento vigente que expressa a a\u00e7\u00e3o conjunta dos entes.<\/p>\n<p>O art. 18 da LC n\u00ba 141\/12 determina que recursos do Fundo Nacional de Sa\u00fade, destinados a despesas com as a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, de custeio e capital, a serem executados pelos Estados, pelo DF ou pelos Munic\u00edpios ser\u00e3o transferidos diretamente aos respectivos fundos de sa\u00fade, de forma regular e autom\u00e1tica, dispensada a celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio ou outros instrumentos jur\u00eddicos, o que j\u00e1 era previsto pelo art. 77 do Ato da Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios para transfer\u00eancias desses recursos \u00e9 considerada como exce\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e, neste caso, devem ser adotados os meios formais previstos no inciso VI do art. 71 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, observadas as normas de financiamento.<\/p>\n<p>Deve ser ressaltado, ainda, que nesta Se\u00e7\u00e3o, no \u00a7 1\u00ba do art. 17, a lei introduz um fluxo no caso das mat\u00e9rias que precisam ser discutidas na Comiss\u00e3o Intergestores Tripartite &#8211; CIT ou nas Comiss\u00f5es Intergestores Bipartite &#8211; CIB e no Conselho Nacional de Sa\u00fade &#8211; CNS ou nos Conselhos Estaduais de Sa\u00fade &#8211; CES: a mat\u00e9ria deve ser pactuada primeiro nos f\u00f3runs dos gestores \u2013 CIB e CIT, para depois ser aprovada nos Conselhos \u2013 CNS e CES. Esse mesmo fluxo, que sempre foi defendido pelo CONASS, tamb\u00e9m \u00e9 repetido no \u00a7 1\u00ba do art. 19 e no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 21<\/p>\n<p>Pode-se ressalvar que a metodologia de rateio dos recursos da Uni\u00e3o vinculados a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade e repassados a estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, referida no artigo 17, ainda n\u00e3o foi pactuada entre os gestores do SUS.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>4.1.1.3.4 &#8211; Se\u00e7\u00e3o IV &#8211; Da Movimenta\u00e7\u00e3o dos Recursos dos Estados\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Essa Se\u00e7\u00e3o trata da movimenta\u00e7\u00e3o dos recursos dos Estados e, de forma semelhante \u00e0 Uni\u00e3o, define como ser\u00e1 o rateio dos recursos dos Estados transferidos aos Munic\u00edpios para a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O rateio de recursos ser\u00e1 realizado segundo o crit\u00e9rio de necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e levar\u00e1 em considera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<table style=\"height: 110px;\" width=\"726\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"581\"><strong>I. as dimens\u00f5es epidemiol\u00f3gica, demogr\u00e1fica, socioecon\u00f4mica e espacial e;<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"581\"><strong>II. a capacidade de oferta de a\u00e7\u00f5es e de servi\u00e7os de sa\u00fade, observada a necessidade de reduzir as desigualdades regionais.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Os Planos Estaduais de Sa\u00fade dever\u00e3o explicitar a metodologia de aloca\u00e7\u00e3o dos recursos estaduais e a previs\u00e3o anual de recursos aos Munic\u00edpios, pactuadas pelos gestores estaduais e municipais, em comiss\u00e3o intergestores bipartite, e aprovadas pelo Conselho Estadual de Sa\u00fade. A Secretaria Estadual de Sa\u00fade manter\u00e1 o respectivo Conselho de Sa\u00fade e o Tribunal de Contas informados sobre o montante de recursos previsto para transfer\u00eancia do Estado para os Munic\u00edpios com base no Plano Estadual de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>A lei menciona, tamb\u00e9m, que as transfer\u00eancias dos Estados para os Munic\u00edpios ser\u00e3o realizadas diretamente aos Fundos Municipais de Sa\u00fade, de forma regular e autom\u00e1tica, em conformidade com os crit\u00e9rios de transfer\u00eancia aprovados pelo respectivo Conselho de Sa\u00fade e, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, os recursos estaduais poder\u00e3o ser repassados aos Fundos de Sa\u00fade por meio de transfer\u00eancia volunt\u00e1ria, isto \u00e9, por meio de conv\u00eanios entre o Estado e seus Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia de recursos para os cons\u00f3rcios, tratados nos arts. 10 e 18 da Lei n\u00ba 8.080\/90, no art. 3\u00ba da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8142.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 8.142\/90<\/a> e na <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2005\/lei\/l11107.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 11.107\/05<\/a>, \u00e9 regulamentada na LC n\u00ba 141\/2012. Os Estados e os Munic\u00edpios que estabelecerem cons\u00f3rcios ou outras formas legais de cooperativismo para a execu\u00e7\u00e3o conjunta de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade em cumprimento da diretriz constitucional de regionaliza\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o da rede de servi\u00e7os poder\u00e3o remanejar entre si parcelas dos recursos dos Fundos de Sa\u00fade derivadas tanto de receitas pr\u00f3prias como de transfer\u00eancias obrigat\u00f3rias, que ser\u00e3o administradas segundo modalidade gerencial pactuada pelos entes envolvidos.<\/p>\n<p>Interessa, para transfer\u00eancia de recursos para cons\u00f3rcios, observar a <a href=\"http:\/\/www3.tesouro.gov.br\/legislacao\/download\/contabilidade\/Portaria_STN_72_01022012.pdf\" target=\"_blank\">Portaria n\u00ba 72 de 1\u00ba\/02\/12<\/a>, publicada pela Secretaria do Tesouro Nacional, que estabelece normas gerais de consolida\u00e7\u00e3o das contas dos cons\u00f3rcios p\u00fablicos a serem observadas na gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, financeira e cont\u00e1bil, em conformidade com os pressupostos da responsabilidade fiscal.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>4.1.1.3.5 &#8211; Se\u00e7\u00e3o V &#8211; Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>A Se\u00e7\u00e3o trata das disposi\u00e7\u00f5es gerais da aplica\u00e7\u00e3o de recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade e aborda os seguintes temas:<\/p>\n<p><strong>I \u2013 Restri\u00e7\u00f5es \u00e0 entrega dos recursos:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 vedada a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega dos recursos na modalidade regular e autom\u00e1tica, prevista na Lei Complementar, porque estes s\u00e3o considerados transfer\u00eancia obrigat\u00f3ria destinada ao custeio de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade no \u00e2mbito do SUS, portanto, sobre tal transfer\u00eancia n\u00e3o se aplicam as veda\u00e7\u00f5es do inciso X do art. 167 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<p><em>\u201cA transfer\u00eancia volunt\u00e1ria de recursos e a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos, inclusive por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas institui\u00e7\u00f5es financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios.\u201d <\/em>e do art. 25 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp101.htm\" target=\"_blank\">Lei Complementar n\u00ba 101<\/a>, de 4 de maio de 2000:<\/p>\n<p><em>\u201cPara efeito desta Lei Complementar entende-se por transfer\u00eancia volunt\u00e1ria a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federa\u00e7\u00e3o, a t\u00edtulo de coopera\u00e7\u00e3o, aux\u00edlio ou assist\u00eancia financeira, que n\u00e3o decorra de determina\u00e7\u00e3o constitucional, legal ou os destinados ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/em><\/p>\n<ul>\n<li><em> 1\u00ba S\u00e3o exig\u00eancias para a realiza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia volunt\u00e1ria, al\u00e9m das estabelecidas na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias:<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>I &#8211; <\/strong><em>exist\u00eancia de dota\u00e7\u00e3o espec\u00edfica;<\/em><\/p>\n<p><strong>II &#8211; <\/strong><em>(VETADO)<\/em><\/p>\n<p><strong>III &#8211; <\/strong><em>observ\u00e2ncia do disposto no inciso X do art. 167 da Constitui\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n<p><strong>IV &#8211; <\/strong><em>comprova\u00e7\u00e3o, por parte do benefici\u00e1rio, de:<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empr\u00e9stimos e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de contas de recursos anteriormente dele recebidos;<\/li>\n<li>b) cumprimento dos limites constitucionais relativos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade;<\/li>\n<li>c) observ\u00e2ncia dos limites das d\u00edvidas consolidada e mobili\u00e1ria, de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, inclusive por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, de inscri\u00e7\u00e3o em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;<\/li>\n<li>d) previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria de contrapartida.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li><em> 2\u00ba \u00c9 vedada a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada.<\/em><\/li>\n<li><em> 3\u00ba Para fins da aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de suspens\u00e3o de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias constantes desta Lei Complementar, excetuam-se aquelas relativas a a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e assist\u00eancia social.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Deve ser observado, por\u00e9m, que a veda\u00e7\u00e3o expressa n\u00e3o impede a Uni\u00e3o e os Estados de condicionarem a entrega dos recursos \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e ao funcionamento do Fundo e do Conselho de Sa\u00fade no \u00e2mbito do ente da Federa\u00e7\u00e3o; e \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Neste caso, a Lei Complementar modifica os condicionantes para recebimento dos recursos referentes a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade, definindo apenas os tr\u00eas mencionados acima, diferente dos condicionantes mencionados no art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 8.142\/90, que ainda inclu\u00eda o relat\u00f3rio de gest\u00e3o, a contrapartida de recursos no or\u00e7amento e a comiss\u00e3o de elabora\u00e7\u00e3o do plano de carreira, cargos e sal\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>II \u2013 Fixa\u00e7\u00e3o inicial e c\u00e1lculo dos valores m\u00ednimos<\/strong><\/p>\n<p>Para a fixa\u00e7\u00e3o inicial dos valores correspondentes aos recursos m\u00ednimos estabelecidos na Lei Complementar, ser\u00e1 considerada a receita estimada na lei do or\u00e7amento anual, ajustada, quando for o caso, por lei que autorize a abertura de cr\u00e9ditos adicionais. As diferen\u00e7as entre a receita e a despesa previstas e as efetivamente realizadas que resultem no n\u00e3o atendimento dos percentuais m\u00ednimos obrigat\u00f3rios ser\u00e3o apuradas e corrigidas a cada quadrimestre do exerc\u00edcio financeiro.<\/p>\n<p>Para efeito de c\u00e1lculo dos recursos m\u00ednimos ser\u00e3o consideradas:<\/p>\n<ol>\n<li>as despesas liquidadas e pagas no exerc\u00edcio; e<\/li>\n<li>as despesas empenhadas e n\u00e3o liquidadas, inscritas em Restos a Pagar at\u00e9 o limite das disponibilidades de caixa ao final do exerc\u00edcio, consolidadas no Fundo de Sa\u00fade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A disponibilidade de caixa vinculada aos Restos a Pagar, considerados para fins do m\u00ednimo na forma do inciso II e posteriormente cancelados ou prescritos, dever\u00e1 ser, necessariamente, aplicada em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade at\u00e9 o t\u00e9rmino do exerc\u00edcio seguinte ao do cancelamento ou da prescri\u00e7\u00e3o dos respectivos Restos a Pagar, mediante dota\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para essa finalidade, sem preju\u00edzo do percentual m\u00ednimo a ser aplicado no exerc\u00edcio correspondente.<\/p>\n<p><strong>III \u2013 Apura\u00e7\u00e3o dos percentuais m\u00ednimos<\/strong><\/p>\n<p>Nos Estados, no Distrito Federal e nos Munic\u00edpios, ser\u00e3o consideradas, para fins de apura\u00e7\u00e3o dos percentuais m\u00ednimos, as despesas ocorridas no per\u00edodo, referentes \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o e aos respectivos encargos financeiros decorrentes de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito contratadas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2000, visando ao financiamento de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e3o consideradas para fins de apura\u00e7\u00e3o dos m\u00ednimos na Uni\u00e3o, nos Estados, no DF e nos Munic\u00edpios, as a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade custeados com receitas provenientes de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito contratadas para essa finalidade ou quaisquer outros recursos n\u00e3o considerados na base de c\u00e1lculo da receita, nos casos previstos nos arts. 6\u00ba e 7\u00ba da Lei Complementar.<\/p>\n<p>Eventual diferen\u00e7a que implique o n\u00e3o atendimento, em determinado exerc\u00edcio, dos recursos m\u00ednimos previstos na Lei Complementar, dever\u00e1 ser acrescida ao montante m\u00ednimo do exerc\u00edcio subsequente ao da apura\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, sem preju\u00edzo do montante m\u00ednimo do exerc\u00edcio de refer\u00eancia e das san\u00e7\u00f5es cab\u00edveis.<\/p>\n<p>A LC definiu que compete ao Tribunal de Contas, no \u00e2mbito de suas atribui\u00e7\u00f5es, verificar a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos m\u00ednimos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade de cada ente da Federa\u00e7\u00e3o sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo da manuten\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/siops.datasus.gov.br\/\" target=\"_blank\">Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Or\u00e7amento P\u00fablico em Sa\u00fade \u2013 Siops<\/a> &#8211; pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>IV \u2013 Condicionamento da entrega de recursos e suspens\u00e3o da transfer\u00eancia dos recursos<\/strong><\/p>\n<p>O condicionamento da entrega de recursos poder\u00e1 ser feito mediante exig\u00eancia da comprova\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o adicional do percentual m\u00ednimo que deixou de ser aplicado em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade no exerc\u00edcio imediatamente anterior, apurado e divulgado segundo as normas estatu\u00eddas na Lei Complementar, depois de expirado o prazo para publica\u00e7\u00e3o dos demonstrativos do encerramento do exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>No caso de descumprimento dos percentuais m\u00ednimos pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Munic\u00edpios, verificado a partir da fiscaliza\u00e7\u00e3o dos Tribunais de Contas ou das informa\u00e7\u00f5es declaradas e homologadas na forma do sistema eletr\u00f4nico institu\u00eddo, a Uni\u00e3o e os Estados poder\u00e3o restringir, a t\u00edtulo de medida preliminar, o repasse dos recursos ao emprego em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, at\u00e9 o montante correspondente \u00e0 parcela do m\u00ednimo que deixou de ser aplicada em exerc\u00edcios anteriores, mediante dep\u00f3sito direto na conta corrente vinculada ao Fundo de Sa\u00fade, sem preju\u00edzo do condicionamento da entrega dos recursos \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o prevista no inciso II do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 160 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que trata do cumprimento do c\u00e1lculo dos percentuais dos recursos m\u00ednimos regulamentados pela Lei Complementar. No entanto, n\u00e3o foi poss\u00edvel aferir na lei as medidas preliminares em face da Uni\u00e3o quando do descumprimento do percentual m\u00ednimo.<\/p>\n<p>A Lei previu tamb\u00e9m que os Poderes Executivos da Uni\u00e3o e de cada Estado editar\u00e3o, no prazo de 90 (noventa) dias a partir da vig\u00eancia da Lei Complementar, atos pr\u00f3prios estabelecendo os procedimentos de suspens\u00e3o e restabelecimento das transfer\u00eancias, a serem adotados caso os recursos repassados diretamente \u00e0 conta do Fundo de Sa\u00fade n\u00e3o sejam efetivamente aplicados no prazo fixado por cada ente, o qual n\u00e3o poder\u00e1 exceder a 12 (doze) meses, contados a partir da data em que ocorrer o referido repasse.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Decreto\/D7827.htm\" target=\"_blank\">Decreto n\u00ba 7.827<\/a> de 16 de outubro de 2012 regulamentou os procedimentos de condicionamento e restabelecimento das transfer\u00eancias de recursos provenientes das receitas de que tratam o inciso II do caput do art. 158, as al\u00edneas \u201ca\u201d e \u201cb\u201d do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 da Constitui\u00e7\u00e3o, disp\u00f4s sobre os procedimentos de suspens\u00e3o e restabelecimento das transfer\u00eancias volunt\u00e1rias da Uni\u00e3o, nos casos de descumprimento da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade de que trata a Lei Complementar n\u00ba 141, de 13 de janeiro de 2012, entre outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p>Os efeitos das medidas restritivas mencionadas ser\u00e3o suspensos t\u00e3o logo seja comprovada, por parte do ente da Federa\u00e7\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o adicional do montante referente ao percentual que deixou de ser aplicado, observadas as normas estatu\u00eddas na Lei Complementar, sem preju\u00edzo do percentual m\u00ednimo a ser aplicado no exerc\u00edcio corrente.<\/p>\n<p>O condicionamento da entrega de recursos ser\u00e1 restabelecido se houver o descumprimento das normas estabelecidas anteriormente ou se for constatado erro ou fraude, sem preju\u00edzo das san\u00e7\u00f5es cab\u00edveis ao agente que agir, induzir ou concorrer, direta ou indiretamente, para a pr\u00e1tica do ato fraudulento.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese de descumprimento dos percentuais m\u00ednimos de sa\u00fade por parte dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic\u00edpios, as transfer\u00eancias volunt\u00e1rias da Uni\u00e3o e dos Estados poder\u00e3o ser restabelecidas, somente quando o ente benefici\u00e1rio comprovar o cumprimento das disposi\u00e7\u00f5es estatu\u00eddas, sem preju\u00edzo das exig\u00eancias, restri\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>Quando os \u00f3rg\u00e3os de controle interno do ente benefici\u00e1rio, do ente transferidor ou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade detectarem que os recursos est\u00e3o sendo utilizados em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os diversos dos previstos no art. 3\u00ba da Lei Complementar, ou em objeto de sa\u00fade diverso do originalmente pactuado, dar\u00e3o ci\u00eancia ao Tribunal de Contas e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico competentes, de acordo com a origem do recurso, com vistas:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00e0 ado\u00e7\u00e3o das provid\u00eancias legais, no sentido de determinar a imediata devolu\u00e7\u00e3o dos referidos recursos ao Fundo de Sa\u00fade do ente da Federa\u00e7\u00e3o benefici\u00e1rio, devidamente atualizados por \u00edndice oficial adotado pelo ente transferidor, visando ao cumprimento do objetivo do repasse;<\/li>\n<li>\u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o nas esferas competentes.<\/li>\n<\/ol>\n<p>S\u00e3o vedadas a limita\u00e7\u00e3o de empenho e a movimenta\u00e7\u00e3o financeira que comprometam a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos m\u00ednimos.<\/p>\n<p>\u00c9 vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios excluir da base de c\u00e1lculo das receitas de que trata a Lei Complementar quaisquer parcelas de impostos ou transfer\u00eancias constitucionais vinculadas a fundos ou despesas, por ocasi\u00e3o da apura\u00e7\u00e3o do percentual ou montante m\u00ednimo a ser aplicado em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Mais detalhes do Condicionamento da entrega de recursos e suspens\u00e3o da transfer\u00eancia dos recursos nos itens 4.1.2 e 4.1.3.<\/strong><\/p>\n<p><strong>V \u2013 Processo de planejamento e or\u00e7amento<\/strong><\/p>\n<p>Os planos plurianuais, as leis de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias, as leis or\u00e7ament\u00e1rias e os planos de aplica\u00e7\u00e3o dos recursos dos fundos de sa\u00fade da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios ser\u00e3o elaborados de modo a dar cumprimento ao disposto na Lei Complementar.<\/p>\n<p>O art. 30 da Lei Complementar inclui mais detalhes no processo de planejamento e or\u00e7amento j\u00e1 explicitado no art. 36 da Lei n\u00ba 8.080\/90 que, a partir de agora, conforme as normas citadas, dever\u00e1 ser (i) ascendente; (ii) do n\u00edvel local at\u00e9 o federal, ouvidos seus \u00f3rg\u00e3os deliberativos, a partir das necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o em cada regi\u00e3o; (iii) com base no perfil epidemiol\u00f3gico, demogr\u00e1fico e socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no planejamento devem estar compatibilizadas as necessidades da pol\u00edtica de sa\u00fade com a disponibilidade de recursos em planos de sa\u00fade dos Munic\u00edpios, dos Estados, do Distrito Federal e da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 no processo de planejamento ascendente que s\u00e3o definidas as metas anuais de aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade, e estimados os respectivos custos.<\/p>\n<p>Os planos de sa\u00fade ser\u00e3o a base das atividades e programa\u00e7\u00f5es de cada n\u00edvel de dire\u00e7\u00e3o do SUS, e seu financiamento ser\u00e1 previsto na respectiva proposta or\u00e7ament\u00e1ria. Os planos e metas regionais resultantes das pactua\u00e7\u00f5es intermunicipais constituir\u00e3o a base para os planos e metas estaduais, que promover\u00e3o a equidade inter-regional e os planos e metas estaduais constituir\u00e3o a base para o plano e metas nacionais, que promover\u00e3o a equidade interestadual. Neste caso, a Lei cria um novo documento a ser desenvolvido na regi\u00e3o de sa\u00fade, que \u00e9 o plano regional. O que comp\u00f5e esse plano e como ser\u00e1 elaborado n\u00e3o est\u00e1 definido, mas deve caber \u00e0 CIB e \u00e0 CIR definir as diretrizes e as estrat\u00e9gias para sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre os planos de sa\u00fade, a lei introduz duas novidades: o incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o popular e a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas durante o processo de elabora\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o do plano de sa\u00fade, visando assegurar a transpar\u00eancia e a visibilidade, conforme o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 31; e o encaminhamento, pelos gestores, da programa\u00e7\u00e3o anual do Plano de Sa\u00fade ao respectivo Conselho de Sa\u00fade, para aprova\u00e7\u00e3o antes da data de encaminhamento da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias do exerc\u00edcio correspondente, \u00e0 qual ser\u00e1 dada ampla divulga\u00e7\u00e3o, inclusive em meios eletr\u00f4nicos de acesso p\u00fablico, conforme o \u00a7 2\u00ba do art. 36.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a fun\u00e7\u00e3o que era dada exclusivamente ao Conselho Nacional de Sa\u00fade no \u00a73\u00ba do art.15 do Decreto n\u00ba7.508\/11, de estabelecer as diretrizes a serem observadas na elabora\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade, em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas e da organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os em cada jurisdi\u00e7\u00e3o administrativa foi estendida aos Conselhos de Sa\u00fade, aos quais caber\u00e1 doravante deliberar sobre as diretrizes para o estabelecimento de prioridades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><br \/>\nSaiba mais:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"\">\n<li class=\"\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/gestao-financeira\/#\">4. A gest\u00e3o financeira e o fundo de sa\u00fade<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-lei-complementar-no-141-de-13-de-janeiro-de-2012\">4.1 A Lei Complementar n\u00ba 141 de 13 de janeiro de 2012<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-dos-publicos-de-saude\">Da Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos em A\u00e7\u00f5es e dos P\u00fablicos de Sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/da-transparencia-visibilidade-fiscalizacao-avaliacao-e-controle\">Da Transpar\u00eancia, Visibilidade, Fiscaliza\u00e7\u00e3o, Avalia\u00e7\u00e3o e Controle<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/o-decreto-no-7-827-de-16-de-outubro-de-2012\">4.1.2 O Decreto n\u00ba 7.827, de 16 de outubro de 2012<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-portaria-no-53-de-16-de-janeiro-de-2013\">4.1.3 A Portaria n\u00ba 53, de 16 de janeiro de 2013<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-emenda-constitucional-no-86-de-17-de-marco-de-2015\">4.1.4 A Emenda Constitucional n\u00ba 86, de 17 de mar\u00e7o de 2015<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-servicos-de-saude\">4.1.5 Aplica\u00e7\u00e3o de recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-gestao-financeira-e-o-ciclo-orcamentario\">4.2 A gest\u00e3o financeira e o ciclo or\u00e7ament\u00e1rio<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/plano-de-saude\">Plano Plurianual (PPA)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/execucao-orcamentaria-e-financeira\">4.2.3 Execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/planejamento-orcamentario-e-financeiro-sob-enfoque-no-fundo-de-saude\">4.2.4 Planejamento or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro sob enfoque no fundo de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/contabilidade-publica\">4.2.5 Contabilidade p\u00fablica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/gestao-dos-fundos-de-saude\">4.3 Gest\u00e3o dos Fundos de Sa\u00fade<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/fundo-estadual-de-saude\">Fundo Estadual de Sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/organizacao-de-fundo-de-saude\">Organiza\u00e7\u00e3o de fundo de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/investimentos-no-sus\">4.4 Investimentos no SUS<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/prestacao-de-contas-de-convenios\">Presta\u00e7\u00e3o de contas de conv\u00eanios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4.1.1.3 Cap\u00edtulo III \u2013 Da Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos em A\u00e7\u00f5es e dos P\u00fablicos de Sa\u00fade Neste cap\u00edtulo, que, em cinco se\u00e7\u00f5es, trata da aplica\u00e7\u00e3o de recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, est\u00e3o concentrados os vetos do Poder Executivo. \u00a0 4.1.1.3.1 &#8211; Se\u00e7\u00e3o I &#8211; Dos Recursos M\u00ednimos\u00a0 Aplica\u00e7\u00e3o m\u00ednima em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":59,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-11276","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11276"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12592,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11276\/revisions\/12592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}