{"id":11301,"date":"2016-04-25T16:22:46","date_gmt":"2016-04-25T19:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/?page_id=11301"},"modified":"2016-05-05T11:25:18","modified_gmt":"2016-05-05T14:25:18","slug":"gestao-dos-fundos-de-saude","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/gestao-dos-fundos-de-saude\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o dos Fundos de Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>A <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc29.htm\" target=\"_blank\">Emenda Constitucional n. 29\/2000<\/a>, regulamentada pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp141.htm\" target=\"_blank\">Lei Complementar 141\/2012<\/a>, define a aplica\u00e7\u00e3o de recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade por meio de fundo de sa\u00fade, o que implica na institucionaliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do fundo para administrar esses recursos, dando cumprimento, inclusive, ao imperativo constitucional.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de fundos especiais com a finalidade de gerir os recursos financeiros destinados a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade nas tr\u00eas esferas de governo \u00e9 determinada pelas leis brasileiras desde 1990.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.1 Legisla\u00e7\u00e3o sobre os fundos de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p><strong>4.3.1.1 Lei Complementar n\u00ba 141, de 13 de janeiro de 2012<\/strong><\/p>\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 141\/2012 \u2013 LC 141\/2012 regulamenta o \u00a73\u00ba do art. 198 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e revoga o art. 77 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias \u2013 ADCT (reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n. 29\/2000).<\/p>\n<p>O par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba da\u00a0 LC 141\/2012 define que para fins de apura\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos m\u00ednimos s\u00f3 ser\u00e3o consideradas como despesas com a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade \u00e0quelas voltadas para a promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade que atendam, simultaneamente, aos princ\u00edpios estatu\u00eddos no <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8080.htm#art7\">art. 7o da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990<\/a>, e quando as despesas, com ASPS, realizadas pela Uni\u00e3o, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Munic\u00edpios s\u00e3o financiadas com recursos movimentados por meio dos respectivos fundos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O Fundo de Sa\u00fade tem que ser institu\u00eddo por lei e mantido em funcionamento pela administra\u00e7\u00e3o direta da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios. Ser constitu\u00eddo como unidade or\u00e7ament\u00e1ria e gestora dos respectivos recursos. Apesar de n\u00e3o dispor de personalidade jur\u00eddica (natureza jur\u00eddica 120.1), o fundo de sa\u00fade deve ter CNPJ na condi\u00e7\u00e3o matriz; conforme <a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=52901&amp;visao=anotado\" target=\"_blank\">IN da Receita Federal do Brasil n\u00ba 1470\/2014<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre a obrigatoriedade de inscri\u00e7\u00e3o dos Fundos de Sa\u00fade junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ) no site do FNS:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.fns2.saude.gov.br\/Documentos\/Publicacoes\/NotaTecnicaCNPJFNSCONASEMS2014.pdf\">http:\/\/www.fns2.saude.gov.br\/Documentos\/Publicacoes\/NotaTecnicaCNPJFNSCONASEMS2014.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.1.2 Lei n. 4.320\/1964<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L4320.htm\" target=\"_blank\">Lei n. 4.320<\/a>, de 17\/3\/1964, em quatro artigos trata dos chamados fundos especiais:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">art. 71. Constitui fundo especial o produto de receitas especificadas que, por lei, se vinculam \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de determinados objetivos ou servi\u00e7os, facultada a ado\u00e7\u00e3o de normas peculiares de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">art. 72. A aplica\u00e7\u00e3o das receitas or\u00e7ament\u00e1rias vinculadas a fundos especiais far-se-\u00e1 atrav\u00e9s de dota\u00e7\u00e3o consignada na Lei de Or\u00e7amento ou em cr\u00e9ditos adicionais.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">art. 73. Salvo determina\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio da lei que o instituiu, o saldo positivo do fundo especial apurado em balan\u00e7o ser\u00e1 transferido para o exerc\u00edcio seguinte, a cr\u00e9dito do mesmo fundo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">art. 74. A lei que instituir fundo especial poder\u00e1 determinar normas peculiares de controle, presta\u00e7\u00e3o e tomada de contas, sem, de qualquer modo, elidir a compet\u00eancia espec\u00edfica do Tribunal de Contas do \u00f3rg\u00e3o equivalente.<\/p>\n<p>A Lei n. 4320\/1967, ainda em vigor (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o de alguns dispositivos re\u00advogados por preceitos da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\" target=\"_blank\">Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/a>, da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/LCP\/Lcp101.htm\" target=\"_blank\">LRF<\/a> e pelas Leis de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias) tem o status de lei complementar prevista no artigo 165, \u00a7 9\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Corresponde \u00e0 lei reguladora dos fundos, tratando das condi\u00e7\u00f5es para a sua institui\u00e7\u00e3o e funcionamento.<\/p>\n<p>O diploma legal em quest\u00e3o distingue as receitas e as despesas dos fundos especiais das receitas e despesas de \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o, como as autarquias. Os fundos e as autarquias s\u00e3o tratados em t\u00edtulos separados, por serem categorias diferentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.1.3 Decreto-Lei n. 200\/1967<\/strong><\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del0200.htm\" target=\"_blank\">Decreto-Lei n. 200, de 25\/2\/1967<\/a>, ao prever a exist\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os au\u00adt\u00f4nomos (artigo 172), diz que, nos casos de concess\u00e3o de autonomia financeira a determinados servi\u00e7os, institutos e estabelecimentos, o poder Executivo estar\u00e1 autorizado \u201ca instituir fundos especiais, de natureza cont\u00e1bil, a cujo cr\u00e9dito se levar\u00e3o todos os recursos vinculados \u00e0s atividades do \u00f3rg\u00e3o aut\u00f4nomo, or\u00e7ament\u00e1rios e extra-or\u00e7ament\u00e1rios, inclusive a receita pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.1.4 Lei Org\u00e2nica da Sa\u00fade \u2013 Lei n. 8.080\/1990 \u2013 e Lei n. 8.142\/1990<\/strong><\/p>\n<p>A Lei Org\u00e2nica da Sa\u00fade (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8080.htm\" target=\"_blank\">Lei n. 8.080\/1990<\/a>) e a Lei que disciplinou as transfer\u00eancias intergovernamentais de recursos financeiros na \u00e1rea da sa\u00fade (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8142.htm\" target=\"_blank\">Lei n. 8.142\/1990<\/a>) estabelecem que:<\/p>\n<p>Os recursos financeiros do Sistema \u00danico de Sa\u00fade ser\u00e3o depositados em conta especial, em cada esfera de sua atua\u00e7\u00e3o e movimentados sob fiscaliza\u00e7\u00e3o dos respectivos conselhos de sa\u00fade (Lei n. 8.080\/90 \u2013 art. 33).<\/p>\n<p>A Lei n. 8.142\/90 estabelece que compete ao Conselho de Sa\u00fade o controle da execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de sa\u00fade na inst\u00e2ncia correspondente, inclusive nos aspectos econ\u00f4micos e financeiros (art. 1\u00ba, \u00a7 2\u00ba). E mais, \u201cPara receberem os recursos de que trata o art. 3\u00ba, desta Lei, os munic\u00edpios, os estados e o Distrito Federal dever\u00e3o contar com: (&#8230;) I \u2013 fundo de sa\u00fade (art. 4\u00ba).\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.2 Fundo de sa\u00fade: defini\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Carvalho e Santos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, o fundo de sa\u00fade pode ser definido como:<\/p>\n<p>Modalidade de gest\u00e3o de recursos, criado por lei e revestido de certas formalidades, com o fim de ser o receptor \u00fanico de todos os recursos destinados \u00e0 sa\u00fade, em cada esfera de governo: recursos financeiros destinados a custear as a\u00e7\u00f5es e os servi\u00e7os p\u00fa\u00adblicos de sa\u00fade, sejam dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos estados, do Distrito Federal ou dos munic\u00edpios, bem como transfer\u00eancias de uma esfera estatal a outra, e recursos de outras fontes devem ser depositados no fundo de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.2.1 Para que serve o fundo de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Primordialmente o fundo de sa\u00fade serve para otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, mediante:<\/p>\n<ul>\n<li>O cumprimento do preceito constitucional no que se refere \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade por interm\u00e9dio de fundos de sa\u00fade.<\/li>\n<li>A implementa\u00e7\u00e3o do planejamento or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/li>\n<li>O aperfei\u00e7oamento da gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, financeira e cont\u00e1bil realizada pelos gestores estaduais e municipais.<\/li>\n<li>A produ\u00e7\u00e3o, disponibiliza\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es gerenciais sobre a gest\u00e3o dos recursos do SUS.<\/li>\n<li>A melhoria dos indicadores de sa\u00fade populacional, do sistema e da rede de servi\u00e7os, com a indu\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio inter-regional<\/li>\n<li>A avalia\u00e7\u00e3o da efetividade da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.3.3 Fundo Nacional de Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o fundo especial organizado de acordo com as diretrizes e objetivos do SUS, cujos recursos est\u00e3o previstos na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (LOA), de acordo com o Plano Plurianual dos Projetos e A\u00e7\u00f5es Governamentais e provenientes de fontes nacionais \u2013 de receitas do Tesouro Nacional e de arrecada\u00e7\u00e3o direta do FNS \u2013 e internacionais \u2013 de acordos firmados pelo governo brasileiro com institui\u00e7\u00f5es financeiras internacio\u00adnais como o Banco Internacional para a Reconstru\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiamento de projetos na \u00e1rea de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Constituem recursos do FNS:<\/p>\n<ul>\n<li>Os consignados a seu favor nos or\u00e7amentos da Seguridade Social e Fiscal da Uni\u00e3o; os decorrentes de cr\u00e9ditos adicionais.<\/li>\n<li>Os provenientes de dota\u00e7\u00f5es de organismos internacionais vinculados \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, de financiamento e de empr\u00e9stimo.<\/li>\n<li>Os provenientes do Seguro Obrigat\u00f3rio do DPVAT; os resultantes de aplica\u00e7\u00f5es fi\u00adnanceiras; os decorrentes de ressarcimento de recursos por pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas origin\u00e1rios de presta\u00e7\u00e3o de contas, do acompanhamento ou das a\u00e7\u00f5es de auditoria.<\/li>\n<li>As receitas provenientes de parcelamentos de d\u00e9bitos apurados em presta\u00e7\u00e3o de con\u00adtas de conv\u00eanios ou derivadas do acompanhamento de auditorias e de financiamentos relacionados com as a\u00e7\u00f5es e os servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/li>\n<li>Os cr\u00e9ditos provenientes dos agentes ou das entidades integrantes do SUS, bem como aqueles resultantes de transa\u00e7\u00f5es financeiras e comerciais; as receitas provenien\u00adtes do ressarcimento previsto no Artigo 32 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9656.htm\" target=\"_blank\">Lei n. 9.656<\/a>, de 3 de junho de 1998.<\/li>\n<li>Os obtidos por interm\u00e9dio de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito; as receitas provenientes da exe\u00adcu\u00e7\u00e3o de seus cr\u00e9ditos; os saldos positivos apurados em balan\u00e7os, transferidos para o exerc\u00edcio seguinte; as rendas e receitas eventuais que lhe venham a ser destinadas; os de outras fontes, de acordo com o Artigo 32 da Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A gest\u00e3o dos recursos \u00e9 exercida pelo diretor-executivo, sob a orienta\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o do secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, observando o Plano Nacional de Sa\u00fade e o Plano Plurianual do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, nos termos das normas definidoras dos or\u00e7amentos anuais, das diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e dos planos plurianuais.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o dos recursos \u00e9 feita, em n\u00edvel central, por meio da Unidade Gestora da Diretoria-Executiva do Fundo Nacional de Sa\u00fade e das unidades gestoras criadas junto \u00e0s \u00e1reas t\u00e9cnicas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Nas unidades federadas, por meio das unidades gestoras descentralizadas junto \u00e0s representa\u00e7\u00f5es estaduais e unidades assistenciais do SUS, sob a gest\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS).<\/p>\n<p>Todos os recursos transitam em conta \u00fanica do Fundo Nacional de Sa\u00fade em con\u00adson\u00e2ncia com o preceito constitucional de aplica\u00e7\u00e3o dos recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade por meio de fundo de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os recursos financeiros do MS, administrados pelo FNS, destinam-se a prover:<\/p>\n<ul>\n<li>Despesas correntes e de capital do MS, seus \u00f3rg\u00e3os e suas entidades, da adminis\u00adtra\u00e7\u00e3o direta e indireta, integrantes do SUS.<\/li>\n<li>Transfer\u00eancias para a cobertura de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade, destinadas a in\u00advestimentos na rede de servi\u00e7os, \u00e0 cobertura assistencial e hospitalar e \u00e0s demais a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do SUS a serem executados de forma descentralizada pelos estados, Distrito Federal e munic\u00edpios.<\/li>\n<li>Financiamentos destinados \u00e0 melhoria da capacidade instalada de unidades e servi\u00e7os de sa\u00fade do SUS; investimentos previstos no Plano Plurianual do Minis\u00adt\u00e9rio da Sa\u00fade e na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual; outras despesas autorizadas pela Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como a institui\u00e7\u00e3o de fundos de qualquer natureza depende de pr\u00e9via autori\u00adza\u00e7\u00e3o legislativa (item IX, artigo 167 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), o Fundo Nacional de Sa\u00fade, que foi criado pelo <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/1965-1988\/Del0701.htm\" target=\"_blank\">Decreto-Lei n. 701, de 24\/7\/1969<\/a>, e regulamentado pelo <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/Antigos\/D64867.htm\" target=\"_blank\">Decreto n. 64.867\/1969<\/a>, j\u00e1 existia e tinha vida pr\u00f3pria. Bastou a edi\u00e7\u00e3o de decreto, um ou outro ajuste de organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento, para adapt\u00e1-lo \u00e0 estrutura do Sistema \u00danico de Sa\u00fade e de normas constitucionais relativas ao or\u00e7amento (assim como em rela\u00e7\u00e3o aos fundos estaduais e municipais de sa\u00fade criados por lei ante\u00adriormente a 1988). O <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/2001\/D3964.htm\" target=\"_blank\">Decreto n. 3.964, de 10\/10\/2001<\/a>, regulamenta o FNS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acesse o site do Fundo Nacional de Sa\u00fade no link: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.fns.saude.gov.br\/\"><strong>http:\/\/www.fns.saude.gov.br\/<\/strong><\/a><strong> e leia o texto <\/strong><strong>Gest\u00e3o dos Recursos da Sa\u00fade: Fundo de Sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Carvalho e Santos, 2002, p. 275-277.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"\">\n<li class=\"\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/gestao-financeira\/#\">4. A gest\u00e3o financeira e o fundo de sa\u00fade<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-lei-complementar-no-141-de-13-de-janeiro-de-2012\">4.1 A Lei Complementar n\u00ba 141 de 13 de janeiro de 2012<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-dos-publicos-de-saude\">Da Aplica\u00e7\u00e3o de Recursos em A\u00e7\u00f5es e dos P\u00fablicos de Sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/da-transparencia-visibilidade-fiscalizacao-avaliacao-e-controle\">Da Transpar\u00eancia, Visibilidade, Fiscaliza\u00e7\u00e3o, Avalia\u00e7\u00e3o e Controle<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/o-decreto-no-7-827-de-16-de-outubro-de-2012\">4.1.2 O Decreto n\u00ba 7.827, de 16 de outubro de 2012<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-portaria-no-53-de-16-de-janeiro-de-2013\">4.1.3 A Portaria n\u00ba 53, de 16 de janeiro de 2013<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-emenda-constitucional-no-86-de-17-de-marco-de-2015\">4.1.4 A Emenda Constitucional n\u00ba 86, de 17 de mar\u00e7o de 2015<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/aplicacao-de-recursos-em-acoes-e-servicos-de-saude\">4.1.5 Aplica\u00e7\u00e3o de recursos em a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/a-gestao-financeira-e-o-ciclo-orcamentario\">4.2 A gest\u00e3o financeira e o ciclo or\u00e7ament\u00e1rio<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/plano-de-saude\">Plano Plurianual (PPA)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/execucao-orcamentaria-e-financeira\">4.2.3 Execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/planejamento-orcamentario-e-financeiro-sob-enfoque-no-fundo-de-saude\">4.2.4 Planejamento or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro sob enfoque no fundo de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/contabilidade-publica\">4.2.5 Contabilidade p\u00fablica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/gestao-dos-fundos-de-saude\">4.3 Gest\u00e3o dos Fundos de Sa\u00fade<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/fundo-estadual-de-saude\">Fundo Estadual de Sa\u00fade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/organizacao-de-fundo-de-saude\">Organiza\u00e7\u00e3o de fundo de sa\u00fade<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/investimentos-no-sus\">4.4 Investimentos no SUS<\/a>\n<ul class=\"nav nav-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/prestacao-de-contas-de-convenios\">Presta\u00e7\u00e3o de contas de conv\u00eanios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Emenda Constitucional n. 29\/2000, regulamentada pela Lei Complementar 141\/2012, define a aplica\u00e7\u00e3o de recursos destinados \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade por meio de fundo de sa\u00fade, o que implica na institucionaliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do fundo para administrar esses recursos, dando cumprimento, inclusive, ao imperativo constitucional. 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