{"id":18281,"date":"2019-06-18T11:45:11","date_gmt":"2019-06-18T14:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/?page_id=18281"},"modified":"2019-06-24T14:42:51","modified_gmt":"2019-06-24T17:42:51","slug":"guia-para-o-enfrentamento-a-morbimortalidade-por-acidentes-de-transito","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/guia-para-o-enfrentamento-a-morbimortalidade-por-acidentes-de-transito\/","title":{"rendered":"Guia para o enfrentamento \u00e0 morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"topo\" title=\"Sum\u00e1rio\" href=\"#\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6746\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1.png\" sizes=\"(max-width: 78px) 100vw, 78px\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1.png 78w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1-50x50.png 50w\" alt=\"topo\" width=\"78\" height=\"77\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_Toc531424615\"><strong>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/strong>.<\/a><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><a href=\"#_Toc531424616\"> <strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong>.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#_Toc531424617\"> <strong>JUSTIFICATIVA<\/strong>.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#_Toc531424618\"> <strong>METODOLOGIA<\/strong>.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#_Toc531424619\"> <strong>\u212e-TRANSITAR<\/strong>.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#_Toc531424620\"> <strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong>.<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_Toc531424621\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong>.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_Toc531424622\"><strong>AP\u00caNDICE A<\/strong>.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_Toc531424631\"><strong>AP\u00caNDICE B<\/strong>.<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424615\"><\/a>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente Guia sobre Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito tem como objetivo apoiar e orientar os gestores e t\u00e9cnicos das Secretarias Estaduais de Sa\u00fade na elabora\u00e7\u00e3o de um Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito, e, consequentemente, produzir a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero desses eventos por meio de uma gest\u00e3o solid\u00e1ria de seguran\u00e7a vi\u00e1ria baseada em evid\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #7bbaa9; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\nPor que o Conass est\u00e1 debatendo sobre o enfrentamento \u00e0 morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Relat\u00f3rio sobre a Situa\u00e7\u00e3o Mundial da Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) apresentou dados alarmantes sobre as les\u00f5es e mortes decorrentes dos acidentes de tr\u00e2nsito: o Brasil situa-se entre os 10 pa\u00edses que apresentam os mais elevados n\u00fameros de \u00f3bitos por acidentes de tr\u00e2nsito, e estes s\u00e3o respons\u00e1veis tamb\u00e9m por sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, principalmente entre a popula\u00e7\u00e3o jovem e em idade produtiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2015, o Brasil sediou a 2\u00aa Confer\u00eancia de Alto N\u00edvel sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito \u2013 Tempos de Resultados, que teve a participa\u00e7\u00e3o da alta c\u00fapula dos pa\u00edses-membros da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), como tamb\u00e9m de representantes de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, regionais e sub-regionais, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas,\u00a0 setor privado, \u00f3rg\u00e3os filantr\u00f3picos e corporativos. Este evento trouxe como resultados das trocas e discuss\u00f5es a elabora\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia que posteriormente foi endossada durante a Assembleia Mundial da Sa\u00fade e Assembleia das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 2016. Essa declara\u00e7\u00e3o apresenta algumas recomenda\u00e7\u00f5es para implementar os compromissos de redu\u00e7\u00e3o de mortes e les\u00f5es no tr\u00e2nsito previstos na D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011-2020 e com a implementa\u00e7\u00e3o plena e oportuna do Plano Global para a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o (Declara\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, 2015). Nessa 2\u00aa Confer\u00eancia, foi reafirmado que muitas das causas das les\u00f5es e mortes est\u00e3o relacionadas aos determinantes sociais de sa\u00fade (PAVARINO, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a Declara\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia prioriza a seguran\u00e7a de pedestres, ciclistas, motociclistas e usu\u00e1rios de transporte p\u00fablico; ressalta ainda, a necessidade de se promover a mobilidade e os modos sustent\u00e1veis de transporte, elementos fundamentais para um tr\u00e2nsito eficiente e seguro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s estabelecida a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o para a Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria estabelecida pela ONU, no Brasil em 2010, o Projeto Vida no Tr\u00e2nsito (PVT), hoje Programa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS), vem intensificando as a\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s capitais e aos demais munic\u00edpios que t\u00eam interesse em implementar o PVT localmente considerando suas necessidades locais (SILVA <em>et al<\/em>., 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, em agosto de 2016, os secret\u00e1rios estaduais da Sa\u00fade reuniram-se e decidiram aprofundar a discuss\u00e3o sobre os acidentes e a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e seus impactos sobre o sistema e os servi\u00e7os de sa\u00fade. Com a finalidade de contribuir para esse enfrentamento, elaboraram um documento-proposta a ser encaminhado \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Em abril de 2017, foi realizado pelo Conass um Semin\u00e1rio Internacional de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria, que foi um marco para que a discuss\u00e3o sobre essa pauta seja mais intensificada nos estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Semin\u00e1rio teve como objetivo \u201cconhecer as estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es adotadas por diferentes pa\u00edses para se promover a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e, consequentemente, reduzir os acidentes, sua mortalidade e morbidade, correlacionando-as com as medidas j\u00e1 adotas no Brasil\u201d (CONASS, 2017 p. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, o Conass apresenta este material no intuito de facilitar a estrutura\u00e7\u00e3o de um Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424616\"><\/a><strong>1. <\/strong><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), no ano de 2013, ocasionaram, em todo o mundo, 1,25 milh\u00e3o de mortes, o que representou mais de 3.400 mortes por dia e correspondeu a 12% do total de mortes segundo a OMS. Cabe destacar que os ATT s\u00e3o a primeira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade e deixam cerca de 50 milh\u00f5es de v\u00edtimas n\u00e3o fatais ou incapacitadas a cada ano. Para a OMS, os ATT constituem grave problema mundial decorrente do impacto na morbimortalidade, particularmente na popula\u00e7\u00e3o mais jovem, predominantemente do sexo masculino. Estes agravos trazem s\u00e9rios problemas psicol\u00f3gicos, sociais, econ\u00f4micos, previdenci\u00e1rios, ambientais e no \u00e2mbito do setor sa\u00fade. Em 2013, as mortes e les\u00f5es no tr\u00e2nsito foram respons\u00e1veis por um custo global de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), esse percentual atingiu 5% do PIB em pa\u00edses com renda baixa e m\u00e9dia (WHO, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OMS tamb\u00e9m reconhece a complexidade dos ATT e a necessidade de se ampliarem as a\u00e7\u00f5es dirigidas \u00e0 vigil\u00e2ncia, \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao seu controle, no sentido de assumir outros processos sociais como determinantes aliadas ao conceito da Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade WHO (2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe ressaltar que estamos na D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, definida na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Em 2010, foi estimado que nesta d\u00e9cada seriam salvas 5 milh\u00f5es de vidas at\u00e9 2020. Na sequ\u00eancia, essa meta foi pautada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), em que os chefes de estados se comprometeram com a meta de redu\u00e7\u00e3o de 50% das mortes geradas pelos acidentes de tr\u00e2nsito at\u00e9 o ano de 2020 (WHO, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em que pese o relat\u00f3rio da OMS de 2015 ter constado que o n\u00famero de mortes por les\u00f5es no tr\u00e2nsito se estabilizou desde 2007, os dados apontam que, em 2013, o Brasil surgiu em terceiro lugar em n\u00famero de \u00f3bitos por ATT, ficando atr\u00e1s da China e \u00cdndia, seguido por Estados Unidos e R\u00fassia. Por\u00e9m, entre esse grupo, o Brasil apresentava a maior taxa de mortalidade, com 23,4 \u00f3bitos por 100 mil habitantes (WHO, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados dos ATT no Brasil os apontam como a segunda causa de mortalidade, entre as causas externas (viol\u00eancias e acidentes), sendo suas principais v\u00edtimas jovens e adultos de 15 a 39 anos de idade. Em 2013, o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Mortalidade (SIM) registrou 45.099 \u00f3bitos e 228.400 interna\u00e7\u00f5es por ATT que geraram um custo de R$303,5 milh\u00f5es para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) (BRASIL, 2015a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), vinculado ao Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (MPOG), por meio de estudos estimou que:<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0[&#8230;] os custos por acidentes de tr\u00e2nsito nas rodovias federais brasileiras em 2014, em R$ 12,3 bilh\u00f5es, sendo que 64,7% desses custos estavam associados \u00e0s v\u00edtimas dos acidentes, como cuidados com a sa\u00fade e a perda de produ\u00e7\u00e3o devido \u00e0s les\u00f5es ou \u00e0 morte, e 34,7% estavam relacionados aos ve\u00edculos, como danos materiais e perda de cargas, al\u00e9m dos procedimentos de remo\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos acidentados. (IPEA, 2015, p.186)<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, em 2014, os custos dos acidentes nas rodovias estaduais e municipais foram estimados entre R$ 24,8 bilh\u00f5es a R$ 30,5 bilh\u00f5es (IPEA, 2015). O problema das les\u00f5es e mortes no tr\u00e2nsito \u00e9 multifatorial, resultante da combina\u00e7\u00e3o de fatores relacionados \u00e0s vias, ao ambiente, aos ve\u00edculos, aos usu\u00e1rios e ao modo como eles interagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos fatores vinculados a essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o aumento da frota de ve\u00edculos, como resultado das transforma\u00e7\u00f5es industriais das \u00faltimas d\u00e9cadas, os quais, combinados com a alta frequ\u00eancia de comportamentos inadequados no tr\u00e2nsito, a vigil\u00e2ncia insuficiente e descont\u00ednua, s\u00e3o respons\u00e1veis por boa parte das mortes precoces e a principal causa de traumatismos, sequelas e incapacidades no Brasil (BRASIL, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 2010, o Brasil integra-se \u00e0 iniciativa internacional conhecida como Road Safety in 10 Countries (RS10), instituindo, assim, o Projeto Vida no Tr\u00e2nsito (PVT) cuja base s\u00e3o a\u00e7\u00f5es interministeriais, sendo coordenado pelo MS como resposta do setor sa\u00fade ao Plano da D\u00e9cada de A\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011 a 2020:<\/p>\n<blockquote><p>[&#8230;] O Projeto Vida no Tr\u00e2nsito tem como prop\u00f3sito enfrentar a grave situa\u00e7\u00e3o dos acidentes de tr\u00e2nsito no pa\u00eds, a partir de a\u00e7\u00f5es nacionais, estaduais e municipais com o objetivo de desenvolver e aprimorar estrat\u00e9gias de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito bem-sucedidas, capazes de serem apropriadas por munic\u00edpios e estados. O Projeto \u00e9 mais uma estrat\u00e9gia dentro do conjunto de interven\u00e7\u00f5es que far\u00e3o parte do Plano Nacional da D\u00e9cada de A\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria decretada pela ONU. (SILVA <em>et al<\/em>., 2013, p. 532)<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, inicialmente projeto, agora j\u00e1 denominado Programa Vida no Tr\u00e2nsito (PVT), fez parte da iniciativa internacional RS 10 como uma das estrat\u00e9gias para enfrentar a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito com a\u00e7\u00f5es nacionais, estaduais e municipais de qualifica\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es e na elabora\u00e7\u00e3o, na execu\u00e7\u00e3o e no monitoramento dos planos municipais integrados de a\u00e7\u00e3o focados nos principais fatores de risco (BRASIL, 2015b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o intuito e ampliar o PVT no \u00e2mbito dos estados, o Conass apresenta, de forma sistem\u00e1tica, o presente Guia, com base na express\u00e3o (\u212e-Transitar):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000; height: 1039px;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 80px;\">\n<td style=\"height: 80px; width: 118px; background-color: #d6cdb2; text-align: center;\"><strong>\u212e<\/strong><strong>-TRANSITAR<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 80px; width: 495px; background-color: #d6cdb2; text-align: center;\"><strong>CONTE\u00daDOS<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 56px;\">\n<td style=\"height: 56px; width: 118px; text-align: center;\">\u212e-<\/td>\n<td style=\"height: 56px; width: 495px;\">Esfera Estadual e a fun\u00e7\u00e3o de Coordenador<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 96px;\">\n<td style=\"height: 96px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>T<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 96px; width: 495px;\">Trabalhar de forma sist\u00eamica na elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico situacional sobre acidentes de tr\u00e2nsito, seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u2013 an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de risco<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 81px;\">\n<td style=\"height: 81px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>R<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 81px; width: 495px;\">Reconhecimento de estudos, regras, normativas que auxiliam no entendimento e no enfrentamento do problema.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 84px;\">\n<td style=\"height: 84px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>A<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 84px; width: 495px;\">A\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o de acidentes no tr\u00e2nsito e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade no tr\u00e2nsito \u2013 Mobilidade Urbana Sustent\u00e1vel<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 79px;\">\n<td style=\"height: 79px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>N<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 79px; width: 495px;\">Nortear a\u00e7\u00f5es dos gestores e t\u00e9cnicos para atuarem no Programa Estadual Vida Tr\u00e2nsito: e-Transitar<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 126px;\">\n<td style=\"height: 126px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>S<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 126px; width: 495px;\">Sensibilizar governadores, representantes do Poder Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio, gestores da sa\u00fade, dos \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito, da educa\u00e7\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o, demais atores estrat\u00e9gicos (comunidade, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs), iniciativa privada e outros)<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 143px;\">\n<td style=\"height: 143px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>I<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 143px; width: 495px;\">Instituir Grupo ou Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito por meio de ato normativo do governador objetivando institucionalizar o comit\u00eas locorregionais ou subcomiss\u00f5es (de dados, de fiscaliza\u00e7\u00e3o, de engenharia, de educa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 75px;\">\n<td style=\"height: 75px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>T<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 75px; width: 495px;\">Trabalhar utilizando indicadores selecionados que auxiliem os processos de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 103px;\">\n<td style=\"height: 103px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>A<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 103px; width: 495px;\">Apoiar tecnicamente os gestores municipais, para atuarem no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito propiciando desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e dissemina\u00e7\u00e3o suas pr\u00e1ticas no estado<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 116px;\">\n<td style=\"height: 116px; width: 118px; text-align: center;\"><strong>R<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 116px; width: 495px;\">Realizar a gest\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de enfrentamento a Viol\u00eancia no Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR), pactuado com os gestores e com sociedade<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a iniciativa deste Guia tem como objetivo apoiar os secret\u00e1rios estaduais de Sa\u00fade na implanta\u00e7\u00e3o do Programa Estadual de Vida no Tr\u00e2nsito, tendo como base os conte\u00fados do roteiro para a constru\u00e7\u00e3o do <strong>Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito \u212e-TRANSITAR<\/strong>, potencializando os instrumentos de gest\u00e3o e propiciando maior efici\u00eancia na gest\u00e3o dos agravos e da situa\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424617\"><\/a><strong>2. <\/strong><strong>JUSTIFICATIVA<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rios anos, tanto as Na\u00e7\u00f5es Unidas como seus Estados-Membros reconhecem as les\u00f5es e mortes causadas pelo tr\u00e2nsito como um problema de sa\u00fade p\u00fablica. Entretanto, foi na d\u00e9cada passada que o tema come\u00e7ou a ganhar o protagonismo que merece entre os assuntos mais urgentes que figuram nos programas mundiais para a sa\u00fade e o desenvolvimento internacionais (OMS, 2013).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, as les\u00f5es provocadas por acidentes de tr\u00e2nsito imp\u00f5em pesado \u00f4nus \u00e0s fam\u00edlias, \u00e0s comunidades, aos servi\u00e7os de sa\u00fade e \u00e0 economia dos pa\u00edses com impacto da ordem de 1% a 2% do seu produto nacional bruto. Portanto, o aumento da motoriza\u00e7\u00e3o, em particular nos pa\u00edses em desenvolvimento, leva a crer que, se as tend\u00eancias n\u00e3o forem controladas, nos pr\u00f3ximos 20 anos as les\u00f5es por colis\u00e3o no tr\u00e2nsito aumentar\u00e3o consideravelmente em quase todas as regi\u00f5es do mundo (OMS, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 patente que quase a totalidade das v\u00edtimas do tr\u00e2nsito s\u00e3o acometidas na fase economicamente ativa e a maioria dos acidentes envolve motocicletas, abarcando, assim, em sua maioria, os pr\u00f3prios condutores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com essa dimens\u00e3o, o problema do tr\u00e2nsito n\u00e3o \u00e9 tratado em muitos pa\u00edses com a compreens\u00e3o necess\u00e1ria ao assunto, faltando conscientiza\u00e7\u00e3o dos gestores, da popula\u00e7\u00e3o e, geralmente, as leis e medidas de fiscaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o inadequadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso de certa forma justifica a situa\u00e7\u00e3o do Brasil, que ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o no <em>ranking<\/em>\u00a0de pa\u00edses com maior \u00edndice de acidentes de tr\u00e2nsito em todo o mundo, de acordo com a OMS. Dados do boletim especial do Seguro DPVAT revelam que ocorreu aumento de 41% nas indeniza\u00e7\u00f5es pagas em 2017, em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2008. De um total de 4.522.895 indeniza\u00e7\u00f5es pagas, por acidentes de tr\u00e2nsito em todo o Brasil, nos dez anos compreendidos entre 2008 e 2017, 504 mil foram por morte, 3,137 milh\u00f5es por invalidez permanente e 881,6 mil por despesas m\u00e9dicas (EBC, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados oriundos do Sa\u00fade Brasil (2017) revelam o perfil das interna\u00e7\u00f5es e dos \u00f3bitos por ATT no Brasil, apresentam os gastos com interna\u00e7\u00f5es, analisam a tend\u00eancia e estimam taxas de mortalidade por ATT, pontos que apresentamos em um mosaico de informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas descritos sucintamente a seguir na figura 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 1: Dados dos acidentes de transporte terrestre no Brasil.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem1-2.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18287 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem1-2-300x197.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem1-2-300x197.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem1-2-768x503.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem1-2.png 954w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora do Sa\u00fade Brasil \u2013 2015\/2016 (Brasil, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, \u00e9 importante destacar que algumas iniciativas exitosas, \u00e0 luz do Relat\u00f3rio Mundial sobre Preven\u00e7\u00e3o de Traumatismos Causados no Tr\u00e2nsito, lan\u00e7ado em 2004 pela OMS e pelo Banco Mundial, constataram melhorias no gerenciamento da seguran\u00e7a vi\u00e1ria, com consequente diminui\u00e7\u00e3o significativa do n\u00famero de \u00f3bitos e les\u00f5es por acidente nos pa\u00edses industrializados que implantaram uma pol\u00edtica ativa em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito (OPAS, 2012a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O referido Relat\u00f3rio enfatiza que as medidas de preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es por acidentes de tr\u00e2nsito adotadas pelos pa\u00edses precisam fundamentar-se em dados cient\u00edficos e ser culturalmente apropriadas e testadas localmente. Esse relat\u00f3rio chama a aten\u00e7\u00e3o para algumas estrat\u00e9gias bem-sucedidas e de baixo custo para enfrentar os principais fatores de risco de les\u00f5es em acidentes de tr\u00e2nsito a saber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Promulgar leis que tornem obrigat\u00f3rios a instala\u00e7\u00e3o e o uso, por todos os ocupantes de ve\u00edculos, de cintos de seguran\u00e7a e de dispositivos espec\u00edficos para crian\u00e7as;<\/li>\n<li>Exigir o uso de capacete por todos os usu\u00e1rios de motocicletas;<\/li>\n<li>Estabelecer e controlar o respeito a baixos limites de alcoolemia;<\/li>\n<li>Fixar e controlar limites de velocidade; e<\/li>\n<li>Manter as infraestruturas vi\u00e1rias existentes em bom estado, de forma a aumentar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a (OMS, 2007 p. XV)<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica patente que o desenvolvimento de boas pr\u00e1ticas no gerenciamento da seguran\u00e7a vi\u00e1ria e a ado\u00e7\u00e3o dessas interven\u00e7\u00f5es em um n\u00famero maior de pa\u00edses, tomando como base diferentes contextos, destaca-se como caminho adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No intuito de intensificar esses esfor\u00e7os, a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas aprovou, em 2004, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 58\/289 sobre \u201cMelhoria da seguran\u00e7a vi\u00e1ria mundial\u201d, que enfatizou a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o internacional no campo da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, exigindo maior aten\u00e7\u00e3o e mais recursos para a crise mundial de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito (OMS, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe tamb\u00e9m um destaque \u00e0 Resolu\u00e7\u00e3o n. A58\/L.60, aprovada em outubro de 2005, reafirmando o compromisso das Na\u00e7\u00f5es Unidas com essa quest\u00e3o, encorajando os Estados-Membros a colocarem em pr\u00e1tica as recomenda\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio Mundial sobre Preven\u00e7\u00e3o de Traumatismos Causados no Tr\u00e2nsito, e destacando como positivas as iniciativas de colabora\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito empreendidas no sentido de implementar a Resolu\u00e7\u00e3o n. 58\/289 (OMS, 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aspecto relevante diz respeito \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de programas sobre \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o como uma medida comprovadamente eficaz para reduzir o n\u00famero de \u00f3bitos e les\u00f5es nas vias p\u00fablicas. Dessa forma, em 2004, a OMS definiu a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito como tema do Dia Mundial da Sa\u00fade, realizando a\u00e7\u00f5es em mais de 130 pa\u00edses, promovendo a cria\u00e7\u00e3o de novos programas de seguran\u00e7a vi\u00e1ria e aperfei\u00e7oando projetos em andamento (OMS, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424618\"><\/a><strong>3. <\/strong><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente Guia foi constru\u00eddo a partir da observa\u00e7\u00e3o de 10 passos detalhados a seguir na na express\u00e3o \u212e-TRANSITAR. Desta forma, o Conass prop\u00f5e o estabelecimento de uma agenda para o enfrentamento \u00e0 morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito, com destaque ao papel da esfera estadual, como coordenadora do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale considerar, que este processo remete a alguns aspectos a serem considerados e que guardam rela\u00e7\u00e3o com: \u00a0vis\u00e3o de fluxo, do processo, da mobilidade, da coopera\u00e7\u00e3o, da articula\u00e7\u00e3o intersetorial, do di\u00e1logo, de constru\u00e7\u00e3o de parcerias e de aprendizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tanto, utilizaremos cada letra que comp\u00f5e a palavra \u212e-TRANSITAR como express\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para a orienta\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o dos passos deste Guia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424619\"><\/a><strong>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>\u212e-TRANSITAR<\/strong><\/h1>\n<table style=\"height: 24px; background-color: #e7e892; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>\u212e\u2013<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Esfera Estadual e a fun\u00e7\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Esfera Estadual \u00e9 representada pelas 26 Secretarias de Estado da Sa\u00fade e do Distrito Federal e que s\u00e3o representadas pelo Conass, entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que se pauta pelos princ\u00edpios que regem o direito p\u00fablico e que congrega os secret\u00e1rios de Estado da Sa\u00fade e seus substitutos legais, como gestores oficiais das Secretarias de Estado da Sa\u00fade (SES) dos estados e do Distrito Federal. O Conass foi criado em 3 de fevereiro de 1982 e tem sede em Bras\u00edlia, Distrito Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entidade est\u00e1 regulamentada com base no artigo 14 B da Lei n. 8.080\/1990, artigo 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba da Lei n. 8.142\/1990, que disp\u00f5e sobre a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento do Conselho e da Confer\u00eancia de Sa\u00fade, reconhecendo-se como entidade de representa\u00e7\u00e3o dos secret\u00e1rios estaduais de sa\u00fade no Conselho Nacional de Sa\u00fade (CNS). Tem como miss\u00e3o, segundo seu estatuto, articular, representar e apoiar as SES no \u00e2mbito do SUS, promover a dissemina\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do conhecimento, inova\u00e7\u00e3o e incentivo \u00e0 troca de experi\u00eancias (CONASS, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, cabe \u00e0s SES, com base na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, com \u00eanfase nas caracter\u00edsticas dos problemas estaduais vinculados ao tr\u00e2nsito, construir agenda proativa e articulada aos instrumentos de gest\u00e3o do SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; background-color: #e8c192; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>T<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalhar de forma sist\u00eamica na elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico situacional sobre acidentes de tr\u00e2nsito, seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u2013 an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de risco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste t\u00f3pico, busca-se enfatizar a elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico situacional sobre acidentes de tr\u00e2nsito, seguran\u00e7a vi\u00e1ria, an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de risco, por meio de um conjunto de informa\u00e7\u00f5es que proporcione ao gestor estadual a condi\u00e7\u00e3o de delinear o perfil do problema em seu territ\u00f3rio e em sua gest\u00e3o por meio de marcadores estrat\u00e9gicos. Esse diagn\u00f3stico ser\u00e1 constru\u00eddo a v\u00e1rias m\u00e3os por meio de uma vis\u00e3o sist\u00eamica da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Incialmente cabe destacar que o problema vinculado aos acidentes de tr\u00e2nsito \u00e9 multicausal, resultando da associa\u00e7\u00e3o de aspectos relacionados ao ambiente, \u00e0s vias p\u00fablicas, aos ve\u00edculos, \u00e0s pessoas e ao modo como esses aspectos interagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nos estudos apresentados no Sa\u00fade Brasil, o n\u00famero de \u00f3bitos por ATT, ocorridos de 2000 a 2014, apresentou crescimento de 51,1%, de 29 mil para 43,8 mil \u00f3bitos, com Varia\u00e7\u00e3o M\u00e9dia Anual (VMA) de 3%. Destacam-se os \u00f3bitos de motociclistas que quintuplicaram, de 2.492 para 12.652 \u00f3bitos (VMA: 12,3%). Para ocupantes de ve\u00edculos, o n\u00famero de \u00f3bitos elevou-se de 6.057 para 11.486 \u00f3bitos (VMA: 4,7%). Tamb\u00e9m houve crescimento da frota total de ve\u00edculos (VMA: 7,9%), bem como de motocicletas (VMA: 13,2%) e de carros, caminhonete, ve\u00edculos de transporte pesado e \u00f4nibus (VMA: 6,6%) (BRASIL, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante referir uma invers\u00e3o no que tange \u00e0s caracter\u00edsticas das v\u00edtimas. Em 2000, as principais v\u00edtimas fatais foram pedestres (30%); em 2014, passaram a ser os motociclistas (28,9%), nos dois anos, as principais v\u00edtimas foram do sexo masculino (&gt;80%) e de 20 a 39 anos de idade (44%). Sendo assim, em 2014, a taxa de mortalidade de motociclistas apresenta-se como a mais elevada (6,2 \u00f3bitos\/100 mil habitantes), seguida pelos ocupantes de ve\u00edculos (5,5 \u00f3bitos\/100 mil habitantes). Os motociclistas s\u00e3o as principais v\u00edtimas entre os \u00f3bitos (28,9%) e interna\u00e7\u00f5es (54,7%) (BRASIL, 2017).<\/p>\n<blockquote><p>O risco de morte entre homens motociclistas foi 8,6 vezes daquele observado em mulheres motociclistas. Na faixa et\u00e1ria de 20 a 39 anos de idade, o maior risco de morte foi de motociclistas (10,9 \u00f3bitos\/100 mil habitantes), seguido por ocupantes de ve\u00edculos (7,7 \u00f3bitos\/100 mil habitantes) [&#8230;] (BRASIL, 2017 p. 191)<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacadamente, a velocidade excessiva \u00e9 importante fator de risco de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito, contribuindo tanto para o risco, como para as consequ\u00eancias de um acidente: quanto maior a velocidade m\u00e9dia do tr\u00e2nsito, maior a probabilidade de um acidente acontecer, como exposto no diagrama acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados da OMS estimam que quase 2 milh\u00f5es de pessoas devem morrer no tr\u00e2nsito em 2020, e ser\u00e3o 2,4 milh\u00f5es em 2030, caso n\u00e3o se invista em campanhas que ampliem a conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade do acidente de tr\u00e2nsito, que j\u00e1 chega a ser a 5\u00aa maior causa de mortalidade. Destacadamente, uma das medidas mais eficazes est\u00e1 relacionada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da velocidade em vias p\u00fablicas e autopistas, como mostra o esquema abaixo.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 2: Cities Safer by Design (2005)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem2.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18375 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem2-300x134.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"134\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem2-300x134.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem2-400x179.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem2.png 637w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Cities Safer by Design (2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo n\u00e3o sendo uma atividade a ser coordenada pela gest\u00e3o das SES, trabalhar junto com os setores respons\u00e1veis para implementar medidas eficazes de gest\u00e3o da velocidade, como a defini\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de leis referentes aos limites de velocidade, torna-se necess\u00e1rio para o sucesso de medidas de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A operacionaliza\u00e7\u00e3o da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, a estrutura de desenvolvimento que substitui os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) e parte dos resultados alcan\u00e7ados no \u00e2mbito dos ODM (11), pois, em que pese o tema da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito n\u00e3o constar nos ODM, as metas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito foram incorporadas a nova Agenda 2030. No conjunto dos 17 ODS e suas 169 metas, destacam-se duas metas relacionadas com a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, uma dentro do Objetivo 3 (relativo \u00e0 sa\u00fade) e outra dentro do Objetivo 11 (sobre o transporte sustent\u00e1vel em cidades e assentamentos humanos) (ONU, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Opas (2018), as metas dos ODS relacionadas ao tema do tr\u00e2nsito possibilitam pol\u00edticas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, com destaque para:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>A meta do ODS 3.6, at\u00e9 2020, \u201creduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas\u201d as mortes no tr\u00e2nsito at\u00e9 2020, \u00e9 muito mais rigorosa do que a meta de 2020 estabelecida para a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito que se limita a estabilizar ou diminuir os \u00f3bitos decorrentes das les\u00f5es no tr\u00e2nsito.<\/li>\n<li>A meta do ODS 11.2, que at\u00e9 2030 com mais 10 anos para atingimento da meta, prop\u00f5e \u201cproporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acess\u00edveis, sustent\u00e1veis e a pre\u00e7o acess\u00edvel para todos, melhorando a seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria por meio da expans\u00e3o dos transportes p\u00fablicos, com especial aten\u00e7\u00e3o para as necessidades das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, mulheres, crian\u00e7as, pessoas com defici\u00eancia e idosos\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">As metas fazem que se volte a aten\u00e7\u00e3o para a pol\u00edtica de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, reconhecendo a relev\u00e2ncia desse tema para a sa\u00fade das pessoas e para o desenvolvimento mundial de maneira mais abrangente, refor\u00e7ando a necessidade de que os pa\u00edses e a comunidade internacional priorizem a a\u00e7\u00e3o para atingir os resultados se poss\u00edvel at\u00e9 antes do per\u00edodo dos ODS. As metas foram selecionadas considerando fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para que, de fato, funcione na pr\u00e1tica, considerando as experi\u00eancias bem-sucedidas em diversos pa\u00edses (OPAS, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a OMS (2011), algumas estruturas anal\u00edticas podem ser utilizadas para identificar os fatores de risco envolvidos nas les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito: a abordagem da Sa\u00fade P\u00fablica, a Matriz de Haddon e a abordagem sist\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como forma de auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de agenda para o delineamento de a\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da Sa\u00fade P\u00fablica, a OMS (2011) prop\u00f5e o uso de uma estrutura anal\u00edtica gen\u00e9rica, a fim de tratar um conjunto amplo de problemas de sa\u00fade e doen\u00e7as, incluindo les\u00f5es e viol\u00eancias. Ressalta-se que a proposta tem como finalidade qualificar a tomada de decis\u00e3o durante todo o processo, a partir da identifica\u00e7\u00e3o do problema at\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o de uma interven\u00e7\u00e3o, por meio Plano Nacional de Sa\u00fade (2016-2019), envolvendo a determina\u00e7\u00e3o da magnitude do problema por meio de sua identifica\u00e7\u00e3o; a identifica\u00e7\u00e3o de suas causas e fatores de risco; a avalia\u00e7\u00e3o das medidas a serem tomadas e, por fim, os aspectos inerentes \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es, conforme exposto no esquema da figura 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 3: Abordagem da Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18376 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem3-300x185.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem3-300x185.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem3-400x246.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem3.png 581w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: OMS \u2013 Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito: Manual de Treinamento (2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante enfatizar que cada uma das quatro etapas guarda rela\u00e7\u00e3o direta com a outra, sendo necess\u00e1rio sincronismo e sinergia no desenvolvimento de suas a\u00e7\u00f5es, propiciando, assim, a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda proativa no que tange ao enfrentamento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"background-color: #f7f7d2; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\nPara saber mais acesse<\/strong>: Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito: <a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/prevencao_lesao_causadas_transito.pdf\"><em>Manual de treinamento<\/em><\/a> (OMS, 2011)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>A Matriz de Haddon \u00e9 ferramenta anal\u00edtica que auxilia a identificar todos os fatores associados a uma colis\u00e3o. Identifica os fatores de risco antes da colis\u00e3o, durante a colis\u00e3o e ap\u00f3s a colis\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o a pessoa, ve\u00edculo e ambiente. Assim que os diversos fatores associados s\u00e3o identificados e analisados, podem ser adotadas e priorizadas medidas adequadas para serem aplicadas em per\u00edodos de curto e longo prazo. Esta Matriz (Quadro 1) prop\u00f5e tr\u00eas fases: a) antes da colis\u00e3o; b) colis\u00e3o; e c) ap\u00f3s a colis\u00e3o. Para cada fase, devem ser planejadas interven\u00e7\u00f5es considerando o fator humano, o ve\u00edculo e ambiente (OMS, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 1: Matriz de Haddon<\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 718px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 56px;\">\n<td style=\"background-color: #f7f7d2; height: 126px; width: 195px; text-align: center;\" colspan=\"2\" rowspan=\"2\"><strong>FASE<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #f7f7d2; height: 56px; width: 475px; text-align: center;\" colspan=\"3\"><strong>FATORES<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 70px;\">\n<td style=\"background-color: #f7f7d2; height: 70px; width: 142px; text-align: center;\"><strong>Humano<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #f7f7d2; height: 70px; width: 170px; text-align: center;\"><strong>Ve\u00edculos e equipamentos<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #f7f7d2; height: 70px; width: 151px; text-align: center;\"><strong>Ambiente<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 272px;\">\n<td style=\"height: 272px; width: 85px;\">Antes da colis\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"height: 272px; width: 104px;\">Preven\u00e7\u00e3o da colis\u00e3o<\/td>\n<td style=\"height: 272px; width: 142px;\">Informa\u00e7\u00f5es Atitudes Diminui\u00e7\u00e3o das capacidades Aplica\u00e7\u00e3o da Lei<\/td>\n<td style=\"height: 272px; width: 170px;\">Condi\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas Luzes Freios Dirigibilidade Gest\u00e3o da velocidade Desenho e tra\u00e7ado da via Limites de velocidade Elementos de seguran\u00e7a dos pedestres<\/td>\n<td style=\"height: 272px; width: 151px;\">Condi\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas Luzes Freios Dirigibilidade Gest\u00e3o da velocidade Desenho e tra\u00e7ado da via Limites de velocidade Elementos de seguran\u00e7a dos pedestres<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 192px;\">\n<td style=\"height: 192px; width: 85px;\">Colis\u00e3o<\/td>\n<td style=\"height: 192px; width: 104px;\">Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es durante a colis\u00e3o<\/td>\n<td style=\"height: 192px; width: 142px;\">Uso de dispositivos de prote\u00e7\u00e3o Diminui\u00e7\u00e3o das capacidades<\/td>\n<td style=\"height: 192px; width: 170px;\">Cinto de seguran\u00e7a Capacete e outros equipamentos de prote\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Desenho do ve\u00edculos antichoques<\/td>\n<td style=\"height: 192px; width: 151px;\">Elementos de prote\u00e7\u00e3o ao longo da via<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 128px;\">\n<td style=\"height: 128px; width: 85px;\">Ap\u00f3s a colis\u00e3o<\/td>\n<td style=\"height: 128px; width: 104px;\">Preserva\u00e7\u00e3o da vida e redu\u00e7\u00e3o de incapacidades<\/td>\n<td style=\"height: 128px; width: 142px;\">No\u00e7\u00f5es de primeiros socorros Acesso \u00e0 aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade<\/td>\n<td style=\"height: 128px; width: 170px;\">Facilidade de acesso Risco de inc\u00eandio<\/td>\n<td style=\"height: 128px; width: 151px;\">Facilidade para o resgate Congestionamentos<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: OMS \u2013 <em>Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito<\/em>: manual de treinamento, 2011, p.24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A abordagem sist\u00eamica \u00e9 constru\u00edda com base nas ideias de Haddon, que considera as intera\u00e7\u00f5es entre diferentes componentes, busca identificar e corrigir as principais origens dos erros, ou defici\u00eancias no desenho vi\u00e1rio que colaborem com acidentes que resultem em les\u00f5es ou mortes, bem como com abrandar a gravidade e o resultados das les\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa abordagem, a an\u00e1lise de risco \u00e9 realizada separando o usu\u00e1rio da via, o ve\u00edculo e o ambiente da via. Os elementos desses sistemas incluem ve\u00edculos, vias e seus usu\u00e1rios, juntamente com o entorno f\u00edsico, social, econ\u00f4mico e culturais. Portanto, por ter m\u00faltiplas causas, exige uma abordagem integral dos Determinantes Sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacamos, a seguir, alguns achados trabalhados por meio da publica\u00e7\u00e3o Salvar VIDAS (OPAS, 2018), que traz aspectos que servem de base para os gestores delinearem seus planos e incorporarem aos instrumentos de gest\u00e3o do SUS.<\/p>\n<ul style=\"list-style-type: square; text-align: justify;\">\n<li>A t\u00edtulo de exemplifica\u00e7\u00e3o destacamos assim, algumas solu\u00e7\u00f5es sugeridas:<\/li>\n<\/ul>\n<table style=\"background-color: #f5f1b5; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Na Gest\u00e3o da velocidade<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Promulgar e fazer cumprir as leis sobre os limites de velocidade em \u00e2mbito nacional, local e urbano.<\/li>\n<li>Construir vias para moderar o tr\u00e2nsito ou modific\u00e1-las para esse fim, mediante, por exemplo, rotat\u00f3rias, o estreitamento de vias, lombadas, chicanes e sonorizadores.<\/li>\n<li>Exigir que os fabricantes de autom\u00f3veis instalem novas tecnologias, como sistemas de adapta\u00e7\u00e3o de velocidade, para ajudar os condutores a respeitar os limites de velocidade.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong> <a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-18357\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1-300x181.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1-300x181.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1-768x463.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1-1024x618.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1-400x241.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura1.png 1059w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00edtulo de exemplifica\u00e7\u00e3o, destacamos as interven\u00e7\u00f5es vinculadas ao atendimento traumatol\u00f3gico que depende prioritariamente do tempo, pois um atraso de minutos pode fazer a diferen\u00e7a entre a vida e a morte de uma v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As taxas de letalidade das les\u00f5es graves s\u00e3o drasticamente maiores nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda do que nos pa\u00edses de alta renda com sistemas de atendimento de emerg\u00eancia bem desenvolvidos, pois existem evid\u00eancias que comprovam que o atendimento de emerg\u00eancia oportuno salva vidas e reduz as defici\u00eancias (OPAS, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #f5f1b5; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Sobreviv\u00eancia p\u00f3s-acidente \u2013 <\/strong>algumas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o sugeridas:<\/p>\n<ul>\n<li>Desenvolver sistemas organizados e integrados de atendimento pr\u00e9-hospitalar e de atendimento hospitalar de emerg\u00eancia;<\/li>\n<li>Capacitar todos os profissionais da linha de frente em atendimento b\u00e1sico de emerg\u00eancia; e<\/li>\n<li>Promover a capacita\u00e7\u00e3o de socorristas leigos (OPAS, 2018, p. 35).<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe destacar que o atendimento de emerg\u00eancia tem car\u00e1ter universal e come\u00e7a no local em que ocorre a les\u00e3o, com medidas tomadas pelos transeuntes, tendo continuidade durante o atendimento pr\u00e9-hospitalar e o transporte e termina com os servi\u00e7os prestados nas unidades de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestores estaduais precisam, para tanto, explicitar o atendimento pr\u00e9-hospitalar e hospitalar de emerg\u00eancia nos planos estaduais de sa\u00fade e cooperar com os gestores locais para que o fa\u00e7am em seus instrumentos de gest\u00e3o. Esses instrumentos precisam estar necessariamente articulados ao Plano Nacional de Sa\u00fade (PNS), com financiamento definido e garantido para seu pleno funcionamento. Destacamos trechos do Plano Nacional de Sa\u00fade (2016-2019) que caracterizam a import\u00e2ncia das Rede de Urg\u00eancia e Emerg\u00eancia (RUE) como componente estrat\u00e9gico:<\/p>\n<blockquote><p>[&#8230;] A RUE conta com os componentes pr\u00e9-hospitalar fixo, pr\u00e9-hospitalar m\u00f3vel, hospitalar e p\u00f3s-hospitalar. Ela envolve a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade em todos os n\u00edveis de complexidade, e a abrang\u00eancia dos servi\u00e7os em car\u00e1ter de urg\u00eancia e emerg\u00eancia torna necess\u00e1ria a qualifica\u00e7\u00e3o das unidades de atendimento que operam com essa finalidade. O espectro de servi\u00e7os abrange desde o contato inicial em situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia e emerg\u00eancia, os cuidados necess\u00e1rios e o referenciamento para a continuidade do tratamento, quando prescrito.<\/p>\n<p>Entre os componentes da RUE, destacam-se o Servi\u00e7o M\u00f3vel de Urg\u00eancias e Emerg\u00eancias (Samu), as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), as unidades de pronto-socorro. Para a composi\u00e7\u00e3o dessa rede, ser\u00e3o envidados esfor\u00e7os para a constitui\u00e7\u00e3o das portas de entrada estrat\u00e9gicas e leitos de retaguarda integrantes, por meio da aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, reformas e\/ou amplia\u00e7\u00e3o. Para coordenar a mobilidade e a conectividade dos servi\u00e7os, ser\u00e1 intensificada a estrutura\u00e7\u00e3o das centrais de regula\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o m\u00f3vel de urg\u00eancia e emerg\u00eancia; estruturadas unidades de suporte b\u00e1sico e avan\u00e7ado; adquiridas motos, embarca\u00e7\u00f5es, bem como constitu\u00eddas e\/ou mantidas as equipes de aerom\u00e9dicos, com o objetivo ampliar esse tipo de atendimento (CNS-PLANO NACIONAL DE SA\u00daDE, 2016-2019 p. 58).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, um dos fortes componentes do processo de organiza\u00e7\u00e3o do acesso a esses servi\u00e7os est\u00e1 vinculado \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es b\u00e1sicos para a presta\u00e7\u00e3o de atendimento de emerg\u00eancia, assegurando o acesso qualificado e o encaminhamento oportuno dos pacientes feridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos apontam que at\u00e9 metade das mortes de pessoas gravemente feridas ocorre antes da chegada a uma unidade de sa\u00fade, por isso a exist\u00eancia de um \u00fanico n\u00famero universal de acesso por telefone, a exist\u00eancia de uma central de ambul\u00e2ncias e profissionais sincronicamente coordenados, e um sistema de designa\u00e7\u00e3o de centros de atendimento de traumatismos para que os feridos sejam levados diretamente a um estabelecimento com capacidade para suprir suas necessidades de tratamento, podem fazer a diferen\u00e7a entre a vida e a morte da v\u00edtima (OPAS, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Opas (2018), em seu documento Salvar VIDAS: pacote de medidas t\u00e9cnicas para a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, assevera que a organiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de urg\u00eancia e emerg\u00eancia traz uma s\u00e9rie de benef\u00edcios que permitem:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>a redu\u00e7\u00e3o das mortes e\/ou das defici\u00eancias decorrentes das les\u00f5es causadas por acidentes de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>a redu\u00e7\u00e3o dos respectivos custos socioecon\u00f4micos para pa\u00edses, fam\u00edlias e pessoas;<\/li>\n<li>o uso mais eficiente e eficaz dos recursos existentes para a sa\u00fade em todos os n\u00edveis do sistema; e<\/li>\n<li>a melhoria da capacidade de atendimento de emerg\u00eancia e o aumento da resili\u00eancia do sistema para manter a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em casos de acidentes com m\u00faltiplas v\u00edtimas.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notadamente, o atendimento de urg\u00eancia e emerg\u00eancia eficaz requer diversos elementos organizacionais, log\u00edsticos e cl\u00ednicos e um enfoque integrado, assegurando presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os com os recursos necess\u00e1rios \u00e0 sua realiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos deixar de destacar a necessidade de um processo de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o que deve ser realizado em \u00e2mbito locorregional, envolvendo a\u00e7\u00f5es assistenciais e de governan\u00e7a, assegurando o reconhecimento das compet\u00eancias de cada um dos atores envolvidos e a rela\u00e7\u00e3o com a sociedade por meio do controle social, representado pelos respectivos conselhos de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, importante enfatizar que a implementa\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m inclui outros componentes, como o uso de estrat\u00e9gias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o em sa\u00fade para p\u00fablicos distintos, dentro e fora do setor sa\u00fade, a forma\u00e7\u00e3o de parcerias e alian\u00e7as envolvendo os organismos governamentais e n\u00e3o governamentais, entidades do setor p\u00fablico e privado, imprensa, os representantes do Poder Legislativo e do Judici\u00e1rio, as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, entidades religiosas, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-18358\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura2-300x169.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura2-300x169.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura2-400x225.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura2.png 718w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<table style=\"height: 24px; background-color: #ccc69b; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>R<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nReconhecimento de estudos, regras, normativas que auxiliam no entendimento e no enfrentamento do problema<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestores e a equipe t\u00e9cnica precisam estar permanentemente atualizados com rela\u00e7\u00e3o aos processos que envolvem a realiza\u00e7\u00e3o de estudos e a constru\u00e7\u00e3o de normas vinculadas ao enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito. Sendo assim, esta etapa da agenda na constru\u00e7\u00e3o do Guia est\u00e1 dedicada a apresentar um conjunto de documentos estrat\u00e9gicos que precisam estar na mesa dos gestores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Figura 4 retrata, em uma linha do tempo, alguns dos recentes documentos estrat\u00e9gicos que s\u00e3o de consulta e leitura obrigat\u00f3ria, os quais, de maneira bem sucinta, se seguem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 4: Alguns documentos Internacionais e nacionais sobre les\u00f5es e mortes no tr\u00e2nsito (2011-2018)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18377 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4-300x151.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4-300x151.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4-768x387.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4-400x201.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem4.png 872w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Elaborado pela autora do produto, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia cronol\u00f3gica, o que n\u00e3o significa grau de prioriza\u00e7\u00e3o, destacamos o documento da OMS (2011) <em>Caminhar com seguran\u00e7a: breve panorama sobre a seguran\u00e7a dos pedestres no mundo<\/em>, que apresenta breve panorama sobre a seguran\u00e7a dos pedestres no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, destacamos o Relat\u00f3rio Mundial sobre Les\u00f5es Produzidas no Tr\u00e2nsito, que tem como objetivo apresentar uma s\u00edntese da grave situa\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio global de mortalidade e les\u00f5es no tr\u00e2nsito e sua magnitude, favorecendo a compreens\u00e3o ampla e coletiva da problem\u00e1tica mundial, regional e local por parte de governos e sociedade, o que possibilita respostas satisfat\u00f3rias a partir de grande esfor\u00e7o de enfrentamento do problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Guia Promovendo a Defesa da Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria e das V\u00edtimas de Les\u00f5es Causadas pelo Tr\u00e2nsito \u2013 constru\u00eddo para as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais \u2013 teve o intuito de estabelecer explicitamente o papel organiza\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de <em>advocacy<\/em>, particularmente as que disp\u00f5em de limitados recursos. O objetivo \u00e9 que o guia sirva de instrumento pr\u00e1tico a ser utilizado para promover a seguran\u00e7a vi\u00e1ria e apoiar as v\u00edtimas especialmente durante a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o pela Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011\u20132020. Por fim, o Guia apresenta orienta\u00e7\u00f5es das poss\u00edveis iniciativas que essas organiza\u00e7\u00f5es podem realizar, oferta v\u00e1rios <em>checklists<\/em> e estudos de casos mundialmente e <em>links<\/em> para acessar v\u00e1rios <em>sites<\/em> diversos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sabemos, beber e dirigir \u00e9 considerado um dos fatores de risco mais importantes para a ocorr\u00eancia de acidentes de tr\u00e2nsito. Em fun\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que o consumo de \u00e1lcool provoca, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre a alcoolemia (a Concentra\u00e7\u00e3o de \u00c1lcool no Sangue, representado pela sigla \u201cCAS\u201d), a ocorr\u00eancia e a gravidade dos ferimentos ocorridos no tr\u00e2nsito. Na publica\u00e7\u00e3o \u00c1lcool e dire\u00e7\u00e3o\/ANDI \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o e Direitos, s\u00e3o apresentados os impactos da velocidade nas causas e no agravamento das les\u00f5es causadas pelos acidentes de tr\u00e2nsito, sendo considerada uma publica\u00e7\u00e3o essencial para orienta\u00e7\u00e3o aos gestores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Relat\u00f3rio Mundial sobre a Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria 2015 traz informa\u00e7\u00f5es de 180 pa\u00edses, mostrando que, em todo o mundo, o n\u00famero total de mortes no tr\u00e2nsito se estabilizou em 1,25 milh\u00e3o por ano, com as taxas mais altas de mortes no tr\u00e2nsito em pa\u00edses de baixa renda. O relat\u00f3rio mostra que, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, 17 pa\u00edses alinharam pelo menos uma de suas leis com as melhores pr\u00e1ticas vinculadas ao uso do cinto de seguran\u00e7a, restri\u00e7\u00e3o a dirigir embriagado, redu\u00e7\u00e3o da velocidade, uso de capacetes para motociclistas ou restri\u00e7\u00f5es para transporte de crian\u00e7as em ve\u00edculos (WHO, 2015)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio mostra que, embora tenha havido progressos no sentido de melhorar a legisla\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria e de tornar os ve\u00edculos mais seguros, o documento mostra que o ritmo da mudan\u00e7a \u00e9 demasiado lento, sendo necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o urgente para alcan\u00e7ar a meta ambiciosa de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, refletida na rec\u00e9m-adotada Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel: reduzir pela metade o n\u00famero global de mortes e ferimentos causados \u200b\u200bpor acidentes de tr\u00e2nsito at\u00e9 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o intitulada Salvar VIDAS (OPAS, 2018) fornece um rol de interven\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas para ser implementado com a finalidade de alcan\u00e7ar as metas dos ODS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os componentes centrais do Salvar VIDAS s\u00e3o:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Gest\u00e3o da velocidade (<em>Speed<\/em>);<\/li>\n<li>Lideran\u00e7a (<em>Leadership<\/em>) na seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Projeto e melhoria da infraestrutura (<em>Infrastructure<\/em>);<\/li>\n<li>Normas de seguran\u00e7a veicular (<em>Vehicle<\/em>);<\/li>\n<li>Cumprimento (<em>Enforcement<\/em>) das leis de tr\u00e2nsito; e<\/li>\n<li>Sobreviv\u00eancia (<em>Survival<\/em>) p\u00f3s-acidente (OPAS, 2018, p. 16).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento mostra que esses componentes est\u00e3o inter-relacionados e precisam ser implementados de maneira integrada, segundo o Enfoque de Sistema Seguro, para enfrentar de maneira eficaz o problema das mortes e les\u00f5es no tr\u00e2nsito. A implementa\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es apresentadas neste pacote de medidas t\u00e9cnicas ajudar\u00e1 a reduzir as mortes e as les\u00f5es no tr\u00e2nsito e os respectivos custos socioecon\u00f4micos; melhorar as estruturas e a qualidade do ambiente para caminhar e andar de bicicleta; fortalecer a estrutura institucional e legislativa para a pol\u00edtica de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito; e fazer face a quest\u00f5es mais amplas de cunho social e de governan\u00e7a que afetam a pol\u00edtica de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que tange \u00e0s principais pol\u00edticas e normas, a figura abaixo destaca um conjunto delas no per\u00edodo de 2001 a 2018, as quais passaremos a caracterizar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 5: Principais Pol\u00edticas Nacionais, portarias e documentos da sa\u00fade sobre acidentes de tr\u00e2nsito, Brasil.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18378 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5-300x170.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5-300x170.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5-768x436.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5-1024x582.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5-400x227.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem5.png 1060w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Elaborado pela autora do produto, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaca-se, especialmente, a Pol\u00edtica Nacional de Redu\u00e7\u00e3o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol\u00eancias Pol\u00edtica (2001), cujo foco s\u00e3o medidas preventivas, abrangendo desde as medidas inerentes \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e aquelas voltadas a evitar a ocorr\u00eancia de viol\u00eancias e acidentes, bem como a assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas. Entre as principais diretrizes, temos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>promo\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de comportamentos e de ambientes seguros e saud\u00e1veis;<\/li>\n<li>monitoriza\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de acidentes e de viol\u00eancias;<\/li>\n<li>sistematiza\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do atendimento pr\u00e9-hospitalar;<\/li>\n<li>assist\u00eancia interdisciplinar e intersetorial \u00e0s v\u00edtimas de acidentes e de viol\u00eancias;<\/li>\n<li>estrutura\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do atendimento voltado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o e \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>capacita\u00e7\u00e3o de recursos humanos; e<\/li>\n<li>apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o MS institucionaliza o compromisso com o enfrentamento a um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil \u2013 os acidentes de tr\u00e2nsito \u2013, por meio do Projeto de Redu\u00e7\u00e3o da Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito: Mobilizando a Sociedade e Promovendo a Sa\u00fade \u2013 Projeto de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2004, por meio da Portaria n. 936, de 19 de maio de 2004, que disp\u00f5e sobre a estrutura\u00e7\u00e3o da Rede Nacional de Preven\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e a Implanta\u00e7\u00e3o de N\u00facleos de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Viol\u00eancia em Estados e Munic\u00edpios, foi institu\u00edda a Rede Nacional de Preven\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse caminho, no mesmo ano, foram institu\u00eddas as diretrizes para orienta\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o integral nas situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancias e emerg\u00eancias, abrangendo a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancias e acidentes. Com base nesta Pol\u00edtica, foi institu\u00eddo o Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (SAMU).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 2006, sob a \u00e9gide do Pacto pela Sa\u00fade, foi aprovada a Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, em que se destaca, entre as a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, a redu\u00e7\u00e3o da morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito. As a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias visam \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das les\u00f5es e mortes decorrentes dos acidentes de tr\u00e2nsito, com foco no desenvolvimento sustent\u00e1vel, \u00e0 mobilidade urbana e acessibilidade humana, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de ambientes, entornos, comportamentos e h\u00e1bitos seguros e saud\u00e1veis para toda popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como desdobramento das a\u00e7\u00f5es dessa pol\u00edtica, desenvolve-se o Projeto de Vigil\u00e2ncia de Viol\u00eancias e Acidentes em Servi\u00e7os Sentinela (VIVA), implanta\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia de causas externas no SUS, que tem no VIVA Inqu\u00e9rito um componente estrat\u00e9gico, com realiza\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9ritos de viol\u00eancias e acidentes, abrangendo os acidentes de tr\u00e2nsito em servi\u00e7os sentinela de munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em 2006, o MS aprova a Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade (PNPS) por meio da Portaria GM\/MS n. 687\/2006, incluindo, oficialmente, o tema das viol\u00eancias e acidentes na agenda da sa\u00fade, na perspectiva do desenvolvimento sustent\u00e1vel; da mobilidade e acessibilidade urbana, sustent\u00e1vel e com seguran\u00e7a; da promo\u00e7\u00e3o de ambientes, comportamentos e h\u00e1bitos seguros e saud\u00e1veis para a popula\u00e7\u00e3o; orienta interven\u00e7\u00e3o sobre os fatores de riscos e sobre os modos e condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, em 2007, lan\u00e7a Pol\u00edtica Nacional sobre o \u00c1lcool, que tem como objetivo geral estabelecer princ\u00edpios orientadores para a elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para o enfrentamento coletivo dos problemas relacionados ao consumo de \u00e1lcool, contemplando a intersetorialidade e a integralidade de a\u00e7\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o dos danos sociais, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida, causados pelo consumo dessa subst\u00e2ncia, bem como das situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e criminalidade associadas ao uso prejudicial de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na perspectiva de ampliar o acesso a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade, o MS lan\u00e7a, para o per\u00edodo de 2008 a 2011, o Programa Mais Sa\u00fade, inclu\u00eddo no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) da Sa\u00fade que apresenta, entre suas prioridades, a redu\u00e7\u00e3o das les\u00f5es e mortes decorrentes do tr\u00e2nsito. Destacou-se, como meta espec\u00edfica, a amplia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de acidentes de tr\u00e2nsito em 40% dos munic\u00edpios com mais de 100 mil habitantes com projetos de redu\u00e7\u00e3o da morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MS, com objetivo de comparar o efeito da legisla\u00e7\u00e3o restritiva de consumo de bebida alco\u00f3lica sobre a morbimortalidade, prop\u00f4s a realiza\u00e7\u00e3o de estudos, an\u00e1lise e monitoramento do resultado dessa Lei n. 11.705, de 19\/6\/2008 \u2013 \u201cLei Seca\u201d, a partir de consulta aos dados secund\u00e1rios dispon\u00edveis nos sistemas oficiais de informa\u00e7\u00f5es sobre hospitaliza\u00e7\u00f5es realizadas no SUS, \u00f3bitos e comportamento das pessoas em rela\u00e7\u00e3o a dirigir ap\u00f3s consumir bebida alco\u00f3lica (informa\u00e7\u00f5es obtidas a partir de inqu\u00e9rito por telefone). As avalia\u00e7\u00f5es feitas com um ano e com dois anos de implanta\u00e7\u00e3o da \u201cLei Seca\u201d demonstraram que os resultados t\u00eam sido positivos na redu\u00e7\u00e3o das les\u00f5es e mortes provocadas pelo tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014, por meio da Portaria n. 183\/GM\/MS, de 30 de janeiro, foi regulamentado incentivo financeiro de custeio para implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos estrat\u00e9gicos de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade, previsto no art. 18, inciso I, da Portaria n. 1.378\/GM\/MS, de 9 de julho com a defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de financiamento, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o, importante estrat\u00e9gia para as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o ciclo das normativas, destaca-se a Lei n. 13.614, de 11 de janeiro de 2018, promulgada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, criando o Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Mortes e Les\u00f5es no Tr\u00e2nsito (Pnatrans) e acrescenta dispositivo \u00e0 Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997 (C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro), para dispor sobre regime de metas de redu\u00e7\u00e3o de \u00edndice de mortos no tr\u00e2nsito por grupos de habitantes e de \u00edndice de mortos no tr\u00e2nsito por grupos de ve\u00edculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, na sequ\u00eancia, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 740, de 12 de setembro de 2018, que disp\u00f5e sobre as metas de redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de mortos por grupo de ve\u00edculos e dos \u00edndices de mortos por grupo de habitantes para cada um dos estados da Federa\u00e7\u00e3o e para o Distrito Federal, de que trata a Lei n. 13.614, de 11 de janeiro de 2018, que criou o Pnatrans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este conjunto de documentos e normas, nacionais e internacionais, como destacado inicialmente, s\u00e3o primordiais para a constru\u00e7\u00e3o de um conjunto de estrat\u00e9gias imprescind\u00edveis, para a estrutura\u00e7\u00e3o de um plano de interven\u00e7\u00e3o locorregional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; background-color: #9ecc9b; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>A<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nA\u00e7\u00f5es e Estrat\u00e9gias de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes no Tr\u00e2nsito e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade no Tr\u00e2nsito \u2013 Mobilidade Urbana Sustent\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestores estaduais, para organizarem as a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, n\u00e3o podem prescindir do entendimento e uso da Agenda 2030, documento adotado na Assembleia Geral da ONU em 2015,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.itamaraty.gov.br\/images\/ed_desenvsust\/Agenda2030-completo-site.pdf\"><em>Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/em><\/a>, que \u00e9 um guia e \u00e9 tamb\u00e9m um plano de a\u00e7\u00e3o para todas as pessoas e o planeta que foi coletivamente criado para colocar o mundo em um caminho mais sustent\u00e1vel e resiliente at\u00e9 2030.<\/p>\n<table style=\"border-color: #84ab87; width: 100%;\" border=\"1\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para saber mais<\/strong> <strong>sobre a Agenda 2030 acesse:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.agenda2030.com.br\/sobre\/\">http:\/\/www.agenda2030.com.br\/sobre\/<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 6<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18359 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3-300x87.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"87\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3-300x87.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3-768x223.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3-400x116.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura3.png 994w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18379 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6-300x130.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"130\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6-300x130.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6-768x333.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6-400x174.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem6.png 993w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como destacado, os objetivos e metas da Agenda 2030 estimulam a\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de import\u00e2ncia crucial para a humanidade e para o planeta nos pr\u00f3ximos 15 anos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18360 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4-300x176.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4-300x176.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4-768x451.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4-400x235.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura4.png 829w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptada da Agenda 2030.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale salientar que esses eixos estruturantes devem ser observados, levando em conta as interconex\u00f5es e a natureza integrada dos ODS, cuja import\u00e2ncia \u00e9 crucial para assegurar que o prop\u00f3sito da nova Agenda se concretize.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante que, ao combinar os processos dos Objetivos do Mil\u00eanio e os processos resultantes da Rio+20, a Agenda 2030 e os ODS inauguram nova fase para o desenvolvimento dos pa\u00edses, que busca integrar por completo todos os componentes do desenvolvimento sustent\u00e1vel e engajar todos os pa\u00edses na constru\u00e7\u00e3o do futuro que queremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os ODS, no que tange ao enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, destaca-se o <strong>ODS 3: Assegurar uma vida saud\u00e1vel e promover o bem-estar para todos, em todas as idades<\/strong>, e no que tange ao tema destacado nesse manual, enfatizamos o ODS 3.6, vinculado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da mortalidade no tr\u00e2nsito pela metade at\u00e9 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table class=\" aligncenter\" style=\"height: 83px; background-color: #ffb8b8;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Voc\u00ea sabia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 20 anos (de 1996 a 2015), morreram por ATT cerca de 39.000 pessoas\/ano, das quais cerca de 13.200 adolescentes e jovens (Moreira <em>et al<\/em>., 2018)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\" aligncenter\" style=\"height: 97px; background-color: #ffb8b8;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Com o ODS 3.6 implementado a meta estabelecida deve reduzir a mortalidade por ATT para algo em torno de 19.500\/ano e entre adolescentes e jovens para 6.500\/ano (Moreira <em>et al<\/em>., 2018)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na perspectiva de oferecer ferramenta de an\u00e1lise e interven\u00e7\u00e3o para o enfrentamento \u00e0 situa\u00e7\u00e3o na viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, destacamos o uso da Matriz de Intera\u00e7\u00e3o dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (MIODS) da Fiocruz (2018), um m\u00e9todo para o Diagn\u00f3stico R\u00e1pido e Estrat\u00e9gico no \u00e2mbito da Agenda 2030, que tem como intuito apoiar a tomada de decis\u00f5es por meio de uma din\u00e2mica que articula:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-roman; text-align: justify;\">\n<li>A intera\u00e7\u00e3o dos ODS;<\/li>\n<li>A intersetorialidade;<\/li>\n<li>A produ\u00e7\u00e3o de um indicador simples sobre a situa\u00e7\u00e3o de cada ODS em n\u00edvel local, regional, nacional e internacional; e<\/li>\n<li>O mapeamento das pol\u00edticas existentes que devem interagir para a consecu\u00e7\u00e3o de um determinado ODS, assim como das lacunas que demandam a formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, programas e pol\u00edticas.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse m\u00e9todo vem sendo trabalhado pela Equipe do CEE-Fiocruz (2018), que tem desenvolvido m\u00e9todos com o objetivo de apoiar gestores, pesquisadores, influenciadores e institui\u00e7\u00f5es nacionais, internacionais e multilaterais a produzirem Diagn\u00f3sticos R\u00e1pidos e Estrat\u00e9gicos sobre a situa\u00e7\u00e3o dos ODS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalta-se, que o objetivo central do trabalho \u00e9 o de sempre privilegiar a intera\u00e7\u00e3o dos ODS e, portanto, a intersetorialidade; a gera\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e evid\u00eancias que viabilizem a tomada de decis\u00f5es; e a orienta\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o qualificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, de forma adaptada, seguem os passos para a constru\u00e7\u00e3o da Matriz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passo 1:\u00a0<\/strong>A constru\u00e7\u00e3o da Matriz come\u00e7a pela sele\u00e7\u00e3o de uma meta do ODS que ser\u00e1 chamada \u201cODS CENTRAL\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passo 2:\u00a0<\/strong>A partir dele (\u201cODS CENTRAL\u201d), analisam-se as demais metas da Agenda 2030, a fim de se selecionarem aquelas que interagem com o ODS priorizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passo 3:\u00a0<\/strong>Trabalhar na classifica\u00e7\u00e3o das METAS de acordo com seu n\u00edvel de intera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ODS CENTRAL. Esta intera\u00e7\u00e3o pode ocorrer em tr\u00eas n\u00edveis, identificados por cores:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 2: MIODS \u2013 Metas ODS e seus N\u00edveis de Intera\u00e7\u00e3o com o ODS CENTRAL<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fcb6b6; width: 170px; text-align: center;\" width=\"170\"><strong>Focal: ODS Focal<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b1dcfc; width: 227px; text-align: center;\" width=\"227\"><strong>Estrat\u00e9gico: ODS Estrat\u00e9gico\u201d <\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #a9ff9e; width: 198px; text-align: center;\" width=\"198\"><strong>Universal: <\/strong><strong>ODS Universal<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"170\">Quando uma meta \u00e9 capaz de contribuir diretamente com a\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas e programas para a consecu\u00e7\u00e3o do ODS CENTRAL.<\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"227\">Quando uma meta \u00e9 capaz de produzir\/refor\u00e7ar subs\u00eddios, ambientes sociopol\u00edticos, normativas e legisla\u00e7\u00f5es que contribuam para a consecu\u00e7\u00e3o do ODS CENTRAL.<\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"198\">Quando uma meta por sua caracter\u00edstica generalista, mais ligada aos contextos nacionais como um todo, \u00e9 capaz de impulsionar a consecu\u00e7\u00e3o do ODS CENTRAL.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado do CEE-Fiocruz (2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Sendo assim, no que tange o \u201cODS CENTRAL\u201d a meta 3.6 \u00e9: \u201cAt\u00e9 2020, reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um tema important\u00edssimo para a sa\u00fade p\u00fablica e para o SUS e, em estudo recente, Moreira <em>et al<\/em>. (2018) mostraram que, no Brasil, de 1996 a 2015, os acidentes de tr\u00e2nsito foram respons\u00e1veis pela interna\u00e7\u00e3o, em m\u00e9dia, pela morte de 36 jovens\/dia. O estudo destaca que, no per\u00edodo estudado, foram internadas 2.272.068 pessoas por ATT, sendo que 46%, ou seja, 1.046.225, tinham entre 10 e 29 anos de idade, uma m\u00e9dia de 159 por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O referido estudo ainda aborda a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito como um fen\u00f4meno que precisa ser tratado, tendo em vista a leitura de um conjunto de aspectos que articulam quest\u00f5es de:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Sa\u00fade do trabalhador (<em>motoboys<\/em> e outras de motoristas que tem elevada exposi\u00e7\u00e3o a ATT);<\/li>\n<li>Sa\u00fade Mental (tanto no que tange \u00e0s condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas para dirigir, quanto ao uso de \u00e1lcool e outras drogas);<\/li>\n<li>M\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o das estradas e vias p\u00fablicas;<\/li>\n<li>Valoriza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica da velocidade dos carros e da aud\u00e1cia dos motoristas;<\/li>\n<li>Pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es da sociedade que cobrem da ind\u00fastria automobil\u00edstica o desenvolvimento de ve\u00edculos seguros;<\/li>\n<li>Transporte p\u00fablico, mobilidade urbana e cidades sustent\u00e1veis; e<\/li>\n<li>Pol\u00edticas de Educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito para motoristas e nas escolas.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, podemos ver que, para lidar com a tem\u00e1tica do enfrentamento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, gestores deve ter articula\u00e7\u00e3o intersetorial e amplo processo de articula\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base no uso da MIODS, podemos identificar ODS Focais, Estrat\u00e9gicos e Universais, os quais est\u00e3o distribu\u00eddos ODS Central, em um sistema que destaca as cores descritas anteriormente em uma visualiza\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando da constru\u00e7\u00e3o da Matriz, \u00e9 importante referir que as Metas selecionadas para interagirem com o ODS Central podem variar de acordo com os participantes da constru\u00e7\u00e3o e\/ou o respons\u00e1vel pela Elabora\u00e7\u00e3o da Matriz, segundo aos autores, esta versatilidade metodol\u00f3gica \u00e9 proposital, pois busca valorizar a abordagem de cada ator sobre os ODS, evitando definir, a priori, o que \u00e9 certo ou errado.<\/p>\n<table style=\"height: 13px; border-color: #f5bcbc; width: 1139px;\" border=\"1\" width=\"1139\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 1129px;\">\u201cA versatilidade metodol\u00f3gica tamb\u00e9m \u00e9 aplicada \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter Focal, Estrat\u00e9gico e Universal para as metas que interagem com o ODS CENTRAL.\u201d<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; border-color: #f5bcbc; width: 1139px;\" border=\"1\" width=\"1139\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 24px;\">\n<td style=\"width: 1129px; height: 24px;\">\u201cA Matriz se prop\u00f5e a promover a diversidade e articula\u00e7\u00e3o de abordagens e escolhas, sem a qual intera\u00e7\u00e3o e intersetorialidade s\u00e3o imposs\u00edveis!\u201d<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nFigura 7: Matriz de Intera\u00e7\u00e3o dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (MIODS) do CEE-Fiocruz (2018).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18380 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7-300x267.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7-300x267.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7-768x683.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7-400x356.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem7.png 974w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora do CEE-Fiocruz (2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, tomando como base a proposta e partindo do ODS Central \u2013 como seja: 3.6: \u201cAt\u00e9 2020, reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas\u201d \u2013, podemos ver que se articulam e interagem os ODS Focais, que guardam rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao tratamento do abuso de subst\u00e2ncias, incluindo o abuso de drogas entorpecentes e uso nocivo do \u00e1lcool (3.5); ao acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade essenciais de qualidade (3.8); prote\u00e7\u00e3o aos direitos trabalhistas e promo\u00e7\u00e3o de ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores, incluindo os trabalhadores migrantes, em particular as mulheres migrantes, e pessoas em empregos prec\u00e1rios (8.8) e proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acess\u00edveis, sustent\u00e1veis e a pre\u00e7o acess\u00edvel para todos, melhorando a seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria at\u00e9 2030 (11.2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que concerne aos ODS Estrat\u00e9gicos, destacam-se, no exerc\u00edcio proposto:<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0acabar com todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o contra as mulheres e meninas em toda parte (5.1); reduzir significativamente todas as formas de viol\u00eancia e as taxas de mortalidade (16.1). [..] Quanto aos ODS Universais, destacam-se; aumentar substancialmente o financiamento da sa\u00fade e o recrutamento, desenvolvimento e forma\u00e7\u00e3o, e reten\u00e7\u00e3o do pessoal de sa\u00fade (3.c); [&#8230;] educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento sustent\u00e1vel e estilos de vida sustent\u00e1veis, direitos humanos, igualdade de g\u00eanero, promo\u00e7\u00e3o de uma cultura de paz e n\u00e3o viol\u00eancia, cidadania global e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural e da contribui\u00e7\u00e3o da cultura para o desenvolvimento sustent\u00e1vel (4.7); [&#8230;] promover a sa\u00fade mental e o bem-estar (3.4); implementar, em n\u00edvel nacional, medidas e sistemas de prote\u00e7\u00e3o social adequados, para todos, incluindo pisos, e at\u00e9 2030 atingir a cobertura substancial dos pobres (4.2); At\u00e9 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as ind\u00fastrias para torn\u00e1-las sustent\u00e1veis, com efici\u00eancia aumentada no uso de recursos e maior ado\u00e7\u00e3o de tecnologias capacidades (9.4) e Adotar pol\u00edticas, especialmente fiscal, salarial e de prote\u00e7\u00e3o social, e alcan\u00e7ar progressivamente uma maior autonomia (10.4).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como podemos verificar, a leitura feita sobre o ODS 3.6, que guarda rela\u00e7\u00e3o direta com o enfrentamento \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, requer uma a\u00e7\u00e3o intersetorial vinculada a a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde o acesso a a\u00e7\u00f5es a servi\u00e7os de sa\u00fade, passando por a\u00e7\u00f5es educacionais e de financiamento, como tamb\u00e9m de moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura das estradas e o parque industrial, situa\u00e7\u00e3o que denota a necessidade de a\u00e7\u00e3o integrada e sin\u00e9rgica das diversas \u00e1reas do governo, em que o setor sa\u00fade \u00e9 respons\u00e1vel por uma parte do processo, sendo necess\u00e1ria interven\u00e7\u00e3o sist\u00eamica como expresso na figura 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 8: <\/strong><strong>Radar ODS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18381 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8-300x166.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8-300x166.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8-768x425.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8-400x221.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem8.png 808w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Radar ODS \u2013 CEE-Fiocruz (2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Figura 8, denominada Radar ODS, tem como objetivo alertar ao gestor e sua equipe que, para lidar com o problema, mais uma vez se faz necess\u00e1rio leitura sist\u00eamica da situa\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es que levem em conta no m\u00ednimo quatro componentes de interven\u00e7\u00e3o, a saber:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"604\"><strong>1. <\/strong><strong>Pol\u00edticas, Programas e A\u00e7\u00f5es: <\/strong><\/p>\n<ul style=\"list-style-type: circle;\">\n<li>Proceder o diagn\u00f3stico e o mapeamento das a\u00e7\u00f5es de forma individual e integrada.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"604\"><strong>2. Capacidade de Governo:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"list-style-type: circle;\">\n<li>Realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es, eventos e atividades similares de difus\u00e3o de ideias e forma\u00e7\u00e3o de consensos;<\/li>\n<li>Atividades de forma\u00e7\u00e3o de parcerias e articula\u00e7\u00e3o intersetorial intragovernamental e com a sociedade civil;<\/li>\n<li>Disponibilidade de especialistas, equipe t\u00e9cnica e infraestrutura de apoio para o desenvolvimento das pol\u00edticas;<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o de normativos de forma pactuada e sua efetiva aplica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Institui\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas editoriais e mecanismos de difus\u00e3o de an\u00e1lises e resultados; e<\/li>\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o de meios de comunica\u00e7\u00e3o social para dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"604\"><strong>3. Servi\u00e7os Dispon\u00edveis:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"list-style-type: circle;\">\n<li>An\u00e1lise de dados e organiza\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios com informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas;<\/li>\n<li>Caracteriza\u00e7\u00e3o da rede de servi\u00e7os de sa\u00fade de forma regionalizada;<\/li>\n<li>Monitoramento de disponibilidade de servi\u00e7os;<\/li>\n<li>An\u00e1lise de acesso aos servi\u00e7os segundo utiliza\u00e7\u00e3o, qualidade e barreiras em pontos estrat\u00e9gicos; e<\/li>\n<li>Log\u00edstica e insumos estrat\u00e9gicos para a implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas e das inova\u00e7\u00f5es adotadas.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"604\"><strong>4. <\/strong><strong>Recursos Or\u00e7ament\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"list-style-type: circle;\">\n<li>PPA (Plano Plurianual);<\/li>\n<li>LOA (Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anula);<\/li>\n<li>LDO (Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias); e<\/li>\n<li>Execu\u00e7\u00e3o Or\u00e7ament\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Radar ODS-Fiocruz (2018)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, fica evidente, quando fazemos uso da proposta da Matriz de Interven\u00e7\u00e3o do CEE-Fiocruz, que esta \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que requer a constru\u00e7\u00e3o de um processo participativo e din\u00e2mico, com a realiza\u00e7\u00e3o de leitura de cen\u00e1rios e atores, e a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o intersetorial, de curto, m\u00e9dio e logo prazo, vinculada ao processo de financiamento p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; background-color: #ffe4c7; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>N<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nNortear a\u00e7\u00f5es dos gestores e t\u00e9cnicos para atuarem no Programa Estadual Vida Tr\u00e2nsito: e-Transitar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preliminarmente, cabe enfatizar que, para a constru\u00e7\u00e3o de um processo de qualifica\u00e7\u00e3o dos gestores e t\u00e9cnicos, \u00e9 necess\u00e1rio que haja o reconhecimento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito como uma situa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda e inadequada com indicadores preocupantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #ffb8b8; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Que no Brasil, de 1996 a 2015, morreram 21.057.086 pessoas, das quais 2.656.875 por Causas Externas (12,6%). <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Entre as Causas Externas, os Acidentes de Transporte Terrestre (ATT) aparecem como a segunda causa mais recorrente, sendo respons\u00e1vel pela morte de 733.120 pessoas (27,6% das mortes pela causa e 3,5% do total de mortes no per\u00edodo) <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>(Moreira <em>et al<\/em>., 2018, p. 2).<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #ffb8b8; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Que as iniciativas nacionais de enfrentamento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito t\u00eam sido focadas em legisla\u00e7\u00f5es de tend\u00eancias mais punitivas, nas quais se destacam o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (CTB), de 1998, e a Lei n. 11.705, de 2008 (Lei Seca). <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Embora medidas punitivas e san\u00e7\u00f5es sejam cab\u00edveis, \u00e9 imprescind\u00edvel compreender que as manifesta\u00e7\u00f5es de viol\u00eancias s\u00e3o poliss\u00eamicas e complexas, demandando uma an\u00e1lise hol\u00edstica das rela\u00e7\u00f5es que as ensejam e delas resultam <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>(Moreira <em>et al<\/em>., 2018, p. 2).<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, faz-se necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de um conjunto de interven\u00e7\u00f5es por parte da gest\u00e3o, envolvendo a articula\u00e7\u00e3o com os demais \u00f3rg\u00e3os de governo (educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente e mobilidade urbana) \u00f3rg\u00e3os do sistema nacional de tr\u00e2nsito, di\u00e1logo e parceria com a sociedade civil e os \u00f3rg\u00e3os de imprensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale destacar que, para a constru\u00e7\u00e3o de um processo de qualifica\u00e7\u00e3o dos gestores e t\u00e9cnicos, \u00e9 necess\u00e1rio que haja o reconhecimento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito como uma situa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda e inadequada com indicadores preocupantes que s\u00e3o influenciados por quest\u00f5es comportamentais, de g\u00eanero, uso abusivo de \u00e1lcool e drogas, quest\u00f5es econ\u00f4micas e vinculadas a pr\u00e1ticas de trabalho, denotando, assim, uma quest\u00e3o multifacetada expressa em estudos e pesquisas que destacamos a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I<\/strong>: Esta abordagem nos permite destacar as afirmativas de Rozestraten (1986), que analisa o tr\u00e2nsito como um problema social em que carros, pedestres, \u00f4nibus, motos, bicicletas, caminh\u00f5es etc. movimentam-se de acordo com seus interesses e posi\u00e7\u00f5es, em distintas dire\u00e7\u00f5es, disputando espa\u00e7o, em que os interesses das pessoas que participam do tr\u00e2nsito n\u00e3o s\u00e3o os mesmos, entrando necessariamente em conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II<\/strong>: Tal afirmativa \u00e9 corroborada por Pitanga (2012), ao destacar que o tr\u00e2nsito, ao produzir uma situa\u00e7\u00e3o de constante conflito e tens\u00e3o em um espa\u00e7o que se acredita de igualdade para todos \u2013 a rua \u2013, tende a se tornar um espa\u00e7o socialmente hierarquizado. O ve\u00edculo no Brasil desponta n\u00e3o s\u00f3 como meio de locomo\u00e7\u00e3o, mas como instrumento de <em>status<\/em> e opress\u00e3o, tornando-se s\u00edmbolo de superioridade, objeto de desejo e de ascens\u00e3o social, com o qual o cidad\u00e3o motorizado desfruta de poder, liberdade e sensa\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III<\/strong>: Na perspectiva de g\u00eanero, Almeida <em>et al<\/em>. (2005) destacam que os homens se veem e s\u00e3o vistos pelas mulheres como imprudentes e agressivos ao volante: furam filas, fazem manobras arriscadas, freiam em cima da hora. Entretanto, s\u00e3o identificados como mais seguros e decididos. Para as autoras, essas percep\u00e7\u00f5es refletem sociedade patriarcal que impulsiona os homens a n\u00e3o respeitarem as regras do tr\u00e2nsito para se afirmarem como mach\u00f5es, impondo-se pela virilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV<\/strong>: Ponce e Leyton (2008) e Hoffmann <em>et al<\/em>. (1996) destacam o uso de \u00e1lcool, maconha, estimulantes, opi\u00e1ceos etc. como fator de risco na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, causando altera\u00e7\u00f5es psicof\u00edsicas e neuromotoras nos condutores, comprometendo a coordena\u00e7\u00e3o, a integridade dos reflexos e a vis\u00e3o perif\u00e9rica; modificando a percep\u00e7\u00e3o de velocidade, o tempo de rea\u00e7\u00e3o, a capacidade de concentra\u00e7\u00e3o, a vigil\u00e2ncia e o estado de alerta; provocando seda\u00e7\u00e3o, sonol\u00eancia e indiferen\u00e7a a est\u00edmulos externos; e comprometendo, tamb\u00e9m, a manuten\u00e7\u00e3o da autocr\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V<\/strong>: Para Bacchieri e Barros (2011), merecem especial aten\u00e7\u00e3o os ATT que envolvem motocicletas. A moto \u00e9 op\u00e7\u00e3o barata em compara\u00e7\u00e3o aos carros, eficiente na combina\u00e7\u00e3o transporte trabalho no tr\u00e2nsito ca\u00f3tico das grandes cidades e op\u00e7\u00e3o \u00e0 inefici\u00eancia do transporte coletivo; as motos predominam no mercado de entregas, oferecendo possibilidade de renda para jovens sem qualifica\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dar vaz\u00e3o a um processo de interven\u00e7\u00e3o qualificado e na linha do que estamos discutindo no \u00e2mbito deste Guia, usamos a abordagem trazida pelo <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b), publicado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no ano de 2017, com destaque especial para a unidade 1 que diz respeito \u00e0 articula\u00e7\u00e3o intersetorial, a fim de refor\u00e7ar a necessidade da constru\u00e7\u00e3o de um planejamento participativo e integrado, com descentraliza\u00e7\u00e3o e intersetorialidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacamos isso, pois as pr\u00e1ticas intersetoriais t\u00eam sido apontadas como sendo adequadas para fazer a gest\u00e3o de projetos e pol\u00edticas que lidam com temas complexos, onde existem diferentes atores envolvidos e \u00e9 urgente a constru\u00e7\u00e3o de alternativas para respostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #d1f7cb; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cNo Brasil, em 2013, os gastos totais das 170.805 interna\u00e7\u00f5es ocorridas por ATT ultrapassaram os R$ 230 milh\u00f5es. Destaca-se, tamb\u00e9m, que motociclistas responderam por 51,9% das interna\u00e7\u00f5es, que geraram custos de R$ 114.810.444,93.\u201d (<\/strong><strong>ANDRADE e MELLO, 2017)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #d1f7cb; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cNo Brasil, a frota de motos aumentou 137,8% entre 2002 e 2008, consagrando-se como o meio de transporte individual mais popular do Pa\u00eds, representando cerca de 25,0% da frota nacional de ve\u00edculos. Por outro lado, entre 2000 e 2006, houve aumento de 190,5% do n\u00famero de mortes por ATT envolvendo motociclistas\u201d (SOARES <em>et al<\/em>., 2011)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Como destacado por Inosoja (2001), problemas sociais complexos exigem padr\u00e3o organizacional pautado na intersetorialidade, no compartilhamento e na coopera\u00e7\u00e3o. O trabalho intersetorial envolve necessariamente a intera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios atores e institui\u00e7\u00f5es que comungam objetivos e compromissos comuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, com base nas premissas trazidas pelo <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b), destacamos, de forma sint\u00e9tica, as premissas b\u00e1sicas para a constru\u00e7\u00e3o de um trabalho integrado, por meio de nova din\u00e2mica gerencial capaz de apoiar os gestores no atingimento das metas a serem alcan\u00e7as quanto ao enfrentamento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000; width: 642px;\" border=\"1\" width=\"642\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #ffdaba;\" width=\"195\"><strong>Premissas B\u00e1sicas<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #ffdaba;\" width=\"447\"><strong>Conte\u00fados <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Horizontalidade <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">Os relacionamentos n\u00e3o podem ser hier\u00e1rquicos entre seus componentes e o processo de decis\u00e3o precisa estar pautado na negocia\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Descentraliza\u00e7\u00e3o <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">A descentraliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, favorece a gest\u00e3o democr\u00e1tica, contemplando a participa\u00e7\u00e3o de todos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Lideran\u00e7a M\u00faltipla <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">\u00c9 necess\u00e1ria uma rela\u00e7\u00e3o horizontal entre os gestores e seus parceiros, construindo-se, assim, verdadeira rede.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Livre circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">Essa premissa pressup\u00f5e uso adequado de informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e transpar\u00eancia, o que permite o acesso de todos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o com qualidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Compartilhamento\/Coopera\u00e7\u00e3o <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">Propicia a aproxima\u00e7\u00e3o entre os diferentes atores e institui\u00e7\u00f5es, com estabelecimento de v\u00ednculo entre eles.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Autonomia <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">Cada institui\u00e7\u00e3o parceira deve ter sua miss\u00e3o e estrutura conhecidas e sua autonomia respeitada e suas responsabilidades devem ser compat\u00edveis com a sua compet\u00eancia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Abertura <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">A busca por novos parceiros e o fortalecimento da rede, deve ser uma constante, ampliando, assim, as possibilidades de trabalho compartilhado e as potenciais resolu\u00e7\u00f5es dos problemas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"195\"><strong>Sustentabilidade <\/strong><\/td>\n<td width=\"447\">Esse processo \u00e9 garantido pela pluralidade dos atores envolvidos no trabalho intersetorial, o que garante a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos e leva a maior compromisso dos membros participantes com o atingimento das metas e o consequente sentimento de pertencimento com os projetos em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #d1f7cb; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O problema da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito est\u00e1 vinculado a um conjunto de situa\u00e7\u00f5es que envolvem: padr\u00f5es urbanos de mobilidade que privilegiam o transporte individual; malha rodovi\u00e1ria com problemas de conserva\u00e7\u00e3o; hierarquiza\u00e7\u00e3o social da rua e do tr\u00e2nsito10; tr\u00e2nsito como afirma\u00e7\u00e3o de poder e preconceito de g\u00eanero14; sa\u00fade do trabalhador e responsabiliza\u00e7\u00e3o das empresas\/ mercado pela preven\u00e7\u00e3o; e investimentos no Atendimento Pr\u00e9-Hospitalar \u00e0s v\u00edtimas de ATT (MOREIRA <em>et al<\/em>., 2018)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #d1f7cb; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Uma avalia\u00e7\u00e3o nacional da ades\u00e3o de estados e munic\u00edpios ao cumprimento da Lei Seca, sua implementa\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o, relacionando-a aos dados locais de morbimortalidade, indicaria lacunas, experi\u00eancias exitosas e linhas de a\u00e7\u00e3o que funcionariam como valoriza\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento do marco legal nacional (MOREIRA <em>et al<\/em>., 2018)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 24px; background-color: #9ecc9b; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>S<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nSensibilizar governadores, representantes do Poder Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio, gestores da sa\u00fade, dos \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito, da educa\u00e7\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o, demais atores estrat\u00e9gicos (comunidade, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs), iniciativa privada e outros)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista a magnitude do problema, faz-se necess\u00e1rio selecionar um conjunto de atividades destinadas a refor\u00e7ar a consci\u00eancia sobre a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito e sua repercuss\u00e3o para a sociedade, tendo como objetivo influenciar ou induzir a cria\u00e7\u00e3o de programas, projetos e pol\u00edticas, mobilizando recursos a ele relacionados. Este tipo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de <em>advocacy<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As a\u00e7\u00f5es de <em>advocacy<\/em> podem ser utilizadas com muitos prop\u00f3sitos. No que tange a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, destacam-se segundo o:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Gerar vontade pol\u00edtica para abordar a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Corrigir ideias equivocadas sobre as causas e preven\u00e7\u00e3o dos acidentes de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Aprimorar programas e pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os nacionais vigentes, incluindo a reabilita\u00e7\u00e3o para as v\u00edtimas de traumas f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos;<\/li>\n<li>Transmitir mensagens ao p\u00fablico em geral sobre a necessidade de mudar determinados comportamentos;<\/li>\n<li>Criar parcerias e coaliz\u00f5es e\ufb01cientes;<\/li>\n<li>Aumentar o \ufb01nanciamento de pol\u00edticas e programas de apoio \u00e0 seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e \u00e0s v\u00edtimas de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito; e<\/li>\n<li>Fomentar demanda de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse processo necessariamente precisa do empenho dos gestores estaduais de sa\u00fade e de ampla articula\u00e7\u00e3o com os diversos representantes dos poderes constitu\u00eddos e das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, que tem grande capacidade de pressionar os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas a imprimirem mudan\u00e7as em processos de gest\u00e3o e na pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o vinculada as quest\u00f5es da mobilidade urbana e ao tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #ffebd9; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia?<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo dia 11 de maio de 2011 celebrou-se em todo o mundo o lan\u00e7amento da D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011\u20132020. Do Sri Lanka \u00e0 Alb\u00e2nia e da Eti\u00f3pia ao Peru, presidentes e primeiros ministros, ministros dos transportes, da sa\u00fade e outros, presidentes de organiza\u00e7\u00f5es internacionais e de empresas, v\u00edtimas de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito e suas fam\u00edlias, entre outros cidad\u00e3os interessados, manifestaram seu compromisso com o objetivo da D\u00e9cada: salvar cinco milh\u00f5es de vidas. Nos mais de 100 pa\u00edses onde se celebrou esse lan\u00e7amento, as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais desempenharam papel importante, organizando e acolhendo eventos de <em>advocacy<\/em> para chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre a D\u00e9cada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Acesse: <a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44854\/9789248503320_por.pdf?sequence=8\">Promovendo a defesa da seguran\u00e7a vi\u00e1ria e das v\u00edtimas de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito: um guia para organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais<\/a> (OMS, 2013 p. 11)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestores precisam ter o entendimento de que, para lidar com um problema dessa magnitude, n\u00e3o se permitem mudan\u00e7as a curto e, muitas vezes, nem a m\u00e9dio prazo. Sendo assim, faz-se necess\u00e1rio planejar a\u00e7\u00f5es a longo prazo. Para tanto \u00e9 essencial pensar estrategicamente, concentrando esfor\u00e7os, otimizando o tempo e usando recursos que, na maioria das vezes, s\u00e3o limitados. Construir planos e projetos com base em evid\u00eancias cient\u00edficas, com metas e indicadores fidedignos e com diretrizes e objetivos realistas \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gestores e suas equipes necessitam buscar o apoio de especialistas das v\u00e1rias \u00e1reas vinculadas ao enfrentamento da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, para se manterem informadas sobre os avan\u00e7os obtidos por meio de estudos e pesquisas, utilizando esse conhecimento para aperfei\u00e7oarem os processos e pr\u00e1tica de gest\u00e3o, bem como buscar apoio outros de parceiros, da comunidade acad\u00eamica, do Poder Judici\u00e1rio, do Legislativo, do setor privado, de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, \u00e9 primordial que os gestores procurem verificar de forma sistem\u00e1tica e regular os avan\u00e7os conseguidos com suas a\u00e7\u00f5es, buscando identificar as mudan\u00e7as conseguidas e as que se encontram em curso e tamb\u00e9m problemas existentes na concep\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o das atividades propostas. \u00c9 necess\u00e1ria, portanto, a identifica\u00e7\u00e3o de indicadores que apontem os avan\u00e7os alcan\u00e7ados antes e depois da realiza\u00e7\u00e3o das atividades, como tamb\u00e9m determinar quais s\u00e3o as que dever\u00e3o ser reorientadas, reconduzidas e replanejadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; background-color: #9ecc9b; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>I<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nInstituir Grupo ou Comit\u00ea Interinstitucional por meio de ato normativo do governador objetivando institucionalizar os comit\u00eas locorregionais ou subcomiss\u00f5es (de dados, de fiscaliza\u00e7\u00e3o, de engenharia, de educa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das estrat\u00e9gias apontadas pelas iniciativas envolvendo o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, com \u00eanfase no PVT, diz respeito \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de um dispositivo colegiado de car\u00e1ter interinstitucional que congregue os v\u00e1rios setores implicados com o problema e respons\u00e1veis por a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, mobilidade urbana, fiscaliza\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito, engenharia de tr\u00e2nsito e transporte. Esta iniciativa tem sido utilizada em outras frentes com praticidade e bons resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Silcock (2003), essa formaliza\u00e7\u00e3o pode trazer v\u00e1rios ganhos para a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito no munic\u00edpio. S\u00e3o elas: mais acesso a recursos; mais efici\u00eancia na utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos; aprimoramento das responsabilidades; desenvolvimento das inova\u00e7\u00f5es; mais conscientiza\u00e7\u00e3o; estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es duradouras; desenvolvimento sustent\u00e1vel de interven\u00e7\u00f5es; mais participa\u00e7\u00e3o de todos os atores importantes na seguran\u00e7a do tr\u00e2nsito; uso de for\u00e7as de diferentes parceiros; interc\u00e2mbio de conhecimento e tecnologias e desenho mais equilibrado de projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transpor esta agenda para o \u00e2mbito estadual \u00e9 uma tarefa de fundamental, tendo em vista a capacidade que o Estado tem de coordenar projetos de ordem regional e mobilizar de forma integrada um conjunto de atores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sendo, sugere-se que o Comit\u00ea Estadual Interinstitucional<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> seja constitu\u00eddo por meio de ato governamental (Decreto), preferencialmente subordinado \u00e0 Casa Civil do Governador e capitaneado pelas estruturas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e da sa\u00fade com organiza\u00e7\u00e3o colegiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ato deve conter a institui\u00e7\u00e3o do referido colegiado, com seus representantes, titulares e suplentes e a defini\u00e7\u00e3o dos respectivos representantes envolvendo gestores das \u00e1reas de transporte e tr\u00e2nsito, engenharia de tr\u00e2nsito, pol\u00edcia rodovi\u00e1ria estadual e federal, justi\u00e7a e seguran\u00e7a p\u00fablica, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e infraestrutura como membros vinculados a a\u00e7\u00f5es operacionais e, como membros convidados, representantes dos munic\u00edpios (Conselho das Secretarias Municipais de Sa\u00fade \u2013 Cosems); universidades, entidades vinculadas ao enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito; entidade filantr\u00f3picas; sindicatos vinculados aos estabelecimentos de ensino; entidades representantes da imprensa e meios de comunica\u00e7\u00e3o, de entidades de classe, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe destacar que o Comit\u00ea tem car\u00e1ter consultivo e orientador das a\u00e7\u00f5es do governo, auxiliando na constru\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito, que dever\u00e1 estar articulado com as iniciativas institucionalizadas nas respectivas pastas do governo, a saber Planos Estaduais de Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista do funcionamento do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, este dever\u00e1 construir um calend\u00e1rio pactuado por seus membros com reuni\u00f5es mensais definidas no seu ato de instala\u00e7\u00e3o. Todos os membros ter\u00e3o direito a voz e voto e a sua coordena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida pelo poder executivo estadual, entre os representantes do governo estadual, e formalizado em ato normativo com mandato anual, com possibilidade de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ponto importante a ser destacado diz respeito \u00e0 defini\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es e das compet\u00eancias do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, a saber:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que propiciem a melhoria das a\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 pol\u00edtica de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito no estado;<\/li>\n<li>Promover a atua\u00e7\u00e3o conjunta e articulada dos \u00f3rg\u00e3os e entidades que o comp\u00f5em;<\/li>\n<li>Aprimoramento na identifica\u00e7\u00e3o de demandas e a elei\u00e7\u00e3o de prioridades com base na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o inerente \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/li>\n<li>Difus\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o envolvendo o tema da educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Atua\u00e7\u00e3o de forma sincr\u00f4nica e articulada com os \u00f3rg\u00e3os que comp\u00f5em o comit\u00ea na perspectiva do respeito a suas compet\u00eancias;<\/li>\n<li>Dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas oriundas dos diversos \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es do comit\u00ea, auxiliando na tomada de decis\u00e3o;<\/li>\n<li>Desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es que propiciem a qualifica\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es participes do comit\u00ea, incentivando o desenvolvimento de programas e projetos estrat\u00e9gicos;<\/li>\n<li>Contribui\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o e\/ou altera\u00e7\u00e3o de normas vigentes inerente a temas que envolvem o enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo com a sociedade por meio de a\u00e7\u00f5es educativas e uso das redes sociais; e<\/li>\n<li>Realiza\u00e7\u00e3o do Monitoramento Avalia\u00e7\u00e3o das A\u00e7\u00f5es e Estrat\u00e9gias de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, para a efeito de operacionaliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do comit\u00ea, poder\u00e3o ser definidas comiss\u00f5es ou subcomiss\u00f5es, tamb\u00e9m compostas por titulares e suplentes das institui\u00e7\u00f5es part\u00edcipes do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito e que ter\u00e3o a miss\u00e3o de assessor\u00e1-lo em temas espec\u00edficos e relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito dever\u00e1, a cada ano, constituir um Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual que ser\u00e1 balizador das a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito, que seja apresentado na Comiss\u00e3o Intergestora Bipartite (CIB) e divulgado nos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 24px; background-color: #ffecc2; width: 689px;\" width=\"689\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 679px;\"><strong>T<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nTrabalhar utilizando indicadores selecionados que auxiliem os processos de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste t\u00f3pico do Guia, utilizaremos como refer\u00eancia a unidade 2 do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b), em que, tomando como base Cardita e Pietro (2010), a qualifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o por meio da Integra\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de dados tem como objetivo a constru\u00e7\u00e3o de indicadores de seguran\u00e7a vi\u00e1ria que servir\u00e3o para subsidiar o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es integradas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e seu monitoramento e tamb\u00e9m auxiliar\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es implementadas (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da diversidade de fontes de informa\u00e7\u00e3o e falta de integra\u00e7\u00e3o entre elas, existem problemas no que concerne a:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Qualidade decorrente da subnotifica\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Demora ou aus\u00eancia de inser\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es em sistemas informatizados;<\/li>\n<li>Falta de oportunidade na disponibiliza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es para uso na tomada de decis\u00e3o;<\/li>\n<li>Baixa densidade tecnol\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es decorrentes do atraso tecnol\u00f3gico (pessoal sem qualifica\u00e7\u00e3o, aus\u00eancia de sistemas informatizados, falta de equipamentos de inform\u00e1tica;<\/li>\n<li>Cultura de que informa\u00e7\u00e3o \u00e9 poder, \u201ctem dono\u201d, e compartilh\u00e1-la com outras institui\u00e7\u00f5es representa perda de poder e exposi\u00e7\u00e3o das fragilidades da institui\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posto isso, a experi\u00eancia envolvendo a coleta, o processamento e a an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes de tr\u00e2nsito, relacionadas ao n\u00famero de feridos e mortos, caracter\u00edsticas das v\u00edtimas, caracter\u00edsticas dos locais de ocorr\u00eancia, fatores de risco, sofre geralmente com a descontinuidade e fragmenta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, fazendo que os gestores tenham dificuldades, ou at\u00e9 mesmo utilizem de forma inadequada as informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o auxiliando na tomada de decis\u00e3o em tempo oportuno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma dessas situa\u00e7\u00f5es se expressa na fragilidade e\/ou na inexist\u00eancia de rotina de integra\u00e7\u00e3o das fontes de informa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia, dos \u00f3rg\u00e3os do Sistema Nacional de Tr\u00e2nsito (SNT), do Corpo de Bombeiros, do Servi\u00e7o de Aten\u00e7\u00e3o M\u00f3vel de Urg\u00eancia (SAMU), dos Hospitais, do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Mortalidade (SIM), do Instituto M\u00e9dico Legal (IML), entre outras fontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando o exposto, para a produ\u00e7\u00e3o de dados confi\u00e1veis, s\u00e3o essenciais que os gestores e suas equipes possam:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Descrever a magnitude das les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Avaliar fatores de risco mais importantes em cada um dos acidentes de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Definir prioridades e alocar recursos para a preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito; desenvolver, monitorar e avaliar as interven\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Fornecer informa\u00e7\u00f5es qualificadas para os elaboradores de pol\u00edtica e tomadores de decis\u00e3o; e<\/li>\n<li>Informar a sociedade e aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o problema do tr\u00e2nsito (OMS, 2011).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b) destaca a necessidade da produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es qualificadas, que servir\u00e3o de base para o Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, e aos tomadores de decis\u00e3o, terem acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es qualificadas mais pr\u00f3ximas da realidade no que tange ao n\u00famero absoluto e os indicadores relacionados \u00e0s v\u00edtimas fatais e aos feridos graves, tais como:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Caracter\u00edsticas relacionadas \u00e0s v\u00edtimas;<\/li>\n<li>Meios de transporte utilizados pelas v\u00edtimas;<\/li>\n<li>Hor\u00e1rio e local das ocorr\u00eancias;<\/li>\n<li>Pontos cr\u00edticos, como segmentos de vias ou intersec\u00e7\u00f5es entre vias;<\/li>\n<li>Fatores de risco mais importantes para a cidade; e<\/li>\n<li>Constru\u00e7\u00e3o de indicadores intermedi\u00e1rios e finais de seguran\u00e7a vi\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">No sentido de viabilizar a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es qualificadas e integradas para serem utilizadas na constru\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento da Morbimortalidade por Acidentes no Tr\u00e2nsito, destacamos os oito passos propostos pelo <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b), a saber:<\/p>\n<table style=\"height: 291px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 1: A Constitui\u00e7\u00e3o da Equipe de Gest\u00e3o de Dados (EGD)<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 2: Identifica\u00e7\u00e3o das fontes de informa\u00e7\u00e3o de cada institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 3: Mapeamento dos processos e fluxo de dados de cada fonte de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 4: Integra\u00e7\u00e3o e relacionamento das bases de dados<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 5: Gera\u00e7\u00e3o da Lista \u00danica de V\u00edtimas (LUV)<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 6: Reclassifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas e acidentes<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 7: An\u00e1lise de fator de risco e condutas de risco<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"529\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 8: Defini\u00e7\u00e3o dos fatores-chave de risco locais<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito <\/em>(BRASIL, 2017b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 1: A Constitui\u00e7\u00e3o da Equipe de Gest\u00e3o de Dados (EGD)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua composi\u00e7\u00e3o, a Equipe de Gest\u00e3o de Dados (EGD) contempla representantes de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, com a objetivo de construir e manter uma base de dados integrada sobre seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito. O EGD \u00e9 respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o, pelo processamento e pela an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes de tr\u00e2nsito, bem como dos envolvidos no evento especialmente sobre as v\u00edtimas (feridos e \u00f3bitos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #d8ffcf; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Institui\u00e7\u00f5es como Secretarias de Tr\u00e2nsito\/Transporte, Secretarias de Sa\u00fade, Pol\u00edcias, SAMU, Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (Detran) e o Corpo de Bombeiros desempenham papel relevante por meio de seus representantes, como membros da Equipe de Gest\u00e3o de Dados (EGD).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve haver um consenso inicial das defini\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18361 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5-300x208.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5-300x208.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5-768x531.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5-400x277.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura5.png 964w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 ressaltamos, a composi\u00e7\u00e3o da equipe \u00e9 primordial para o sucesso das a\u00e7\u00f5es e a presen\u00e7a desses profissionais contribui para o equil\u00edbrio entre a vis\u00e3o das \u00e1reas de tr\u00e2nsito e sa\u00fade e para o manuseio dos dados envolvendo a tem\u00e1tica dos acidentes de tr\u00e2nsito, conferindo condi\u00e7\u00f5es para que a equipe auxilie os gestores na tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18362 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6-300x167.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6-300x167.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6-768x427.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6-400x222.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura6.png 926w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b, p.64)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">Passo 2: Identifica\u00e7\u00e3o das fontes de informa\u00e7\u00e3o de cada institui\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da EGD, inicia a etapa 2, cujo objetivo \u00e9 identificar as fontes de informa\u00e7\u00e3o de cada institui\u00e7\u00e3o parceira que registra os eventos do tr\u00e2nsito e\/ou v\u00edtimas, estabelecendo a compreens\u00e3o compartilhada sobre os registros de dados existentes localmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, dever\u00e3o ser levantadas as seguintes informa\u00e7\u00f5es sobre as institui\u00e7\u00f5es part\u00edcipes da equipe:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18363 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7-300x158.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7-300x158.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7-768x406.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7-1024x541.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7-400x211.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura7.png 1030w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, podemos classificar as institui\u00e7\u00f5es como aquelas que t\u00eam dados de <strong>cena de acidente<\/strong> (usado para quantificar o n\u00famero de acidentes) e aquelas que t\u00eam <strong>dados complementares<\/strong> (que ser\u00e3o utilizados para a reclassifica\u00e7\u00e3o dos eventos como graves ou fatais, de acordo com as defini\u00e7\u00f5es da OMS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base no conhecimento dos dados existentes e nos dispon\u00edveis, a equipe poder\u00e1 envidar esfor\u00e7os para utilizar as fontes de dados consideradas fundamentais e dispon\u00edveis; por\u00e9m se alguma institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o permitir o acesso aos seus dados, a EGD poder\u00e1 articular esfor\u00e7os para o acesso aos dados, a exemplo da uma formaliza\u00e7\u00e3o\/pactua\u00e7\u00e3o de compromissos relativos \u00e0 confidencialidade e \u00e0 privacidade no uso dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong> Passo 3: Mapeamento dos processos e fluxo de dados de cada fonte de informa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta etapa tem como objetivo identificar os fluxos, verificar como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 produzida e armazenada em cada fonte de informa\u00e7\u00e3o, nas institui\u00e7\u00f5es produtoras de dados; identificar os documentos f\u00edsicos e eletr\u00f4nicos criados (como boletins de ocorr\u00eancia, extratos de etil\u00f4metros etc.), como tamb\u00e9m descrever a forma como documentos de dados s\u00e3o armazenados e quais bancos de dados s\u00e3o utilizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura8.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18364 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura8-300x107.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura8-300x107.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura8-400x142.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura8.png 629w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A elabora\u00e7\u00e3o do mapeamento do fluxo estimula o estabelecimento de uma compreens\u00e3o compartilhada dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o para tomada de decis\u00e3o da equipe, tendo como base os sistemas de dados de acidentes de tr\u00e2nsito existentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 4: Integra\u00e7\u00e3o e relacionamento das bases de Dados.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o mapeamento dos processos dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o, nesta etapa \u00e9 realizada a caracteriza\u00e7\u00e3o de todos os bancos de dados identificados na etapa de mapeamento e orienta-se a utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta denominada <strong>dicion\u00e1rio de dados<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dicion\u00e1rio de uma base de dados pode ser apresentado em forma de planilha, contendo a descri\u00e7\u00e3o dos atributos de cada uma das vari\u00e1veis do banco:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Nome da vari\u00e1vel, tipo do campo (num\u00e9rico, caractere, data etc.);<\/li>\n<li>Tamanho;<\/li>\n<li>Formato;<\/li>\n<li>Valores v\u00e1lidos (descri\u00e7\u00e3o do conte\u00fado de cada valor da vari\u00e1vel, no caso de vari\u00e1veis categ\u00f3ricas);<\/li>\n<li>Regras do sistema, usos etc.; e<\/li>\n<li>Outras informa\u00e7\u00f5es adicionais podem ser incorporadas de acordo com a estrat\u00e9gia da equipe.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dicion\u00e1rios de dados podem auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis em comum entre os bancos de dados e na identifica\u00e7\u00e3o da necessidade de padroniza\u00e7\u00e3o dos campos em rela\u00e7\u00e3o a tipo, formato, tamanho e valores dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pondera-se que as vari\u00e1veis em comum entre as bases de dados sejam identificadas, no intuito de auxiliar na integra\u00e7\u00e3o de bases de dados, tanto para:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Os dados do local de ocorr\u00eancia dos acidentes de tr\u00e2nsito (dados <em>in situ<\/em>),<\/li>\n<li>Os dados relativos \u00e0s suas consequ\u00eancias (\u00f3bitos, les\u00f5es e incapacidades).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando, ainda, que os bancos de dados s\u00e3o oriundos de fontes distintas, \u00e9 fundamental que haja padroniza\u00e7\u00e3o dos dados durante toda a fase de manipula\u00e7\u00e3o e processamento desse banco. Portanto, a etapa 4 tem como objetivo o planejamento da integra\u00e7\u00e3o de bases de dados, sendo realizado pelo <em>linkage<\/em>, que consiste no cruzamento entre bancos de dados diferentes a partir de vari\u00e1veis\/campos em comum, cabendo \u00e0 EGD definir, junto \u00e0 cada institui\u00e7\u00e3o, a padroniza\u00e7\u00e3o da rotina de gera\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que a identifica\u00e7\u00e3o das fontes de dados, o mapeamento de fluxos e processos e a constru\u00e7\u00e3o dos dicion\u00e1rios de dados s\u00e3o conclu\u00eddas, dever\u00e1 ser definida, junto a cada institui\u00e7\u00e3o que partilhar\u00e1 os seus dados, como eles ser\u00e3o compartilhados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A figura a seguir apresenta uma s\u00edntese das principais etapas para sistematizar o compartilhamento de dados entre as institui\u00e7\u00f5es que possuem dados de acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 9: Sistematiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o dos dados.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18382 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9-300x87.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"87\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9-300x87.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9-768x222.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9-400x116.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem9.png 899w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado de Abulatif (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o efetivo desenvolvimento do processo, recomenda-se que cada uma das institui\u00e7\u00f5es parceiras:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Defina uma pessoa que ficar\u00e1 como ponto focal da institui\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o dos dados.<\/li>\n<li>Defina como ser\u00e1 versada a quest\u00e3o do sigilo das informa\u00e7\u00f5es de identifica\u00e7\u00e3o das pessoas envolvidas nos acidentes de tr\u00e2nsito que constam nas bases de dados compartilhadas.<\/li>\n<li>Para a organiza\u00e7\u00e3o dos dados gerados, que sejam estabelecidos um formato e a periodicidade de produ\u00e7\u00e3o, sendo definidos a forma e o padr\u00e3o de armazenamento dos dados recebidos.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18365 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9-300x97.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"97\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9-300x97.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9-768x248.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9-400x129.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura9.png 952w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 5: Gera\u00e7\u00e3o da Lista \u00danica de V\u00edtimas (LUV)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta fase, a equipe j\u00e1 dever ter recebido os arquivos resultantes do procedimento de <em>linkage<\/em> e cria-se a <strong>Lista \u00danica de V\u00edtimas (LUV)<\/strong>, elaborada pela uni\u00e3o das bases de dados <em>in situ<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 necessidade de verifica\u00e7\u00e3o de duplicidades de dados nas bases das institui\u00e7\u00f5es com v\u00edtimas que est\u00e3o registradas em mais de uma base e est\u00e3o envolvidas na mesma ocorr\u00eancia de tr\u00e2nsito. Esse procedimento garante a unifica\u00e7\u00e3o dos dados e a preserva\u00e7\u00e3o dos identificadores de registro das fontes de dados originais, criando-se, assim, a LUV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18366 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10-300x96.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10-300x96.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10-768x246.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10-1024x328.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10-400x128.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura10.png 1028w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (Brasil, 20017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez constru\u00edda a LUV, o resultado obtido \u00e9 o aumento da identifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas em acidentes de tr\u00e2nsito, e, consequentemente, aumento na identifica\u00e7\u00e3o dos casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constitu\u00edda a <strong>LUV<\/strong>, elas necessitam ser classificadas como graves ou fatais pelo cruzamento com as bases de dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares do SUS (SIH-SUS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As defini\u00e7\u00f5es para feridos graves e fatais utilizadas no PVT seguem o padr\u00e3o definido, em 2010, pela OMS:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>V\u00edtima fatal: pessoa morta imediatamente ou dentro de 30 dias, como resultado do acidente.<\/li>\n<li>V\u00edtima grave: Pessoa internada em hospital por pelo menos 24 horas com ferimentos decorrentes do acidente de tr\u00e2nsito.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">Passo 6: Reclassifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas e acidentes<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta fase, faz-se a reclassifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas a partir do cruzamento da \u00a0LUV com os dados oriundos dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o o SIH-SUS e do SIM disponibilizados para a equipe de trabalho, sendo utilizado o m\u00e9todo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> apontado no <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> e atribu\u00edda a seguinte classifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\u201c<strong>V\u00edtima Grave<\/strong>\u201d \u2013 todo registro com interna\u00e7\u00e3o hospitalar (SIH-SUS) por, no m\u00ednimo, 24 horas, referente ao acidente de tr\u00e2nsito no qual a v\u00edtima se envolveu.<\/li>\n<li>&#8220;<strong>V\u00edtima Fatal<\/strong>\u201d \u2013 registro no SIM com declara\u00e7\u00e3o de \u00f3bito referente a morte decorrente do acidente de tr\u00e2nsito e que tenha ocorrido at\u00e9 trinta dias ap\u00f3s a data do acidente.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18367 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura11-300x116.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"116\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura11-300x116.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura11-400x154.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura11.png 479w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de feita a classifica\u00e7\u00e3o dos feridos graves e fatais, procede-se \u00e0 <strong>reclassifica\u00e7\u00e3o dos acidentes<\/strong> aos quais pertencem as v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um acidente pode conter diversas v\u00edtimas, com n\u00edveis distintos de severidade dos ferimentos, sendo sua reclassifica\u00e7\u00e3o feita da mesma forma como se procede a das v\u00edtimas:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Acidente fatal: acidente com, no m\u00ednimo, uma v\u00edtima fatal;<\/li>\n<li>Acidente grave: acidente com, no m\u00ednimo, uma v\u00edtima grave.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclu\u00edda a reclassifica\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas e acidentes, procede-se \u00e0 <strong>an\u00e1lise descritiva dos dados<\/strong>. Para tanto, destacamos alguns procedimentos que podem ser realizados. Cabe destacar, que deve haver distin\u00e7\u00e3o entre acidentes fatais e graves nas an\u00e1lises produzidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 3: An\u00e1lise descritiva dos dados<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fff5c7; width: 189px; text-align: center;\" width=\"189\"><strong>Frequ\u00eancia dos dados segundo o local de ocorr\u00eancia do acidente<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffd8a8; width: 143px; text-align: center;\" width=\"143\"><strong>Frequ\u00eancia dos feridos graves e \u00f3bitos segundo caracter\u00edsticas das pessoas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fcf2ca; width: 140px; text-align: center;\" width=\"140\"><strong>Frequ\u00eancia dos \u00f3bitos e feridos graves segundo o local de Resid\u00eancia da v\u00edtima<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fcd2b8; width: 123px; text-align: center;\" width=\"123\"><strong>Frequ\u00eancia dos \u00f3bitos segundo o tempo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Tipo de via<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" rowspan=\"2\" width=\"143\"><strong>Idade<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"5\" width=\"140\"><strong>Residentes no munic\u00edpio<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"3\" width=\"123\"><strong>Hor\u00e1rio do dia<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Qual a via (segmento ou intersec\u00e7\u00e3o de vias)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Qual a regi\u00e3o do munic\u00edpio<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" rowspan=\"3\" width=\"143\"><strong>Sexo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Qual o meio de transporte da v\u00edtima pedestre, autom\u00f3vel, \u00f4nibus, bicicleta etc.<\/strong><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"123\"><strong>Dia da semana<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Condi\u00e7\u00e3o da v\u00edtima: condutor ou passageiro<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\"><strong>Dia da semana e hora da ocorr\u00eancia<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"143\"><strong>Escolaridade<\/strong><\/td>\n<td width=\"140\"><strong>Residentes em outros munic\u00edpios<\/strong><\/td>\n<td width=\"123\"><strong>M\u00eas do ano<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida No Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 20017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18368 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12-300x102.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"102\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12-300x102.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12-768x262.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12-400x137.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura12.png 943w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong> Passo 7: An\u00e1lise de fatores \u00a0fatores e condutas de risco para acidentes<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta fase, o objetivo \u00e9 de analisar fatores e condutas de risco e compreender os determinantes e condicionantes de cada um na ocorr\u00eancia de acidentes fatais e graves ocorridos em determinado per\u00edodo de tempo, com concomitante hierarquiza\u00e7\u00e3o dos fatores que contribu\u00edram para a ocorr\u00eancia e\/ou severidade do acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe destacar que este \u00e9 um dos pontos centrais para a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es segundo Cardita e Pietro (2010), capazes de subsidiar o planejamento de programas, projetos e sistemas baseados em evid\u00eancias, permitindo o estabelecimento de prioridades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, o objetivo da an\u00e1lise \u00e9 compreender a din\u00e2mica dos acidentes com <strong>v\u00edtimas fatais<\/strong> \u2013V\u00edtima fatal: pessoa que morre imediatamente ap\u00f3s um acidente de tr\u00e2nsito ou em at\u00e9 30 dias como resultado de uma les\u00e3o, causada pelo acidente, excluindo-se suic\u00eddios (OMS, 2012, p. 34) e feridos graves (pessoa v\u00edtima de um acidente de tr\u00e2nsito que seja internada em um hospital, por, no m\u00ednimo, 24 horas, em decorr\u00eancia do acidente (OMS, 2012, p. 34)<strong> \u2013 <\/strong>ocorridos em determinado per\u00edodo de tempo, identificar os fatores e as condutas de risco que contribuem para a ocorr\u00eancia dos acidentes e determinar a import\u00e2ncia que cada um deles teve na ocorr\u00eancia e na gravidade da les\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18369 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13-300x178.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13-300x178.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13-768x455.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13-1024x607.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13-400x237.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura13.png 1040w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a identifica\u00e7\u00e3o dos fatores de risco, os gestores e sua equipe pode recorrer \u00e0s seguintes fontes de dados:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Boletim de ocorr\u00eancia do acidente de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Relat\u00f3rio da Per\u00edcia T\u00e9cnica;<\/li>\n<li>Prontu\u00e1rio hospitalar;<\/li>\n<li>Not\u00edcias da imprensa;<\/li>\n<li>Relato de testemunhas, agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito, profissionais do SAMU;<\/li>\n<li>Boletim do SAMU e\/ou corpo de bombeiros; e<\/li>\n<li>Imagens do local do acidente (fotos, Google StreetView, observa\u00e7\u00e3o <em>in loco<\/em>, c\u00e2meras de monitoramento).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o dos fatores de risco que contribu\u00edram para a ocorr\u00eancia\/a gravidade, deve ser feita sua hierarquiza\u00e7\u00e3o, para estabelecer ordem de prioridade para as interven\u00e7\u00f5es e, com base no <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b), pode-se montar uma planilha denominada de Quadro M\u00faltiplo Integrado (QMI),<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> constru\u00eddo periodicamente dependendo da defini\u00e7\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o do PVT no estado\/munic\u00edpio (recomenda-se que a periodicidade seja trimestral e anual).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a sistematiza\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o do QMI, utilizaremos a base definida no<em> Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017), onde constam agrupados os fatores determinantes e condicionantes dos ATT, da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 4: Fatores determinantes e condicionantes dos ATT.<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #feffad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>Marcadores <\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #feffad; width: 463px;\" width=\"463\"><strong>Caracter\u00edsticas <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #feffad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>Fatores de Risco para o Envolvimento em Acidentes (FR-EA);<\/strong><\/td>\n<td width=\"463\">S\u00e3o os fatores de risco que contribuem, direta ou indiretamente, para a ocorr\u00eancia do acidente em an\u00e1lise: <strong>Velocidade, dire\u00e7\u00e3o ap\u00f3s consumo de bebida alco\u00f3lica, problemas na infraestrutura, condi\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo, cansa\u00e7o e fadiga, falta de visibilidade, dire\u00e7\u00e3o ap\u00f3s consumo de drogas l\u00edcitas e il\u00edcitas, uso de celulares e aparelhos eletr\u00f4nicos (OMS, 2011<\/strong>).<\/p>\n<p>Pode existir a presen\u00e7a de mais de um fator de risco no mesmo acidente. Os fatores de risco nesse grupo s\u00e3o: velocidade, dire\u00e7\u00e3o e consumo de \u00e1lcool, problemas de infraestrutura, condi\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo, cansa\u00e7o e fadiga de visibilidade, dire\u00e7\u00e3o ap\u00f3s consumo de drogas l\u00edcitas e il\u00edcitas, uso de celulares e aparelhos eletr\u00f4nicos (OMS, 2011).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffe4ad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Condutas de Risco relacionadas com o Envolvimento em Acidente (FR-CLR);<\/strong><\/td>\n<td width=\"463\">S\u00e3o as condutas de risco que contribuem, direta ou indiretamente, para a ocorr\u00eancia do acidente em an\u00e1lise. Pode existir a presen\u00e7a de mais de uma conduta de risco no mesmo acidente. As condutas de risco nesse grupo s\u00e3o: <strong>Avan\u00e7o de sinal, transitar em local proibido, transitar em local impr\u00f3prio, mudan\u00e7a de faixa de rolamento sem sinaliza\u00e7\u00e3o, desrespeito \u00e0 dist\u00e2ncia m\u00ednima entre ve\u00edculos, desrespeito \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o vertical e horizontal de tr\u00e2nsito e n\u00e3o possuir a Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) correspondente ao ve\u00edculo que conduzia no momento do acidente<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffcdad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>Fatores que influenciam na gravidade das les\u00f5es relacionados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o inadequada (FR-PI<\/strong><\/td>\n<td width=\"463\">Fatores que influenciam na gravidade das les\u00f5es (FR-PI) Nessa categoria destacam-se:<strong> N\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual: capacete, cinto de seguran\u00e7a nos bancos da frente e de tr\u00e1s, n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivos de reten\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as; ve\u00edculos sem equipamentos de prote\u00e7\u00e3o; objetos laterais \u00e0 via e fatores referentes ao gerenciamento das les\u00f5es.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffecad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>Usu\u00e1rio Contributivo para a ocorr\u00eancia de acidente grave e fatal (Ucp_AGF);<\/strong><\/td>\n<td width=\"463\">\u00c9 o usu\u00e1rio do tr\u00e2nsito que: Foi identificado na an\u00e1lise dos acidentes graves ou fatais, por estar exposto a um fator de risco ou por ter adotado uma conduta inadequada, contribuiu para a ocorr\u00eancia do acidente e para a ocorr\u00eancia de uma v\u00edtima fatal ou grave. O Ucp-AFG <strong>pode ser a pr\u00f3pria v\u00edtima ou outro indiv\u00edduo que contribuiu para a ocorr\u00eancia de um acidente grave ou fatal<\/strong> por ter adotado uma conduta inadequada como, por exemplo, <strong>avan\u00e7ar um sinal vermelho e atropelar um pedestre<\/strong>. Esse usu\u00e1rio ter\u00e1 mais probabilidade de ser v\u00edtima se apresentar grau de vulnerabilidade elevado <strong>(pedestre, motociclista, ciclista) e menos probabilidade v\u00edtima \u00e0 medida que a sua vulnerabilidade seja reduzida (condutor de ve\u00edculo leve e menor ainda quando condutor de ve\u00edculo pesado).<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffb0ad; width: 151px;\" width=\"151\"><strong>Condi\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas no momento do acidente (Grupo de V\u00edtima \u2013 GV)<\/strong><\/td>\n<td width=\"463\">Refere-se \u00e0: Condi\u00e7\u00e3o da v\u00edtima no momento do acidente: condutor ou ocupante de ve\u00edculo leve, condutor ou ocupante de motocicleta, condutor ou ocupante de \u00f4nibus, condutor ou ocupante de ve\u00edculo pesado, condutor ou ocupante de bicicleta, pedestre, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (Brasil, 2017b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #bfffba; width: 100%;\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para saber mais sobre o detalhamento dos fatores de riscos<\/strong>, acesse a unidade 3 do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017, p. 90 a 93).<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18370 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14-300x145.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"145\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14-300x145.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14-768x371.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14-400x193.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura14.png 845w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A figura a seguir articula os Fatores que Influenciam na Gravidade das Les\u00f5es (FR-PI), com \u00eanfase para o cinto de seguran\u00e7a; ve\u00edculo sem equipamento de prote\u00e7\u00e3o; gerenciamento de trauma; objetos laterais, a via e capacete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 10: Matriz dos fatores que Influenciam na Gravidade das Les\u00f5es (FR-PI).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18383 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10-300x238.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10-300x238.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10-768x610.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10-400x317.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem10.png 858w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adapta\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na leitura dos marcadores sugeridos, o gestor poder\u00e1 construir o <strong>Quadro M\u00faltiplo Integrado (QMI)<\/strong>, que permite, simultaneamente, a identifica\u00e7\u00e3o de fatores\/condutas de risco e grupos de v\u00edtimas\/usu\u00e1rios contributivos para Acidentes Fatais e Graves (AFG) pela obten\u00e7\u00e3o de tipos de perfis de riscos para o estado\/munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seu preenchimento possibilita a produ\u00e7\u00e3o de indicadores de \u00f3bitos e feridos graves relacionados com:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Qualquer fator de risco relacionado ao envolvimento em um acidente de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Qualquer conduta local de risco relacionada ao envolvimento em um acidente;<\/li>\n<li>Qualquer fator de risco relacionado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o inadequada que agravou as les\u00f5es decorrentes de um acidente de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>O grupo de v\u00edtima;<\/li>\n<li>Usu\u00e1rio contributivo para o acidente fatal e grave.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (2017), o QMI<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u00e9 composto por quatro blocos de colunas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 5: M\u00faltiplo Integrado (QMI<\/strong>)<\/p>\n<table style=\"height: 848px; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 96px;\">\n<td style=\"background-color: #c7ffd1; width: 109px; height: 96px;\"><strong>Identifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fff8c7; width: 216px; height: 96px;\"><strong>Fatores e condutas locais de risco (FR-EA; CLR-EA)<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffd7c7; width: 193px; height: 96px;\"><strong>Fatores que influenciam a gravidade das les\u00f5es (FR-PI)<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c7efff; width: 169px; height: 96px;\"><strong>Grupos de v\u00edtimas (GV)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 752px;\">\n<td style=\"height: 752px; width: 109px;\">Identifica\u00e7\u00e3o do acidente<\/p>\n<p>Tipo de acidente<\/td>\n<td style=\"height: 752px; width: 216px;\"><strong>FR-EA<\/strong>: S\u00e3o os fatores de risco que contribuem, direta ou indiretamente, para a ocorr\u00eancia do acidente em an\u00e1lise: velocidade, dire\u00e7\u00e3o ap\u00f3s consumo de bebida alco\u00f3lica, problemas na infraestrutura, condi\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo, cansa\u00e7o e fadiga, falta de visibilidade, dire\u00e7\u00e3o ap\u00f3s consumo de drogas l\u00edcitas e il\u00edcitas, uso de celulares e aparelhos eletr\u00f4nicos,<\/p>\n<p><strong>CLR-EA<\/strong>: S\u00e3o as condutas de risco que contribuem, direta ou indiretamente, para a ocorr\u00eancia do acidente em an\u00e1lise. Pode existir a presen\u00e7a de mais de uma conduta de risco no mesmo acidente. As condutas de risco nesse grupo s\u00e3o: avan\u00e7o de sinal, transitar em local proibido, transitar em local impr\u00f3prio, mudan\u00e7a de faixa de rolamento sem sinaliza\u00e7\u00e3o, desrespeito \u00e0 dist\u00e2ncia m\u00ednima entre ve\u00edculos etc.<\/td>\n<td style=\"height: 752px; width: 193px;\">Fatores que influenciam na gravidade das les\u00f5es (FR-PI) Nessa categoria destacam-se: N\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual: capacete, cinto de seguran\u00e7a nos bancos da frente e de tr\u00e1s, n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivos de reten\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as; ve\u00edculos sem equipamentos de prote\u00e7\u00e3o; objetos laterais \u00e0 via e fatores referentes ao gerenciamento das les\u00f5es.<\/td>\n<td style=\"height: 752px; width: 169px;\">Motociclista\/passageiro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pedestre<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ciclista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Condutor de Ve\u00edculo Leve<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passageiro de Ve\u00edculo Leve<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Condutor\/Passageiro de \u00d3nibus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Condutor\/Passageiro de Ve\u00edculo pesado<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora do <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito <\/em>(BRASIL, 2017b)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Passo 8: Defini\u00e7\u00e3o dos fatores-chave de risco locais<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18371 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15-300x78.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15-300x78.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15-768x200.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15-1024x267.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15-400x104.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura15.png 1056w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A referida an\u00e1lise apresentar\u00e1 a realidade local e possibilitar\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o dos programas e projetos priorit\u00e1rios de interven\u00e7\u00e3o do PVT no estado\/munic\u00edpio, devendo ser considerada a ordem de import\u00e2ncia dos fatores e condutas de risco que contribu\u00edram para a ocorr\u00eancia dos acidentes, bem como dos fatores que influenciaram a gravidade das les\u00f5es dos principais grupos de v\u00edtima e usu\u00e1rios contributivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme apresentado no <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em>, a defini\u00e7\u00e3o dos principais fatores e condutas de risco que contribu\u00edram para a ocorr\u00eancia dos acidentes (FR-EA e CLR-EA) e para a gravidade das les\u00f5es (FR-PI) deve ser apresentada utilizando-se pesos atribu\u00eddos a cada um dos fatores e condutas de risco, sendo eles registrados graficamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"height: 29px; background-color: #c9dbff; width: 696px;\" width=\"696\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 686px;\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o dos fatores e condutas de risco (FRea, CLR-ea, FR-PI)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A defini\u00e7\u00e3o desses fatores auxilia os gestores a atuarem na redu\u00e7\u00e3o dos principais fatores e condutas de risco, ou seja, aqueles que mais influenciam na ocorr\u00eancia de acidentes fatais e graves e que foram definidos pela aplica\u00e7\u00e3o da planilha do QMI (somat\u00f3rio das pontua\u00e7\u00f5es = maior pontua\u00e7\u00e3o que constitui a \u201cjanela foco\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve ser identificada a \u201cjanela foco\u201d, tendo como base a quantidade de fatores e condutas prevalentes e a capacidade do estado\/munic\u00edpio de acordo com sua capacidade para tratar os itens, por interm\u00e9dio de programas e projetos de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito, conforme exemplos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 11: Fatores e Condutas locais de riscos (FR-Eae CRL<\/strong>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18384 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11-300x154.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11-300x154.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11-768x394.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11-400x205.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem11.png 912w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, o planejamento dos programas e projetos priorit\u00e1rios deve levar em considera\u00e7\u00e3o os principais fatores que influenciaram a gravidade da les\u00e3o, conforme exposto na Figura 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0Figura 12: Fatores de Risco Prote\u00e7\u00e3o Inadequada (FR-PI).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18385 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12-300x144.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12-300x144.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12-768x370.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12-400x192.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem12.png 877w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma que foram definidos os principais fatores, as principais condutas de risco e os fatores agravantes das les\u00f5es, dever\u00e3o ser definidos os principais Grupos de V\u00edtimas (GV), para auxiliar o gestor no planejamento dos programas e projetos priorit\u00e1rios, conforme exposto a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 13: Fatores de Risco Prote\u00e7\u00e3o Inadequada (FR-PI).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18386 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13-300x133.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13-300x133.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13-768x341.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13-400x178.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem13.png 893w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe destacar que outra informa\u00e7\u00e3o importante como subs\u00eddio para o planejamento dos programas e projetos priorit\u00e1rios \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do perfil de usu\u00e1rios contributivos (Ucp-AGF) para os acidentes. Os usu\u00e1rios contributivos podem aparecem muitas vezes associados a um ou mais fatores de risco, como, por exemplo, um motociclista associado ao fator velocidade, \u00e1lcool, drogas e\/ou fadiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, o gestor poder\u00e1 fazer an\u00e1lises vinculadas a fatores\/condutas de risco, fatores que agravaram a severidade das les\u00f5es, principais grupos de v\u00edtimas e usu\u00e1rios contributivos, produzindo, assim, uma s\u00edntese da realidade locorregional e estadual, como tamb\u00e9m proceder a uma an\u00e1lise articulada entre os diferentes fatores e, com base na capacidade de desenvolvimento de programas e projetos, tomar as decis\u00f5es de forma segura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 14: Fatores de Risco para os Acidentes de Tr\u00e2nsito.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18387 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14-300x169.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14-300x169.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14-768x432.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14-400x225.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Imagem14.png 958w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora (<em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em>, BRASIL, 2017b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 29px; background-color: #ffddc9; width: 696px;\" width=\"696\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 686px;\"><strong>A<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nApoiar tecnicamente os gestores municipais, para atuarem no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito propiciando desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e dissemina\u00e7\u00e3o de suas pr\u00e1ticas no estado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lidar com temas complexos no \u00e2mbito da gest\u00e3o p\u00fablica em sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, principalmente por existir, segundo Nogueira (2004), forte tens\u00e3o na gest\u00e3o das pol\u00edticas sociais contempor\u00e2neas, advindas da multiplica\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o dos interesses, pela amplia\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica das demandas, por graves dificuldades de coordena\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o, pela incerteza e pela inseguran\u00e7a, pelo enfraquecimento das lealdades e o empobrecimento da conviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, essa situa\u00e7\u00e3o interfere sobre a gest\u00e3o, levando-a a incorporar estrutura mais perme\u00e1vel \u00e0 participa\u00e7\u00e3o social, mais horizontalizada, participativa e mais bem preparada para a interven\u00e7\u00e3o envolvendo a parcerias com outros atores e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Silva (2011), tais tens\u00f5es no aparelho do Estado v\u00eam fazendo que o Estado comece a adotar uma estrutura de rede e multin\u00edveis, em uma l\u00f3gica intersetorial e transversal de implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, trazendo para o cen\u00e1rio a defini\u00e7\u00e3o de intersetorialidade, que pode ser definida: como o conjunto de desenhos formais e pr\u00e1ticas que conferem sinergia e complementaridade entre diversos setores respons\u00e1veis pelas pol\u00edticas p\u00fablicas (como o administrativo, o or\u00e7ament\u00e1rio, o de planejamento, de recursos humanos etc.), mas tamb\u00e9m as pr\u00f3prias \u00e1reas espec\u00edficas das pol\u00edticas sociais, como assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade etc. Assim, a intersetorialidade n\u00e3o se restringe a uma quest\u00e3o meramente administrativa, mas engloba enfoques multidimensionais, respostas integrais e supera\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es setoriais especializadas ou fragmentadas, com baixo grau de di\u00e1logo na busca por solu\u00e7\u00f5es para problemas comuns e\/ou interrelacionados (SILVA, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomando como base as afirmativas de Cunill (2005), identificam-se dois aspectos inerentes \u00e0 pr\u00e1tica da intersetorialidade: a) um mais pol\u00edtico que destaca que a integra\u00e7\u00e3o entre setores possibilita a busca de solu\u00e7\u00f5es integrais aos problemas sociais e se traduz em uma assun\u00e7\u00e3o de que todas as pol\u00edticas p\u00fablicas que persigam estrat\u00e9gias globais de desenvolvimento, como a melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, devem ser planejadas e executadas intersetorialmente; e b) a premissa t\u00e9cnica concentrada na an\u00e1lise da efici\u00eancia, apontando que a integra\u00e7\u00e3o entre os setores permite que as diferen\u00e7as entre eles possam ser usadas produtivamente no enfrentamento dos problemas sociais, propiciando a constru\u00e7\u00e3o de caminhos e solu\u00e7\u00f5es, pois permite compartilhar recursos das mais distintas ordens e integrar as a\u00e7\u00f5es governamentais, superando a vis\u00e3o negativa, que persiste, de que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos ineficientes e ineficazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo caminho, destaca-se o conceito de transversalidade, que, segundo Serra (2004), pode ser entendido como sendo uma \u201cintersetorialidade de elevado n\u00edvel institucional\u201d, pois tenta dar respostas organizacionais \u00e0 necessidade de incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas da organiza\u00e7\u00e3o de temas, vis\u00f5es, enfoques, problemas p\u00fablicos, objetivos, que n\u00e3o se encaixam em somente temas das estruturas organizacionais verticais e tentam, tamb\u00e9m, que todas essas estruturas verticais compartilhem, sinergicamente, a pactua\u00e7\u00e3o de um objetivo comum que n\u00e3o seja espec\u00edfico a nenhuma delas em particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, trabalhar no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito requer dos gestores estaduais e suas equipes vis\u00e3o ampla e sist\u00eamica, tendo em vista ser um problema global, recebendo especial aten\u00e7\u00e3o da ONU, que a incluiu nos ODS e na Agenda 2030, pela meta 3.6 at\u00e9 2020, reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra faceta dessa situa\u00e7\u00e3o retratada recentemente por Moreira <em>et al<\/em>. (2018), com base em dados do DataSUS (2017), em que os autores destacam que, no Brasil, de 1996 a 2015, morreram 21.057.086 pessoas, das quais 2.656.875 por Causas Externas (12,6%); entre as Causas Externas, os ATT aparecem como a segunda causa mais recorrente, sendo respons\u00e1veis pela morte de 733.120 pessoas (27,6% das mortes pela causa e 3,5% do total de mortes no per\u00edodo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, destacamos a necessidade de a Gest\u00e3o Estadual trabalhar junto aos munic\u00edpios, buscando nortear a constru\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es locais por meio da constru\u00e7\u00e3o de agendas para a elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Municipal para o Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia no Tr\u00e2nsito (PVT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial e requer a observ\u00e2ncia de um conjunto de processos j\u00e1 tratados aqui cuja centralidade fica em uma leitura situacional sobre o problema e vis\u00e3o sist\u00eamica e intersetorial da constru\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, destaca-se o PVT,<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> como iniciativa voltada para a vigil\u00e2ncia e preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es e mortes no tr\u00e2nsito e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, em resposta aos desafios da ONU para a D\u00e9cada de A\u00e7\u00f5es pela Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011\u20132020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Projeto tem como foco as a\u00e7\u00f5es na interven\u00e7\u00e3o em dois fatores de risco priorizados no Brasil: dirigir ap\u00f3s o consumo de bebida alco\u00f3lica\u00a0e velocidade excessiva e\/ou inadequada, al\u00e9m de outros fatores ou grupos de v\u00edtimas identificados localmente a partir an\u00e1lises dos dados, notadamente acidentes de transporte terrestre envolvendo motociclistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seu desenho destacam-se seis eixos: <strong>articula\u00e7\u00e3o intersetorial (I)<\/strong> por meio do mapeamento\/identifica\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es parceiras governamentais e da sociedade civil e a constitui\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es intersetoriais em cada uma das cidades, formalmente constitu\u00edda por meio de decreto municipal dos respectivos prefeitos e a <strong>qualifica\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es (II) <\/strong>por meio da qual s\u00e3o identificadas as fontes de informa\u00e7\u00f5es existentes sobre as ocorr\u00eancias de acidentes de tr\u00e2nsito, bem como os mortos e feridos graves causados pelo tr\u00e2nsito em cada uma das fontes, e tamb\u00e9m avalia e qualifica as bases de dados existentes e realiza pareamento das bases de dados buscando complementar as fontes entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro eixo est\u00e1 vinculado \u00e0 <strong>an\u00e1lise de fatores de risco, condutas inadequadas dos usu\u00e1rios do tr\u00e2nsito, fatores contributivos e grupos de v\u00edtimas envolvidos no acidente de tr\u00e2nsito (III) <\/strong>que se d\u00e1 ap\u00f3s o processo de integra\u00e7\u00e3o das bases de dados, em que s\u00e3o identificados os principais fatores de risco e os principais grupos de v\u00edtimas que contribu\u00edram para os acidentes fatais e graves, em que se constr\u00f3i o perfil de determina\u00e7\u00e3o dos mortos e feridos graves em cada uma das cidades \u2013 fatores principais, relevantes e fatores locais de risco \u2013 e subsidiar a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de interven\u00e7\u00e3o com base em evid\u00eancias suportadas pela an\u00e1lise dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E de forma articulada temos o quarto eixo, vinculado \u00e0 <strong>elabora\u00e7\u00e3o de um plano de a\u00e7\u00f5es integradas e intersetoriais de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e execu\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es intersetoriais e integradas (IV)<\/strong>, vinculados a dois programas principais, definidos pelo Projeto \u201cbeber e dirigir\u201d, \u201cvelocidade excessiva e inadequada\u201d, al\u00e9m dos programas espec\u00edficos definidos a partir da identifica\u00e7\u00e3o dos fatores de risco locais e\/ou grupos de v\u00edtimas vulner\u00e1veis na cidade, como, por exemplo: motociclistas, pedestres, crian\u00e7as. Para cada programa, s\u00e3o definidas as a\u00e7\u00f5es integradas de educa\u00e7\u00e3o, engenharia de tr\u00e2nsito, fiscaliza\u00e7\u00e3o, pesquisa e projetos especiais, organizadas na forma de projetos de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quinto eixo \u00e9 do <strong>monitoramento do Projeto (V)<\/strong>, que deve ser, preferencialmente, realizado trimestralmente, onde s\u00e3o avaliados o desempenho das interven\u00e7\u00f5es de cada projeto de a\u00e7\u00e3o, o percentual de cumprimento das metas, o desempenho dos indicadores, como n\u00famero de mortos e feridos graves e taxas de mortalidade por 100 mil habitantes e raz\u00e3o de \u00f3bitos por 10 mil ve\u00edculos, assim como o n\u00famero de leitos hospitalares ocupados por v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito e o n\u00famero de dias consecutivos sem mortes causadas pelo tr\u00e2nsito (vis\u00e3o zero progressiva) e, por fim, a <strong>renova\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o (VI)<\/strong>, voltado para a revis\u00e3o do plano de a\u00e7\u00f5es, das metas e interven\u00e7\u00f5es, a incorpora\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o de novos atores e parceiros e a expans\u00e3o do projeto (BRASIL, MS, 2018; dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-de-a-z\/acidentes-e-violencias\/41896-projeto-vida-no-transito\">http:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-de-a-z\/acidentes-e-violencias\/41896-projeto-vida-no-transito<\/a>&gt;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe destacar que a constru\u00e7\u00e3o deste plano de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode estar descolada da estrutura\u00e7\u00e3o do Plano Municipal de Sa\u00fade e dos demais instrumentos de gest\u00e3o, interligando sequencialmente diretrizes, objetivos, metas e indicadores pactuados servindo como base para o monitoramento e a avalia\u00e7\u00e3o pelos entes federados nas tr\u00eas esferas de governo (CONASS, 2013a e CONASS, 2013b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante enfatizar que o Plano de Sa\u00fade \u00e9 o instrumento central de planejamento para defini\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de todas as iniciativas no setor sa\u00fade de cada esfera da gest\u00e3o do SUS para o per\u00edodo de quatro anos. Estabelece os compromissos do governo para o setor sa\u00fade e, a partir da an\u00e1lise situacional, identifica as necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e singularidades de cada esfera. \u00c9 elaborado no primeiro ano da gest\u00e3o com execu\u00e7\u00e3o a partir do segundo ano em curso (BRASIL, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, apresentamos como op\u00e7\u00e3o de suporte para a constru\u00e7\u00e3o de Plano de A\u00e7\u00e3o Municipal um roteiro com os seguintes elementos de constru\u00e7\u00e3o a ser apoiado pelo Gestor Estadual:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18372 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16-300x139.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"139\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16-300x139.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16-768x355.png 768w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16-1024x474.png 1024w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16-400x185.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura16.png 1051w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"115\"><strong>Objetivo I<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"112\"><strong>Atividades <\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"111\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"102\"><strong>Parceiros <\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"89\"><strong>Metas <\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffc175; text-align: center;\" width=\"85\"><strong>Prazos <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"115\">Fomentar a articula\u00e7\u00e3o interinstitucional<\/td>\n<td width=\"112\">Organizar Oficina de Trabalho com entidades Governamentais e N\u00e3o Governamentais<\/td>\n<td width=\"111\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"102\">Detran<\/p>\n<p>Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>CES<\/p>\n<p>ONGs<\/td>\n<td width=\"89\">1 Oficina Realizada<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Protocolo de inten\u00e7\u00f5es pactuado.<\/td>\n<td width=\"85\">At\u00e9 mar\u00e7o de XXXX<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"background-color: #ddffcc; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"100\"><strong>Objetivo II<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"102\"><strong>Atividades <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"111\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"102\"><strong>Parceiros <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"108\"><strong>Metas <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center;\" width=\"91\"><strong>Prazos <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"100\">Apoiar a capacita\u00e7\u00e3o das equipes de trabalhos dos munic\u00edpios priorit\u00e1rios<\/td>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"102\">Realiza\u00e7\u00e3o de Oficinas locorregionais<\/td>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"111\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"102\">Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Detran<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"108\">X Oficinas Realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X trabalhadores capacitados<\/td>\n<td style=\"background-color: #ffffff;\" width=\"91\">At\u00e9 maio de XXXX<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"97\"><strong>Objetivo III<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"113\"><strong>Atividades <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"111\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"102\"><strong>Parceiros <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"97\"><strong>Metas <\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #a3ddff;\" width=\"93\"><strong>Prazos <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"97\">Apoiar a constru\u00e7\u00e3o de Planos de A\u00e7\u00e3o Municipal no PVT<\/td>\n<td width=\"113\">Realizar oficinas de trabalho para estrutura\u00e7\u00e3o do planos com base nos dados epidemiol\u00f3gicos locais.<\/td>\n<td width=\"111\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"102\">Detran<\/p>\n<p>Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) e outras entidades<\/td>\n<td width=\"97\">Reduzir os acidentes graves e fatias em pelo menos 15% nos munic\u00edpios priorit\u00e1rios<\/td>\n<td width=\"93\">1 anos ap\u00f3s o in\u00edcio do plano<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 29px; background-color: #ffddc9; width: 696px;\" width=\"696\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 686px;\"><strong>R<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nRealizar a gest\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de enfrentamento a Viol\u00eancia no Tr\u00e2nsito, pactuado com os gestores e com sociedade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abordar a tem\u00e1tica da gest\u00e3o, h\u00e1 necessidade de retomarmos breve discuss\u00e3o sobre planejamento em sa\u00fade. Para Merhy (1995), o planejamento faz parte da vida do homem pelo menos em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas: como instrumento\/atividade dos processos de gest\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, pois nelas ocorre processo de trabalho; como pr\u00e1tica transformadora, determinando, assim, novas rela\u00e7\u00f5es sociais; e como m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o governamental, tendo em vista a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paim (2003) corrobora com o pensamento de Merhy (1995) ao considerar que, ao tempo que \u00e9 t\u00e9cnica, \u00e9 pol\u00edtica, \u00e9 econ\u00f4mica e \u00e9 ideol\u00f3gica, sendo o planejamento um processo de transforma\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o em outra, pois h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o de uma finalidade, uma utiliza\u00e7\u00e3o de saberes, t\u00e9cnicas e atividades que s\u00e3o determinadas por rela\u00e7\u00f5es sociais em determinada organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O planejamento \u00e9 considerado tamb\u00e9m como um modo de explicita\u00e7\u00e3o do que vai ser realizado, precisando ser identificado quando, onde, como, com quem e para que ser\u00e1 realizado. Nessa l\u00f3gica, o planejamento \u00e9 um compromisso com a a\u00e7\u00e3o (PAIM, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacadamente, o Planejamento no SUS \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o gestora que, al\u00e9m de requisito legal, \u00e9 um dos mecanismos importantes para assegurar a unicidade e os princ\u00edpios constitucionais do SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Plano de Sa\u00fade e as respectivas Programa\u00e7\u00f5es Anuais de Sa\u00fade (PAS) e o Relat\u00f3rio Anual de Gest\u00e3o (RAG) s\u00e3o instrumentos para o planejamento e a gest\u00e3o no \u00e2mbito do SUS, que se interligam sequencialmente, compondo um processo c\u00edclico de planejamento e gest\u00e3o para operacionaliza\u00e7\u00e3o integrada, solid\u00e1ria e sist\u00eamica do SUS. Portanto, no processo de planejamento do SUS, as diretrizes, os objetivos, as metas e os indicadores pactuados precisam estar postos nos Plano de Sa\u00fade, na PAS e no RAG, desde a sua elabora\u00e7\u00e3o, formaliza\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o, servindo como base para o monitoramento e a avalia\u00e7\u00e3o pelos entes federados nas tr\u00eas esferas de governo (CONASS, 2013 a e CONASS, 2013b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, para a tem\u00e1tica de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito ganhar legitimidade e car\u00e1ter institucional, \u00e9 necess\u00e1rio dialogar com o processo de constru\u00e7\u00e3o dos instrumentos de gest\u00e3o do SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, a s\u00edntese dos instrumentos de planejamento no SUS com as temporalidades e elementos estrat\u00e9gicos a serem observados a partir de sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc504907789\"><\/a><a name=\"_Toc504641246\"><\/a><strong>Quadro 6: Instrumentos de Planejamento<\/strong><strong> do SUS<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #ccffd5;\" width=\"151\"><strong>INSTRUMENTO<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #ccffd5;\" width=\"104\"><strong>TEMPORALIDADE<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center; background-color: #ccffd5;\" width=\"349\"><strong>ASPECTOS ESTRAT\u00c9GICOS<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">PLANO DE SA\u00daDE<\/td>\n<td width=\"104\">A cada 4 anos<\/td>\n<td width=\"349\">An\u00e1lise situacional do territ\u00f3rio, objetivos, diretrizes, metas, indicadores, aspectos do monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o durante o exerc\u00edcio do primeiro ano da gest\u00e3o em curso com execu\u00e7\u00e3o a partir do segundo da gest\u00e3o em curso at\u00e9 o primeiro ano da gest\u00e3o subsequente.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">PROGRAMA\u00c7\u00c3O ANUAL DE SA\u00daDE<\/td>\n<td width=\"104\">Anualmente<\/td>\n<td width=\"349\">Contempla a Programa\u00e7\u00e3o Geral das A\u00e7\u00f5es e Servi\u00e7os de Sa\u00fade, descrevendo as a\u00e7\u00f5es e respectivos recursos financeiros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">RELAT\u00d3RIO ANUAL DE GEST\u00c3O<\/td>\n<td width=\"104\">Anualmente<\/td>\n<td width=\"349\">Apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados vinculados a PAS, precisa conter as diretrizes, objetivos, indicadores do Plano de Sa\u00fade, an\u00e1lise da execu\u00e7\u00e3o financeira, recomenda\u00e7\u00f5es para revis\u00f5es do referido plano.<\/p>\n<p>Envio da resolu\u00e7\u00e3o de aprova\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio de gest\u00e3o municipal, relativo ao ano anterior, pelo Conselho Municipal de Sa\u00fade, \u00e0 CIB, at\u00e9 31 de maio do ano em curso.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Adaptado pela autora do <em>Manual de planejamento no SUS<\/em> (BRASIL, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, percebe-se a import\u00e2ncia dos instrumentos, n\u00e3o isoladamente, mas por sua interliga\u00e7\u00e3o, destacando-se a gest\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito, que precisa ser elaborado em conson\u00e2ncia com os instrumentos de gest\u00e3o do SUS, permitindo a articula\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os com base em:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Reconhecimento do problema que acomete a popula\u00e7\u00e3o com a mensura\u00e7\u00e3o da magnitude e da import\u00e2ncia das les\u00f5es e mortes causadas pelo tr\u00e2nsito. Identifica\u00e7\u00e3o dos fatores dos determinantes, condicionantes e fatores que aumentam o risco das les\u00f5es, incapacidades e mortes causadas pelo tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Identifica\u00e7\u00e3o dos grupos mais expostos;<\/li>\n<li>An\u00e1lise e defini\u00e7\u00e3o de quais estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o efetivas no \u00e2mbito da preven\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e a redu\u00e7\u00e3o das les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 obtida por estudos epidemiol\u00f3gicos avaliativos;<\/li>\n<li>Estrutura\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias e a avalia\u00e7\u00e3o e da efetividade dessas interven\u00e7\u00f5es no contexto em que est\u00e3o sendo aplicadas, bem como do custo-efetividade dessas interven\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No intuito de sistematizar as abordagens realizadas neste Guia, apresentamos, no Ap\u00eandice A e no B, um passo a passo no que tange \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito e \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR), respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424620\"><\/a><strong>5. <\/strong><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando os desafios existentes no enfrentamento \u00e0s les\u00f5es e mortes decorrentes dos acidentes de tr\u00e2nsito, h\u00e1 necessidade urgente de coopera\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria entre os tr\u00eas entes federados relacionados a diversos setores no sentido de buscar minimizar os impactos desse evento na vida das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil precisa avan\u00e7ar no desenvolvimento de um Pol\u00edtica P\u00fablica de \u00e2mbito nacional no sentido de construir um Plano Nacional de Mobilidade Urbana Sustent\u00e1vel que considere os determinantes sociais e induza o planejamento de estrat\u00e9gias, a\u00e7\u00f5es, interven\u00e7\u00f5es, de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es da ONU e da OMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O setor sa\u00fade, no decorrer dos \u00faltimos quase 10 anos, vem acumulando experi\u00eancia na \u00e1rea do tr\u00e2nsito, por\u00e9m, de acordo com OMS (2015), precisa aprimorar o sistema de vigil\u00e2ncia desses eventos, na assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas, nas a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, principalmente da Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e no fazer <em>advocacy<\/em> junto os demais setores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, o CONASS convida a todos os gestores a se engajarem em um movimento nacional de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no tr\u00e2nsito por meio da constru\u00e7\u00e3o de processos e a\u00e7\u00f5es que ter\u00e3o por base o Guia \u2013 Ideia: <strong>\u212e-<\/strong>TRANSITAR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424621\"><\/a><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><strong> BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALMEIDA, N. D.V.; LIMA, A. K. B.; ALBUQUERQUE, C.M.; ANTUNES, L. As rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e as percep\u00e7\u00f5es dos\/das motoristas no \u00e2mbito do sistema de tr\u00e2nsito. <strong>Psicol. cienc. prof<\/strong>. vol. 25, n. 2, p. 172-185, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDRADE, S. S. C.; JORGE, M. H. P. M. Interna\u00e7\u00f5es hospitalares por les\u00f5es decorrentes de acidente de transporte terrestre no Brasil, 2013: perman\u00eancia e gastos. <strong>Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade<\/strong>, v. 26, n. 1, p. 31-38, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BACCHIERI, G.; BARROS, A. J. D. Acidentes de tr\u00e2nsito no Brasil de 1998 a 2010: muitas mudan\u00e7as e poucos resultados. <strong>Rev. Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong>, vol. 45, n. 5, p. 949-963, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <strong>Pol\u00edtica Nacional de Redu\u00e7\u00e3o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol\u00eancias<\/strong>. 2001. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/acidentes.pdf\">http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/acidentes.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. <strong>Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade<\/strong>, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/politica_promocao_saude.pdf\">http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/politica_promocao_saude.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade. <strong>Tend\u00eancia e cen\u00e1rio da mortalidade por acidentes de transporte terrestre no Brasil, de 2000 a 2015<\/strong>. In: ____. <strong>Sa\u00fade Brasil \u2013 2017<\/strong>: uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e os desafios para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. Bras\u00edlia, 2018. p. 293-312.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade. Sa\u00fade Brasil 2015\/2016 \u2013 Acidentes de transporte terrestre no Brasil: caracteriza\u00e7\u00e3o das interna\u00e7\u00f5es (2014) e \u00f3bitos (2000 e 2014), tend\u00eancias e previs\u00f5es das taxas de mortalidade (2000 a 2020). In: ______. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade. <strong>Sa\u00fade Brasil<\/strong>: uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e da epidemia pelo v\u00edrus Zika e por outras doen\u00e7as transmitidas pelo Aedes aegypti. Bras\u00edlia, 2017a. p. 183-205.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. Universidade Federal de Goi\u00e1s. <strong>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/strong>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2017b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. <strong>Manual de planejamento no SUS<\/strong>. 1. ed. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade; 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade. Perfil e evolu\u00e7\u00e3o da morbimortalidade de acidentes de transporte terrestre \u2013 Brasil, 2004-2013. In: ____. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade. <strong>Sa\u00fade Brasil 2014<\/strong>: uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e das causas externas. Bras\u00edlia, 2015. p. 343-372. 2015a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade; Universidade Federal de Goi\u00e1s. <strong>Guia de implanta\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do Projeto Vida no Tr\u00e2nsito nos munic\u00edpios brasileiros<\/strong>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2015b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRASIL. Pol\u00edtica Nacional sobre o \u00c1lcool. <strong>Decreto n. 6.117, de 22 de maio de 2007<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/decreto\/d6117.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/decreto\/d6117.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRASIL. Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. <strong>Lei n. 11.705, de 19\/06\/2008 \u2013 \u201cLei Seca\u201d<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2008\/Lei\/L11705.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2008\/Lei\/L11705.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. <strong>Lei n. 13.614 de 11 de janeiro de 2018<\/strong>. Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Mortes e Les\u00f5es no Tr\u00e2nsito (Pnatrans). Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13614.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13614.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. ____. <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n. 740, de 12 de setembro de 2018<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/portal.imprensanacional.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/41419418\">http:\/\/portal.imprensanacional.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/41419418<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARDITA, J.; PIETRO, G. <strong>Estrat\u00e9gia de proatividade e parceria<\/strong>: um modelo de participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria para abordar seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito. Global Road Safety Partnership. Switzerland. 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO NACIONAL DE SECRET\u00c1RIOS DE SA\u00daDE (CONASS). <strong>Aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade<\/strong>. Bras\u00edlia: CONASS, 2011. Cole\u00e7\u00e3o Para Entender a Gest\u00e3o do SUS, 2011, vol. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Pactua\u00e7\u00e3o de diretrizes, objetivos, metas e indicadores para 2013-2015<\/strong>. [Internet] Bras\u00edlia, 2013a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/biblioteca\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/NT-04-2013-Metas-Indicadores.pdf\">http:\/\/www.conass.org.br\/biblioteca\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/NT-04-2013-Metas-Indicadores.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Diretrizes para o processo de planejamento e gest\u00e3o no \u00e2mbito do SUS<\/strong>. [Internet]. Bras\u00edlia, 2013b. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/NT-34-2013-Diretrizes-planejamento-no-SUS.pdf\">http:\/\/www.conass.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/NT-34-2013-Diretrizes-planejamento-no-SUS.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Semin\u00e1rio Internacional sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito<\/strong>. Bras\u00edlia, 2017. Conass Debate, v. 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSELHO NACIONAL DE SA\u00daDE (CNS). <strong>Plano Nacional de Sa\u00fade (2016-2019)<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/conselho.saude.gov.br\/ultimas_noticias\/2016\/docs\/planonacionalsaude_2016_2019.pdf\">http:\/\/conselho.saude.gov.br\/ultimas_noticias\/2016\/docs\/planonacionalsaude_2016_2019.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018<u>.<\/u><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CUNILL GRAU, N. La intersectorialidad en el gobierno y gesti\u00f3n de la pol\u00edtica social. In: <strong>Anais<\/strong> do X Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administraci\u00f3n P\u00fablica. Santiago\/Chile, out. 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DECLARA\u00c7\u00c3O DE BRAS\u00cdLIA. Segunda Confer\u00eancia Global de Alto N\u00edvel sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito: Tempo de Resultados. Bras\u00edlia, 18-19 de novembro de 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_traffic\/Final_Brasilia_declaration_PT.pdf\">http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_traffic\/Final_Brasilia_declaration_PT.pdf<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 18 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EMPRESA BRASILEIRA DE COMUNICA\u00c7\u00c3O (EBC). <strong>Acidentes de tr\u00e2nsito geram mais de 4,5 milh\u00f5es de indeniza\u00e7\u00f5es<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2018-05\/acidentes-de-transito-geram-mais-45-milhoes-de-indenizacoes\">http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2018-05\/acidentes-de-transito-geram-mais-45-milhoes-de-indenizacoes<\/a>&gt;. Publicado em:\u00a025 maio 2018, 15h32, por\u00a0Alana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil, Rio de Janeiro. Acesso em: 8 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FUNDA\u00c7\u00c3O OSWALDO CRUZ (Fiocruz). <strong>Documento base do Projeto<\/strong>: <strong>observat\u00f3rio dos ODS<\/strong>: Metodologias de Qualifica\u00e7\u00e3o das Pol\u00edticas do DAPES\/SAS\/MS. Um M\u00e9todo para o Planejamento e a Tomada de Decis\u00f5es no \u00e2mbito da Agenda 2030. CEE-FIOCRUZ, Rio de Janeiro, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOFFMANN, M. H.; CARBONELLI, E.; MONTORO, L. \u00c1lcool e seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito (II): a infra\u00e7\u00e3o e sua preven\u00e7\u00e3o. <strong>Psicol. cienc. prof<\/strong>., vol. 16, n. 2, p. 25-30V, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INOJOSA, R. M. Sinergia em pol\u00edticas e servi\u00e7os p\u00fablicos: desenvolvimento social com intersetorialidade. <strong>Cadernos FUNDAP<\/strong>, v. 22, p. 102-10, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INSTITUTO DE PESQUISA ECON\u00d4MICA APLICADA (IPEA). Divis\u00e3o de Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal. <strong>Acidentes de tr\u00e2nsito nas rodovias federais brasileiras<\/strong>: caracteriza\u00e7\u00e3o, tend\u00eancias e custos para a sociedade. Bras\u00edlia: Ipea, 2015. Relat\u00f3rio de pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MERHY, E. E. Planejamento como tecnologia de gest\u00e3o: tend\u00eancias e debates no planejamento e sa\u00fade no Brasil. <em>In<\/em>: GALLO, E. <strong>Raz\u00e3o e Planejamento, reflex\u00f5es sobre pol\u00edtica estrat\u00e9gia e liberdade<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco; 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MINTZBERG, H. <strong>Ascens\u00e3o e queda do planejamento estrat\u00e9gico<\/strong>. Porto Alegre: Bookman, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOREIRA, M. R. <em>et al<\/em>. Mortalidade por acidentes de transporte de tr\u00e2nsito em adolescentes e jovens, Brasil, 1996-2015: cumpriremos o ODS 3.6? <strong>Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva<\/strong>, vol. 23, n. 9, p. 2785-2796, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOGUEIRA, M. <strong>Um Estado para a sociedade civil<\/strong>: temas \u00e9ticos e pol\u00edticos da gest\u00e3o democr\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DE SA\u00daDE (OMS). <strong>58\u00aa Assembleia Mundial de Sa\u00fade. Item 13.1 da Agenda<\/strong>. Revis\u00e3o\u00a0do\u00a0Regulamento\u00a0Sanit\u00e1rio\u00a0Internacional, 2005. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.saude.pi.gov.br\/uploads\/divisa_document\/file\/104\/revisao_regulamento_sanitario_internacional.pdf\">http:\/\/www.saude.pi.gov.br\/uploads\/divisa_document\/file\/104\/revisao_regulamento_sanitario_internacional.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Sistemas de dados<\/strong>: um manual de seguran\u00e7a vi\u00e1ria para gestores e profissionais da \u00e1rea. Bras\u00edlia: OPAS, 2012b. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44256\/9789275717110_por.pdf?sequence=3\">http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44256\/9789275717110_por.pdf?sequence=3<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 30 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. Beber e dirigir. Manual de Seguran\u00e7a de Tr\u00e2nsito para Profissionais de Tr\u00e2nsito e de Sa\u00fade. 2007. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1484-beber-e-dirigir-prevencao-manual-seguranca-transito-para-profissionais-transito-e-saude-4&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965\">https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1484-beber-e-dirigir-prevencao-manual-seguranca-transito-para-profissionais-transito-e-saude-4&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Promovendo a defesa da seguran\u00e7a vi\u00e1ria e das v\u00edtimas de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito<\/strong>: um guia para organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44854\/9789248503320_por.pdf?sequence=8\">http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44854\/9789248503320_por.pdf?sequence=8<\/a>&gt;. Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Relat\u00f3rio global sobre o estado da seguran\u00e7a vi\u00e1ria 2015<\/strong>. Genebra: Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade; 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/Summary_GSRRS2015_POR.pdf\">http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/Summary_GSRRS2015_POR.pdf<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 8 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito<\/strong>: Manual de treinamento, 2011. 2011a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/prevencao_lesao_causadas_transito.pdf\">http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/prevencao_lesao_causadas_transito.pdf<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 10 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Caminhar com seguran\u00e7a<\/strong>: breve panorama sobre a seguran\u00e7a dos pedestres no mundo, 2011. 2011b. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1496-caminhar-com-seguranca-6&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965\">https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1496-caminhar-com-seguranca-6&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965<\/a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS (ONU). <strong>Agenda 2030<\/strong>: os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, 2015.\u00a0Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/pos2015\/\">https:\/\/nacoesunidas.org\/pos2015\/<\/a>&gt;. Acesso em: 8 nov. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O PAN-AMERICANA DA SA\u00daDE (OPAS). <strong>Relat\u00f3rio mundial sobre preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito<\/strong>: resumo. 2012a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1490-relatorio-mundial-sobre-a-prevencao-das-lesoes-causadas-pelo-transito-sumario-0&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965\">https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1490-relatorio-mundial-sobre-a-prevencao-das-lesoes-causadas-pelo-transito-sumario-0&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Seguran\u00e7a de pedestres<\/strong>: manual de seguran\u00e7a vi\u00e1ria para gestores e profissionais da \u00e1rea. Bras\u00edlia: Opas, 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/79753\/9789275718117_por.pdf?sequence=7\">http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/79753\/9789275718117_por.pdf?sequence=7<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Gest\u00e3o da velocidade<\/strong>: um manual de seguran\u00e7a vi\u00e1ria para gestores e profissionais da \u00e1rea. Bras\u00edlia, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <strong>Velocidade e acidentes de tr\u00e2nsito\/ANDI<\/strong>. Bras\u00edlia, 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1512-folder-velocidade-e-acidentes-transito-2&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965\">https:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1512-folder-velocidade-e-acidentes-transito-2&amp;category_slug=acidentes-e-violencias-086&amp;Itemid=965<\/a>&gt;. Acesso em: 18 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito nas Am\u00e9ricas<\/strong>. Washington, DC: Opas, 2016. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/Road_Safety_PAHO_Portuguese.pdf\">http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/Road_Safety_PAHO_Portuguese.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 8 out. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Salvar VIDAS<\/strong>: Pacote de medidas t\u00e9cnicas para a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito. Bras\u00edlia: Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade, 2018. Licen\u00e7a: CC BY-NC-SA 3.0 IGO. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/iris.paho.org\/xmlui\/bitstream\/handle\/123456789\/34980\/9789275320013-por.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\">http:\/\/iris.paho.org\/xmlui\/bitstream\/handle\/123456789\/34980\/9789275320013-por.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y<\/a>&gt;. Acesso em: 12 set. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PAIM, J. S. Epidemiologia e planejamento: a recomposi\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas epidemiol\u00f3gicas na gest\u00e3o do SUS. <strong>Ci\u00eancia e Sa\u00fade Colet<\/strong>., vol. 8, n. 2, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PAVARINO FILHO, R V. As Declara\u00e7\u00f5es de Moscou e Bras\u00edlia sobre a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito \u2013 um paralelo entre dois momentos no tema da sa\u00fade. <strong>Ci\u00eancia e Sa\u00fade Coletiva<\/strong>, v. 21, n. 12, p. 3649-3660, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PITANGA, C. V. F\u00e9 em Deus e p\u00e9 na t\u00e1bua: ou como e por que o tr\u00e2nsito enlouquece no Brasil. <strong>Horiz. antropol.<\/strong>, vol. 18, n. 37, p. 399-402, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PONCE, J. C.; LEYTON, V. Drogas il\u00edcitas e tr\u00e2nsito: problema pouco discutido no Brasil. <strong>Rev. psiquiatr. cl\u00edn<\/strong>., vol. 35(Supl. 1), n. 17, p. 65-69, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROZESTRATEN, R. J. A. A Psicologia Social e o tr\u00e2nsito. <strong>Psicol. cienc<\/strong>. <strong>Prof<\/strong>., vol. 6, n. 2, p. 22-23, 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SERRA, A. La gesti\u00f3n transversal: expectativas y resultados. In: <strong>IX Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administraci\u00f3n P\u00fablica<\/strong>, 2-5 Nov. Madrid, Espa\u00f1a, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILCOCK, D. Strategies for action. In: FIA Foundation for the automobile and Society. Share Responsibility for Safer Roads. <strong>Conference Proceedings<\/strong>, p. 56-61, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, L. A. L. A emerg\u00eancia da intersetorialidade como tema chave na an\u00e1lise de pol\u00edticas sociais. <strong>Anais<\/strong> do II F\u00f3rum Brasileiro de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Pol\u00edtica. S\u00e3o Carlos, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, M. M. A. <em>et al<\/em>. Projeto Vida no Tr\u00e2nsito \u2013 2010 a 2012: uma contribui\u00e7\u00e3o para a D\u00e9cada de A\u00e7\u00f5es para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011-2020 no Brasil. <strong>Epidemiologia e Servi\u00e7os de Sa\u00fade<\/strong>, Bras\u00edlia, v. 22, n. 3, p. 531-536, set. 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/scielo.iec.gov.br\/pdf\/ess\/v22n3\/v22n3a19.pdf\">http:\/\/scielo.iec.gov.br\/pdf\/ess\/v22n3\/v22n3a19.pdf<\/a>. Acesso em 12 set. 2018&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____ <em>et al<\/em>. Grupo T\u00e9cnico de Parceiros do Projeto Vida no Tr\u00e2nsito. Projeto Vida no Tr\u00e2nsito \u2013 2010 a 2012: uma contribui\u00e7\u00e3o para a D\u00e9cada de A\u00e7\u00f5es para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito 2011-2020 no Brasil. <strong>Epidemiol Serv. Sa\u00fade<\/strong>, vol. 22, n. 3, p. 531-536, jul.\/set., 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOARES, D. F. P. P.; MATHIAS, T. A. F.; SILVA, D. W; ANDRADE, S. M. Motociclistas de entrega: algumas caracter\u00edsticas dos acidentes de tr\u00e2nsito na regi\u00e3o sul do Brasil. <strong>Rev. Bras. Epidemiol<\/strong>. vol. 3, p. 435-444, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global <em>status<\/em> report on road safety: time for action. Geneva, 2009. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2009\">www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2009<\/a> or<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44122\/9789241563840_eng.pdf?sequence=1\">http:\/\/apps.who.int\/iris\/bitstream\/handle\/10665\/44122\/9789241563840_eng.pdf?sequence=1<\/a>&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Global status report on road safety 2013<\/strong>: supporting a decade of action. Geneva, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____. <strong>Global status report on road safety 2015<\/strong>. Geneva, 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/en\/\">http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2015\/en\/<\/a>&gt;. Acesso em: 5 set. 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424622\"><\/a><strong>AP\u00caNDICE A<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passo a Passo para Cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito <\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000; width: 933px;\" border=\"1\" width=\"933\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffdec2;\" width=\"168\"><strong>ETAPAS<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdec2;\" width=\"765\"><strong>ESTRAT\u00c9GIAS\/A\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #cfffdb; width: 168px;\" width=\"168\"><strong>1\u00aa: Da Prepara\u00e7\u00e3o <\/strong><\/td>\n<td width=\"765\">Cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho (GT) da SES com representantes das \u00e1reas de planejamento de vigil\u00e2ncia e redes de aten\u00e7\u00e3o. Este GT ser\u00e1 respons\u00e1vel pelas organiza\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es do setor sa\u00fade e dever\u00e1 compor a Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fbffb5; width: 168px;\" rowspan=\"4\" width=\"168\"><strong>2\u00aa: Da Estrutura\u00e7\u00e3o e Organiza\u00e7\u00e3o do <\/strong><\/p>\n<p><strong>Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"background-color: #fbffb5; width: 765px;\" width=\"765\"><strong>Estrat\u00e9gias para a organiza\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"765\">\u00d8\u00a0 Identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e refer\u00eancias estrat\u00e9gicas envolvidas com o tema dos acidentes e seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/p>\n<p>\u00d8\u00a0 Sensibiliza\u00e7\u00e3o de atores estrat\u00e9gicos: governador, representantes do Poder Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio, gestores da sa\u00fade, dos \u00f3rg\u00e3os de tr\u00e2nsito, da educa\u00e7\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o, demais atores estrat\u00e9gicos (comunidade, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamental (ONGs), iniciativa privada e outros) sobre a relev\u00e2ncia de prevenir, reduzir as les\u00f5es e mortes provocadas pelo tr\u00e2nsito \u2013 <em>Advocacy<\/em>.<\/p>\n<p>\u00d8\u00a0 Cria\u00e7\u00e3o de Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, constitu\u00eddo por meio de ato governamental (Decreto), preferencialmente subordinado a Casa Civil do Governador e capitaneado pelas estruturas de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e da sa\u00fade com organiza\u00e7\u00e3o colegiada.<\/p>\n<p>\u00d8\u00a0 Proposta de Composi\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito por meio do Decreto n. xxxxx\/2019. A comiss\u00e3o ser\u00e1 composta por representantes dos seguintes \u00f3rg\u00e3os e entidades:<\/p>\n<p>I \u2013 Secretaria de Estado da Sa\u00fade \u2013 SESA;<\/p>\n<p>II \u2013 Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o \u2013 SEED;<\/p>\n<p>III \u2013 Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito \u2013 DETRAN\/XX;<\/p>\n<p>IV \u2013 Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia de Tr\u00e2nsito \u2013 BPTRAN;<\/p>\n<p>V \u2013 Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Estadual \u2013 BPRV;<\/p>\n<p>VI \u2013 Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a P\u00fablica \u2013 Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p>\u00d8\u00a0 O Comit\u00ea poder\u00e1 ser organizado por eixos como: <strong>Legisla\u00e7\u00e3o, Fiscaliza\u00e7\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade<\/strong> (que poder\u00e1 contemplar subcomiss\u00f5es de acordo com a necessidade estadual e\/ou regional (exemplo: instituir uma subcomiss\u00e3o de an\u00e1lise de dados e a SES\/XX).<\/p>\n<p>\u00d8\u00a0 O Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito poder\u00e1 ser organizado tamb\u00e9m em Comit\u00eas Regionais ou Macrorregionais de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito facilitando a sua operacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>v <strong>Experi\u00eancias estaduais (Paran\u00e1, Pernambuco e Bahia) como exemplos na constitui\u00e7\u00e3o de Comit\u00eas Estaduais: <\/strong><\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424623\"><\/a>\u00b7 O governo do Estado de Sa\u00fade do Paran\u00e1, por meio do Decreto n. 8.389\/2013, instituiu a Comiss\u00e3o Estadual Intersetorial de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes e Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424624\"><\/a>\u00b7 O Governo do Estado de Pernambuco por meio do:<\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424625\"><\/a>\u00d8\u00a0 Decreto Estadual n. 36.568\/2011, criou o Comit\u00ea Estadual de Preven\u00e7\u00e3o aos Acidentes de Moto (CEPAM), e<\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424626\"><\/a>\u00d8\u00a0 Decreto n. 45.422 de 12\/2017, que criou os Comit\u00eas Regionais de Preven\u00e7\u00e3o aos Acidentes de Moto (CRPAM). A CRPAM da I Regi\u00e3o de Sa\u00fade (Regi\u00e3o Metropolitana)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424627\"><\/a>\u00b7 A Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba, com a Portaria n. 423\/GS, criou o Comit\u00ea<a name=\"_Toc531424628\"><\/a> Operativo para vigil\u00e2ncia e monitoramento dos Acidentes de Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424629\"><\/a>\u00b7 O governo do Estado da Bahia, pelo Decreto n. 17.952\/2017, criou o Comit\u00ea Gestor Estadual de Preven\u00e7\u00e3o aos Acidentes de Tr\u00e2nsito, que \u00e9 coordenado pelo Secret\u00e1rio de Estado da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a name=\"_Toc531424630\"><\/a>Destacam-se, al\u00e9m dos estados do Paran\u00e1, Pernambuco, Para\u00edba e Bahia, e os munic\u00edpios de Teresina, Campo Grande, Curitiba, Palmas, Belo Horizonte, Salvador, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais\/PR, Foz de Igua\u00e7u\/PR e Manaus e outros munic\u00edpios com iniciativas dessa a natureza.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fbffb5; width: 765px;\" width=\"765\"><strong>Atribui\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"765\">Para a constitui\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, sugerem-se as seguintes atribui\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Implementar a\u00e7\u00f5es que propiciem a melhoria das a\u00e7\u00f5es vinculadas a pol\u00edtica de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito no estado;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Promover a atua\u00e7\u00e3o conjunta e articulada dos \u00f3rg\u00e3os e entidades que o comp\u00f5e;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aprimorar na identifica\u00e7\u00e3o de demandas e a elei\u00e7\u00e3o de prioridades com base na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o inerente a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Difundir boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o envolvendo o tema da educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atuar de forma sincr\u00f4nica e articulada com os \u00f3rg\u00e3os que comp\u00f5em o comit\u00ea na perspectiva do respeito a suas compet\u00eancias;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Disseminar informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas oriundas dos diversos \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es do comit\u00ea, auxiliando na tomada de decis\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desenvolver a\u00e7\u00f5es que propiciem a qualifica\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es participes do comit\u00ea, incentivando o desenvolvimento de programas e projetos estrat\u00e9gicos;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Contribuir na elabora\u00e7\u00e3o e\/ou altera\u00e7\u00e3o de normas vigentes inerente a temas que envolvem o enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito;<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ampliar o di\u00e1logo com a sociedade por meio de a\u00e7\u00f5es educativas e uso das redes sociais; e<\/p>\n<p>\u00b7\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Realizar o Monitoramento Avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias de enfrentamento a morbimortalidade por acidentes de tr\u00e2nsito.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fbffb5; width: 168px;\" rowspan=\"2\" width=\"168\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fbffb5; width: 765px;\" width=\"765\"><strong>Funcionamento do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"765\">Do ponto de vista do funcionamento do Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito, destacam-se os seguintes aspectos:<\/p>\n<p>\u00b7 Organiza\u00e7\u00e3o e Pactua\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio de reuni\u00f5es mensais definidas no respectivo ato de instala\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00b7 A periodicidade das reuni\u00f5es do Comit\u00ea dever\u00e1 ser de acordo com a necessidade, por\u00e9m sugere-se que as reuni\u00f5es aconte\u00e7am mensal ou bimensalmente, havendo reuni\u00f5es extraordin\u00e1rias quando houver necessidade;<\/p>\n<p>\u00b7 Direito a voz e voto a todos os integrantes;<\/p>\n<p>\u00b7 Coordena\u00e7\u00e3o definida pelo poder executivo estadual, entre os representantes do governo estadual;<\/p>\n<p>\u00b7 Coordena\u00e7\u00e3o formalizada em ato normativo com mandato anual, com possibilidade de renova\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00b7 A coordena\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser compartilhada entre Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES) e Detran a exemplo do estado do Paran\u00e1; e<\/p>\n<p>\u00b7 O processo de organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e1 ser descentralizado em Comit\u00eas Regionais institu\u00eddos por Decreto estadual a exemplo de Pernambuco.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc531424631\"><\/a><strong>AP\u00caNDICE B<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passo a Passo para elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/strong><strong>\u00a0(\u212e-TRANSITAR)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Componentes Estrat\u00e9gicos para a constru\u00e7\u00e3o de Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR, com base no roteiro definido pelo Programa Vida no Tr\u00e2nsito (PVT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1- DO DIAGN\u00d3STICO SITUACIONAL:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico situacional sobre acidentes de tr\u00e2nsito, seguran\u00e7a vi\u00e1ria, an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de risco, por meio de um conjunto de informa\u00e7\u00f5es que proporcione ao gestor estadual a condi\u00e7\u00e3o de delinear o perfil do problema em seu territ\u00f3rio e em sua gest\u00e3o por meio de marcadores estrat\u00e9gicos. Esse diagn\u00f3stico ser\u00e1 constru\u00eddo a v\u00e1rias m\u00e3os por meio de uma vis\u00e3o sist\u00eamica da situa\u00e7\u00e3o e fundamentar\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (PAE).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2- OBJETIVO GERAL: <\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Apoiar a elabora\u00e7\u00e3o, a implanta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR), visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de les\u00f5es e mortes causadas pela viol\u00eancia no tr\u00e2nsito no Estado <strong>XXXX<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2<\/strong><strong>.1 OBJETIVOS ESPEC\u00cdFICOS:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Criar mecanismos para viabilizar a execu\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR);<\/li>\n<li>Fomentar a discuss\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR) e de Planos de A\u00e7\u00e3o Municipais;<\/li>\n<li>Desenvolver processo de capacita\u00e7\u00e3o das equipes t\u00e9cnicas que sustentam a implementa\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR);<\/li>\n<li>Qualificar e integrar os sistemas de informa\u00e7\u00e3o que trabalham com dados vinculados aos acidentes de tr\u00e2nsito;<\/li>\n<li>Identificar recursos no \u00e2mbito federal e estadual para a implementa\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR) e de Planos de A\u00e7\u00e3o Municipais;<\/li>\n<li>Desenvolver e fortalecer canais de Comunica\u00e7\u00e3o intra e intersetorial e com a sociedade civil envolvendo a tem\u00e1tica da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito; e<\/li>\n<li>Instituir um painel de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o para auxiliar no processo de acompanhem das a\u00e7\u00f5es do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3- METODOLOGIA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A metodologia utilizada ser\u00e1 a proposta por Cardita e Pietro (2010) \u2013 a Estrat\u00e9gia de Pro-atividade e Parceria (EPP). Essa metodologia j\u00e1 est\u00e1 sendo aplicada no Brasil desde de 2010 no PVT com bons resultados. Esse m\u00e9todo fundamenta-se na articula\u00e7\u00e3o intersetorial, qualifica\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de dados, planejamento integrado e monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o. Este Guia inicialmente ser\u00e1 focado nos fatores de risco definidos nacionalmente: velocidade excessiva e dire\u00e7\u00e3o e uso de \u00e1lcool, ficando aberto a alguma especificidade locorregional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura17.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18373 alignnone\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura17-300x232.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura17-300x232.png 300w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura17-400x309.png 400w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Captura17.png 570w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em> (BRASIL, 2017, p. 35)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Modelo de Matriz<\/strong><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>Abaixo um modelo de Matriz que pode auxiliar os gestores na estrutura\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR).<\/p>\n<table style=\"width: 45.9019%; border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 19.4444%;\" width=\"180\"><strong>Objetivo 1<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 18.5897%;\" width=\"170\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 15.5983%;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 16.0256%;\" width=\"146\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 17.094%;\" width=\"156\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #b3ffff; width: 11.5385%;\" width=\"104\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 19.4444%;\" width=\"180\">Criar mecanismos de gest\u00e3o para viabilizar a execu\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>(\u212e-TRANSITAR)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width: 18.5897%;\" width=\"170\">Oficinas de trabalho fomentar a articula\u00e7\u00e3o interinstitucional (governamental e n\u00e3o governamental)<\/p>\n<p>Incentivar parcerias locais com Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONGs)<\/td>\n<td style=\"width: 15.5983%;\" width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td style=\"width: 16.0256%;\" width=\"146\">Detran<\/p>\n<p>Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) e outras entidades<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width: 17.094%;\" width=\"156\">XX Subcomiss\u00f5es Operacionais criadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X Oficinas realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agenda de reuni\u00e3o definida<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td style=\"width: 11.5385%;\" width=\"104\">At\u00e9 3 meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"180\"><strong>Objetivo 2<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"170\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"152\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"151\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffedbf;\" width=\"104\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"180\">Fomentar a discuss\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR e de Planos de A\u00e7\u00e3o Municipais<\/td>\n<td width=\"170\">Realizar reuni\u00f5es com especialistas para o delineamento do plano<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Organizar Oficina de Trabalho com entidades Governamentais e N\u00e3o Governamentais para identificar prioridades<\/td>\n<td width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"152\">Detran<\/p>\n<p>Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Conselho Estadual de Sa\u00fade e ONGs<\/td>\n<td width=\"151\">X Oficinas realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X Reuni\u00f5es realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual elaborado e aprovado na CIB<\/td>\n<td width=\"104\">At\u00e9 5 meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"161\"><strong>Objetivo 3<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"180\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"151\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"151\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffdba8;\" width=\"106\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"161\">Desenvolver processo de capacita\u00e7\u00e3o de gestores\/equipes t\u00e9cnicas que sustentam a implementa\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR )<\/td>\n<td width=\"180\">Realiza\u00e7\u00e3o de Oficinas locorregionais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Confer\u00eancia (VC) por regi\u00e3o de sa\u00fade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fornecer apoio \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o das coordena\u00e7\u00f5es municipais do PVT<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o de atividades educativas e de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade nos munic\u00edpios priorit\u00e1rios e regi\u00f5es de sa\u00fade do Estado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o de F\u00f3rum sobre a tem\u00e1tica dos Acidentes de Tr\u00e2nsito e Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria<\/td>\n<td width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"151\">Universidades<\/p>\n<p>COSEMS<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Conselho Estadual de Sa\u00fade<\/p>\n<p>Detran<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"151\">X Oficinas realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X trabalhadores capacitados<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X V\u00eddeo confer\u00eancias (VC)<\/p>\n<p>realizadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 F\u00f3rum sobre a tem\u00e1tica dos Acidentes de Tr\u00e2nsito e Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria realizado<\/td>\n<td width=\"106\">At\u00e9 6 Meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"170\"><strong>Objetivo 5<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"161\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"170\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"142\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #fffec9;\" width=\"113\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"170\">Identificar recursos no \u00e2mbito federal e estadual para a implementa\u00e7\u00e3o Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento a Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito (\u212e-TRANSITAR e de Planos de A\u00e7\u00e3o Municipais<\/td>\n<td width=\"161\">Realizar levantamento de portarias que destinam recursos para o enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mapear as emendas parlamentares destinadas a programas e projetos vinculados ao enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Identificar nos or\u00e7amentos municipais propostas vinculadas ao enfrentamento a viol\u00eancia no tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"170\">COSEMS<\/p>\n<p>Detran<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF)<\/p>\n<p>Universidades<\/td>\n<td width=\"142\">XX Portarias catalogadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>XX Emendas identificadas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>XX propostas identificadas<\/td>\n<td width=\"113\">At\u00e9 3 meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"170\"><strong>Objetivo 6<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"171\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"160\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"161\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #c3e6f7;\" width=\"95\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"170\">Desenvolver e fortalecer Canais de Comunica\u00e7\u00e3o intra e intersetorial e com a sociedade civil envolvendo a tem\u00e1tica da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"171\">Identificar temas estrat\u00e9gicos para trabalhar com a tem\u00e1tica do tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>Realizar encontros com os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o para trabalhar temas inerentes o enfrentamento aos acidentes de tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>Definir plano de comunica\u00e7\u00e3o para o enfrentamento aos acidentes de tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"160\">COSEMS<\/p>\n<p>Detran<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF)<\/p>\n<p>Universidades<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"161\">XX Temas identificados<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>XX encontros realizados<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 Plano de comunica\u00e7\u00e3o definido<\/td>\n<td width=\"95\">At\u00e9 4 meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table style=\"border-color: #000000;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"170\"><strong>Objetivo 7<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"170\"><strong>Atividades<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"142\"><strong>Respons\u00e1vel<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"160\"><strong>Parceiros<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"161\"><strong>Metas<\/strong><\/td>\n<td style=\"background-color: #ffe0ab;\" width=\"94\"><strong>Prazos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"170\">Instituir um painel de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o para auxiliar no processo de acompanhamento<\/p>\n<p>das a\u00e7\u00f5es do PAE (\u212e-TRANSITAR)<\/td>\n<td width=\"170\">Realiza\u00e7\u00e3o de oficina de trabalho para discutir e elaborar o painel de monitoramento<\/td>\n<td width=\"142\">Comit\u00ea Estadual Interinstitucional de Preven\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito<\/td>\n<td width=\"160\">COSEMS<\/p>\n<p>Detran<\/p>\n<p>Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Capital<\/p>\n<p>Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF)<\/p>\n<p>Universidades<\/td>\n<td width=\"161\">1 proposta de painel de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o elaborada<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>X Boletins elaborados<\/td>\n<td width=\"94\">3 meses<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00ad\u00ad<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Site do G1 <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Brasil\/0,,MUL839165-5598,00-OMS+ATE+TRANSITO+MAT%20ARA+MAIS+QUE+AIDS+NO+MUNDO.html\">http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Brasil\/0,,MUL839165-5598,00-OMS+ATE+TRANSITO+MAT ARA+MAIS+QUE+AIDS+NO+MUNDO.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Destacam-se os estados do Paran\u00e1, Pernambuco, Para\u00edba e Bahia e os munic\u00edpios de Teresina, Campo Grande, Curitiba, Palmas, Belo Horizonte, Salvador, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais\/PR, Foz de Igua\u00e7u\/PR e Manaus e outros munic\u00edpios com iniciativas dessa natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> A atividade de reclassifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas \u00e9 realizada pela t\u00e9cnica de relacionamento probabil\u00edstico, utilizando o aplicativo Reclink.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Sugere-se a realiza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise para todos os mortos e, se houver um n\u00famero muito elevado de feridos graves, capaz de inviabilizar a an\u00e1lise de todos, deve-se deles extrair uma amostra aleat\u00f3ria para a an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Para conhecer a din\u00e2mica de constru\u00e7\u00e3o do QMI, consultar o <em>Guia Vida no Tr\u00e2nsito<\/em>, unidade 3 \u2013 An\u00e1lise de Fatores de Risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Coordenado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em uma articula\u00e7\u00e3o interministerial e parceria com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas), o Projeto Vida no Tr\u00e2nsito foi lan\u00e7ado em 2010 como parte da iniciativa internacional denominada\u00a0<em>Road Safety in Ten Countries<\/em>\u00a0(RS 10) sob a coordena\u00e7\u00e3o da OMS e formado por um cons\u00f3rcio de institui\u00e7\u00f5es, como:\u00a0<em>Association for Safe Internacional Road Travel<\/em>\u00a0(ASIRT);\u00a0<em>Centers for Sustainable Transport<\/em>\u00a0(EMBARQ);\u00a0<em>Global Road Safety Partnership <\/em>(GRSP);\u00a0<em>Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health<\/em>\u00a0(JHU) e\u00a0<em>World Bank Global Road Safety Facility<\/em>\u00a0(GRSF) e implantado, inicialmente, nas cidades de Belo Horizonte\/MG, Campo Grande\/MS, Curitiba\/PR, Palmas\/TO e Teresina\/PI. Em 2013 foi expandido para todas as capitais e munic\u00edpios com mais de um milh\u00e3o de habitantes e os munic\u00edpios de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais e Foz do Igua\u00e7u, ambos no Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Modelo de Matriz adaptada do Plano de A\u00e7\u00e3o do Componente Nacional do Projeto Vida no Tr\u00e2nsito (PVT) e da Plano de Trabalho da SES-PR Experi\u00eancia do PVT do Estado do Paran\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>APRESENTA\u00c7\u00c3O. INTRODU\u00c7\u00c3O. JUSTIFICATIVA. METODOLOGIA. \u212e-TRANSITAR. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS. REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS. AP\u00caNDICE A. AP\u00caNDICE B. APRESENTA\u00c7\u00c3O O presente Guia sobre Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de Tr\u00e2nsito tem como objetivo apoiar e orientar os gestores e t\u00e9cnicos das Secretarias Estaduais de Sa\u00fade na elabora\u00e7\u00e3o de um Plano de A\u00e7\u00e3o Estadual de Enfrentamento \u00e0 Morbimortalidade por Acidentes de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":107,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-18281","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/18281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18281"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/18281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18397,"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/18281\/revisions\/18397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}