{"id":18496,"date":"2019-11-11T15:05:11","date_gmt":"2019-11-11T17:05:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/?page_id=18496"},"modified":"2019-11-11T16:58:48","modified_gmt":"2019-11-11T18:58:48","slug":"capitulo-3-orientacoes-sobre-especificacoes-hardware-software-e-instalacoes-de-rede-e-elaboracao-de-termos-de-referencia-para-subsidiar-a-contratacao-de-servicos-ou-aquisicao-de-solucoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/capitulo-3-orientacoes-sobre-especificacoes-hardware-software-e-instalacoes-de-rede-e-elaboracao-de-termos-de-referencia-para-subsidiar-a-contratacao-de-servicos-ou-aquisicao-de-solucoes\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 3 \u2013 Orienta\u00e7\u00f5es sobre especifica\u00e7\u00f5es (hardware, software e instala\u00e7\u00f5es de rede) e elabora\u00e7\u00e3o de termos de refer\u00eancia para subsidiar a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou aquisi\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de TI para a gest\u00e3o estadual do SUS"},"content":{"rendered":"<p><a id=\"topo\" title=\"Topo da Pagina\" href=\"#\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6746\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1.png\" sizes=\"(max-width: 78px) 100vw, 78px\" srcset=\"https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1.png 78w, https:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/topo1-50x50.png 50w\" alt=\"topo\" width=\"78\" height=\"77\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Neste terceiro cap\u00edtulo, o principal objetivo \u00e9 demostrar aos gestores que a contrata\u00e7\u00e3o de hardware, software e instala\u00e7\u00f5es de rede passam por um momento de grande mudan\u00e7a, em que a aquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel atualmente.<\/p>\n<h3>Vamos Falar de Hardware<\/h3>\n<p>Apesar de termos software embarcado no t\u00edtulo deste cap\u00edtulo, ele foi mais amplamente discutido no cap\u00edtulo anterior, no qual falamos do modelo tanto de desenvolvimento de um software novo como da aquisi\u00e7\u00e3o de software de prateleira. Agora \u00e9 a vez de um elemento que tamb\u00e9m \u00e9 a base de todo o processo de tecnologia, ali\u00e1s, tem-se que a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo trin\u00f4mio hardware + software + \u201cpeopleware\u201d.<\/p>\n<p>Agora vamos falar o que \u00e9 hardware, gerar um conceito b\u00e1sico, apesar de poder ser dispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>Hardware \u00e9 o termo usado para designar circuitos e pe\u00e7as eletr\u00f4nicas em geral. \u00c9 um termo muito utilizado na inform\u00e1tica para definir as pe\u00e7as do computador. No caso da inform\u00e1tica em geral, os processadores s\u00e3o os hardwares mais conhecidos, os quais utilizam um sistema bin\u00e1rio para processar as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O sistema bin\u00e1rio \u00e9 um sistema em que toda a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 convertida em c\u00f3digos com os n\u00fameros zero e um. Os componentes de hardware no computador s\u00e3o sempre ligados entre si, e cada um tem uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que, juntos, tornam a computa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. O mesmo acontece com outros componentes de hardware, como celulares, aparelhos de m\u00fasica etc.<\/p>\n<p>Existem dois tipos de hardwares no computador: os internos e os externos.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia da troca de informa\u00e7\u00e3o entre os componentes de hardware, assim como a capacidade de armazenar dados de alguns, \u00e9 o que deixa um computador lento ou r\u00e1pido.<\/p>\n<ol>\n<li>Internos<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Processador: \u00e9 quem faz todas as escolhas l\u00f3gicas e processa os dados enviados pelo usu\u00e1rio, \u00e9 o &#8220;c\u00e9rebro&#8221; do computador.<\/li>\n<li>HD: armazena dados de forma permanente (n\u00e3o s\u00e3o apagados ao desligar o computador).<\/li>\n<li>Mem\u00f3ria RAM: \u00e9 uma unidade de armazenamento r\u00e1pido. Ela segura as informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo criadas ou manipuladas pelo usu\u00e1rio e manda para o processador. Quando o computador \u00e9 reiniciado, os dados da mem\u00f3ria RAM s\u00e3o apagados.<\/li>\n<li>Placa-m\u00e3e: \u00e9 o suporte para as pe\u00e7as, \u00e9 onde tudo fica conectado e interligado.<\/li>\n<li>Placa de V\u00eddeo: sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 gerar imagens a partir dos c\u00f3digos bin\u00e1rios enviados pelo processador e envi\u00e1-las para o monitor.<\/li>\n<\/ul>\n<ol start=\"2\">\n<li>Externos<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Monitor: gera a imagem transmitida pela placa de v\u00eddeo.<\/li>\n<li>Pendrive: \u00e9 um dispositivo de armazenamento de dados port\u00e1til, pode ser plugado em qualquer computador com porta USB.<\/li>\n<li>Teclado: serve para o usu\u00e1rio digitar as informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Outros: mouse, impressora, scanner, webcam, microfone&#8230;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com o avan\u00e7o atual dos componentes eletr\u00f4nicos, cada vez mais os computadores ficam potentes, e cada vez mais caros. Pe\u00e7as novas s\u00e3o lan\u00e7adas a cada dia, e os softwares, muitas vezes, n\u00e3o conseguem acompanhar essa atualiza\u00e7\u00e3o, utilizando todos os recursos que o hardware oferece (por exemplo, muitos processadores atuais possuem v\u00e1rios &#8220;n\u00facleos&#8221;, mas muitos softwares n\u00e3o est\u00e3o preparados para utilizar essa tecnologia, ent\u00e3o acabam usando apenas um &#8220;n\u00facleo&#8221; de cada vez).<\/p>\n<p>Adicionalmente, al\u00e9m dos hardwares que comp\u00f5em solu\u00e7\u00f5es de computadores, temos aqueles que comp\u00f5em outras solu\u00e7\u00f5es de inform\u00e1tica, como os hardwares de solu\u00e7\u00f5es de rede. Existem v\u00e1rios tipos nesse conjunto, e vamos abordar adiante como eles funcionam e se agrupam, mas o importante \u00e9 guardar que estamos sempre falando dessa parte f\u00edsica, essa parte que pode ser pass\u00edvel de patrim\u00f4nio, essa parte que pode ser estocada.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do problema de software para patrim\u00f4nio, o hardware n\u00e3o apresenta esse problema; \u00e9 apenas caso haja pe\u00e7as moveis ou partes para expans\u00e3o ou reposi\u00e7\u00e3o compradas separadamente que requer um invent\u00e1rio, mais eficiente e completo.<\/p>\n<p>Agora que temos fechada nossa defini\u00e7\u00e3o de hardware, vamos ao nosso objeto de estudo aqui que \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de hardwares, sejam eles servidores, esta\u00e7\u00f5es de trabalho, ativos de rede ou adicionais para complemento de trabalho. Na sequ\u00eancia, vamos falar do processo de instala\u00e7\u00e3o de redes.<\/p>\n<h3>Especifica\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas<\/h3>\n<p>A etapa mais importante de qualquer processo de aquisi\u00e7\u00e3o de produto ou servi\u00e7o \u00e9 a especifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que dever\u00e1 estar contida no processo licitat\u00f3rio. A especifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 um marco da sua necessidade evidente e \u00e9 o nivelador entre as ofertas dos fornecedores. Quando falamos de hardware, normalmente pensamos em existir mais de um fornecedor para aquele mesmo objetivo, e mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 mais de um fornecedor, haver\u00e1 sempre mais de uma empresa habilitada a poder vender praticando ofertas diferenciadas.<\/p>\n<p>Observe o parecer do TCU referente a um exagero que houve no detalhamento de especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas:<\/p>\n<blockquote><p>Em representa\u00e7\u00e3o, foram identificadas irregularidades em preg\u00e3o para registro de pre\u00e7os realizado para a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de TI. De acordo com a Unidade T\u00e9cnica, ficou caracterizado direcionamento do certame decorrente do detalhamento excessivo da especifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos equipamentos, que conduziria \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de fornecedores dos produtos de um \u00fanico fabricante.<\/p>\n<p>Apesar da irregularidade apontada, a Unidade T\u00e9cnica ponderou que todos os itens licitados foram adquiridos com economia de recursos, raz\u00e3o pela qual \u00e9 suficiente a expedi\u00e7\u00e3o de \u201cci\u00eancia\u201d \u00e0 unidade jurisdicionada para que previna novas ocorr\u00eancias assemelhadas. Analisando o caso, o Relator, no que se refere ao direcionamento, considerou n\u00e3o estar configurado. Sobre esse aspecto, observou que \u201co direcionamento na descri\u00e7\u00e3o do objeto caracteriza-se pela inser\u00e7\u00e3o, no instrumento convocat\u00f3rio, de caracter\u00edsticas at\u00edpicas dos bens ou servi\u00e7os a serem adquiridos (\u2026) Para mitigar tal risco, \u00e9 indispens\u00e1vel atentar para a li\u00e7\u00e3o contida no Ac\u00f3rd\u00e3o 2.383\/2014-TCU-Plen\u00e1rio, no sentido de que, <strong>em licita\u00e7\u00f5es para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, havendo no mercado diversos modelos que atendam completamente as necessidades da Administra\u00e7\u00e3o, deve o \u00f3rg\u00e3o licitante identificar um conjunto representativo desses modelos antes de elaborar as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e a cota\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, de modo a evitar o direcionamento do certame para modelo espec\u00edfico e a caracterizar a realiza\u00e7\u00e3o de ampla pesquisa de mercado<\/strong>\u201d. Ao concluir pela inexist\u00eancia de direcionamento, assim se manifestou \u201cno presente caso, entendo que o Diretor de Gest\u00e3o da TI do <em>omissis<\/em> logrou \u00eaxito em esclarecer que modelos de outros fabricantes teriam sido analisados \u00e0 \u00e9poca da elabora\u00e7\u00e3o do termo de refer\u00eancia para a composi\u00e7\u00e3o da configura\u00e7\u00e3o solicitada, sendo que seis fabricantes teriam condi\u00e7\u00f5es de atender ao que foi especificado para cada item (pe\u00e7a 30, p. 4-7). Al\u00e9m disso, o respons\u00e1vel apresentou justificativa tecnicamente aceit\u00e1vel para algumas das caracter\u00edsticas impugnadas (pe\u00e7a 30, p. 8-16). (\u2026) 20. <strong>A descri\u00e7\u00e3o do objeto de forma a atender \u00e0s necessidades espec\u00edficas da entidade promotora do certame n\u00e3o configura direcionamento da licita\u00e7\u00e3o, mormente quando n\u00e3o h\u00e1 no edital a indica\u00e7\u00e3o de marca espec\u00edfica e quando se verifica no mercado a exist\u00eancia de outros modelos que poderiam atender completamente as especifica\u00e7\u00f5es descritas no edital<\/strong>\u201d. Apesar de afastar a ocorr\u00eancia do direcionamento, o Relator entendeu pela parcial proced\u00eancia da representa\u00e7\u00e3o devido \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de outras ocorr\u00eancias. (TCU, Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 2.829\/2015 \u2013 Plen\u00e1rio)<\/p><\/blockquote>\n<h3>Esta\u00e7\u00f5es de trabalho<\/h3>\n<p>O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico criou uma grande variedade de terminologia para produtos muito semelhantes. Desktops, PCs ou esta\u00e7\u00f5es de trabalho cont\u00eam componentes similares, e n\u00e3o diferem em seus usos. Com isso, tornou-se muito comum encontrar produtos que antes eram apenas de uso empresarial em uso dom\u00e9stico \u2013 \u00e9 bem comum termos um computador pessoal em casa \u2013; esse efeito comercial ganhou o nome de consumeriza\u00e7\u00e3o. Com o efeito da consumeriza\u00e7\u00e3o, a maioria das pessoas hoje possui um computador pessoal em casa, e provavelmente com uma configura\u00e7\u00e3o que pode ser melhor que a da sua esta\u00e7\u00e3o de trabalho, onde ele vai passar grande parte do dia. Isso sempre vai gerar o efeito comparativo e desafiador. O que essas pessoas n\u00e3o entendem \u00e9 que aquele computador pessoal ficar\u00e1 ligado apenas uma ou duas horas em dias alternados, enquanto esse ficar\u00e1 8 horas a 10 horas de segunda a sexta, e na primeira \u201cpiscada\u201d que ele der, haver\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o para o suporte com uma reclama\u00e7\u00e3o para o suporte de sua performance.<\/p>\n<p>Sem sombra de d\u00favida, para um processo licitat\u00f3rio, o de escolha de esta\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e9 o que mais vai lhe dar trabalho e dor de cabe\u00e7a, uma vez que muitas empresas est\u00e3o qualificadas a serem prestadoras do seu servi\u00e7o. Inicialmente, vamos esclarecer um pouco quanto ao formato.<\/p>\n<h3>Formato<\/h3>\n<p>O formato de um computador ajuda na sua defini\u00e7\u00e3o de uso. Sua caracter\u00edstica de portabilidade pode ser um limitador de seu potencial computacional, ganha em versatilidade e perde em processamento e mem\u00f3ria na maioria das vezes. Abaixo as principais classifica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<h4>Desktops<\/h4>\n<p>Computadores desktops, em compara\u00e7\u00e3o com outras formas de computadores, s\u00e3o destinados a permanecer em uma posi\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de laptops, que s\u00e3o dispositivos m\u00f3veis. Um sistema desktop normalmente consiste em um monitor e uma torre. Organiza\u00e7\u00f5es compram desktops para entretenimento, neg\u00f3cios e uso geral.<\/p>\n<h4>Workstations<\/h4>\n<p>Postos de trabalho, como computadores de mesa, permanecem parados durante todo o uso. A principal diferen\u00e7a entre as esta\u00e7\u00f5es de trabalho e os desktops est\u00e1 no hardware. Hardware da esta\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e9 combinado especificamente para fornecer um melhor desempenho para aplica\u00e7\u00f5es de uso intensivo. Os usos comuns para as esta\u00e7\u00f5es de trabalho incluem edi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e de v\u00eddeo, bem como aplicativos de dados de alto volume.<\/p>\n<h4>Laptops<\/h4>\n<p>Muito conhecidos tamb\u00e9m como notebooks, s\u00e3o computadores port\u00e1teis, com bateria para lhe dar autonomia e movimenta\u00e7\u00e3o. Normalmente contam com a op\u00e7\u00e3o de trackpad ao inv\u00e9s de um mouse, seus monitores j\u00e1 vem acoplados e, quando fechados, ficam um pouco maiores que um caderno universit\u00e1rio. Geralmente apresentam poder computacional reduzido, contudo tem-se tornado um grande objeto de demanda, uma vez que agora o trabalho est\u00e1 em todo local, especialmente para os profissionais que viajam pelas cidades. Junto com essa tecnologia, vieram novos desafios, como, por exemplo, como cuidar da seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que essa informa\u00e7\u00e3o viaja com seus donos, e como garantir seus backups seguros.<\/p>\n<h3>Sistema Operacional<\/h3>\n<p>Agora que j\u00e1 falamos do formato, vamos falar de outra vari\u00e1vel que \u00e9 fundamental na defini\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho, seu sistema operacional. A defini\u00e7\u00e3o do sistema operacional deve estar diretamente ligada \u00e0 atividade que o profissional vai executar, n\u00e3o ao seu desejo pessoal; ela deve estar ligada ao ecossistema da organiza\u00e7\u00e3o e deve ser suportada pela equipe de TICS. N\u00e3o se esque\u00e7a de incluir o sistema operacional em seu processo de compra, esse tipo de licen\u00e7a de uso \u00e9 conhecido como OEM, ou seja, \u00e9 um tipo de licenciamento espec\u00edfico para o computador: enquanto ele estiver funcional, a licen\u00e7a \u00e9 v\u00e1lida e n\u00e3o pode ser transferida para um outro computador.<\/p>\n<h4>PC ou Windows<\/h4>\n<p>Os <em>Personal Computers<\/em> (PC) s\u00e3o os computadores comuns que voc\u00ea conhece. Se voc\u00ea tiver idade suficiente, esse termo certamente o lembrar\u00e1 de algum antigo computador IBM. Os PC s\u00e3o muito populares por terem um padr\u00e3o aberto, possibilitando que diversas empresas possam produzir o hardware. S\u00e3o os mais utilizados por empresas e para uso dom\u00e9stico. No entanto, como surgiram e por que me lembro da IBM?<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, computadores eram geralmente m\u00e1quinas grandes fechadas e pouco modulares (e muito caras tamb\u00e9m), sendo muito dif\u00edcil a substitui\u00e7\u00e3o, troca ou upgrade de uma capacidade qualquer da m\u00e1quina. Isso foi revolucionado pela Apple, em 1976, com o lan\u00e7amento do Apple I e com a populariza\u00e7\u00e3o das placas-m\u00e3e, que consiste em uma grande placa de circuito impresso base, que permitiram a inser\u00e7\u00e3o de pequenos m\u00f3dulos que poderiam ser facilmente trocados.<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica permitiu a populariza\u00e7\u00e3o desses m\u00f3dulos por muitos fabricantes, barateando componentes e facilitando o acesso aos PC por todos n\u00f3s. Essa modularidade de seus componentes permanece at\u00e9 hoje, o que torna os PC t\u00e3o populares. Componentes podem ser facilmente trocados ou substitu\u00eddos \u2013 placa-m\u00e3e, placa de v\u00eddeo, som e rede, mem\u00f3ria RAM ou disco r\u00edgido \u2013 expandindo sua utiliza\u00e7\u00e3o. O sistema operacional predominante nesse tipo de aparelho \u00e9 o Windows, da Microsoft, havendo ainda uma comunidade bem ativa de usu\u00e1rios Linux e raras exce\u00e7\u00f5es com sistemas operacionais alternativos.<\/p>\n<h4>E o Mac?<\/h4>\n<p>O termo <em>Mac<\/em> \u00e9 utilizado de maneira gen\u00e9rica para identificar os computadores da Apple (desktops e notebooks) ou simplesmente para referenciar-se a m\u00e1quinas com sistema operacional <em>MacOS<\/em>. A classifica\u00e7\u00e3o <em>Mac<\/em> na verdade \u00e9 apenas um subg\u00eanero do PC, j\u00e1 que ambos s\u00e3o computadores pessoais, sendo, inclusive, a pr\u00f3pria Apple considerada m\u00e3e dos computadores pessoais com o lan\u00e7amento do Apple I.<\/p>\n<p>Inicialmente, <em>Macs<\/em> utilizavam processadores \u00fanicos, o que diferenciava de maneira significativa dos demais computadores em termos de hardware, algo que foi mudando com o tempo. A diferencia\u00e7\u00e3o PC e Mac passou a surgir ap\u00f3s grandes campanhas publicit\u00e1rias da IBM na d\u00e9cada de 1980, que diferenciava seus computadores como tal. Em fun\u00e7\u00e3o disso, ocorreu essa diferencia\u00e7\u00e3o de mercado (e n\u00e3o t\u00e9cnica, lembrando bem), sendo at\u00e9 hoje o termo PC muito relacionado a esse per\u00edodo e, de maneira geral, referido a antigos computadores pessoais IBM. \u00c9 por isso que a palavra PC lhe traz aquele IBM Aptiva na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os <em>Macs<\/em> passaram a utilizar processadores Intel, que tamb\u00e9m est\u00e3o presentes em grande parte dos demais PC. Com essa similaridade de hardware, o diferencial dos produtos Apple torna-se principalmente a interface do sistema e sua otimiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao hardware, al\u00e9m de, \u00e9 claro, o design de seus produtos.<\/p>\n<p>Antigamente, poder-se-ia afirmar que ter computadores <em>Mac<\/em> em sua rede administrativa seria um desafio, mas os tempos mudaram. Os protocolos de rede hoje permitem que os computadores se falem entre si de forma mais transparente, n\u00e3o \u00e9 mais incomum ter na \u00e1rea de marketing um departamento de cria\u00e7\u00e3o rodando totalmente com <em>Macs<\/em>.<\/p>\n<h3>Processador<\/h3>\n<p>O processador \u00e9 a parte mais importante de um computador. Ele \u00e9 um componente determinante para a performance da esta\u00e7\u00e3o de trabalho. Diferentemente do que veremos nas configura\u00e7\u00f5es de servidores, as esta\u00e7\u00f5es de trabalho ser\u00e3o geralmente monoprocessadas (ter\u00e3o apenas uma pastilha). Por\u00e9m, as tecnologias de hoje evolu\u00edram a ponto de haver nessa \u00fanica pastilha v\u00e1rios n\u00facleos, que trabalham de forma a parecer que o computador tem mais de um processador trabalhando ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A escolha de um processador deve sempre ser pensada a partir da tarefa que este computador ter\u00e1. Como veremos adiante, provavelmente haver\u00e1 a necessidade de criar uma escala do tipo esta\u00e7\u00e3o de trabalho b\u00e1sica, intermedi\u00e1ria e avan\u00e7ada.<\/p>\n<h3>Mem\u00f3ria<\/h3>\n<p>Este \u00e9 outro componente que tamb\u00e9m faz diferen\u00e7a na performance da esta\u00e7\u00e3o de trabalho. A mem\u00f3ria RAM do computador deve ser compat\u00edvel com o conjunto de aplicativos que o usu\u00e1rio vai trabalhar; economia nesse recurso normalmente se prova contraproducente, e n\u00e3o \u00e9 raro ver casos em que \u00e9 necess\u00e1rio pensar em expans\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias adicionais para esta\u00e7\u00f5es de trabalho. Nesse caso, como no caso do processador, vale a pena pensar bastante em tr\u00eas tipos de configura\u00e7\u00e3o: b\u00e1sica, intermediaria e avan\u00e7ada.<\/p>\n<h3>Armazenamento<\/h3>\n<p>Armazenamento em esta\u00e7\u00f5es de trabalho, m\u00f3veis ou fixas, s\u00e3o desafios \u00e0 parte para gerenciar. Se o disco for pequeno demais, sempre h\u00e1 risco de haver problemas de armazenamento em um curto espa\u00e7o de tempo. Se o disco for grande demais, mas \u00fanico, sempre pode existir o risco de este ter um problema. Se o usu\u00e1rio, mesmo que advertido para salvar seus documentos em discos de rede, o fez somente no disco local, pode perder seu conte\u00fado. Existe tamb\u00e9m o risco de seguran\u00e7a, quando isso for feito em um disco m\u00f3vel.<\/p>\n<p>Seja como for, existem hoje dois grandes grupos de discos para esta\u00e7\u00f5es de trabalho: os discos s\u00f3lidos, mais caros e de menor capacidade, por\u00e9m muito mais r\u00e1pidos, e os discos tradicionais \u201cspin\u201d, que s\u00e3o maiores, mais baratos, contudo mais lentos. Sua escolha sempre deve ser orientada ao uso, lembrando que a melhor pol\u00edtica ser\u00e1 sempre orientar ao usu\u00e1rio que seus documentos principais devem estar salvos na rede corporativa, de forma que, se um disco desse equipamento, que n\u00e3o apresenta redund\u00e2ncia, falhar, ele n\u00e3o perder\u00e1 todo seu trabalho.<\/p>\n<h3>Monitor<\/h3>\n<p>Essa \u00e9 a grande vitrine de um computador: enquanto seu gabinete corre para debaixo da mesa, essa, sim, \u00e9 a parte vis\u00edvel e de contato humano. H\u00e1 a necessidade de um estudo adequado quanto \u00e0s necessidades de um monitor, pois, para cada uso, h\u00e1 um monitor espec\u00edfico. Hoje o mercado oferece uma gama gigantesca de produtos, e tudo que n\u00e3o queremos \u00e9 acabar de entregar um computador novinho em folha para um usu\u00e1rio e o ver perguntar para o colega do lado se ele tem um livro antigo para colocar de apoio, para o monitor ficar em uma altura mais adequada.<\/p>\n<p>Vamos a algumas caracter\u00edsticas de um bom monitor:<\/p>\n<ul>\n<li>Pixel: unidade m\u00ednima represent\u00e1vel em um monitor. Os monitores podem apresentar pixels mortos ou atascados. Notam-se porque aparecem em branco. Mais comum em port\u00e1teis.<\/li>\n<li>Tamanho de ponto (ou dot pitch): o tamanho de ponto \u00e9 o espa\u00e7o entre dois f\u00f3sforos coloridos de um pixel. \u00c9 um par\u00e2metro que mede a nitidez da imagem, calculando a dist\u00e2ncia entre dois pontos da mesma cor; resultado fundamental em grandes resolu\u00e7\u00f5es. Os tamanhos pequenos produzem imagens mais uniformes. Um monitor de 14 polegadas costuma ter um tamanho de ponto de 0,28 mm ou menos. Em certas ocasi\u00f5es, \u00e9 diferente em vertical que em horizontal, ou se trata de um valor m\u00e9dio, dependendo da disposi\u00e7\u00e3o particular dos pontos de cor na tela, bem como do tipo de grade empregada para dirigir os fazes de el\u00e9trons.<\/li>\n<li>\u00c1rea \u00fatil: o tamanho da tela n\u00e3o coincide com a \u00e1rea real que se utiliza para representar os dados.<\/li>\n<li>\u00c2ngulo de vis\u00e3o: \u00e9 o m\u00e1ximo \u00e2ngulo emque se pode ver o monitor sem que se degrade demasiado a imagem. Mede-se em graus.<\/li>\n<li>Lumin\u00e2ncia: \u00e9 a medida de luminosidade, medida em Candela.<\/li>\n<li>Tempo de resposta: tamb\u00e9m conhecido como lat\u00eancia. \u00c9 o tempo que custa a um pixel passar de ativo (branco) a inativo (negro) e depois a ativo de novo.<\/li>\n<li>Contraste: \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o de brilho entre um pixel negro e um pixel branco que o monitor \u00e9 capaz de reproduzir. Algo bem como quantos tons de brilho tem o monitor.<\/li>\n<li>Coeficiente de contraste de imagem: refere-se ao &#8220;ao vivo&#8221; que resultam as cores pela propor\u00e7\u00e3o de brilho empregada. Quanto maior for o coeficiente, maior \u00e9 a intensidade das cores (30000:1 mostraria um colorido menos vivo que 50000:1).<\/li>\n<li>Consumo: quantidade de energia consumida pelo monitor, mede-se em Watts.<\/li>\n<li>Largura de banda: frequ\u00eancia m\u00e1xima que \u00e9 capaz de suportar o monitor.<\/li>\n<li>Hz ou frequ\u00eancia vertical: s\u00e3o dois valores entre os quais o monitor \u00e9 capaz de mostrar imagens est\u00e1veis na tela.<\/li>\n<li>Hz ou frequ\u00eancia horizontal: similar ao anterior, mas em sentido horizontal, para desenhar a cada uma das linhas da tela.<\/li>\n<li>Regulagem de altura: capacidade do pedestal de regular a altura do monitor e deixar com que a parte superior do monitor fique ergonomicamente na altura dos olhos do usu\u00e1rio (consulte o manual de ergonomia que deve acompanhar o monitor)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na atualidade, n\u00e3o h\u00e1 mais de se falar de monitores do tipo CRT (os antigos monitores de tubo que podem ainda serem encontrados) por serem grandes consumidores el\u00e9tricos, especialmente com o custo dos pain\u00e9is LCD e LED caindo de pre\u00e7o, mas qual escolher, LCD ou LED?<\/p>\n<h4>LCD<\/h4>\n<p>O monitor LCD \u00e9 formado por uma tela de cristal l\u00edquido iluminada por tr\u00e1s (backlight) por uma l\u00e2mpada CCFL (fluorescente), que emite luz branca e que ilumina as c\u00e9lulas de cores prim\u00e1rias (verde vermelha e azul).<\/p>\n<p>Vantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>Ideal para salas iluminadas: por ter uma imagem mais opaca que a de LED, devido \u00e0 pel\u00edcula sobre o cristal l\u00edquido, o monitor emite menos luz e diminui o efeito da ilumina\u00e7\u00e3o ambiente sobre os olhos.<\/li>\n<li>Ideal para imagens est\u00e1ticas: como as de filmes e jogos de computador mais lentos e para leitura e produ\u00e7\u00e3o de textos muito longos.<\/li>\n<li>Pre\u00e7o mais baixo: um pouco inferior ao dos monitores LED.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Desvantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>Imagem opaca e transl\u00facida: o que d\u00e1 menos brilho \u00e0 imagem.<\/li>\n<li>Menor defini\u00e7\u00e3o de cores: como a imagem \u00e9 mais opaca, as cores s\u00e3o menos reais.<\/li>\n<li>Oscila\u00e7\u00e3o de brilho: devido \u00e0 emiss\u00e3o de luz das l\u00e2mpadas CCFL oscilarem, o brilho da imagem tamb\u00e9m n\u00e3o se mant\u00e9m muito est\u00e1vel durante toda a transmiss\u00e3o.<\/li>\n<li>Uso de merc\u00fario.<\/li>\n<li>Maior gasto de energia.<\/li>\n<li>Mais espessas: devido \u00e0s l\u00e2mpadas CCFL, que s\u00e3o maiores que as LED.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>LED<\/h4>\n<p>Um monitor LED tem apar\u00eancia e funcionamento muito parecido com a do monitor LCD, a principal diferen\u00e7a \u00e9 o tipo de l\u00e2mpada usada no backlight (fundo do monitor) para gerar as imagens. Estas s\u00e3o geradas a partir da ilumina\u00e7\u00e3o de diodos de luz (as l\u00e2mpadas LED), que n\u00e3o levam merc\u00fario em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>Cores mais vivas e puras: como o cristal l\u00edquido filtra melhor esse tipo de luz, a defini\u00e7\u00e3o das cores \u00e9 melhor.<\/li>\n<li>N\u00e3o h\u00e1 perda de brilho: como a l\u00e2mpada de LED n\u00e3o oscila a emiss\u00e3o de luz, o brilho se mant\u00e9m por igual. Isso tamb\u00e9m possibilita uma regulagem de luz mais precisa.<\/li>\n<li>N\u00e3o h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o de cores durante a transmiss\u00e3o: como o brilho n\u00e3o oscila e as cores s\u00e3o bem definidas, n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7as dos tons reais da cor, nem mudan\u00e7as da cor de uma mesma imagem na transi\u00e7\u00e3o de cenas.<\/li>\n<li>N\u00e3o usam merc\u00fario: diferentemente das l\u00e2mpadas CCFL usadas no monitor LCD, as LED n\u00e3o usam merc\u00fario. Uma garantia de n\u00e3o polui\u00e7\u00e3o do solo ou das \u00e1guas no futuro.<\/li>\n<li>Podem ser mais finos que os LCD: alguns chegam a 3 cm de espessura.<\/li>\n<li>Baixo n\u00edvel de consumo de energia: at\u00e9 40% menor que um LCD.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Desvantagens:<\/p>\n<ul>\n<li>Pre\u00e7o mais elevado: n\u00e3o chega a ser uma desvantagem de fato, j\u00e1 que a economia de energia como tempo acaba compensando a diferen\u00e7a no valor.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Portas de Comunica\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o<\/h3>\n<p>As portas de comunica\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o s\u00e3o unidades que v\u00e3o se conectando \u00e0 CPU e permitem que novos perif\u00e9ricos possam ser conectados nessa esta\u00e7\u00e3o de trabalho. Sempre tenha em mente a utiliza\u00e7\u00e3o para que possa, no seu edital, prever que tipo de porta de comunica\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Portas de expans\u00e3o bem comuns s\u00e3o as interfaces de v\u00eddeo externas. Imagine o cen\u00e1rio em que a aquisi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de laptop para uso em projetores, e n\u00e3o se sabe ao certo quais projetores teremos pela frente, logo, quanto mais tipos de portas de v\u00eddeo tivermos, mais sucesso teremos na nossa jornada de conex\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da porta de v\u00eddeo, outra porta bastante comum e procurada s\u00e3o as sa\u00eddas USB; essas portas s\u00e3o extremamente multifuncionais, servindo de carregadores de telefones \u00e0 unidade de conex\u00e3o de pendrives para dados externos.<\/p>\n<p>De forma geral, quanto mais, melhor, quanto mais diversificado, melhor ainda, mas sempre orientado ao seu uso.<\/p>\n<h3>Acess\u00f3rios<\/h3>\n<p>Alguns acess\u00f3rios devem acompanhar a esta\u00e7\u00e3o de trabalho. Dois pelo menos s\u00e3o mandat\u00f3rios, o teclado e o mouse, e a qualidade deles conta, sim, afinal \u00e9 onde o usu\u00e1rio vai interagir por mais tempo. Algumas configura\u00e7\u00f5es costumam acompanhar caixas de som. Cuidado com esse tipo de configura\u00e7\u00e3o nas corpora\u00e7\u00f5es, pois, \u00e0s vezes, elas ganham uso diferente do original planejado.<\/p>\n<h3>Garantia e Suporte<\/h3>\n<p>Se h\u00e1 um ponto em que a escolha do fornecedor pode realmente fazer diferen\u00e7a est\u00e1 aqui. \u00c9o que, com certeza, separar\u00e1 os aventureiros das empresas s\u00e9rias e focadas em prestar servi\u00e7o de qualidade.<\/p>\n<p>As cl\u00e1usulas de garantia devem n\u00e3o s\u00f3 proteger os equipamentos, devem proteger toda uma estrutura de servi\u00e7o que agora dever\u00e1 ser atribu\u00edda a um terceiro.<\/p>\n<p>Vamos aos principais pontos da Garantia e Suporte:<\/p>\n<h4>Prazo<\/h4>\n<p>Aconselho que seja o prazo cont\u00e1bil para deprecia\u00e7\u00e3o dos ativos com seu setor de bem e materiais. Normalmente, isso \u00e9 em torno de 48 meses, logo, o suporte e a garantia devem ser no mesmo per\u00edodo. Como se trata de ativos de simples uso e manuten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o dever\u00e1 haver um custo alto por isso.<\/p>\n<h4>Local<\/h4>\n<p>\u00c9 fundamental que seja especificado o local a serem prestadas a garantia e o suporte, pois sua aus\u00eancia pode ser entendida como balc\u00e3o \u2013 o que significa que o \u00f4nus da retirada e recoloca\u00e7\u00e3o do equipamento \u00e9 do contratante. Especifique explicitamente que a garantia \u00e9 on-site, cite nominalmente quais endere\u00e7os dever\u00e3o ser atendidos e qual o hor\u00e1rio de funcionamento dessas unidades.<\/p>\n<h4>Tempo de Atendimento e Solu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Como estamos tratando de esta\u00e7\u00f5es de trabalho, a m\u00e9trica mais usual \u00e9 a de tempo de atendimento para solu\u00e7\u00e3o do problema, mas \u00e9 importante criar uma m\u00e9trica para tempo m\u00e1ximo de chamado aberto e substitui\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<h3>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o para o Edital<\/h3>\n<p>Esse ser\u00e1 sempre um desafio. Seja pela quantidade de fornecedores, seja pelo fator de consumeriza\u00e7\u00e3o, sempre haver\u00e1 descontentes e reclama\u00e7\u00f5es com esse processo. Para melhor atender a sua SES, pense em fazer com que o fornecedor, n\u00e3o a SES, mantenha um grupo de equipamentos novos como op\u00e7\u00e3o para troca imediata dispon\u00edvel; crie ao menos tr\u00eas grupos de equipamentos para o processo licitat\u00f3rio, algo como esta\u00e7\u00e3o de trabalho b\u00e1sico, intermedi\u00e1rio e avan\u00e7ado, ou, se a sem\u00e2ntica for um problema, n\u00edvel I, II e III, mas algo que possa subir o poder do processador, mem\u00f3ria e disco, pois s\u00e3o esses os componentes que v\u00e3o fazer diferen\u00e7a, de fato, em uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<h2>Servidor<\/h2>\n<p>Quando falamos de servidores, estamos falando de um grupo de computadores que tem um perfil de trabalho muito diferenciado. Eles normalmente s\u00e3o orientados a ficar ligados 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem nenhuma folga, normalmente com capacidade de fazer manuten\u00e7\u00e3o simples, como uma troca de fonte el\u00e9trica, sem a necessidade de se desligar o computador. Esse tipo de computador normalmente fica centralizado em uma estrutura capaz de fornecer a ele energia ininterrupta e refrigera\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n<p>Os servidores podem fornecer v\u00e1rias funcionalidades, muitas vezes chamados de &#8220;servi\u00e7os&#8221;, tais como a partilha de dados ou de recursos do sistema entre v\u00e1rios clientes, ou processamento de dados como um banco de dados. Um \u00fanico servidor pode servir v\u00e1rios clientes, e um \u00fanico cliente pode usar v\u00e1rios servidores. Um processo de cliente pode ser executado no mesmo dispositivo ou pode se conectar por meio de uma rede para um servidor em um dispositivo diferente.<\/p>\n<h3>Hardware<\/h3>\n<p>Servidores dedicados, que possuem uma alta requisi\u00e7\u00e3o de dados por partes dos clientes e que atuam em aplica\u00e7\u00f5es cr\u00edticas utilizam hardware espec\u00edfico para servidores. J\u00e1 servidores que n\u00e3o possuam essas atua\u00e7\u00f5es podem utilizar hardware de um computador comum.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, muitos servidores baseiam-se em entradas e sa\u00eddas de informa\u00e7\u00f5es (principalmente grava\u00e7\u00f5es e dele\u00e7\u00f5es de arquivos), o que implica interfaces de entrada e sa\u00edda e discos r\u00edgidos de alto desempenho e confiabilidade. O tipo de disco r\u00edgido mais utilizado possui o padr\u00e3o de alta performance, que permite a interliga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios perif\u00e9ricos, dispostos em arranjos RAID (\u201c<em>Redundant Array of Independent Disks<\/em>&#8221; &#8211; Conjunto Redundante de Discos Independentes).<\/p>\n<p>Devido a operar com muitas entradas e sa\u00eddas de informa\u00e7\u00f5es, os servidores necessitam de processadores de alta velocidade; algumas vezes, alguns servidores s\u00e3o multiprocessados, ou seja, possuem mais de um processador. Servidores tamb\u00e9m t\u00eam dispon\u00edvel uma grande quantidade de mem\u00f3ria RAM, sendo geralmente usada para \u201c<em>caching\u201d <\/em>de dados.<\/p>\n<p>Por ter que operar por muito tempo (frequentemente de maneira sem parada), alguns servidores s\u00e3o ligados a geradores el\u00e9tricos. Outros utilizam sistemas de alimenta\u00e7\u00e3o (por exemplo, o UPS) que continuam a alimentar o servidor caso haja alguma queda de tens\u00e3o.<\/p>\n<p>Ademais, por operar durante longos intervalos de tempo, e devido \u00e0 exist\u00eancia de um ou mais processadores de alta velocidade, os servidores precisam de um eficiente sistema de dissipa\u00e7\u00e3o de calor, o que implica \u201c<em>coolers\u201d<\/em> mais caros, mais barulhentos, por\u00e9m de maior efici\u00eancia e confiabilidade.<\/p>\n<p>Existem outros <em>hardwares<\/em> espec\u00edficos para servidor, especialmente placas, do tipo \u201c<em>hot swapping\u201d<\/em>, que permite a troca destes enquanto o computador est\u00e1 ligado, o que \u00e9 primordial para que a rede continue a operar.<\/p>\n<p>Discute-se muito sobre a utiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de um micro comum, o popular PC, como servidor e a necessidade de adquirir ou n\u00e3o um equipamento mais robusto para atuar como servidor. A resposta a essa quest\u00e3o depende da utiliza\u00e7\u00e3o do equipamento e da &#8220;criticidade&#8221; do servi\u00e7o que o servidor est\u00e1 executando. Em uma estrutura n\u00e3o cr\u00edtica, um computador comum pode ser usado como servidor. Note que o tamanho da rede n\u00e3o importa; por exemplo: uma empresa com tr\u00eas instrutores <em>on-line<\/em> na Internet tem tr\u00eas computadores e um deles \u00e9 o servidor de acesso \u00e0 Internet; se este servidor falha, o neg\u00f3cio da empresa est\u00e1 parado.<\/p>\n<p>Prevendo esse tipo de necessidade, os fabricantes de componentes de computadores desenvolvem placas mais robustas, aplicam uma engenharia mais elaborada de ventila\u00e7\u00e3o, redund\u00e2ncia de itens e capacidade de expans\u00e3o ampliada, para que o servidor possa garantir a disponibilidade do servi\u00e7o e a confiabilidade nele.<\/p>\n<p>Normalmente, a preocupa\u00e7\u00e3o em desenvolver servidores fica centrada em grandes fabricantes do mercado, que possuem equipes preparadas e laborat\u00f3rios com esse fim.<\/p>\n<h3>Sistemas Operacionais<\/h3>\n<p>Para que funcione um servidor, \u00e9 necess\u00e1rio que esteja instalado um sistema operacional que reconhe\u00e7a esse tipo de equipamento e de tarefa. Os sistemas operacionais para servidores atualmente se dividem em dois grandes grupos:<\/p>\n<ul>\n<li>Windows Server\n<ul>\n<li>Windows NT<\/li>\n<li>Windows Server 2008<\/li>\n<li>Windows Server 2012<\/li>\n<li>Windows Server 2016<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Varia\u00e7\u00f5es de Posix\n<ul>\n<li>Unix<\/li>\n<li>Linux<\/li>\n<li>Solaris<\/li>\n<li>FreeBSD<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em servidores, o sistema <em>Posix<\/em> e sistemas baseados neste (como Linux e Solaris) s\u00e3o os sistemas mais utilizados para aplica\u00e7\u00f5es como <em>Firewall <\/em>e servidor web, ao passo que o sistema <em>Windows<\/em> \u00e9 mais utilizado para Gerenciamento de Usu\u00e1rios e servi\u00e7os pela facilidade de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o (AD), mas essa verdade n\u00e3o \u00e9 absoluta nem \u00e9 uma regra de conduta.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que se entenda o prop\u00f3sito da aquisi\u00e7\u00e3o do servidor para que se escolha o melhor sistema operacional. Ambas as linhas t\u00eam vantagens e desvantagens em cada segmento.<\/p>\n<p>Agora que falamos do <em>hardware<\/em> e do sistema operacional de forma geral, vamos falar com um pouco mais de detalhes dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o e principais componentes que temos nesse tipo de equipamento.<\/p>\n<h3>Processador<\/h3>\n<p>Quando falamos de processador para servidor, falamos de algo que quase sempre vem no plural. Se ele n\u00e3o estiver no plural, por aceitar o multiprocessamento, ele estar\u00e1 no plural por falar na quantidade de n\u00facleos que existem em cada pastilha, independentemente do fabricante.<\/p>\n<p>O n\u00famero de processadores e sua velocidade afetam a capacidade do servidor de suportar aplicativos. Os processadores oferecem in\u00fameras op\u00e7\u00f5es de velocidade de \u201c<em>clock\u201d<\/em> (como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida a frequ\u00eancia com que o processador trabalha indicando a velocidade interna do processador), quantidade de n\u00facleos e tamanho de cache, permitindo que voc\u00ea escolha o servidor ideal para suas necessidades.<\/p>\n<p>Os processadores s\u00e3o diretamente proporcionais \u00e0 quantidade de atividades simult\u00e2neas que o computador pode fazer.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m de se prestar aten\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es de licenciamento de software uma vez que algumas plataformas suportam apenas um n\u00famero limitado de n\u00facleos ou faz uma cobran\u00e7a adicional quando o equipamento apresenta uma quantidade de n\u00facleos superior ao padronizado.<\/p>\n<h3>Mem\u00f3ria<\/h3>\n<p>A mem\u00f3ria RAM foi projetada para voc\u00ea ter acesso r\u00e1pido aos seus arquivos e documentos. A regra b\u00e1sica \u00e9 adicionar a maior quantidade de RAM poss\u00edvel. Quanto mais RAM dispon\u00edvel, mais opera\u00e7\u00f5es seu servidor ser\u00e1 capaz de gerenciar ao mesmo tempo, sem precisar acessar os discos r\u00edgidos.<\/p>\n<p>Da mesma forma que o processador, a mem\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 um componente que faz uma diferen\u00e7a dram\u00e1tica quando o assunto for virtualiza\u00e7\u00e3o uma vez que cada m\u00e1quina virtual ter\u00e1 sua por\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria alocada para trabalho.<\/p>\n<p>Diferentemente do processador, em que normalmente se adquire um servidor j\u00e1 com sua capacidade m\u00e1xima de processadores, a mem\u00f3ria, pela configura\u00e7\u00e3o atual dos servidores, deve estar com previsibilidade de expans\u00e3o. Nesse caso, tome cuidado para que os bancos de mem\u00f3ria n\u00e3o venham todos preenchidos com pentes de mem\u00f3ria de pequeno porte, o que, no caso de uma expans\u00e3o, obrigaria a um descarte da mem\u00f3ria atual, para uma aquisi\u00e7\u00e3o de novas mem\u00f3rias com capacidade mais concentrada.<\/p>\n<p>Um exemplo gen\u00e9rico: seu servidor tem capacidade para 512 gigabytes de mem\u00f3ria RAM e contem 16 slots para mem\u00f3ria, mas sua demanda atual, com uma eventual expans\u00e3o, \u00e9 de 128 gigabytes de mem\u00f3ria, seu servidor poder\u00e1 vir tanto com 4 pentes de 32 gigabytes de mem\u00f3ria, que completariam os 128 gigabytes de mem\u00f3ria, como tamb\u00e9m poderia vir com 32 pentes de 4 gigabytes de mem\u00f3ria, contudo, na segunda configura\u00e7\u00e3o, para uma expans\u00e3o, a mem\u00f3ria atual seria desprezada.<\/p>\n<h3>Armazenamento<\/h3>\n<p>Neste caso, vamos tratar do armazenamento interno no servidor.<\/p>\n<p>Essa modalidade de armazenamento interno no servidor, tamb\u00e9m conhecida como \u201cdisco na barriga do servidor\u201d, saiu de utiliza\u00e7\u00e3o por um longo per\u00edodo e voltou ao cen\u00e1rio recentemente, com o advento dos processos baseados em tecnologia de \u201ccluster de processamento de dados\u201d, em que cada computador \u00e9 um ponto do cluster, e ele tem vida pr\u00f3pria, inclusive para seu armazenamento local.<\/p>\n<p>Anteriormente, era bem comum que o servidor tivesse apenas os discos necess\u00e1rios para que inicializasse o sistema operacional, carregasse o sistema necess\u00e1rio, e todos os demais dados estariam armazenados em um dispositivo central de armazenamento.<\/p>\n<p>Esse conjunto local normalmente \u00e9 formado por uma controladora, discos locais que podem ou n\u00e3o estar montados em conjunto. Vamos detalhar esses componentes brevemente.<\/p>\n<h4>Controladora Serial ATA<\/h4>\n<p>Vamos falar um pouco da controladora Serial ATA que \u00e9 a mais comum para encontrar localmente em um servidor. Ela \u00e9 capaz de apresentar tr\u00eas velocidades distintas de transmiss\u00e3o, variando entre 1,5 GBits\/s, 3 GBits\/s e 6 GBits\/s. N\u00e3o confundir com o disco Serial ATA!<\/p>\n<p>Existem atualmente os seguintes tipos de discos para um sistema de armazenamento:<\/p>\n<h4>Disco Serial ATA (SATA)<\/h4>\n<p>O SATA foi projetado para substituir o antigo padr\u00e3o paralelo ATA (PATA) \u2013 geralmente chamado pelo antigo nome IDE \u2013 que oferece v\u00e1rias vantagens sobre a antiga interface: tamanho de cabo reduzido e baixo custo (7 condutores em vez de 40), \u201ctroca a quente\u201d nativa, transfer\u00eancia de dados mais r\u00e1pida por meio de taxa de sinal superior e transfer\u00eancia mais eficiente pelo protocolo em fila de E\/S. Em alguns sistemas sem um controlador, eles podem ser conectados por cabos, em vez de conex\u00f5es SATA conectadas diretamente na placa-m\u00e3e. Em servidores menores com um controlador, eles ainda podem ser conectados porque esses sistemas n\u00e3o ter\u00e3o um barramento de conex\u00e3o direta. Os discos r\u00edgidos n\u00e3o podem ter \u201ctroca a quente\u201d.<\/p>\n<h4>Nearline SAS<\/h4>\n<p><em>Nearline<\/em> SAS s\u00e3o unidades SATA empresariais com uma interface SAS, cabe\u00e7a, m\u00eddia e velocidade de rota\u00e7\u00e3o de classe empresarial tradicional, totalmente compat\u00edveis com a interface t\u00edpica SAS para unidades SAS cl\u00e1ssicas. Isso proporciona melhor desempenho e confiabilidade na SATA. Basicamente, \u00e9 um h\u00edbrido entre SATA e SAS.<\/p>\n<h4>SCSI Anexada Serial (SAS)<\/h4>\n<p>SAS \u00e9 um protocolo de comunica\u00e7\u00e3o utilizado nos discos r\u00edgidos e unidades de fita empresariais. SAS \u00e9 um protocolo serial ponto a ponto que substitui a antiga tecnologia de barramento SCSI paralela baseada (SCSI). Ele usa o conjunto de comandos padr\u00e3o SCSI. Esses t\u00eam conex\u00f5es extras por meio da parte superior da conex\u00e3o SATA. \u00c9 o que h\u00e1 de mais avan\u00e7ado em desempenho para unidades eletromec\u00e2nicas.<\/p>\n<h4>Unidade de Estado S\u00f3lido (SSD)<\/h4>\n<p>SSD \u00e9 um dispositivo de armazenamento que utiliza conjuntos de circuito integrado como mem\u00f3ria para armazenar dados de forma persistente. A tecnologia SSD utiliza interfaces eletr\u00f4nicas compat\u00edveis com unidades de disco r\u00edgido de entrada\/sa\u00edda (E\/S) de bloco tradicionais. Os SSD n\u00e3o utilizam nenhum componente mec\u00e2nico de movimenta\u00e7\u00e3o, o que os distingue dos discos magn\u00e9ticos tradicionais, como as unidades de disco r\u00edgido, que s\u00e3o dispositivos eletromec\u00e2nicos que cont\u00eam discos que giram e cabe\u00e7otes de leitura\/grava\u00e7\u00e3o m\u00f3veis. Em compara\u00e7\u00e3o com os discos eletromec\u00e2nicos, os SSD s\u00e3o, normalmente, menos suscet\u00edveis a choques f\u00edsicos, s\u00e3o silenciosos e requerem menos tempo de acesso e lat\u00eancia. Em geral, devido a esses recursos, as unidades SSD podem ser a E\/S mais r\u00e1pida no mercado hoje no formato padr\u00e3o de disco r\u00edgido.<\/p>\n<h3>RAID<\/h3>\n<p>RAID \u00e9 a sigla para <em>Redundant Array of Independent Disks<\/em> ou, em tradu\u00e7\u00e3o livre, algo como &#8220;Matriz Redundante de Discos Independentes&#8221;. Trata-se, basicamente, de uma solu\u00e7\u00e3o computacional que combina v\u00e1rios discos r\u00edgidos (HD) para formar uma \u00fanica unidade l\u00f3gica de armazenamento de dados.<\/p>\n<p>E o que \u00e9 unidade l\u00f3gica? Em poucas palavras, no que se refere a RAID, trata-se de fazer com que o sistema operacional enxergue o conjunto de HD como uma \u00fanica unidade de armazenamento, independentemente da quantidade de dispositivos que estiver em uso. Hoje, al\u00e9m de HD, \u00e9 poss\u00edvel montar sistemas RAID baseados em SSD.<\/p>\n<p>Fazer com que v\u00e1rias unidades de armazenamento trabalhem em conjunto resulta em muitas possibilidades:<\/p>\n<ul>\n<li>Se um HD sofrer danos, os dados existentes nele n\u00e3o ser\u00e3o perdidos, pois podem ser replicados em outra unidade (redund\u00e2ncia);<\/li>\n<li>\u00c9 poss\u00edvel aumentar a capacidade de armazenamento a qualquer momento com a adi\u00e7\u00e3o de mais HD;<\/li>\n<li>O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o pode se tornar mais r\u00e1pido, pois os dados s\u00e3o distribu\u00eddos a todos os discos;<\/li>\n<li>Dependendo do caso, h\u00e1 maior toler\u00e2ncia a falhas, pois o sistema n\u00e3o \u00e9 paralisado se uma unidade parar de funcionar;<\/li>\n<li>Um sistema RAID pode ser mais barato que um dispositivo de armazenamento mais sofisticado e, ao mesmo tempo, oferecer praticamente os mesmos resultados.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>N\u00edveis de RAID<\/h4>\n<p>Para que um sistema RAID seja criado, \u00e9 necess\u00e1rio utilizar, pelo menos, dois HD (ou SSD). Entretanto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m definir o n\u00edvel de RAID do sistema. Cada n\u00edvel possui caracter\u00edsticas distintas justamente para atender \u00e0s mais variadas necessidades. A seguir, os n\u00edveis mais comuns:<\/p>\n<h5>RAID 0 (zero)<\/h5>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como <em>\u201cstriping\u201d<\/em> (fracionamento), o n\u00edvel RAID 0 \u00e9 aquele em que os dados s\u00e3o divididos em pequenos segmentos e distribu\u00eddos entre os discos. Trata-se de um n\u00edvel que n\u00e3o oferece prote\u00e7\u00e3o contra falhas, j\u00e1 que nele n\u00e3o existe redund\u00e2ncia. Isso significa que uma falha em qualquer um dos discos pode ocasionar perda de informa\u00e7\u00f5es para o sistema todo, especialmente porque &#8220;peda\u00e7os&#8221; do mesmo arquivo podem ficar armazenados em discos diferentes.<\/p>\n<p>O foco do RAID 0 acaba sendo o desempenho, uma vez que o sistema praticamente soma a velocidade de transmiss\u00e3o de dados de cada unidade. Assim, pelo menos teoricamente, quanto mais discos houver no sistema, maior \u00e9 a sua taxa de transfer\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender o porqu\u00ea: como os dados s\u00e3o divididos, cada parte de um arquivo \u00e9 gravada em unidades diferentes ao mesmo tempo. Se esse processo acontecesse apenas em um \u00fanico HD, a grava\u00e7\u00e3o seria uma pouco mais lenta, j\u00e1 que teria que ser feita sequencialmente.<\/p>\n<p>Por ter essas caracter\u00edsticas, o RAID 0 \u00e9 muito utilizado em aplica\u00e7\u00f5es que lidam com grandes volumes de dados e n\u00e3o podem apresentar lentid\u00e3o, como tratamento de imagens e edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos.<\/p>\n<h5>RAID 1<\/h5>\n<p>O RAID 1 \u00e9, provavelmente, o modelo mais conhecido. Nele, uma unidade &#8220;duplica&#8221; a outra, isto \u00e9, faz uma &#8220;c\u00f3pia&#8221; da primeira, raz\u00e3o pela qual o n\u00edvel tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como \u201c<em>mirroring\u201d<\/em> (espelhamento). Com isso, se o disco principal falhar, os dados podem ser recuperados imediatamente porque existe c\u00f3pias no outro.<\/p>\n<p>Perceba que, por conta desta caracter\u00edstica, sistemas RAID 1 devem funcionar em pares, de forma que uma unidade sempre tenha um &#8220;clone&#8221;. Na pr\u00e1tica, isso significa que um sistema RAID composto por dois HD com 500 GB cada ter\u00e1 justamente essa capacidade, em vez de 1 TB.<\/p>\n<p>O n\u00edvel RAID 1 \u00e9 claramente focado na prote\u00e7\u00e3o dos dados, ou seja, n\u00e3o torna o acesso mais r\u00e1pido. Na verdade, pode at\u00e9 ocorrer uma ligeira perda de desempenho, uma vez que o processo de grava\u00e7\u00e3o acaba tendo que acontecer duas vezes, uma em cada unidade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar, no entanto, que o uso de RAID 1 n\u00e3o dispensa solu\u00e7\u00f5es de <em>backup<\/em>. Como a duplica\u00e7\u00e3o dos dados \u00e9 feita praticamente em tempo real, significa que, se uma informa\u00e7\u00e3o indevida for gravada na primeira unidade (como um v\u00edrus) ou se um arquivo importante for apagado por engano, o mesmo acontecer\u00e1 no segundo disco. Por isso, RAID 1 se mostra mais adequado para proteger o sistema de falhas &#8220;f\u00edsicas&#8221; das unidades.<\/p>\n<h5>RAID 0+1 e RAID 10<\/h5>\n<p>Tal como voc\u00ea j\u00e1 deve ter imaginado, o n\u00edvel RAID 0+1 \u00e9 um sistema &#8220;h\u00edbrido&#8221; (hybrid RAID), ou seja, que combina RAID 0 com RAID 1. Para isso, o sistema precisa ter, pelo menos, quatro unidades de armazenamento, duas para cada n\u00edvel. Assim, tem-se uma solu\u00e7\u00e3o RAID que considera tanto o aspecto do desempenho quanto o da redund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o chamada RAID 10 (ou RAID 1+0) de funcionamento semelhante. A diferen\u00e7a essencial \u00e9 que, no RAID 0+1, o sistema se transforma em RAID 0 em caso de falha; no RAID 1+0, o sistema assume o n\u00edvel RAID 1.<\/p>\n<h5>RAID 5<\/h5>\n<p>O RAID 5 \u00e9 outro n\u00edvel bastante conhecido. Nele, o aspecto da redund\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 considerado, mas de maneira diferente: em vez de existir uma unidade de armazenamento inteira como r\u00e9plica, os pr\u00f3prios discos servem de prote\u00e7\u00e3o. Desse modo, pode-se inclusive montar o sistema com quantidade \u00edmpar de unidades. No entanto, como isso \u00e9 poss\u00edvel? Com o uso de um esquema de paridade.<\/p>\n<p>Nesse m\u00e9todo de prote\u00e7\u00e3o, os dados s\u00e3o divididos em pequenos blocos. Cada um deles recebe um bit adicional \u2013 o bit de paridade \u2013 de acordo com a seguinte regra: se a quantidade de bits &#8216;1&#8217; do bloco for par, seu bit de paridade \u00e9 &#8216;0&#8217;; se a quantidade de bits &#8216;1&#8217; for \u00edmpar, o bit de paridade \u00e9 &#8216;1&#8217;.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es de paridade \u2013 assim como os pr\u00f3prios dados \u2013 s\u00e3o distribu\u00eddas entre todos os discos do sistema. Via de regra, o espa\u00e7o destinado \u00e0 paridade \u00e9 equivalente ao tamanho de um dos discos. Assim, um<em> \u201carray\u201d<\/em> formado por tr\u00eas HD de 500 GB ter\u00e1 1 TB para armazenamento e 500 GB para paridade.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, se em uma tarefa de verifica\u00e7\u00e3o o sistema constatar, por exemplo, que o bit de paridade de um bloco \u00e9 &#8216;1&#8217;, mas ali h\u00e1 uma quantidade par de bits, percebe que h\u00e1 um erro. Se houver apenas um bit com problema e se o sistema conseguir identific\u00e1-lo, conseguir\u00e1 substitu\u00ed-lo imediatamente. A restaura\u00e7\u00e3o dos dados poder\u00e1 ser feita inclusive depois de o HD ter sido trocado.<\/p>\n<p>Como exemplo, imagine um bloco de dados com os bits &#8216;110X&#8217; e paridade &#8216;1&#8217;. O X indica um bit perdido, mas ser\u00e1 que ele \u00e9 &#8216;0&#8217; ou &#8216;1&#8217;? Como a paridade \u00e9 &#8216;1&#8217;, significa que o bloco \u00e9 composto por quantidade \u00edmpar de bits &#8216;1&#8217;. Logo, se X fosse &#8216;0&#8217;, a paridade tamb\u00e9m deveria ser &#8216;0&#8217;, pois ali existiria quantidade par de bits &#8216;1&#8217;. Isso significa que o bit X s\u00f3 pode ser &#8216;1&#8217;.<\/p>\n<p>Durante a substitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel manter o sistema em funcionamento, principalmente com o uso de equipamentos que suportam \u201c<em>hot-swaping\u201d<\/em>, ou seja, a troca de componentes sem necessidade de desligamento do computador. Isso \u00e9 poss\u00edvel porque os dados s\u00e3o distribu\u00eddos entre todos os discos. Caso um falhe, o esquema de paridade permite recuperar os dados a partir das informa\u00e7\u00f5es existentes nas demais unidades.<\/p>\n<h5>RAID 6<\/h5>\n<p>O RAID 5 \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o bastante interessante para sistemas que precisam aliar redund\u00e2ncia com custos (relativamente) baixos, mas tem uma limita\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel: consegue proteger o sistema se apenas um disco apresentar falha.<\/p>\n<p>Uma maneira de lidar com isso \u00e9 acrescentando um recurso de nome <em>\u201chot-spare\u201d <\/em>ao sistema. Trata-se de um esquema em que um ou mais discos s\u00e3o acrescentados para ficar de reserva, entrando em a\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo uma unidade apresente problemas.<\/p>\n<p>Uma alternativa interessante \u00e9 o uso de RAID 6. Trata-se de uma especifica\u00e7\u00e3o mais recente e parecida com o RAID 5, mas com uma importante diferen\u00e7a: trabalha com dois bits de paridade. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel oferecer redund\u00e2ncia para at\u00e9 dois HD no sistema, em vez de apenas um.<\/p>\n<h5>JBOD (\u201c<em>Just a Bunch Of Disks\u201d<\/em>)<\/h5>\n<p>Quando o assunto \u00e9 RAID, voc\u00ea tamb\u00e9m pode ouvir falar de JBOD, sigla para \u201c<em>Just a Bunch Of Disks<\/em>\u201d (algo como &#8220;Apenas um Conjunto de Discos&#8221;). N\u00e3o se trata de um n\u00edvel de RAID, mas, sim, de um m\u00e9todo que simplesmente permite o uso em conjunto de dois ou mais HD (independentemente de sua capacidade), de forma a fazer com que o sistema operacional enxergue o arranjo como uma \u00fanica unidade l\u00f3gica.<\/p>\n<p>De fato, JBOD \u00e9 semelhante ao RAID, mas n\u00e3o possui foco em desempenho ou redund\u00e2ncia, considerando apenas o aumento da capacidade de armazenamento. Aqui, os dados s\u00e3o simplesmente gravados; e, quando um disco fica lotado, a opera\u00e7\u00e3o continua no outro. Dessa forma, se um HD sofrer danos, os dados existentes nos demais n\u00e3o s\u00e3o prejudicados.<\/p>\n<h5>Implementa\u00e7\u00e3o de RAID<\/h5>\n<p>Antigamente, montar sistemas RAID n\u00e3o era uma tarefa das mais simples, e seu uso normalmente se limitava a servidores. Hoje, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel implement\u00e1-los at\u00e9 mesmo em computadores pessoais, mesmo porque praticamente qualquer sistema operacional moderno (<em>Windows, Linux, Mac OS X<\/em>, entre outros) suporta esse recurso.<\/p>\n<p>A maneira mais f\u00e1cil de fazer isso \u00e9 adquirindo uma placa-m\u00e3e que conta com uma controladora RAID. Em poucas palavras, esse dispositivo, que pode funcionar com interfaces PATA, SATA ou SCSI, identifica as unidades de armazenamento conectadas e as fazem trabalhar como um sistema RAID. Sua configura\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 feita a partir do setup do BIOS, embora algum software de controle possa ser fornecido para funcionar no sistema operacional.<\/p>\n<p>Um sistema RAID tamb\u00e9m pode ser implementado via software, sem a necessidade de controladoras. Nesses casos, o gerenciamento todo \u00e9 feito a partir do sistema operacional, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio contar com uma boa configura\u00e7\u00e3o de hardware para que o computador n\u00e3o fique sobrecarregado.<\/p>\n<h3>Interfaces de Rede<\/h3>\n<p>A interface de rede \u00e9 o canal de comunica\u00e7\u00e3o de seu servidor com o mundo externo, \u00e9 por ela que os dados v\u00e3o transitar entre os diversos pontos. Neste ponto, quanto mais r\u00e1pido melhor.<\/p>\n<p>Os padr\u00f5es b\u00e1sicos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>10 megabits\/segundo;<\/li>\n<li>100 megabits\/segundo;<\/li>\n<li>1 gigabit\/segundo;<\/li>\n<li>10 gigabits\/segundo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A escolha da sua interface de rede deve obedecer sempre a seu componente central de rede de forma a estar alinhado com sua velocidade e tecnologia ou alinhado com sua estrat\u00e9gia de crescimento pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>A rede gigabit (1 gigabit\/segundo) apresenta um conjunto importante de tecnologia para que sejam verificados no momento da escolha:<\/p>\n<ul>\n<li>1000BASE-T<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 a tecnologia mais vi\u00e1vel, caso a rede possua menos de 100 metros, pois ela utiliza os mesmos tipos de cabos \u201cpar-tran\u00e7ado\u201d categoria 5 (CAT5) ou 6 que as redes de 100 Mb\/s atuais. Al\u00e9m de n\u00e3o necessitar da compra de cabos, n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios ajustes maiores para suportar esta tecnologia, e com a utiliza\u00e7\u00e3o de \u201c<em>switches\u201d<\/em> compat\u00edveis a essa tecnologia, podem ser combinados n\u00f3s de 10, 100 e 1000 <em>megabits<\/em>, sem que os mais lentos atrapalhem no desempenho dos mais r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>No entanto, tamb\u00e9m h\u00e1 o problema da resist\u00eancia dos cabos de par-tran\u00e7ado. Eles s\u00e3o muito fr\u00e1geis, tendo por v\u00e1rios motivos a perda de desempenho; e como a taxa de transmiss\u00e3o \u00e9 maior, o \u00edndice de pacotes perdidos acaba sendo muito maior que nas redes de 100 megabits.<\/p>\n<p>No Padr\u00e3o 1000baseT, o n\u00famero de pares de cabos usados difere dos demais utilizados em padr\u00f5es anteriores, ele utiliza os quatro pares dispon\u00edveis no par tran\u00e7ado, por este motivo que ele consegue transmitir a 1000 mbps diferente das demais que utilizam somente dois pares desse cabo.<\/p>\n<ul>\n<li>1000BASE-TX<\/li>\n<\/ul>\n<p>O padr\u00e3o 1000BASE-TX (TIA\/EIA-854) utiliza cabos CAT6 ou superiores, utilizando apenas dois dos quatro pares do cabo. O objetivo desse padr\u00e3o \u00e9 ser de implementa\u00e7\u00e3o mais simples, mas tem a desvantagem de exigir a troca do cabeamento CAT5\/CAT5e antigo. Por esse motivo, o padr\u00e3o n\u00e3o foi bem aceito pelo mercado, ainda mais quando os adaptadores de rede 1000BASE-T se tornaram mais baratos e dispon\u00edveis.<\/p>\n<ul>\n<li>1000BASE-CX<\/li>\n<\/ul>\n<p>1000baseCX \u00e9 o padr\u00e3o inicial para <em>Gigabit Ethernet<\/em> sobre fio de cobre com alcance de at\u00e9, no m\u00e1ximo, 25 metros. Nela o cabeamento \u00e9 feito com cabos STP (<em>Shielded Twisted Pair<\/em> ou Par Tran\u00e7ado Blindado).<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 usado para aplica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas em que o cabeamento n\u00e3o \u00e9 feito por usu\u00e1rios comuns, por exemplo, o <em>IBM BladeCenter<\/em> usa <em>1000BASE-CX<\/em> para conex\u00e3o <em>ethernet <\/em>entre os servidores blade e os m\u00f3dulos de comuta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos modems e cabos do padr\u00e3o <em>1000baseCX<\/em> s\u00e3o menores, mas menos usuais, devido \u00e0 curta dist\u00e2ncia por ele atingida.<\/p>\n<ul>\n<li>1000BASE-SX (\u201c<em>Small Extension\u201d<\/em>)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nesta tecnologia entra o uso de fibras \u00f3pticas nas redes, e \u00e9 recomendada nas redes de at\u00e9 550 metros. Ela possui a mesma tecnologia utilizada nos CD-ROM, por isso \u00e9 mais barata que a tecnologia <em>1000baseLX<\/em>, outro padr\u00e3o que utiliza fibras \u00f3pticas.<\/p>\n<p>Ela possui quatro padr\u00f5es de lasers. Com lasers de 50 m\u00edcrons e frequ\u00eancia de 500 MHz, o padr\u00e3o mais caro, o sinal \u00e9 capaz de percorrer os mesmos 550 metros dos padr\u00f5es mais baratos do <em>1000BaseLX<\/em>. O segundo padr\u00e3o tamb\u00e9m utiliza lasers de 50 m\u00edcrons, mas a frequ\u00eancia cai para 400 MHz; e a dist\u00e2ncia, para apenas 500 metros. Os outros dois padr\u00f5es utilizam lasers de 62,5 m\u00edcrons e frequ\u00eancias de 200 e 160 MHz, por isso s\u00e3o capazes de atingir apenas 275 e 220 metros respectivamente.<\/p>\n<p>Pode utilizar fibras do tipo monomodo e multimodo, sendo a mais comum a multimodo (mais barata e de menor alcance).<\/p>\n<ul>\n<li><em>1000BASE-LX<\/em> (<em>Large Extension)<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Esta \u00e9 uma tecnologia mais cara, pois atinge as maiores dist\u00e2ncias. Ela \u00e9 capaz de atingir at\u00e9 5km utilizando fibras \u00f3pticas com cabos de 9 m\u00edcrons. Para dist\u00e2ncias maiores que 5km, interfaces <em>1000BASE-EX<\/em> poder\u00e3o ser consideradas.<\/p>\n<p>Caso utilizem-se nela cabos com n\u00facleo de 50 ou 62,5 m\u00edcrons, com frequ\u00eancias de, respectivamente, 400 e 500 MHz, que s\u00e3o os padr\u00f5es mais baratos nesta tecnologia, o sinal alcan\u00e7a somente at\u00e9 550 metros, compensando mais o uso da tecnologia <em>1000baseSX<\/em>, que alcan\u00e7a a mesma dist\u00e2ncia e \u00e9 mais barata.<\/p>\n<p>Todos os padr\u00f5es citados acima s\u00e3o compat\u00edveis entre si, a partir da camada <em>Data Link<\/em> do modelo OSI. Abaixo da camada <em>Data Link<\/em>, fica apenas a camada f\u00edsica da rede, que inclui o tipo de cabo e o tipo de modula\u00e7\u00e3o usada para transmitir os dados por meio deles.<\/p>\n<p>A tecnologia 1000baseLX \u00e9 utilizada com fibra do tipo monomodo, por esse motivo, ela pode alcan\u00e7ar uma maior dist\u00e2ncia, em compara\u00e7\u00e3o com o padr\u00e3o <em>1000baseSX<\/em>.<\/p>\n<h3>Software<\/h3>\n<p>Equipamentos como servidores normalmente v\u00eam com pacotes de software para apoio e monitoramento, esse tipo de software pode ser um diferencial para gest\u00e3o dos seus ativos. Contudo, verifique se n\u00e3o est\u00e1 criando um ambiente totalmente heterog\u00eaneo e inadministr\u00e1vel, pois o excesso de ferramentas pode fazer com que, na pr\u00e1tica, nada seja monitorado. Inicie sempre pelas pr\u00e1ticas do ITIL e monte um CMDB do seu ambiente.<\/p>\n<h4>CMDB<\/h4>\n<p>CMDB \u00e9 um Acr\u00f4nimo para \u201c<em>Configuration Management Database\u201d<\/em>. Ele \u00e9 um banco de dados que cont\u00e9m todas as informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre os componentes do sistema de informa\u00e7\u00e3o utilizado em servi\u00e7os de TI de uma organiza\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es entre esses componentes.<\/p>\n<p>O CMDB oferece uma vis\u00e3o organizada de dados e um meio de analis\u00e1-los a partir de qualquer perspectiva desejada. A partir dessa perspectiva, os componentes de um sistema de informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o referidos como itens de configura\u00e7\u00e3o, que podem ser qualquer componente de TI conceb\u00edvel, incluindo: software, hardware, documenta\u00e7\u00e3o pessoal ou qualquer combina\u00e7\u00e3o deles. Os processos de gerenciamento de configura\u00e7\u00e3o procuram especificar, controlar e rastrear itens de configura\u00e7\u00e3o e todas as mudan\u00e7as feitas a eles de uma forma abrangente e sistem\u00e1tica. Entenda mais sobre:<\/p>\n<p>No mundo legado, o banco de dados de gerenciamento de configura\u00e7\u00e3o (CMDB) \u00e9, muitas vezes, visto como um mal necess\u00e1rio. Projetos de CMDB t\u00eam uma reputa\u00e7\u00e3o de repetidas falhas, longas implementa\u00e7\u00f5es e os desafios cont\u00ednuos de manuten\u00e7\u00e3o que resultam em valor de neg\u00f3cios limitado e muito trabalho ingrato.<\/p>\n<p>No entanto, o CMDB permite tra\u00e7ar toda a infraestrutura de TI. Trata-se de introduzir todos os componentes f\u00edsicos e n\u00e3o f\u00edsicos do ambiente de TI para o CMDB, como itens de configura\u00e7\u00e3o, e, em seguida, a cria\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es entre cada um dos componentes. Ao manter o CMDB <em>up-to-date<\/em>, pode-se facilmente ver um mapa completo da rede a partir da perspectiva de um \u00fanico componente. Isso torna mais f\u00e1cil a previs\u00e3o do impacto de falhas de componentes e contribui para construir planos de recupera\u00e7\u00e3o de desastres. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver o que est\u00e1 em jogo toda vez que um problema \u00e9 relatado dentro da rede.<\/p>\n<h4>As quatro principais tarefas do Gerenciamento da Configura\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>De acordo com o padr\u00e3o de <em>TI Infrastructure Library<\/em> (ITIL), as quatro principais tarefas de gerenciamento de configura\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Identifica\u00e7\u00e3o de itens de configura\u00e7\u00e3o a serem inclu\u00eddos no CMDB;<\/li>\n<li>Controle de dados de tal forma que eles possam ser alterados somente por pessoas autorizadas;<\/li>\n<li>Manuten\u00e7\u00e3o de status, que consiste em assegurar que o status atual de qualquer item de configura\u00e7\u00e3o seja constantemente gravado e mantido atualizado;<\/li>\n<li>A verifica\u00e7\u00e3o, por meio de auditorias e revis\u00f5es dos dados, para garantir que eles estejam corretos.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Garantia e Rede de Servi\u00e7o<\/h3>\n<p>Esse \u00e9 um ponto de grande aten\u00e7\u00e3o ao processo, a garantia de um equipamento de grande porte, como servidores, pois, diferentemente de uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho, que no caso de um defeito pode prejudicar uma pessoa no seu trabalho, um servidor pode parar toda uma opera\u00e7\u00e3o e essa opera\u00e7\u00e3o pode ser muito cr\u00edtica para a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste caso, quando pensamos em garantia, \u00e9 fundamental pensar em tempo de solu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de atendimento, em atendimento fora do hor\u00e1rio do expediente e em garantia 24 horas, 7 dias por semana.<\/p>\n<p>Para servidores de grande porte, \u00e9 comum que o fabricante utilize software de monitoramento do equipamento, para que ele identifique fadiga de equipamento mesmo antes que ocorra a falha. Essa pr\u00e1tica \u00e9 muito bem-vinda para ambientes que requerem uma disponibilidade mais alta, mas n\u00e3o h\u00e1 redund\u00e2ncia melhor do que ter um plano de conting\u00eancia pronto e conhecido por todos para entrar em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><u>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o para o Edital<\/u><\/h3>\n<p>A escolha de aquisi\u00e7\u00e3o de servidor \u00e9 sempre um jogo de xadrez. Normalmente, s\u00e3o v\u00e1rias pe\u00e7as para se encaixar em um \u00fanico tabuleiro. Como estamos falando de um equipamento que \u00e9 mais caro, por defini\u00e7\u00e3o, esse jogo deve ser jogado com aten\u00e7\u00e3o. Nesse momento, vale uma boa conversa com o time t\u00e9cnico, para saber bem o que podemos fazer para melhor se utilizar dos recursos. Vale lembrar que um servidor normalmente vai ter vida \u00fatil de aproximadamente 4 anos, ent\u00e3o o que pode parecer um exagero para a data atual, pode ser pouco recurso para daqui a 4 anos, especialmente no que diz respeito \u00e0 mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A quantidade de especifica\u00e7\u00f5es adicionais para um servidor \u00e9 intermin\u00e1vel. No fim das contas, todas podem ser question\u00e1veis, pois podem ser entendidas que se tratam de itens para direcionamento para fornecedor A ou fornecedor B. Fique focado em fatores de continuidade, como fontes redundantes, discos redundantes e outros fatores que mantenham seu servidor ligado o maior tempo poss\u00edvel; e, \u00e9 claro, n\u00e3o adianta ter um servidor com a maior disponibilidade existente se ele n\u00e3o tiver fornecimento de eletricidade e refrigera\u00e7\u00e3o adequadamente.<\/p>\n<h3><em>Switchs<\/em> de Rede<\/h3>\n<p>Um switch de rede ou somente switch \u00e9 um equipamento de rede que permite interconectar dispositivos em uma rede de computadores, usando comuta\u00e7\u00e3o de pacotes para receber, processar e encaminhar dados ao dispositivo de destino.<\/p>\n<p>O switch permite a conex\u00e3o de dispositivos por meio de suas portas. \u00c9 poss\u00edvel encontrar switches com a partir de 4 portas at\u00e9 48 (ou mais em alguns modelos especiais), operando em velocidades que podem variar entre <em>Fast Ethernet<\/em> (100 Mbps) e 10 Gbps (ou mesmo maior, em modelos muito especializados). \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m associar alguns modelos de switches para permitir a conex\u00e3o de mais dispositivos a um mesmo segmento de rede, com maior n\u00famero de portas.<\/p>\n<h3>O que fazem<\/h3>\n<p>Os switches utilizam os endere\u00e7os de hardware (<em>MAC Addresses<\/em>) para processar e encaminhar dados na camada de enlace (n\u00edvel 2 no modelo OSI), e alguns modelos de <em>switch<\/em> tamb\u00e9m conseguem processar dados no n\u00edvel 3 (camada de rede), incorporando assim algumas funcionalidades de roteamento. Um switch que pode operar em mais de uma camada \u00e9 chamado de <em>Switch Multilayer<\/em>.<\/p>\n<p>H\u00e1 at\u00e9 mesmo<em> switches<\/em> de camada 4 e camada 7 dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<p>Os switches gerenciam o fluxo de dados atrav\u00e9s de uma rede, transmitindo uma mensagem recebida apenas para um ou mais dispositivos para os quais a mensagem foi enviada. Cada dispositivo de rede conectado a um switch pode ser identificado usando um n\u00famero de endere\u00e7o MAC (endere\u00e7o f\u00edsico), permitindo assim que o switch controle o fluxo de tr\u00e1fego. Assim, \u00e9 poss\u00edvel obter o m\u00e1ximo de efici\u00eancia e seguran\u00e7a na rede.<\/p>\n<p>Um switch ainda pode transmitir pacotes para toda a rede, quando uma mensagem \u00e9 enviada em para todos os pontos de rede ao mesmo tempo, tamb\u00e9m conhecida como <em>broadcast<\/em>, por exemplo. Por conta disso, o segmento de rede formado pelos dispositivos conectados a um switch \u00e9 considerado ainda um \u201c<em>Dom\u00ednio de Broadcast\u201d<\/em>. Por\u00e9m, um \u201cDom\u00ednio de Colis\u00e3o\u201d \u00e9 criado em cada porta do switch, o que elimina os problemas de colis\u00e3o de dados que ocorriam ao se usar <em>hubs<\/em>.<\/p>\n<p>Muitos switches permitem a conex\u00e3o de diferentes tipos de redes, geralmente por meio do uso de interfaces modulares, como, por exemplo, <em>Ethernet, Fibre Channel, ATM <\/em>e outras.<\/p>\n<h4>Modelo OSI<\/h4>\n<p>Lan\u00e7ado em 1984 pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para a Normaliza\u00e7\u00e3o (em ingl\u00eas <em>International Organization for Standardization<\/em> \u2013 ISO), o Modelo OSI (em ingl\u00eas <em>Open Systems Interconnection<\/em>) tem como principal objetivo ser um padr\u00e3o para protocolos de comunica\u00e7\u00e3o entre diversos tipos de sistema, garantindo a comunica\u00e7\u00e3o end-to-end.<\/p>\n<p>Trata-se de uma arquitetura modelo que divide as redes de computadores em 7 camadas para obter camadas de abstra\u00e7\u00e3o. Cada protocolo realiza a inser\u00e7\u00e3o de uma funcionalidade assinalada a uma camada espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Utilizando o Modelo OSI, \u00e9 poss\u00edvel realizar comunica\u00e7\u00e3o entre m\u00e1quinas distintas e definir diretivas gen\u00e9ricas para a elabora\u00e7\u00e3o de redes de computadores independentemente da tecnologia utilizada, sejam essas redes de curta, m\u00e9dia ou longa dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Existe uma vasta documenta\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia a respeito desse modelo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fig3.png\" width=\"458\" height=\"472\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acima, uma rela\u00e7\u00e3o das camadas e sua aplica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n<h3>Funcionamento de um Switch<\/h3>\n<p>O switch encaminha os pacotes para o dispositivo ou grupo de dispositivos de destino, em vez de simplesmente encaminhar os pacotes para todos os n\u00f3s da rede, como ocorria com os hubs, que eram dispositivos com, basicamente, a mesma fun\u00e7\u00e3o dos switches, por\u00e9m sem muitas de suas capacidades. Para isso, ele tem a capacidade de aprender os endere\u00e7os f\u00edsicos dos dispositivos a ele conectados, e armazenar essa informa\u00e7\u00e3o para uso posterior, associando os endere\u00e7os f\u00edsicos \u00e0s portas nas quais esses dispositivos est\u00e3o conectados.<\/p>\n<p>Uma vez que o switch tenha aprendido os endere\u00e7os f\u00edsicos dos dispositivos a ele conectados, ele ir\u00e1 encaminhar os quadros da camada de enlace de dados usando um m\u00e9todo de encaminhamento espec\u00edfico. Existem quatro m\u00e9todos de encaminhamento que um switch pode usar:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Store and Forward<\/em>: o switch armazena em buffer os dados e verifica cada quadro antes de encaminh\u00e1-lo; um quadro \u00e9 recebido em sua totalidade antes de ser encaminhado.<\/li>\n<li><em>Cut-through<\/em>: o switch inicia o encaminhamento logo ap\u00f3s o endere\u00e7o de destino quadro ter sido recebido. Quando a porta de sa\u00edda est\u00e1 ocupada no momento, o switch passa a operar no modo store and forward. N\u00e3o h\u00e1 verifica\u00e7\u00e3o de erros neste m\u00e9todo.<\/li>\n<li><em>Fragment Free<\/em>: este m\u00e9todo junta benef\u00edcios dos dois m\u00e9todos anteriores. Nele, os primeiros 64 <em>bytes<\/em> do quadro, em que a informa\u00e7\u00e3o de endere\u00e7amento \u00e9 armazenada, s\u00e3o verificados. De acordo com as especifica\u00e7\u00f5es <em>Ethernet<\/em>, as colis\u00f5es devem ser detectadas durante os primeiros 64 <em>bytes<\/em> do quadro, de modo que quadros que possuam erros devido a colis\u00f5es n\u00e3o devem ser encaminhados. Dessa forma, o quadro vai sempre chegar ao seu destino pretendido. A verifica\u00e7\u00e3o de erros dos dados reais no pacote ser\u00e1 realizada no dispositivo de destino.<\/li>\n<li><em>Adaptive Switching<\/em>: neste m\u00e9todo, \u00e9 realizada uma sele\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica entre os outros tr\u00eas modos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quem atua em projetos de TI e redes j\u00e1 escutou muito esses termos: <em>switches core<\/em>, <em>switches de distribui\u00e7\u00e3o<\/em> e switches de borda, por\u00e9m raramente um fabricante de switch aponta um modelo como de borda ou outro como core. No m\u00e1ximo, eles descrevem um determinado modelo como &#8220;apropriado para aplica\u00e7\u00f5es de borda e distribui\u00e7\u00e3o&#8221;, ou ent\u00e3o &#8220;um switch core para pequenas redes que pode ser um de borda\/distribui\u00e7\u00e3o para grandes redes&#8221;. Ent\u00e3o o que diferencia cada um desses tr\u00eas tipos?<\/p>\n<p>Na verdade, n\u00e3o existe uma linha de separa\u00e7\u00e3o entre esses tr\u00eas conceitos. \u00c9 quase como tentar diferenciar uma picape de um caminh\u00e3o. Um ve\u00edculo aberto de transporte de carga pequeno \u00e9 uma picape, j\u00e1 um ve\u00edculo de carga grande \u00e9 um caminh\u00e3o, mas \u00e9 dif\u00edcil de dizer quando um ve\u00edculo m\u00e9dio \u00e9 picape ou caminh\u00e3o. Outros fatores acabam entrando em jogo, como conforto, design etc.<\/p>\n<h3>Switch de Core<\/h3>\n<p>Um switch de core \u00e9 um switch central, por isso normalmente tem grande capacidade de comuta\u00e7\u00e3o de pacotes e portas de alta velocidade (tipicamente 1Gbp e 10Gbps ou mais). Entretanto, e se eu tiver uma rede de 12 computadores, com apenas um switch de 24 portas 100Mbps? Ent\u00e3o esse \u00e9 o switch de core da minha rede. N\u00e3o existe outro!<\/p>\n<p>Esse tipo de configura\u00e7\u00e3o \u00e9 comum em redes pequenas, de algumas poucas dezenas de equipamentos.<\/p>\n<h3>Switch de Borda<\/h3>\n<p>E em uma rede maior, em que temos um switch central (\u00e0s vezes, com alguns desktops conectados diretamente nele) e alguns switches em outros pontos da rede ligados a esse switch? Nesse caso, esse switch central \u2013 obviamente \u2013 continua sendo chamado de switch de core, e os switches mais distantes s\u00e3o os switches de borda ou tamb\u00e9m chamados de switches de acesso.<\/p>\n<p>Normalmente, nesse caso, os desktops, impressoras, telefones IP, c\u00e2meras IP etc. ficam conectados nesses switches de boda, e os servidores, roteadores (inclusive acesso Internet) ficam conectados no switch de core.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um tipo de rede m\u00e9dia, em que chegamos a algumas centenas de equipamentos.<\/p>\n<h3>Switch de Distribui\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Agora quando a rede \u00e9 muito grande, talvez seja necess\u00e1rio adicionar mais uma camada de switches. Por exemplo, em projeto no qual temos uma grande quantidade de switches de borda pode ficar complicado e caro conectar todos eles ao switch central. Imagine uma rede com milhares de equipamentos conectados a uma centena de switches de borda. Ter\u00edamos que ter um switch de core com centenas de portas.<\/p>\n<p>Nesse caso, colocamos switches intermedi\u00e1rios, que vamos batizar de switches de distribui\u00e7\u00e3o. Podemos ent\u00e3o pegar como exemplo a seguinte rede:<\/p>\n<p>1 switch de core com 48 portas Gigabit e 4 portas 10Gbp.<\/p>\n<p>5 switches de distribui\u00e7\u00e3o, com 24 portas Gigabit.<\/p>\n<p>50 switches de borda, com 24 portas Gigabit.<\/p>\n<p>Nesse caso, cada grupo de 10 switches de borda estaria ligado a um switch de distribui\u00e7\u00e3o; e cada switch de distribui\u00e7\u00e3o teria conex\u00e3o com o switch central. Isso reduz a quantidade de cabos e ajuda a simplificar a rede.<\/p>\n<p>Neste momento, contudo, algu\u00e9m pode se preocupar com fato de que cada switch de distribui\u00e7\u00e3o vai tomar conta de centenas de portas gigabit nas bordas. Isso n\u00e3o vai criar um gargalo? Depende, tudo isso precisa ser analisado, e o tr\u00e1fego na rede precisa ser dimensionado.<\/p>\n<p>Podemos, por exemplo, pensar em conectar mais de uma porta gigabit entre cada switch de distribui\u00e7\u00e3o e o core (trunking). Podemos usar portas 10Gbps nessas conex\u00f5es tamb\u00e9m etc. Todavia, normalmente os usu\u00e1rios de borda t\u00eam picos curtos de tr\u00e1fego; e, assim, raramente ocorre que v\u00e1rios usu\u00e1rios usem pesadamente a rede ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>No entanto, existem casos em que sabemos que alguns usu\u00e1rios v\u00e3o demandar muito tr\u00e1fego, ent\u00e3o nada impede que se fa\u00e7a uma rede mista: a maioria dos usu\u00e1rios fica conectada aos switches de borda, que s\u00e3o ligados aos switches de distribui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, esses usu\u00e1rios &#8220;power&#8221; s\u00e3o conectados diretamente a um switch de distribui\u00e7\u00e3o (ou diretamente no switch de core).<\/p>\n<p>Notas Adicionais<\/p>\n<p>Algumas informa\u00e7\u00f5es \u00fateis adicionais:<\/p>\n<ul>\n<li>Em projetos em que \u00e9 necess\u00e1rio o uso de PoE (<em>Power Over Ethernet<\/em>), os switches de borda s\u00e3o os que tem esse recurso.<\/li>\n<li>Normalmente, os switches de borda s\u00e3o camada 2 (n\u00e3o fazem roteamento), e apenas os switches de core (e as vezes os de distribui\u00e7\u00e3o) s\u00e3o camada 3. Isso para evitar o uso de switches camada 3, que s\u00e3o sempre mais caros.<\/li>\n<li>Por uma quest\u00e3o de redund\u00e2ncia e confiabilidade, em redes muito grandes, normalmente se usa mais de um switch de core, e, neste caso, todos os switches de distribui\u00e7\u00e3o e servidores s\u00e3o conectados simultaneamente aos dois, e a\u00ed s\u00e3o usados protocolos como RSTP, OSPF, BGP4, etc. para garantir que a rede continue funcionando mesmo em caso de falha de um switch de core.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o para o Edital<\/h3>\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de switchs pode parecer uma tarefa trivial, mas n\u00e3o \u00e9. Pense por esse prisma: se uma esta\u00e7\u00e3o de trabalho parar, afetaremos um usu\u00e1rio da rede; se um servidor parar, afetaremos todos os usu\u00e1rios de um determinado servi\u00e7o; se um switch parar, quantos usu\u00e1rios estamos impactando? Se for um de borda, pelo menos um andar. E se for um core? Paramos a rede inteira da SES e o Secret\u00e1rio de Sa\u00fade d\u00e1 descanso para todos os funcion\u00e1rios? Outro ponto importante na parte de rede s\u00e3o suas integra\u00e7\u00f5es, especialmente para os switchs core. J\u00e1 para os switchs de distribui\u00e7\u00e3o, que tem portas de comunica\u00e7\u00e3o de fibra \u00f3tica, existe toda uma especificidade tecnol\u00f3gica de tipo de cabo (verifique a sess\u00e3o de cabeamento abaixo). Al\u00e9m disso h\u00e1 a necessidade de um componente extra chamado gbic (<em>gigabit interface converter<\/em>), que precisa ser comprado separadamente.<\/p>\n<p>Outro ponto bastante importante \u00e9 a quantidade de VLAN (\u00e9 uma rede logicamente independente, criando um isolamento l\u00f3gico) que seu switch pode suportar. Isolar o tr\u00e2nsito de rede \u00e9 um recurso bastante importante, pois, criando dom\u00ednios de broadcast separados, al\u00e9m de organizar melhor a rede, se ocorrer algum problema em uma delas, isso n\u00e3o vai atrapalhar a outra.<\/p>\n<p>Vale observar que um bom projeto de rede deve prever caminhos alternativos, para que no caso de acidentes com uma das linhas de transmiss\u00e3o f\u00edsica, haja sempre caminhos de conting\u00eancia. Essa parte n\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada com o switch, mas a exist\u00eancia de caminhos alternativos pode consumir mais portas de interliga\u00e7\u00e3o que devem sempre estar sendo pensadas em seu projeto de conectividade.<\/p>\n<h2>Redes sem Fio<\/h2>\n<p>A tend\u00eancia do ambiente corporativo atual \u00e9 apostar cada vez mais na rede sem fio, que \u00e9 mais simples de instalar, al\u00e9m de fornecer liberdade e conectividade. Por\u00e9m, \u00e9 importante pensar bem sobre a infraestrutura necess\u00e1ria para evitar imprevistos e problemas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A primeira coisa a saber \u00e9 que a implementa\u00e7\u00e3o do wireless varia conforme o tamanho da institui\u00e7\u00e3o e as opera\u00e7\u00f5es que ela executa. Assim, \u00e9 poss\u00edvel assegurar um bom funcionamento organizacional, que preveja uma boa conex\u00e3o para transferir arquivos com agilidade e garantir flexibilidade de armazenamento.<\/p>\n<h3>A rede sem fio para o ambiente corporativo<\/h3>\n<p>A conex\u00e3o <em>wireless<\/em> \u00e9 uma forma simples de manter os colaboradores conectados o tempo todo. Essa infraestrutura de redes f\u00edsicas facilita a rotina organizacional, porque simplifica a integra\u00e7\u00e3o entre todos os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Entretanto, o que ela realmente significa? Na infraestrutura de computadores, \u00e9 quando uma mesma rede re\u00fane diferentes dispositivos por meio de um ponto de acesso (AP \u2013 <em>Access Point<\/em>), a exemplo de um roteador. Por isso, esse \u00e9 o requisito m\u00ednimo para a constru\u00e7\u00e3o desse sistema.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o AP e os colaboradores devem ter os seus equipamentos configurados para que o mesmo nome de rede (SSID) seja utilizado. O ponto de acesso \u00e9 conectado por meio de fio para garantir que os usu\u00e1rios acessem \u00e0 internet ou a outros recursos, como impressoras. Ainda pode haver o complemento de mais AP para aumentar o alcance da rede empresarial e oferecer um suporte maior.<\/p>\n<p>Nesse momento, \u00e9 importante fazer a diferencia\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o wireless para as redes sem fio ad hoc. Esse modelo de que estamos tratando traz mais escalabilidade, aumento de alcance e gest\u00e3o de seguran\u00e7a centralizada.<\/p>\n<p>Por exemplo: os dispositivos sem fio podem se conectar a uma LAN operante de outro modo. Mais AP tamb\u00e9m podem ser agregados. A implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente e duradoura, diferentemente da rede ad hoc, que costuma ser de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os principais itens para conquistar esse objetivo s\u00e3o os que listamos a seguir.<\/p>\n<h3>Roteador<\/h3>\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o do provedor de internet e o fornecimento do modem, que costuma ser oferecido, permitem ativar o acesso \u00e0 internet pelo computador. O roteador \u00e9 o aparelho que distribui o sinal e, portanto, \u00e9 o item que assegura a possibilidade da conex\u00e3o<em> wireless<\/em>.<\/p>\n<p>O cuidado em rela\u00e7\u00e3o a esse aspecto \u00e9 mudar a senha padr\u00e3o que vem com o dispositivo. Esse \u00e9 um dos passos mais importantes para garantir que a infraestrutura de rede se mantenha segura. Afinal, uma pesquisa publicada em um site de seguran\u00e7a demonstra que 49% dos gestores acreditam que a rede empresarial sem fio \u00e9 o aspecto de maior vulnerabilidade.<\/p>\n<p>Vale a pena tamb\u00e9m desativar o protocolo WPS, que facilita a conex\u00e3o de dispositivos perif\u00e9ricos, como impressoras e smartphones, sem a necessidade de senha. Assim, se algu\u00e9m mal-intencionado tentar acessar a rede, ter\u00e1 mais dificuldade.<\/p>\n<p>Lembre-se tamb\u00e9m de posicionar o roteador em um local central e longe de poss\u00edveis obst\u00e1culos, como portas, mob\u00edlias e alguns aparelhos, como telefones sem fio, micro-ondas e alarmes.<\/p>\n<h3><em>Site Survey<\/em><\/h3>\n<p>Esse item \u00e9 como um roteiro para implementar uma rede ideal. A partir dele, \u00e9 poss\u00edvel fazer um levantamento para verificar se a instala\u00e7\u00e3o tem chances de ser bem-sucedida ou se h\u00e1 poss\u00edveis interfer\u00eancias e pontos negativos para a cobertura.<\/p>\n<p>Perceba que a quantidade de locais de instala\u00e7\u00e3o de roteadores, a densidade de usu\u00e1rios e o layout do edif\u00edcio s\u00e3o aspectos essenciais para conceber uma infraestrutura de rede eficiente.<\/p>\n<h3>Componentes F\u00edsicos<\/h3>\n<p>O ambiente f\u00edsico impacta diretamente as solu\u00e7\u00f5es a serem instaladas. Grandes quantidades de poeira, vibra\u00e7\u00f5es pesadas e ampla densidade de part\u00edculas no ar \u2013 caso de um setor de armazenagem ou fabril, por exemplo \u2013 exigem um planejamento diferenciado.<\/p>\n<p>Paredes espessas, elementos met\u00e1licos e alguns equipamentos, como os de radiologia, tamb\u00e9m podem causar conflito com o sinal e gerar interfer\u00eancias. Por isso, \u00e9 preciso analisar a necessidade de um refor\u00e7o para resistir a esses problemas.<\/p>\n<h3>Aplica\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Os aplicativos utilizados, independentemente de serem de v\u00eddeo, dados ou voz, influenciam na largura de banda e podem requerer mais espa\u00e7o. Esse quesito deve ser considerado para definir qual contexto \u00e9 vi\u00e1vel para as demandas organizacionais.<\/p>\n<h3>Softwares de gest\u00e3o de rede sem fio<\/h3>\n<p>Essas solu\u00e7\u00f5es contribuem para o planejamento e para a configura\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o <em>wireless<\/em>, porque fornecem relat\u00f3rios de estat\u00edstica de uso e identificam AP n\u00e3o autorizados. Outro benef\u00edcio \u00e9 o gerenciamento centralizado.<\/p>\n<h3><em>Firewall<\/em><\/h3>\n<p>Esse \u00e9 um software ou dispositivo que controla as conex\u00f5es e bloqueia acessos a sites de baixo n\u00edvel de confiabilidade. Outra responsabilidade \u00e9 o rastreio de solicita\u00e7\u00f5es inseguras provenientes de agentes externos. Assim, \u00e9 poss\u00edvel impedir que usu\u00e1rios se conectem a recursos da rede corporativa.<\/p>\n<p>O firewall pode ser configurado diretamente no roteador ou no modem, com um equipamento pr\u00f3prio ou no sistema operacional.<\/p>\n<h3>Filtro de MAC Address<\/h3>\n<p>Esse recurso reconhece cada aparelho que se conecta \u00e0 rede a partir de um n\u00famero hexadecimal \u00fanico, que \u00e9 conferido \u00e0 placa de rede no processo de fabrica\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 outra ferramenta para evitar acessos n\u00e3o autorizados.<\/p>\n<p>Todos esses aspectos s\u00e3o fundamentais para garantir um acesso wireless limpo e sem interfer\u00eancias. Eles tamb\u00e9m garantem a seguran\u00e7a da conex\u00e3o para que a implanta\u00e7\u00e3o seja racionalizada, ou seja, mais bem planejada para evitar custos desnecess\u00e1rios com novos projetos, que requerem a contrata\u00e7\u00e3o de profissional t\u00e9cnico ou a aquisi\u00e7\u00e3o de outros equipamentos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, lembre-se sempre dos requisitos que apresentamos para construir a sua rede sem fio. Ao garantir as melhores pr\u00e1ticas de implementa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea mant\u00e9m o acesso aos seus colaboradores, a produtividade da equipe e a seguran\u00e7a, inclusive se a sua empresa adotar o BYOD. O resultado \u00e9 deixar a infraestrutura de computadores menos vulner\u00e1vel a ataques maliciosos.<\/p>\n<h4>BYOD<\/h4>\n<p>BYOD, que \u00e9 um acr\u00f4nimo para <em>Bring Your Own Device,<\/em> \u00e9 um novo modelo em que o funcion\u00e1rio n\u00e3o mais recebe o dispositivo m\u00f3vel da empresa, ele recebe um incentivo financeiro para que ele adquira um novo dispositivo m\u00f3vel, de seu gosto e agrado, e esse dispositivo m\u00f3vel passar\u00e1 a ser parte integrante de seu dia de trabalho. Foi constatado que quando o dispositivo m\u00f3vel \u00e9 do agrado e da escolha do funcion\u00e1rio, ele tem mais cuidado e entende que aquele dispositivo \u00e9 seu, passando a ter mais zelo e trato por ele.<\/p>\n<h3><u>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o para o Edital<\/u><\/h3>\n<p>Se h\u00e1 algo que vai crescer, e muito, \u00e9 o potencial das redes sem fio. Junto com seu crescimento, vem tamb\u00e9m uma amea\u00e7a constante em seu uso. Seu crescimento n\u00e3o vai se dar somente no tamanho, mas tamb\u00e9m no n\u00famero de dispositivos conectados a essa rede. Ela ser\u00e1 cada vez maior, fazendo com que voc\u00ea possa rapidamente chegar ao limite dos seus AP rapidamente.<\/p>\n<p>Esse crescimento est\u00e1 muito ligado \u00e0 mobilidade, uma caracter\u00edstica normal do ser humano; e com a facilidade de encontrar pontos el\u00e9tricos e com a dificuldade de encontrar pontos de rede, cada vez mais encontrar\u00e1 editais no mercado que v\u00e3o prever esta\u00e7\u00f5es de trabalho que j\u00e1 venham com interfaces de rede h\u00edbridas, para cabos de rede e redes sem fio.<\/p>\n<p>As redes sem fio s\u00e3o hoje mais lentas que as redes cabeadas, mas essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco n\u00edtida para os usu\u00e1rios, pois apenas em casos de transfer\u00eancias grandes de dados ela pode ser percebida, ent\u00e3o mais far\u00e1 sentido para ele pensar e preferir a rede sem fio. Outro ponto importante \u00e9 pensar que, para ponto de rede cabeada para a esta\u00e7\u00e3o de trabalho, ele pode precisar de um ou dois pontos para o telefone, outro para o tablet, outro para o notebook e assim vai. At\u00e9 mesmo os televisores e projetores agora j\u00e1 v\u00eam com a implementa\u00e7\u00e3o do protocolo Wi-Fi embutido, permitindo que se conectem diretamente na rede.<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o importante: a rede sem fio n\u00e3o nasce sem fio, ela precisa de toda uma estrutura cabeada, que leva os pontos de rede aos AP. Essa estrutura pode ser a chave para o sucesso: se essa estrutura for degradada ou subdimensionada, pouco adiantar\u00e1 equipamento de rede sem fio de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sempre estar\u00e1 limitado pelo menor limite de banda de todo seu sistema de rede.<\/p>\n<h2>Projetos de Rede<\/h2>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre sistemas \u00e9 cada vez mais um padr\u00e3o a ser utilizado. O conceito de pr\u00e9dio inteligente j\u00e1 \u00e9 uma realidade em quase todas as constru\u00e7\u00f5es prediais da atualidade. Esse conceito de integra\u00e7\u00e3o entre sistemas possibilita controle e acesso a informa\u00e7\u00f5es em todos os per\u00edmetros da constru\u00e7\u00e3o. Hoje um projeto de rede \u00e9 mais do que pensar em passar cabos de um lado para outro, um projeto de rede \u00e9 pensar como deixar uma infraestrutura em algo inteligente e garantir seguran\u00e7a (em todos os sentidos).<\/p>\n<p>Como, por exemplo, temos linhas telef\u00f4nicas controladas por sistemas digitais, eletricidade gerenciada por computadores e sensores, sistemas de seguran\u00e7a unificados por uma estrutura de rede que abrange todo o pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>As vantagens que esse tipo de rede proporciona s\u00e3o enormes: maior seguran\u00e7a, menores gastos com recursos de prestadores de servi\u00e7o, informa\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis e simult\u00e2neas para todos ocupantes. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos esquecer que isso implica algumas desvantagens que, se n\u00e3o pensadas em sua constru\u00e7\u00e3o, podem trazer v\u00e1rios tipos de problemas e gastos.<\/p>\n<p>Uma rede unificada proporciona tamb\u00e9m a possibilidade de que uma \u00fanica falha possa comprometer v\u00e1rios servi\u00e7os que estejam totalmente integrados. Essa \u00fanica falha no controle da rede pode colocar em risco o fornecimento de energia el\u00e9trica, telefonia e deixar usu\u00e1rios irritados. Sem contar que, em alguns pr\u00e9dios, esses tipos de servi\u00e7os nunca podem parar, como em um hospital por exemplo.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, esse \u00fanico sistema tem que ser muito bem planejado, para que as falhas possam ser evitadas ou facilmente consertadas. Criar uma rede confi\u00e1vel, segura, com multifuncionalidades, que suporte evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, tenha flexibilidade para mudan\u00e7as de topologia, alta disponibilidade, baixo custo de instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o simplificada, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples.<\/p>\n<p>Para construir um sistema de cabeamento, \u00e9 necess\u00e1rio ter, primeiramente, profissionais capacitados, em seguida, um planejamento adequado, documenta\u00e7\u00e3o de toda a estrutura e, principalmente, um projeto. Ent\u00e3o, n\u00e3o podemos mais integrar sistemas apenas acrescentando mais cabos e unificando estruturas.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pontos essenciais da infraestrutura de cabeamento estruturado, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico ponto que deve ser considerado. A garantia da qualidade \u00e9 o objetivo principal de todo projetista, que passar\u00e1 a ter outros desafios, como encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que satisfa\u00e7a todos os padr\u00f5es estabelecidos, seja flex\u00edvel, confi\u00e1vel, segura, tenha um alto desempenho e, principalmente, economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>A ele ser\u00e1 cobrada a responsabilidade de ter solu\u00e7\u00f5es antecipadas dos poss\u00edveis problemas, como dificuldade de expans\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es, falhas frequentes, alto custo de manuten\u00e7\u00e3o, comprometimento das aplica\u00e7\u00f5es e longos per\u00edodos de manuten\u00e7\u00f5es e recupera\u00e7\u00f5es da rede.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 incomum, portanto, haver uma licita\u00e7\u00e3o inicial para o projeto de rede e outra para a execu\u00e7\u00e3o do projeto. Isso gasta mais tempo, contudo garante uma vis\u00e3o ampla de como podemos chegar ao m\u00e1ximo poss\u00edvel para utiliza\u00e7\u00e3o daquela infraestrutura.<\/p>\n<h3>Cabeamento<\/h3>\n<p>Voc\u00ea sabia que o padr\u00e3o de cabos que voc\u00ea usa pode influenciar na velocidade da sua rede? Calma, n\u00e3o estamos dizendo que voc\u00ea poder\u00e1 navegar mais r\u00e1pido na internet, mas, sim, que voc\u00ea poder\u00e1 transferir arquivos entre computadores em uma velocidade um pouco maior, dependendo das circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Embora pare\u00e7am similares, existem diferen\u00e7as de padr\u00f5es entre os cabos de rede que, em alguns casos, podem influenciar de alguma forma na qualidade de transfer\u00eancia de dados. Entretanto, tenha em mente que, caso voc\u00ea utilize um cabeamento com uma dist\u00e2ncia inferior a cinco metros, o ganho ou perda de velocidade ser\u00e3o pouco significativos.<\/p>\n<p>Basicamente, existem tr\u00eas padr\u00f5es de cabos: Cat5, Cat5e e Cat6. Conhe\u00e7a um pouco mais sobre eles:<\/p>\n<h3>Cat5: mais antigo e mais lento<\/h3>\n<p>Teoricamente, os cabos do padr\u00e3o Cat5 podem suportar velocidades de transfer\u00eancia entre 10 Mbps e 100 Mbps. Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel atingir velocidades acima de 1 Gigabit em dist\u00e2ncias mais curtas, mas tudo vai depender das condi\u00e7\u00f5es da sua rede. Compat\u00edvel com as redes mais antigas, ainda hoje ele \u00e9 capaz de dar conta do recado, em especial para redes dom\u00e9sticas.<\/p>\n<h3>Cat5e: mais r\u00e1pido e com menos interfer\u00eancia<\/h3>\n<p>A categoria Cat5e \u00e9 uma vers\u00e3o melhorada da Cat5. Ela foi feita para suportar velocidades de 1.000 Mbps (ou 1 Gigabit) e, por conta disso, em teoria, \u00e9 tamb\u00e9m mais r\u00e1pida que a sua antecessora. Outra vantagem \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de interfer\u00eancia nas transmiss\u00f5es. Na pr\u00e1tica, o padr\u00e3o se mostra mais adequado para velocidades mais r\u00e1pidas e transmiss\u00f5es mais est\u00e1veis.<\/p>\n<h3>Cat6: ainda mais r\u00e1pido, mas nem sempre necess\u00e1rio<\/h3>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o seguinte de cabeamentos \u00e9 conhecida como Cat6, que inclui mais algumas melhorias. O n\u00edvel de interfer\u00eancia \u00e9 consideravelmente baixo, e, em alguns casos, o padr\u00e3o pode suportar velocidades de at\u00e9 10 Gigabits. Em uma rede dom\u00e9stica, dificilmente voc\u00ea vai usar todo o potencial, de forma que ela s\u00f3 tem alguma utilidade em locais onde a dist\u00e2ncia de cabeamento seja superior a 10 metros.<\/p>\n<p>Qual cabo eu devo escolher?<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar mais uma vez: a velocidade da sua rede \u00e9 diferente da velocidade da sua internet. Por conta disso, \u00e9 poss\u00edvel que uma atualiza\u00e7\u00e3o nos seus cabos n\u00e3o resulte em nenhum benef\u00edcio real para a sua rede, uma vez que, em pequenas dist\u00e2ncias, comuns nas redes dom\u00e9sticas, essas perdas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o percept\u00edveis.<\/p>\n<p>Entretanto, se o seu prop\u00f3sito \u00e9 transfer\u00eancia de arquivos entre computadores, usar cabos mais novos, como os do padr\u00e3o Cat6, pode significar um ganho de velocidade. Por\u00e9m, vale lembrar que voc\u00ea vai precisar mais do que apenas cabos compat\u00edveis com o formato mais recente. \u00c9 preciso que o roteador e as placas de rede das m\u00e1quinas tamb\u00e9m estejam adaptados a esse padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, antes de sair trocando os seus cabos velhos por outros mais novos, vale lembrar que essas velocidades s\u00e3o te\u00f3ricas; e, na pr\u00e1tica, a diferen\u00e7a pode ser menor, resultando em uma troca desnecess\u00e1ria, um investimento que n\u00e3o vai trazer o retorno esperado.<\/p>\n<h3>Certifica\u00e7\u00e3o da Rede<\/h3>\n<p>Certifica\u00e7\u00e3o de rede \u00e9 o processo de compara\u00e7\u00e3o do desempenho de transmiss\u00e3o de um sistema de cabeamento instalado com uma norma utilizando um m\u00e9todo padr\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o de desempenho.<\/p>\n<p>Segundo a ANSI\/EIA\/TIA, a certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um teste obrigat\u00f3rio. Consiste em utilizar um equipamento, chamado de cable scanner, cable analyzer ou penta scanner para se testar todos os pontos instalados da rede. Para iniciar o teste, \u00e9 importante configurar o equipamento para o tipo de cabeamento que vai ser testado, Categoria 5e, Categoria 6, Categoria 6a e assim por diante.<\/p>\n<p>V\u00e1rios fatores podem influenciar a taxa de transmiss\u00e3o em um cabeamento de rede, como caracter\u00edsticas el\u00e9tricas do cabo, dobras, conex\u00f5es malfeitas, interfer\u00eancias el\u00e9tricas e eletromagn\u00e9ticas e outras.<\/p>\n<p>O equipamento dever\u00e1 estar programado para realizar testes exigidos pelas normas ANSI\/EIA\/TIA ou ISO\/IEC que possui valores padr\u00f5es. \u00c0 medida que o teste come\u00e7a, os dados referentes a cada ponto de rede testado s\u00e3o armazenados dentro do equipamento. A impress\u00e3o desse relat\u00f3rio mostra uma an\u00e1lise detalhada e exibe o status, que pode ser PASSA ou FALHA. O objetivo da certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 ter 100% de pontos com o status PASSA.<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos devem diagnosticar os enlaces com falha; e, ap\u00f3s a tomada de a\u00e7\u00f5es corretivas, eles devem test\u00e1-los novamente para assegurar que o enlace atenda ao desempenho requerido de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O tempo total para certificar uma instala\u00e7\u00e3o n\u00e3o inclui apenas as medi\u00e7\u00f5es feitas para certifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a documenta\u00e7\u00e3o e a resolu\u00e7\u00e3o das falhas.<\/p>\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o do cabeamento \u00e9 a garantia de que tudo est\u00e1 funcionando de acordo com as normas t\u00e9cnicas definidas pelos padr\u00f5es nacionais e internacionais de instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Documenta\u00e7\u00e3o de Rede<\/h3>\n<p>Se tem uma coisa que quase sempre fica para depois \u00e9 a documenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o cometa esse equ\u00edvoco, especialmente se sua rede for de m\u00e9dio para grande porte. Uma documenta\u00e7\u00e3o completa, demonstrando todos os caminhos percorridos, \u00e9 fundamental para uma manuten\u00e7\u00e3o futura. Lembre-se que esse tipo de obra normalmente \u00e9 esquecida por anos, s\u00f3 em casos de expans\u00e3o ou mudan\u00e7as mais radicais elas v\u00eam \u00e0 tona, necessitando de manuten\u00e7\u00e3o; e nessa hora haver\u00e1 a necessidade de saber exatamente por onde passa cada fibra \u00f3tica, de que tipo \u00e9 cada fibra, o que \u00e9 cada porta do painel de distribui\u00e7\u00e3o, as cores padr\u00e3o dos cabos, tudo isso deve ser documentado.<\/p>\n<p>Observo aqui que a documenta\u00e7\u00e3o deve compreender tanto o componente f\u00edsico quanto o componente l\u00f3gico da rede, seus protocolos e ativos de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso j\u00e1 se utilize algum tipo de documenta\u00e7\u00e3o, deixe claro que o padr\u00e3o a ser seguido \u00e9 esse para que consiga ter um \u00fanico modelo a ser administrado.<\/p>\n<h3><u>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o para o Edital<\/u><\/h3>\n<p>Esse tipo de edital deve ser constru\u00eddo em conjunto com o pessoal da administra\u00e7\u00e3o predial e engenharia. \u00c9 um tipo de projeto que eventualmente vai alterar estrutura f\u00edsica e que pode, porventura, necessitar de alterar passagens el\u00e9tricas (rede e eletricidade normal geralmente n\u00e3o s\u00e3o grandes amigas e n\u00e3o compartilham bem o espa\u00e7o).<\/p>\n<p>A parte est\u00e9tica deve ser pensada, por mais que a funcionalidade seja o ponto final e objetivo. S\u00e3o muito desagrad\u00e1veis aquelas canaletas el\u00e9tricas passando no teto, levando feixes de cabo de um lado para o outro. Isso \u00e9 poss\u00edvel ser feito de forma mais elegante, quando previsto no edital.<\/p>\n<p>A qualidade do material \u00e9 importante, como tamb\u00e9m \u00e9 importante a qualidade do servi\u00e7o, portanto, h\u00e1 a necessidade de um equil\u00edbrio entre eles. Contudo a etapa de certifica\u00e7\u00e3o vai garantir que o que est\u00e1 sendo entregue vai atender tecnicamente a sua necessidade. Pode ocorrer que haja uma separa\u00e7\u00e3o no certame entre a empresa que construir\u00e1 todo barramento f\u00edsico e seus enlaces e a empresa que far\u00e1 os testes de campo para garantia da entrega de forma independente.<\/p>\n<p>N\u00e3o subestime o poder da documenta\u00e7\u00e3o, se ela n\u00e3o for \u00fatil hoje, tenha certeza de que ela ser\u00e1 \u00fatil amanh\u00e3, e quando precisar, ser\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anexo5.pdf\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa 1, de 4 de abril de 2019<\/a><\/h2>\n<p>O Minist\u00e9rio da Economia, pela Secretaria de Governo Digital, publicou, no in\u00edcio do m\u00eas de abril de 2019, uma Instru\u00e7\u00e3o Normativa para os processos de compras de solu\u00e7\u00f5es de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o \u2013 TIC pelos \u00f3rg\u00e3os do executivo do governo federal. Esse documento vem como um grande manual de boas pr\u00e1ticas detalhando todo o processo de compras, caracterizando todas as etapas a serem cumpridas para o processo de compras, pap\u00e9is a serem desempenhados, instancias a serem trabalhadas e etapas a serem cumpridas.<\/p>\n<p>Uma parte em especial gera grande destaque nesse documento, para o qual ainda n\u00e3o se sabe a dimens\u00e3o e impacto, mas prev\u00ea que agora toda a nova infraestrutura deve ser pensada em nuvem. Segue o destaque exatamente como est\u00e1 na normativa:<\/p>\n<blockquote><p>4. CONTRATA\u00c7\u00c3O DE INFRAESTRUTURA DE CENTRO DE DADOS, SERVI\u00c7OS EM NUVEM, SALA-COFRE E SALA SEGURA:<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>4.1. Os \u00f3rg\u00e3os e entidades que necessitem criar, ampliar ou renovar infraestrutura de centro de dados dever\u00e3o faz\u00ea-lo por meio da contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de computa\u00e7\u00e3o em nuvem, salvo quando demonstrada a inviabilidade em estudo t\u00e9cnico preliminar da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4.2. As contrata\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os em nuvem devem observar o disposto na Instru\u00e7\u00e3o Normativa GSI\/PR n\u00ba 1, de 13 de junho de 2008, e suas Normas Complementares, notadamente a Norma Complementar 14\/IN01\/DSIC\/SCS\/GSIPR.<\/p><\/blockquote>\n<p>Vale observar que a Secretaria de Governo Digital j\u00e1 havia lan\u00e7ado um documento de boas pr\u00e1ticas para contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em nuvem, l\u00e1 vale o seguinte destaque:<\/p>\n<blockquote><p>8. Os \u00f3rg\u00e3os dever\u00e3o exigir, por meio de cl\u00e1usulas contratuais, em conformidade com o disposto na NC 14\/IN01\/DSIC\/GSIPR, que os dados e informa\u00e7\u00f5es do contratante residam exclusivamente em territ\u00f3rio nacional, incluindo replica\u00e7\u00e3o e c\u00f3pias de seguran\u00e7a (backups), de modo que o contratante disponha de todas as garantias da legisla\u00e7\u00e3o brasileira enquanto tomador do servi\u00e7o e respons\u00e1vel pela guarda das informa\u00e7\u00f5es armazenadas em nuvem.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este documento pode ser encontrado em: <a href=\"https:\/\/www.governodigital.gov.br\/documentos-e-arquivos\/Orientacao%20servicos%20em%20nuvem.pdf\">https:\/\/www.governodigital.gov.br\/documentos-e-arquivos\/Orientacao%20servicos%20em%20nuvem.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>Mais um refor\u00e7o, toda essa diretiva \u00e9 para o Governo Federal.<\/p>\n<p>Cabe destacar que, como se trata de uma Instru\u00e7\u00e3o Normativa extremamente nova, abril de 2019, ainda n\u00e3o puderam ser dimensionadas todas suas poss\u00edveis repercuss\u00f5es. A integra do IN 1 encontra-se na sess\u00e3o de anexos.<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc9194176\"><\/a><u>Resumo \u2013 Principais Pontos de Aten\u00e7\u00e3o<\/u><\/h2>\n<ul>\n<li>As especifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o sua arma para buscar a qualidade que voc\u00ea deseja, use-as com intelig\u00eancia, contudo saiba que elas podem se virar contra voc\u00ea em um edital se n\u00e3o conseguir justificar o que est\u00e1 solicitando;<\/li>\n<li>As especifica\u00e7\u00f5es devem ser capazes de ser avaliadas no ato da entrega. Cuidado com aquela tecnologia que est\u00e1 solicitando, se n\u00e3o for capaz de avaliar como ela lhe \u00e9 entregue, pode ser ponto de questionamento do concorrente;<\/li>\n<li>Itens de TICS s\u00e3o geralmente vistos como itens comuns, mesmo os servidores de grande porte, logo preg\u00f5es do tipo t\u00e9cnico\/pre\u00e7o v\u00e3o ser sempre vistos com resist\u00eancia, evite;<\/li>\n<li>Esta\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e9 um daqueles trabalhos cru\u00e9is que, quando fizer tudo certo, foi s\u00f3 sua obriga\u00e7\u00e3o; e, quando falhar, ser\u00e1 sua penit\u00eancia por um bom tempo. Se acostume com isso, n\u00e3o h\u00e1 fuga, sempre ser\u00e1 comparado com o computador de casa;<\/li>\n<li>Crie pelo menos duas especifica\u00e7\u00f5es (tr\u00eas \u00e9 o ideal): uma b\u00e1sica e uma avan\u00e7ada, pontos-chave s\u00e3o o processador e a mem\u00f3ria;<\/li>\n<li>Tente disciplinar seus usu\u00e1rios a gravar seus documentos na rede. Sua vida vai ser mais tranquila a cada troca de m\u00e1quina por defeitos t\u00e9cnicos, que sempre v\u00e3o acontecer;<\/li>\n<li>Aquisi\u00e7\u00e3o de servidores \u00e9 uma arte para poucos, pense nos detalhes, pense que este computador dever\u00e1 estar em opera\u00e7\u00e3o daqui a 4 anos, isso \u00e9 um longo tempo em TICS;<\/li>\n<li>Planeje exatamente seu uso atual e o uso futuro, pense em um ciclo, hoje ele estar\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o para N sistemas, no futuro ele poder\u00e1 abrigar a homologa\u00e7\u00e3o; e quem sabe no futuro mais distante ainda abrigar o desenvolvimento;<\/li>\n<li>Pensar em servidor \u00e9 pensar em disponibilidade, e pensar em disponibilidade \u00e9 pensar em partes m\u00f3veis, partes m\u00f3veis em um computador estamos falando de disco, fonte e refrigera\u00e7\u00e3o interna, garanta que isso possa ser substitu\u00eddo com ele ligado;<\/li>\n<li>Quando falamos de espa\u00e7o em disco, pense sempre em, pelo menos, dois cen\u00e1rios, o mais r\u00e1pido e mais caro, por isso menos espa\u00e7o, e o um pouco mais lento, maior, mas um pouco mais barato, assim consegue dividir o que guardar em cada local: arquivos do tipo texto e planilhas eletr\u00f4nicas, todos v\u00e3o para o mais lento, sistemas transacionais que requerem grandes leituras, todos para o mais r\u00e1pido;<\/li>\n<li>Switch de rede tem sempre que se tomar cuidado com os r\u00f3tulos, essa coisa de borda, distribui\u00e7\u00e3o e core depende do ponto de vista e utiliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Switch \u00e9 o tipo de aparelho que a gente esquece que existe, ele fica escondido, especialmente aqueles que ficam longe dos data centers, at\u00e9 que ele falha e muita gente fica fora da rede, isso \u00e9 s\u00e9rio, conting\u00eancia \u00e9 mandat\u00f3ria;<\/li>\n<li>Adquira sempre Switch com gerenciamento e com suporte a VLANS, separar o tr\u00e1fego de rede n\u00e3o \u00e9 uma coisa s\u00f3 para data center, fazer isso nos andares de um pr\u00e9dio, ou em um departamento, por exemplo, ajuda a diminuir o risco de algu\u00e9m mandar impress\u00e3o para uma impressora n\u00e3o autorizada;<\/li>\n<li>Redes sem fio n\u00e3o s\u00e3o novidade. O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 que est\u00e1 crescendo a quantidade de dispositivos que precisam dela;<\/li>\n<li>Pense na cobertura, todos v\u00e3o querer internet em todos os lugares;<\/li>\n<li>Pense tamb\u00e9m nos servi\u00e7os que vai ofertar nessa rede, estamos em lugar de trabalho, e o foco deve ser profissional;<\/li>\n<li>Rede ampla \u00e9 sin\u00f4nimo de seguran\u00e7a atenta, coloque sempre itens de seguran\u00e7a em seu edital, veja tamb\u00e9m os aspectos burocr\u00e1ticos (LGPD) para as redes sem fio para visitantes;<\/li>\n<li>Apesar da IN 1, cloud para governo ainda est\u00e1 em um est\u00e1gio inicial, acompanhar o que vem \u00e9 o melhor movimento agora, descobrir se h\u00e1 uma legisla\u00e7\u00e3o local (estadual) ajuda no desenrolar dos pr\u00f3ximos movimentos.<\/li>\n<\/ul>\n<h2><a name=\"_Toc9453238\"><\/a><\/h2>\n<h2><strong>ANEXOS\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Disponibilizamos a seguir \u00a0exemplos de edital e memorial descritivo que podem ser \u00fateis:<\/p>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anexo6.pdf\">Modelo de edital para contrata\u00e7\u00e3o de switches<\/a><\/h2>\n<p><a name=\"_Toc9453239\"><\/a>Preg\u00e3o Eletr\u00f4nico do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<h2><a href=\"http:\/\/www.conass.org.br\/guiainformacao\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anexo7.pdf\">Memorial descritivo para aquisi\u00e7\u00e3o de servidores<\/a><\/h2>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assist\u00eancia do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto-USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Neste terceiro cap\u00edtulo, o principal objetivo \u00e9 demostrar aos gestores que a contrata\u00e7\u00e3o de hardware, software e instala\u00e7\u00f5es de rede passam por um momento de grande mudan\u00e7a, em que a aquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel atualmente. 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