A Nota Técnica 01/2026 apresenta um panorama nacional sobre as estruturas das Assessorias de Comunicação (Ascom) das Secretarias Estaduais de Saúde (SES), destacando seu papel estratégico como principal elo entre gestão, população, imprensa e rede do SUS. O documento reúne dados das 27 unidades federativas para compreender como essas áreas estão organizadas, quais são suas capacidades operacionais e quais fatores influenciam sua efetividade. A análise evidencia que a qualidade da comunicação pública em saúde depende diretamente da estrutura das equipes, da autonomia de atuação, da governança e da disponibilidade de recursos.
Os resultados mostram que a maioria das Ascom opera com equipes pequenas ou médias, geralmente compostas por jornalistas, designers e apoio administrativo, o que garante a produção cotidiana, mas limita ações estratégicas como gestão de públicos, escuta e proteção de reputação institucional. Embora haja acesso direto ao(à) secretário(a) e presença em canais digitais consolidados, persistem fragilidades relacionadas à baixa autonomia orçamentária, escassez de ferramentas de monitoramento e sobrecarga de trabalho, o que mantém as equipes em um ciclo contínuo de demandas urgentes.
O documento conclui que fortalecer as Ascom é essencial para a gestão do SUS, não apenas como apoio institucional, mas como condição para transparência, confiança pública e resposta eficaz em crises e situações de desinformação. Recomenda-se ampliar e especializar equipes, estruturar governança e planejamento, garantir orçamento e autonomia, organizar fluxos de trabalho e fortalecer a integração em rede com Secom, hospitais e municípios, criando condições para uma comunicação mais estratégica, consistente e sustentável.
Palavras-chave: Ascom, comunicação pública, saúde pública, SUS, Secretarias Estaduais de Saúde, Conass, gestão da comunicação, políticas de comunicação, comunicação institucional, comunicação digital, redes sociais, assessoria de imprensa, governança, planejamento, avaliação, capacitação, orçamento, autonomia administrativa, infraestrutura, ferramentas digitais, monitoramento, métricas, produção de conteúdo, comunicação de risco, desinformação, reputação institucional, integração em rede, Secom, Cosems, hospitais estaduais, gestão de demandas, fluxo de trabalho, comunicação interna, comunicação externa, transparência pública, participação social, resposta a crises, comunicação estratégica, organização institucional.