Das  23 Escolas Estaduais de Saúde Pública, 17 são dirigidas por mulheres. Quatro têm diretores homens e,  duas,  ainda não formalizaram a indicação de sua gestão. Os números   revelam um dado significativo:  a liderança feminina tem sido protagonista na condução das instituições responsáveis pela formação e qualificação de trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS).

Essas diretoras atuam em diferentes contextos regionais, enfrentando desafios estruturais, financeiros e políticos, mantendo viva a missão de fortalecer a educação na saúde para a consolidação do SUS. São mulheres que coordenam equipes, articulam redes, constroem parcerias estratégicas e sustentam, com competência técnica e sensibilidade política, processos formativos que impactam diretamente a qualidade do cuidado em saúde.

A presença feminina na direção das Escolas não é apenas uma estatística, é expressão de uma força coletiva que tem impulsionado avanços. Dentre esses, destaca-se a mobilização que resultou na  tramitação do projeto de lei  no Congresso Nacional (PL 2619/25) que reconhece as Escolas de Saúde Pública como instituições técnico-científicas estratégicas para o SUS. A iniciativa traduz o amadurecimento institucional dessas entidades e o reconhecimento de sua relevância estratégica para o sistema de saúde.

No  mês em que se celebra o Dia Internacional  das Mulheres, celebrado em 8 de março, torna-se ainda mais simbólico evidenciar os rostos que representam essa liderança. Um painel com as fotografias dessas 17 Diretoras  revela quem são as mulheres que, cotidianamente, conduzem políticas de educação permanente, organizam processos pedagógicos e educativos, defendem o SUS e formam sujeitos comprometidos com a saúde coletiva.

Celebrar essas mulheres é reconhecer trajetórias marcadas por dedicação, competência e compromisso público. É também reafirmar que o fortalecimento do SUS passa, necessariamente, pela valorização da educação e pelo protagonismo de mulheres que transformam desafios em ação e política em cuidado.  Assim,  a homenagem é a elas, que fazem da gestão da educação na saúde um espaço de liderança, resistência e esperança ativa nos territórios brasileiros.

— Maria Ruth dos Santos