
Fragilidade, Demência e Políticas Públicas em Perspectiva Integrada à Produção do Conhecimento Científico
Data: 7 de março de 2026
Público alvo: Aberto a todas as pessoas interessadas na área
Local: Zoom Webinar
Sem taxa de inscrição
Certificado de Participação: CENEX-MED UFMG
O Censo de 2022 constatou um crescimento de 57,4% de pessoas com 65 anos ou mais em 12 anos no Brasil. Este rápido envelhecimento populacional é acompanhado do aumento de pessoas idosas frágeis, com demência e maior necessidade de cuidados de longa duração. Esse cenário impõe a ampliação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à identificação precoce de destas condições e à organização de linhas de cuidado para as pessoas idosas. Nesse contexto, destacam-se esforços nacionais e estaduais, como a incorporação do IVCF-20 ao PEC-eSUS, fortalecendo a estratificação de risco na Atenção Primária à Saúde, bem como as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à identificação da demência nesse nível de atenção.
A fragilidade deve ser compreendida a partir de uma perspectiva multidimensional, que não se restringe apenas ao fenótipo físico. Ela envolve, dimensões funcionais, cognitivas, emocionais, de mobilidade, de comunicação, multimorbidade e sociofamiliares, refletindo maior vulnerabilidade a desfechos adversos em saúde. Pessoas idosas frágeis podem ser acompanhadas em diferentes pontos da rede de atenção, da Atenção Primária aos serviços especializados, hospitalares e socioassistenciais. A necessidade de integralidade e longitudinalidade no cuidado, reforça a necessidade de uma resposta organizada, articulada.
No campo da fragilidade cognitiva, as demências são as condições clínicas que melhor representam esse conceito. A compreensão de sua evolução clínica, dos critérios diagnósticos e dos avanços na detecção por meio de biomarcadores é fundamental tanto para a prevenção, quanto para o planejamento do cuidado e o avanço científico na área. Discutir esses progressos permite alinhar a prática clínica às evidências mais recentes e ampliar o diálogo entre pesquisa básica, clínica e políticas públicas.
A organização de uma linha de cuidado para a pessoa idosa com fragilidade e demência é um processo complexo, que exige coordenação entre diferentes setores e níveis de atenção. Experiências estaduais bem-sucedidas, tanto na área da saúde quanto para a promoção ampla dos direitos da pessoa idosa, serão debatidas neste simpósio com o objetivo de estimular o desenvolvimento de projetos regionais, fortalecer redes locais e ampliar a participação da sociedade civil na formulação e no monitoramento das políticas.
Por fim, a discussão sobre a integração entre ciência, cuidado e políticas públicas, associada à apresentação de experiências internacionais, encerra o evento com a mensagem central de que pesquisa, prática assistencial e formulação de políticas não apenas podem, mas devem caminhar juntas. Somente por meio dessa articulação será possível responder de forma sustentável, equitativa e baseada em evidências aos desafios da fragilidade, da demência e da saúde mental da pessoa idosa.
PROGRAMAÇÃO:
PROGRAMA
7 de março de 2026 (08:00 às 18:00)
