Hran e Hospital de Base ofertam triagem fonoaudiológica a pacientes

Participaram da ação alunos de fonoaudiologia da UnB, da Uniplan e da UCB

Os hospitais de Base de Brasília (HBDF) e da Asa Norte (Hran) realizaram 270 triagens fonoaudiológicas entre os dias 23 e 24 deste mês. Durante os atendimentos, foram consideradas queixas relativas à voz, como rouquidão persistente ou cansaço ao falar.

No Hran, a ação contou com fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e alunos de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto na voz e possíveis quadros de rouquidão ou disfonia (alterações na qualidade vocal). Os pacientes com resultados positivos foram encaminhados à sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para continuidade do atendimento.

Ação de triagem fonoaudióloga atendeu pessoas com queixas relacionadas à voz. Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Coordenadora da ação, a especialista em voz e fonoaudióloga do Hran Yonara Caetano reforça que é preciso investigar qualquer desconforto vocal. A porta de entrada preferencial para essa checagem são as UBSs. “A voz precisa ser emitida facilmente e sair limpa. Se há força para falar ou certa rouquidão, é um sinal de alerta. Esses problemas indicam que algo não vai bem no corpo”, alerta Caetano.

Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A profissional também enfatiza os principais cuidados para manter a saúde da voz. “O que indicamos, antes de tudo, é hidratar as pregas vocais, que precisam disso para vibrarem e emitirem som. Também é importante realizar sempre um aquecimento e um desaquecimento para o uso profissional da voz. Ela deve estar dentro dos limites do confortável e nunca nos extremos: muito agudo ou muito grave, nem falar tão alto ou tão baixo. O conforto é sempre o mais saudável”, diz.

Atuando no HBDF, a fonoaudióloga Anne Paz, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), explica que a voz sofre mudanças ao longo da vida e precisa de cuidados. “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento.”

Quem aproveitou o evento de triagem fonoaudiológica foi Edicleide Gonçalves, 39 anos. Ela conta que saía de uma consulta de rotina no Hran quando foi abordada pela equipe da ação. “Para mim, essa foi uma experiência interessante. Eu sempre falo assim: ‘A voz é o mais importante, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Sou muito conversadeira”, revela.

Yuri Freitas, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura