SAÚDE DA MULHER NO RASTREAMENTO, DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama continua progredindo de maneira alarmante no mundo, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). É o segundo tipo de câncer mais diagnosticado no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pulmão e sendo a causa de quase 7% das mortes por câncer.[3]
No Brasil, é a neoplasia maligna mais incidente na população feminina, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. O risco estimado era de 51,29 casos a cada 100 mil mulheres em 2018.[4]
A doença pode ser detectada em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias. No entanto, em muitas regiões, o diagnóstico ainda é tardio em uma fase avançada da doença, o que indica a necessidade de fortalecer estratégias para conscientização da população e qualificação dos processos de cuidado.
O controle do câncer de mama mantém-se como uma das prioridades na agenda da Política Nacional de Promoção da Saúde em face de sua grande magnitude como problema de saúde pública no Brasil. Entre as modalidades de atenção previstas para seu controle, estão as ações de rastreamento e diagnóstico precoce.[5]
Este documento atualiza as recomendações propostas pelas instituições de referência para o câncer da mulher, repropondo, porém, a organização dos processos de vigilância e cuidado na lógica do Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC). O modelo sugere o conhecimento da população-alvo residente em um território de saúde, de acordo com a complexidade de seu estado de saúde, e as intervenções necessárias para uma resposta adequada a cada estrato de complexidade. Por sua vez, uma resposta adequada depende de uma Rede de Atenção à Saúde integrada, com serviços e fluxos estabelecidos e pactuados, capacidade operacional dimensionada de acordo com a necessidade de saúde e qualidade dos processos assistenciais.

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