
O Brasil registrou, no último ano, uma média de quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia, segundo dados oficiais consolidados pelos estados e divulgados pelo governo federal. Diante desse cenário alarmante, o Conass lança a campanha “O Conass Contra o Feminicídio“, reafirmando seu compromisso com a prevenção das violências e a proteção integral às mulheres.
Para o Conselho, o feminicídio é a etapa final de uma escalada de agressões, psicológicas, físicas e sexuais, e deve ser enfrentado antes do desfecho letal. Trata-se de uma emergência de saúde pública, com impactos na saúde física e mental das mulheres e reflexos na dinâmica familiar e no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
O Sistema Único de Saúde tem papel estratégico nesse enfrentamento. A Atenção Primária, por meio das equipes de Saúde da Família e das Unidades Básicas de Saúde, é fundamental para identificar sinais de violência, construir vínculos e coordenar o cuidado no território. Serviços de urgência, hospitais e a rede de saúde mental também são essenciais para o acolhimento, tratamento de lesões, apoio ao trauma e encaminhamento à rede de proteção.
A notificação compulsória dos casos, prevista na Lei nº 10.778/2003, e a vigilância em saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, são instrumentos decisivos para qualificar dados, orientar políticas públicas e fortalecer ações preventivas.
A partir de hoje (25), vamos publicar vídeos dos gestores estaduais de Saúde sobre o tema. A iniciativa convoca gestores, profissionais de saúde e a sociedade a atuarem de forma articulada e intersetorial para interromper ciclos de violência e proteger a vida das mulheres brasileiras.