Doenças no Carnaval: Saúde alerta como se proteger durante a folia

O Carnaval é um dos eventos mais aguardados do ano, reunindo milhares de foliões em festas e blocos por toda Santa Catarina. Marcada pela alegria e pela intensa interação entre as pessoas, também exige atenção à saúde. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância de adotar medidas simples de prevenção para garantir a diversão sem comprometer a saúde.

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Foto: Freepik

Durante a folia, é comum a troca de beijos entre pessoas que muitas vezes não se conhecem, chegando a dezenas de contatos em um único dia. Isso pode facilitar a transmissão de vírus, bactérias e fungos, especialmente quando há lesões ativas na boca, como no caso da herpes labial.

Entre as doenças transmitidas pelo beijo está a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, causada pelo vírus Epstein-Barr. Os sintomas podem surgir até 30 dias após o contato e incluem febre, dores no corpo, ínguas (gânglios inchados), cansaço intenso e mal-estar.

“Além da mononucleose e da herpes, outras infecções também podem ser transmitidas pelo contato direto com a saliva. Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados durante as festas, evitar beijar pessoas com feridas visíveis na boca, manter a higiene adequada e, ao apresentar sintomas persistentes, procurar atendimento médico”, destaca Eduardo Campos, médico infectologista da Diretoria de Vigilância Sanitária.

Fique atento às ISTs

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) também merecem atenção. Sífilis, gonorreia e HPV podem ser transmitidas pelo beijo, principalmente quando há feridas ou lesões na boca. Essas infecções podem provocar manchas, bolhas, dor, ardência e feridas nos lábios e na cavidade oral.

Outro ponto de alerta é que muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão. Por isso, é fundamental realizar testagem regular, observar qualquer alteração no corpo e manter o calendário vacinal atualizado, especialmente para a prevenção das hepatites virais e do HPV.

Em situações de exposição de risco, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A Profilaxia Pós-Exposição (PEP), composta por medicamentos antirretrovirais, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser iniciada em até 72 horas após a possível exposição ao HIV.

O Carnaval é tempo de diversão, mas a prevenção continua sendo a melhor forma de garantir que a folia aconteça com saúde e responsabilidade.

Mais informações:
Daniela Melo
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
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