Em alusão ao Setembro Amarelo, Secretaria da Saúde promove dois seminários sobre valorização da vida

Os eventos serão realizados em Santa Cruz do Sul e Palmeiras das Missões e as inscrições já estão abertas

Em alusão ao Setembro Amarelo, que marca a campanha nacional de prevenção ao suicídio, a Secretaria da Saúde (SES) promoverá dois seminários macrorregionais sobre promoção da vida e prevenção das mortes autoinfligidas. Os eventos serão realizados em Santa Cruz do Sul e Palmeira dos Missões.

No dia 17 de outubro, das 8h ás 16h, na macrorregional Macro Vales, o tema será debatido em Santa Cruz do Sul, no anfiteatro do curso de Direito da Unisc. Uma das palestras será ministrada pela especialista em Gestão e Políticas Públicas da SES, Cláudia Cruz, que abordará os aspectos individuais e sociais relacionados ao suicídio.

Link para inscrição no evento de Santa Cruz

Já em novembro, no dia 4, o evento ocorrerá em Palmeira das Missões, no centro cultural do município, das 8 ás 15h. A promoção é da macrorregional Macro Norte.

Link para inscrição no evento de Palmeira das Missões

Boletim Epidemiológico

De acordo com o Boletim Epidemiológico, que está sendo atualizado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da SES, o suicídio é um fenômeno complexo e multidimensional que envolve diferentes fatores: biológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos.

Além disso, ele pode ser considerado um grave problema de saúde pública global, não só pelo número de vidas perdidas mas também pelo impacto que provoca nas pessoas mais próximas à vítima – denominadas de sobreviventes – e na comunidade em geral.

Em 2023, no Brasil, a taxa de mortalidade por suicídio foi de 8,6 por cada 100 mil habitantes. Se comparada aos demais países, a taxa brasileira não é considerada alta. Contudo, pelo fato de o Brasil ser um país populoso, os números absolutos chamam a atenção, tendo ocorrido 17.009 óbitos por esse motivo.

A distribuição de mortes pelo território ocorre de forma desigual. Em alguns Estados brasileiros, o fenômeno é mais preocupante, como é o caso do Rio Grande do Sul, cuja taxa de mortalidade em 2023 foi de 16,09 por 100 mil habitantes, quase o dobro da taxa nacional.