Gestores debatem a cobertura vacinal na primeira reunião tripartite do ano

Brasília – A primeira reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2019, contou com a presença maciça de gestores estaduais e municipais de saúde que lotaram o auditório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), nesta quinta-feira (14). O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta conduziu os trabalhos acompanhado de sua equipe.

No reunião foi definida a criação de um Grupo de Trabalho composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems para a discussão da saúde indígena, tema apontado pelo ministro da Saúde como prioridade. “Espero que com este GT nós possamos avançar e qualificar esse sistema que é paralelo e que precisa ser integrado ao SUS”, observou.

A cobertura vacinal e a situação do sarampo no país foram o ponto alto do debate. Segundo os dados apresentados (acesse aqui a apresentação), em 2018 foram 10.302 casos confirmados da doença. Em 2019 já há 33 casos em investigação e as coberturas vacinais continuam em queda.

Para Mandetta, é necessário refazer um pacto sobre a vacinação no Brasil. “A cobertura vacinal está muito baixa e essa situação traz grandes implicações para o país como um todo”, alertou.

Leonardo Vilela, presidente do Conass, ressaltou que é preciso rever questões como as condições de transporte, armazenamento e aplicação das vacinas, bem como outras variáveis relativas à vacinação. “Ano passado nós fizemos uma oficina sobre essa questão e vários estados mostraram suas iniciativas como por exemplo, a criação de leis que condicionavam a matrícula a cartões de vacinação em dia”.

Ainda na reunião, os gestores discutiram a situação epidemiológica da febre amarela (acesse aqui a apresentação) e chamaram a atenção para a importância de se debater também a dengue, ressaltando ser necessária uma grande mobilização nacional para tratar do assunto.

Lançamento do Painel de Apoio à Gestão 

O presidente do Conasems, Mauro Junqueira lançou o Painel de Apoio à Gestão. A ferramenta tem o objetivo de auxiliar o gestor municipal nos processos de regionalização. “Nessa ferramenta é possível acessar todas as informações em um só lugar, público e de fácil acesso. Acredito que ela representa um avanço para a gestão”, disse.

O presidente do Conass parabenizou a iniciativa. “Um instrumento como esse faz com que possamos multiplicar os recursos escassos para que eles sejam melhor aplicados em prol da saúde da população”.

Webdoc Brasil, aqui tem SUS – Riachão do Jacuípe – BA (Conasems)

Por meio da ação itinerante, profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) atendem em comunidades da região levando assistência aos pacientes com transtornos mentais que não têm condições de frequentar o CAPS na sede do município. O trabalho visa principalmente integrar a Atenção Básica e a Saúde Mental.

Confira abaixo:

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