Governo do Amapá participa de formação sobre atendimento à população LGBTQIA+ indígena

Capacitação integra as ações da gestão estadual para garantir acolhimento humanizado e equitativo na rede de saúde.

Profissionais da saúde participam de formação voltada ao atendimento da população LGBTQIA+ indígena
Profissionais da saúde participam de formação voltada ao atendimento da população LGBTQIA+ indígena Foto: Divulgação/Sedih

Como parte das políticas de inclusão, o Governo do Amapá participa, no município de Oiapoque, de uma formação que capacita profissionais para o atendimento à população LGBTQIA+ indígena. A iniciativa foca em práticas humanizadas e culturalmente adequadas às realidades locais.

A Secretaria de Estado de Políticas para os Povos Indígenas (Sepi) e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedih) acompanham a atividade para reforçar a promoção de um serviço qualificado. O gerente do Núcleo de Diversidade de Gênero da Sedih, Alessandro Brandão, destacou que, muitas vezes, essa população permanece invisível tanto nas políticas públicas quanto nas próprias comunidades.

Gerente do Núcleo de Diversidade de Gênero da Sedih, Alessandro Brandão
Gerente do Núcleo de Diversidade de Gênero da Sedih, Alessandro Brandão Foto: Divulgação/Sedih

“O que trouxemos para Oiapoque foi, acima de tudo, diálogo. Não chegamos ditando normas, mas para ouvir e conversar sobre saúde, direitos e as dificuldades enfrentadas. Se não falarmos com eles, do jeito deles e em seu território, nunca conseguiremos atender essa população com eficiência”, pontuou o gerente.

A participação da gestão do governador Clécio Luís reforça o compromisso com o atendimento respeitoso às diversidades nos 16 municípios amapaenses. Para o responsável técnico pela Saúde da População LGBTQIA+ da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Renato Nascimento, o acesso desse público ao sistema de saúde ainda é um desafio.

Responsável técnico pela Saúde da População LGBTQIA+ da Sesa, Renato Nascimento
Responsável técnico pela Saúde da População LGBTQIA+ da Sesa, Renato Nascimento Foto: Divulgação/Sedih

“Viemos para escutar e entender como eles vivem e o que lhes falta. Muitos não se sentem seguros para procurar atendimento por medo do preconceito. Tivemos relatos de pessoas que se sentiram ‘vistas’ pela primeira vez. O Estado continuará construindo pontes, porque a saúde LGBTQIA+ precisa ser efetiva na prática”, ponderou Nascimento.

A ação em Oiapoque representa mais um passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao respeito, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a promoção e defesa dos direitos humanos.

Por Gian Pantoja