Ministério da Saúde, Conass e Conasems realizam oficina para Apoio na Organização da Rede de Atenção à Saúde

Ministério da Saúde, Conass e Conasems realizaram, nesta terça (23) e quarta-feira (24), a “Oficina: Apoio na Organização da Rede de Atenção à Saúde”. O evento ocorreu em ambiente virtual e contou com a participação de 85 profissionais da SAPS/MS, DGIP/MS, Conass, Conasems e dos Hospitais Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e Beneficência Portuguesa (BP). O objetivo da oficina foi gerar reflexão sobre a organização do sistema de saúde e incorporação na prática dos fundamentos de construção de redes de atenção.

Oficina para Apoio na Organização da Rede de Atenção à Saúde

O primeiro dia de evento contou com apresentações de Eliane Veiga (Conass), que fez uma apresentação sobre um consolidado das questões norteadoras da oficina e da legislação vigente; Sidclei Queiroga (SAPS/MS), que apresentou o cenário atual da MMI no Brasil; Rodrigo Lacerda (Conasems), que fez uma apresentação sobre a estratégia tripartite para aprimorar a gestão e a governança do SUS e a importância do Planejamento Regional Integrado na organização dos pontos de atenção da RAS; e Eugenio Mendes (Conass), que fez uma apresentação sobre a RAS e seus componentes.

No segundo dia de evento, os participantes foram divididos em 4 grupos para resolverem situações problema sobre o tema “A organização dos pontos de atenção da RAS (estrutura operacional, modelo de atenção, continuidade do cuidado e programação)”. Em seguida, os grupos comentaram sobre os elementos utilizados durante a respostas das situações e os relatores dos grupos apresentaram as dificuldades e facilidades na execução dos trabalhos em grupo.

Durante o encerramento da oficina, representantes do Ministério da Saúde, Conass e Conasems celebraram o êxito do evento e comentaram sobre a importância de que os participantes de diferentes setores trabalhem em conjunto em busca da organização do sistema de saúde, incorporando na sua prática o fundamento de construção de redes de atenção.

Marcus Franco, do Conasems, ressaltou que é preciso fortalecer a promoção da saúde e a intersetorialidade nas Redes de Atenção à Saúde, especialmente no âmbito municipal. “Olhando para esses casos, penso no quanto a promoção da saúde deixou de ser aplicada e como isso contribuiu para que esses casos complicassem clinicamente”, disse, defendendo que essa perspectiva deve ser contemplada no processo de organização das redes e na qualidade da Atenção Primária à Saúde no território.

Franco também falou do cuidado que se deve ter com a atuação prescritiva e ritos processuais, reforçando a importância da participação das pessoas. “Trabalhamos com a qualidade da saúde e o direito à saúde da população, por isso, temos de aprofundar o cuidado e nos questionar como a gestão desse cuidado se dá na coordenação da APS e na gestão do SUS”.

O facilitador Marco Antonio pontuou que as discussões dos grupos mostraram o desafio de organizar o sistema de saúde para responder às necessidades de saúde da população. “Precisamos pensar a lógica do modelo que responde à essas necessidades, verificando se há resposta no acesso, na resolutividade e na situação de saúde”. E reforçou que encontros como este são imprescindíveis para que se possa conhecer as necessidades da população, das equipes e dos gestores.

O professor Eugênio Vilaça falou da complexidade do trabalho de composição de Redes de Atenção à Saúde no SUS, ressaltando também a importância das discussões promovidas pelo encontro. A oficina também proporcionou elevar o nível de discussão no processo de regionalização e demais projetos estruturantes do SUS, segundo o representante do HAOC e da Beneficência Portuguesa, Rubens Griep.

Nilo Bretas, coordenador técnico do Conasems, falou que para além de promover o alinhamento conceitual, o encontro levou à observação da realidade do onde atuar, extrapolando o metodológico e caminhando para questões práticas na vida das equipes, gestores e das pessoas. “Não há direção única para nossa ação. Ela não pode ter regras rígidas que nos impeça de enxergar a realidade e de apoiar a transformação dessa realidade”, destacou. E pontuou a possibilidade de incluir a estratégia das Redes de Atenção à Saúde no Grupo de Trabalho de Gestão na CIT. “Temos uma série de discussões fundamentais a serem feitas e uma delas é como não perder qualidade da atenção apesar das condições econômicas e políticas. Por isso precisamos conversar a respeito e caminhar alinhados, agregando o que for necessário ao processo”.

Para a diretora do Departamento de Saúde da Família (DESF/SAPS), Renata Maria de Oliveira Costa, o encontro reanimou a formação das RAS e a consolidação do SUS. “É um momento de fortalecimento do trabalho dos facilitadores da APS, que convido para assumirem o desafio de avançar na organização das redes com linguagem acessível, criatividade e inovação”.

Por fim, o secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, agradeceu a participação e empenho dos participantes durante a oficina, ponderando a necessidade da compreensão das questões políticas para que as propostas sejam condizentes com as realidades das regiões, pensadas também do ponto de vista financeiro e de compatibilidade tecnológica. “Fazer a junção destes elementos é importante para evitar o desgaste do trabalho e aprimorar a solução de problemas”. E finalizou ressaltando a importância da continuidade da discussão das estratégias para enfrentamento da mortalidade materna e infantil na organização das Redes de Atenção à Saúde.

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Fonte: Ascom Conasems e Conass

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